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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 6 de setembro de 2016

DEBALDE - Por Antônio Morais


A criancinha que ia de banco em banco, estendendo a mãozinha e recebendo acenos  negativos de não. Ela queria desejar paz a cada fiel e não estava pedindo esmola. 

No momento  em que estou vivendo, passa-me pela cabeça essa historinha. Enquanto estudei e vivi entre vocês, sempre, estendia a mão, desatava minha voz, dizia verdades para agrado de uns e desprazeres de outros. Como a criancinha, minha mão aberta era um pedido de esmola; minha voz ativa era  uma blasfêmia. O silencio era a indignação.

No silencio de uma igreja era confundida a intenção da pequerrucho, mas num meio universitário achava tudo claro quando falava. Debalde. Quase Debalde. Sim porque tenho certeza que muitos entenderam minhas palavras, minhas mensagens.

Um comentário:

  1. A criancinha desejava Paz!... A pressa, estupidez e egoismo dos maiores a desconheceu. Pena que nem o riso de uma criança tenha demolido o seu fracasso.

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