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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

DIFERENÇAS DE COSTUMES - POR ANTÔNIO MORAIS


Raquel de Queiroz escreveu na ultima pagina da Revista o Cruzeiro, há dezenas de anos, sobre as diferenças de comportamentos do povo de região para região.

Falava que enquanto dois grandes empresários paulistas viajavam do Brasil aos Estados Unidos, sentados em poltronas vizinhas sem um  bom dia de um para outro, o nordestino que  mudava-se de um bairro para outro da cidade, ao chegar  na nova morada, antes mesmo de começar a descer a mudança os futuros vizinhos já serviam um bule com café e bolo de milho.  Solidariedade e hospitalidade.

Lembrei desta historia porque outro dia  viajei de São Paulo a Juazeiro do Norte, com escala Brasília e Recife. 

De São Paulo a Brasília muitos ternos, silêncio profundo, leituras de revistas, nada de diálogos ou conversas. De Brasília a Recife já se ouvia algum burburinho, alguns passageiros a trocar ideias.

Do Recife a Juazeiro do Norte virou feira livre. Ouvia-se de um lado para o outro: Ei baitola veio veado, como foi a viagem, conseguiu comprar tudo que  pretendia?

Nada "fio de uma égua veia", o tempo passou rápido, tenho que voltar mês que entra outra vez. Mas, com uma viagem boa dessas, sem poeira, cruva nem catabi, agente tem mais é que aproveitar.

3 comentários:

  1. Quanto maior for a influencia do econômico e do material, maior o isolamento e indiferença.

    No final o mesmo fim: Aqui Jaz.

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  2. Morais:
    De dois em dois meses passo por experiência igual. Viajo para Belo Horizonte via Brasília. De BH à capital da República (ainda acho que a capital do Brasil é o rio de Janeiro) é todo mundo sisudo, lendo jornais sem olhar para o vizinho. De Brasília para Juazeiro o voo vira uma conversa generalizada que vai desde o "Valha-me meu Padim Ciço", até comentários sobre a roubalheira dos políticos...

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