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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 13 de maio de 2017

Imperatriz Leopoldina: uma mulher superior ao seu tempo

Postagem de Armando Lopes Rafael


Interessantíssima a reflexão feita pelo mantenedor deste Blog, o Sr. Antônio Morais, na postagem "Imperatriz Leopoldina muito além da novela das 6".

Na verdade, as novas gerações desconhecem esta  grande personagem da nossa história,  que foi a primeira imperatriz do Brasil, a Arquiduquesa da Áustria Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena, depois conhecida como Maria Leopoldina, a primeira esposa do Imperador Dom Pedro I e mãe do magnânimo Imperador Dom Pedro II, ainda hoje considerado "O Maior dos Brasileiros". Leopoldina era a terceira filha do Imperador da Áustria, Francisco I, e da sua segunda esposa,a Princesa Maria Teresa Carolina de Nápoles e da Sicília.Educada com esmero na corte vienense, desde cedo mostrou interesse para a botânica e para a mineralogia. Nas excursões realizadas com sua família aproveitava para coletar mostras de minerais e plantas.

Também estudou línguas, história e pintura deixando várias aquarelas.Poucos sabem que a atual bandeira do Brasil sofreu apenas ligeiras modificações da antiga bandeira do Brasil independente, esta idealizada pela Imperatriz Leopoldina: o verde representa as cores da família Bragança e o amarelo, os Habsburgo.

Poucos brasileiros sabem que o nome da cidade de Carolina, no Estado do Maranhão, foi dado em homenagem a nossa primeira Imperatriz. Era o primeiro nome do seu extenso nome. Que a cidade de Leopoldina, em Minas Gerais, é para homenageá-la. Já a cidade de São Leopoldo-RS, fundada em 1824, foi assim chamada por causa de Dona Leopoldina. A Estrada de Ferro Leopoldina, inaugurada em 1874, foi batizada em sua honra. E até a  escola de samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, também lhe presta homenagem.

Enquanto isso a ignorante Câmara de Vereadores de Crato mudou o nome de uma rua -- localizada no antigo bairro Barro Branco (hoje bairro Nossa Senhora de Fátima) -- denominada oficialmente de "Imperatriz Leopoldina" e rebatizou com o nome de "Orestes Costa". Este senhor já tem 3 ruas em Crato com seu nome. Uma passa ao lado da Indústria Grendene e outra fica no triângulo do Bairro Grangeiro.


Foi a Imperatriz Leopoldina a maior incentivadora da nossa independência de Portugal. Em agosto de 1822 exercendo ela  a regência, na ausência do príncipe Dom Pedro, que se encontrava em São Paulo, enviou-lhe papéis e comentários vindos da metrópole portuguesa, que faziam crítica a sua atuação do futuro Imperador. Junta a isso uma carta de José Bonifácio e outra escrita pela própria Leopoldina, ambas exigindo uma atitude imediata do príncipe herdeiro: proclamar a independência do Brasil.  Em sua correspondência escreve: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece".

É muito rica a personalidade da Imperatriz Leopoldina! Abaixo transcreveremos apenas uma de suas facetas: sua vasta cultura científica, conhecimentos que ela  colocou totalmente a serviço do acanhado Brasil do século 19. A conferir:

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Mulher superior ao seu tempo, a Imperatriz Dona Leopoldina trouxe ao Brasil missões científicas, prestigiou a vinda de sábios, tais como Emanuel Pohl e von Martius, que pode ser considerado o primeiro estrangeiro a revelar o Brasil à Europa.Apaixonada pelas Ciências Naturais, especialmente Botânica e Mineralogia, a então Arquiduquesa Leopoldina da Áustria, antes de vir para o Brasil, por ocasião de seu casamento com o então Príncipe Real de Portugal, Dom Pedro de Alcântara, enviou à sua frente uma delegação de cientistas, pintores, jardineiros e um taxidermista, enquanto a própria jovem nubente ficou a estudar a história e a geografia do Brasil e de Portugal, bem como a aprender o português, elaborando para si própria um extenso vade mecum.
Pode-se imaginar o quanto a jovem e recém-casada Princesa Real, ao chegar ao Brasil, deve ter se encantado pelas fauna e flora exóticas de seu novo lar. Foi, sem a menor sombra de dúvida, um caso de amor à primeira vista entre a futura Imperatriz e a Pátria que viria a adotar como a sua própria.

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier).
Ainda voltarei a falar sobre a Imperatriz Leopoldina neste espaço.

2 comentários:

  1. A Rede Globo costuma, de má fé, fazer da história uma ficção. A história registra fatos e não pode ser inventada, criada a bel prazer ou por conveniência do tempo. A Globo devia fazer um seriado com a Dilma, Gleyce, Ideli, Jandira, Vanessa, essas as mulheres do PT. Vê se tinha a coragem de falar a verdade sobre esses personagens nefastos da historia atual. Como fala o belo texto do Armando - Dona Leopoldina estava bem superior ao seu tempo.

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  2. “O uso do cachimbo entorta a boca”, diz um ditado popular...
    Em 1989, quando estava sendo preparado o plebiscito para a população brasileira escolher se continuava com esta República caótica, corrupta e em fase terminal ou se retornava ao glorioso tempo do Brasil Imperial, a Rede Globo lançou uma novela no horário das 7h. da noite intitulada “Que Rei sou eu?”
    A finalidade era confundir a massa ignara sobre a verdade sobre a forma de governo monárquica. A globo conseguiu o intento...
    Passaram os anos. Hoje a velha Rede Globo volta a deturpar a história. Alega que a novela é ficção, tudo na base de um folhetim hilário e em tom de comédia. Mas o povo não sabe distinguir entre a verdade histórica e a ficção dos esquerdistas trogloditas que dominam a Rede Globo.
    Segundo o blogueiro Ed Doer: “Além dos fatores qualidade e o surgimento da internet, normalmente lembrados quando se discute a audiência da televisão na atualidade, creio que tem outros 2 fatores que são ignorados e que poderiam estar contribuíndo:

    – o primeiro é o trânsito caótico das grandes cidades, aumentando tempo que parte considerável dos trabalhadores leva para se deslocar entre serviço e casa. É algo que possivelmente afetaria a audiência das primeiras novelas (6 e 7) pelo menos. E imagino que tal teoria poderia ser confirmada (ou desmentida) comparando audiência de cidades pequenas com capitais para ver se há alguma diferença.

    – o segundo é o crescimento da educação de nível técnico ou superior, seja ela privada ou pública, fazendo que um número maior de trabalhadores estejam longe de casa no horário que tal programação é exibida. Alguém que chega depois das 22h, possivelmente vai "apagar" na cama logo em seguida, não dando audiência para a Globo e seus concorrentes nem no horário "pós-novela".

    A Rede Globo parece ignorar a nova realidade e continua deturpando a história do Brasil com essa malfadada novela “Novo Mundo”. Tem muita gente que pensa que aquelas cenas de ficção aconteceram realmente...
    Pobre ex-brava gente brasileira. Qualquer imbecil te engana!

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