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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

014 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Um dos maiores poetas  que conheçi no Crato chamava-se José Jucá Landim, o nosso saudoso Zé Landim.

José fazia o improviso sempre critico, bem humorado, bom e prazeroso de se lê.

João Aires de Aquino, conhecido por Dom João, era um comerciante querido do Crato nas décadas de 70 e 80 do século passado. Tinha um Bar muito frequentado, era Dom João um ardoroso torcedor do Vasco da Gama.

Fez economia e comprou um carro. Na primeira viagem a Juazeiro do Norte, quando retornava fez uma manobra brusca e bateu de frente com um ônibus. O carro acabou não serviu pra nada e Dom João foi parar no hospital morre num morre.

Cinco dias depois, já recuperado das escoriações e recebendo visitas, Zé Landim passou pra mais de duas horas levando um lero com o amigo.

 Ao se despedir, deixou numa folha de papel, na mesa da quartinha da água de beber, a presente estrofe, que foi motivo de intriga:

Meu amigo João Aires de Aquino
Um solteirão bem traquino
Que fala de todo mundo
Num acidente de veiculo
Quebrou o par de testículo
E as quatro pregas do fundo.

Um comentário:

  1. Pelo que consta a história e o que dizem as má línguas da Praça Siqueira Campos, Dom João não falou mais com o amigo José Landim. Foi intriga eterna.

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