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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Noutros tempos - Por Antônio Morais.


Os tempos eram outros,  os costumes eram outros e os homens também. O agricultor escolhia as espigas de milho  maiores, separava  a parte do  meio e escolhia as sementes  melhores e mais graúdas. Andava o arrozal catando os maiores cachos  com o mesmo fim. Todo agricultor tinha suas sementes e nas primeiras chuvas  plantava. Assim  poucos dias depois das primeiras chuvas já se via feijão abotoando  e o milho  a altura da cintura. Hoje em dia, as lagoas cheias. os riachos correndo,  as barragens lavando e açudes  sangrando se vê o agricultor esperando pela semente do governo.

Como  a etapa  invernosa é curta é bem provável que  falte  chuvas na hora de germinar os grãos, aí parece ser de propósito,  é aquela correria  para requerer o seguro safra,  coisa planejada.

O sindicato  da classe, a troco de  votos pra seus candidatos se encarrega de enquadrar direitinho, motoristas, vendedores, moto-taxistas etc que se transformam  em agricultores e haja erário publico.

Como filho de agricultor, quando não existia conselho tutelar para tirar o direito dos pais educarem os seus filhos,   que aos  cinco anos, sem dominar a enxada  acompanhava o pai tirando o mato do pé, e, como  observador da historia farei  algumas postagens denunciando a historia pelos fatos de conveniências politicas atuais.

3 comentários:

  1. Num espaço de tempo pequeno, vi os mesmo atores na pratica da contradição. O que lhe convinha antes e agora. A politica criou o ambiente do direito sem obrigação. Vou denunciar nas proximas postagens.

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  2. Não sou contra o programa “Bolsa Família”. Se ela fosse feita com critério até que ajudaria quem vive na miséria extrema. Uma grande parte da população rural vive nessa faixa, enquanto o dinheiro das estatais e das obras públicas some no ralo da corrupção.
    No entanto, a Bolsa Família (alguns chamam de “Bolsa Esmola”) modificada dos critérios iniciais que existiam da antiga Bolsa Escola –do governo FHC –, ou seja, forçar as crianças a frequentarem a escola, acabou com a mão de obra rural. Hoje, salvo raras exceções, os homens da zona rural passam o mês inteiro jogando baralho e tomando cachaça, pois sabem que, no fim, do mês (mesmo à custa das “pedaladas”, pois o País não tem estrutura para distribuir tanto dinheiro) recebem do governo uma pequena ajuda, dada com objetivos inteiramente eleitorais... São as coisas desta decadente República...

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  3. O bolsa família é um programa eleitoreiro. Sem critérios e sem fiscalização. Basta verificar que no cruzamento do CPF dos beneficiários e candidatos a deputados nas últimas eleições existem 10 mil em todo o Brasil. O bolsa família é uma fraude como o governo no seu todo.

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