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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Lembrando Delfonso - Por Antônio Morais


Vi para o Crato em 1969. Fiquei na casa de uma parente, estudava no Colégio Estadual Wilson Gonçalves. No ano seguinte o meu pai alugou uma casa e vieram  morar  comigo meu irmão Pedro Morais e o primo Expedito Morais. No dia 30 de Abril de 1970 pela manhã recebi a visita do amigo Delfonso. Sua vinda ao cariri tinha a finalidade de assistir o jogo entre Cruzeiro e Fortaleza, na inauguração do estadio Romeirão.

Na tarde do dia 30 fomos eu, Pedro e Delfonso no carro do meu nobre amigo Cesário Saraiva Cruz ao Aeroporto Nossa Senhora de Fátima, na Serra do Araripe, ver a equipe do Cruzeiro. Pouca gente presente, o avião pousou os jogadores desceram todos muito elegantes, de terno, com as mochilas penduradas no ombro, não se via um brinco, pilsen ou tatuagem. Ficaram todos aguardando o ônibus que ia levá-los para o hotel em Juazeiro do Norte. 


Delfonso, na sua singeleza, parecia não acreditar no que via. Olhava o Raul assim como se olhasse Perna Santa, Dirceu Lopes e Piaza como se fosse Seu Tonho de Cota e Tinteiro, via em Tostão um Nenên de Canuta. Craques que marcaram a seleção de Várzea-Alegre  nos velhos tempos.

No dia primeiro de Maio de 1970 foi inaugurado o Estádio Romeirão em Juazeiro do Norte - CE. Jogaram  Cruzeiro e Fortaleza, o primeiro gol do estadio foi margado por Natal e o Cruzeiro venceu por 3 x 0.

Sempre que encontrava o Delfonso ele dizia -  Antonio, mais o Natal jogava  bonito...

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