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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Corporativismo e Benefícios - Lindoval Oliveira.

A sociedade brasileira sempre foi afeita a benefícios e manteve uma postura de feudalismo. Nossas corporações militares, políticas, jurídicas e funcionários públicos assumem uma postura de classe privilegiada e não de servidores com obrigações constitucionais. 

Quando todos apertam os cintos em função das crises, estes se postam na defesa dos seus interesses e ainda procuram sensibilizar a sociedade em sua defesa. 

Uma sociedade só é mais justa se houver divisão de responsabilidades e benefícios para todos e para tanto os feudos precisam deixar de existir. Simplesmente não há como pagar tantos privilégios. 

Nos últimos anos acentuou-se muito a distribuição de benefícios como se o orçamento fosse algo elástico e ilimitado e muitos foram agregados a esta casta de privilegiados, o problema é que a conta chegou e como sempre ninguém assume a responsabilidade de pagar, então vamos transferir. 

Os pagantes de sempre já não suportam mais a carga por absoluta impossibilidade e em algum momento esta corda vai arrebentar e aí todos sofreremos.

Lindoval Oliveira é um ex-colega do Colégio Estadual Wilson Gonçalves. Mora em São Bernardo.

Um comentário:

  1. De plena acordo. A sociedade brasileira acostumou-se a receber benefícios e não ter obrigações. O sistema econômico implantado nos últimos anos não resiste, faliu.

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