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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Revista o Cruzeiro, Raquel de Queiroz - Por Antônio Morais.

Raquel de Queiroz escreveu na última pagina da revista "O Cruzeiro", há dezenas de anos, sobre as diferenças de comportamentos do povo de região para região.

Falava que enquanto dois grandes empresários paulistas viajavam do Brasil aos Estados Unidos, sentados em poltronas vizinhas sem trocar um bom dia de um para outro, o nordestino que se mudava de um bairro para outro da cidade, ao chegar na nova morada, antes mesmo de começar a descer a mudança os futuros vizinhos já serviam um bule com café e bolo de milho.

Lembrei-me desta historia porque outro dia viajei de São Paulo a Juazeiro do Norte, com escala Brasília e Recife.

De São Paulo a Brasília muitos ternos, silêncio profundo, leituras de revistas, nada de diálogos ou conversas. De Brasília a Recife já se ouvia algum burburinho, alguns passageiros a trocar ideias.

Do Recife a Juazeiro do Norte virou feira livre. Ouvia-se de um lado para o outro: "Ei baitola veio veado", como foi a viagem, conseguiu comprar tudo que pretendia? Nada "fio de uma égua", o tempo passou rápido, tenho que voltar mês que entra outra vez. Mas, com uma viagem boa dessas, sem poeira, "cruva nem catabi", agente tem mais é que aproveitar.

Isso se chama solidariedade e hospitalidade. Salve nós nordestinos.

Um comentário:

  1. Só o povo nordestino tem o carisma da solidariedade nunca vista em nenhum outro povo.

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