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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 10 de março de 2017

043 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


BOLA FRIA.

Na década de 70 do seculo passado foi realizado uma peleja futebolística entre os dois sítios periféricos a cidade de Várzea-Alegre. De um lado o sítio Coité e do outro o sítio Varas. Era uma partida melhor de três quem vencesse a primeira jogaria a segunda pelo um empate. 

Naquela ocasião a Rede Globo e a Tupy já estavam prontas para transmitirem aquela importante partida de futebol. Os patrocinadores daquele jogo estavam ansiosos pela recompensa econômica que iriam obter com tal partida. Pois bem, cadê o arbitro? De livre e espontânia vontade se apresentou um corajoso apitador, em virtude da tensão que vivia naquele momento. Os craques da bola já estavam nervosos e super aquecidos tanto pelos os exercícios preliminares como pelo o sol escaldante de 40 graus em plena 10 horas do dia. Foi o cidadão, Cícero Mocho, que colocou a bola ao centro pra dar inicio a partida tão nervosa. 

Um jogador de nome, Zé de Toin, pertencente ao time das Varas, cujos os pés e as unhas mais duros do que casco de tartaruga, foi o primeiro a receber a bola ao ser batido o centro. O mesmo aplicou um bicudo na redonda que foi em direção ao rosto do árbitro, que foi  nocauteado. Confusão, corre-corre, busca água pro o acidentado, bofetadas nas costas pra ver se dava sinal de vida, alguns segundos o juiz estava sentado no chão cuja a mão direita tinha um espelho redondo daqueles que se compra na feira, olhando a extensão da lesão em seu rosto. Os jogadores nessas alturas já se indagavam se aquilo teria sido uma falta. 

De prontidão, Dunga de Maurício gritou que o jogador não tinha culpa e que o jogo teria de ser reiniciado com o juiz dando "Bola Fria" pra dois jogadores disputarem a posse de bola, aí veio a contestação do árbitro: Que bola fria que nada, vejam a mancha vermelha em meu rosto queimando que nem o Cão, essa bola veio quente que nem uma brasa e eu vou expulsar o jogador Zé de Toin pra ele treinar mais arremate em direção ao gol. 

A confusão foi generalizada. Só se sabe que ainda hoje o sumula do jogo se encontra na FIFA pra ser julgada e ter início outra partida, o jogo de volta.

Um comentário:

  1. Tenho dezenas de testemunhos que esse jogo aconteceu e o fato foi verdade. Conheço a grande maioria dos atletas citados na peleja. Se você desconfia da veracidade converse com o Dr. Rolim.

    Bom dia.

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