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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 19 de maio de 2017

081 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Foto - Pedro de Pinho.

Uma das coisas que eu estranho em Várzea-Alegre é o fato de um primo legitimo passar por outro e não  cumprimentá-lo. Não por falta de consideração, civilidade ou lhaneza no trato,  mas porque não conhece a genealogia da própria família. Todo aquele que  tem mais de sessentanos nos costados sabe que  na sua origem, dificilmente se encontrava alguém que  não fizesse parte da mesma descendência ou ascendência.

Outro dia, recebi um email do meu nobre conterrâneo Rivônio Pinho, e, ele  pedia informações  da ligação familiar  do pai dele  Raimundo Morais com Antônio André do Roçado Dentro,  pois lembrava o ilustre amigo de varias visitas  feitas em companhia do pai ao perfilado.

Muito bem, José Alexandre Bezerra de Menezes se casou com sua tia Antônia de Morais Rego. Portanto  José Alexandre do canto, como era conhecido era  neto e genro de José Raimundo do Sanharol.

Maria e Ana foram as duas  primeiras filhas do casal. Maria se casou com Pedro de Pinho e eram os pais de Raimundo Morais. Ana se casou com José Alves Bezerra, José André que eram os pais de Antônio André. Assim é que Raimundo Morais e Antônio André do Roçado Dentro eram primos legítimos. 

Antônio André tinha problemas mentais, dizem, não sei se é verdade, que decorriam  do problema da sanguinidade. Certa vez, o meu pai, José André do Sanharol levou o primo Antônio para fazer um tratamento no Hospital São Francisco em Crato.  Nesta época não tinha televisão em Várzea-Alegre, no Crato já existia.  

De volta, no meio de uma turma que o visitava, Antônio André comentou a novidade : Meninos, eu vi um rádio no Crato que  agente ver as pessoas conversando dentro. Zelim, outro abilolado pelas mesmas causas do parentesco alertou aos presentes: Pode amarrar e levar de volta, ele não ficou bom.

Um comentário:

  1. O varzealegrense é sempre muito bem humorado. Os dois tinham problemas mentais, mesmo assim faziam ri.

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