• LUIZ GONZAGA E A COPA DE 50 - Por ocasião do Brasil x Uruguai de 1950, os alto-falantes do Maracanã traziam na sua programação musical todo um repertório de baiões. Primeiro, "Paraíba". Depois, "Baião de Dois". A seguir, "Asa Branca". Era o gênero da moda no Rio de Janeiro. Só dava Luiz Gonzaga na sanfona, cantando Humberto Teixeira. A multidão delirava. Cada baião era um hino da paixão nacional.
• TRANSFORMAÇÃO - Times de futebol viraram corporações. Como atividade capitalista, são regidos, na maior parte do Planeta, pelo livre mercado. Visam o lucro e a expansão das suas marcas. Muitos têm ações na bolsa e despertam cobiça de bilionários. Por trás da paixão, existem máquinas de fazer dinheiro. Embora nos causasse estranhamento, foi essa a nossa compreensão, há bastante tempo. Só que o dirigente do futebol brasileiro não absorveu inteiramente essa transformação.
• FUTEBOL E MÚSICA - Já ouviram falar em "jogar por música"? A música é tempo. Tempo de acelerar, tempo de ir mais lentamente, tempo de parar. Assim, é o futebol. Só que, apenas os grandes times, possuem essa noção de tempo. Ter a bola, por exemplo, significa controlar o tempo.
• O FUTEBOL EM SUAS FORMAS - O gênio futebolístico acontece de formas diferentes. Um pode ser mais inteligente, habilidoso. Outro, a personificação do lúdico. Como nas brincadeiras de criança.
• FRASE - "As vitórias de Fortaleza e Ceará mais do que prazer dão alivio". WB.

Viajei uma vez com Luiz Gonzaga. Fui com o meu amigo Gilberto Mendonça para sua fazenda Santa Tereza em Grancito.
ResponderExcluirDe volta depois do Exu entramos para a fazenda de Humberto Mendonça.
Na alpendrada da casa tinha uma rede armada com aquele corpão estirado. Ele se levantou e falou para esposa do caseiro : Cecilia ponha uma porção de coalhada pra mim que eu quero ir bufando para esses Mendonças até o Crato.
No Crato ele ficou na casa do Gillberto até o horario de viajar para o Recife.