quinta-feira, 15 de julho de 2021

Bolsonaro: Presidência não é cargo público - Por José Newmanne Pinto.

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar se Bolsonaro cometeu crime de prevaricação por supostamente não ter comunicado aos órgãos de investigação indícios de corrupção nas negociações para o Ministério da Saúde comprar a vacina Covaxin.

Mas ele disse que não pode ser enquadrado no crime. “Eu entendo que a prevaricação se aplica a servidor público. Não se aplicaria a mim.” 

Só que o artigo 327 do Código Penal reza que, para os efeitos da lei, são considerados funcionários públicos “quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerça cargo, emprego ou função pública”. 

É o caso do cargo de presidente da República, exercido de forma transitória durante o mandato. 

De onde será que o capitão reformado do Exército, deputado federal aposentado e presidente da República tirou essa patacoada?

'Só o impeachment tem dentro da lei a capacidade de parar Bolsonaro' - Por Merval Pereira.

Merval Pereira faz uma análise da postura de Bolsonaro após encontro com presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. 'Bolsonaro não vai mudar'. 

Merval disse que o presidente do STF fez o que lhe cabia, mas isso não vai resolver o problema. 'A gente como sociedade deveria impor um limite e o limite é o impeachment'.

Comentarista diz que chega um momento em que não é possível aceitar que o presidente da República faça o que ele faz. Em uma democracia não é possível.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

"A hora de fazer campanha para o Moro ser candidato é agora", diz senador do Podemos - Por o Antagonista.

O senador Oriovisto Guimarães gravou um vídeo para um grupo de médicos que defendem a candidatura do ex-juiz da Lava Jato à Presidência da República.

Em vídeo enviado a um grupo de médicos que defendem a candidatura presidencial de Sergio Moro  e ao qual O Antagonista teve acesso , o senador Oriovisto Guimarães, do Podemos do Paraná, disse acreditar que “agora é a hora” de incentivar o ex-juiz da Lava Jato a concorrer em 2022.

“Eu e muitos senadores temos tentado falar com o Sergio Moro e pedido a ele que aceite ser candidato. Até agora, ele não disse ‘não’, mas também não disse ‘sim’. 

Prometem, falam, insistem que Moro não será candidato. Não é verdade. Moro ainda não se definiu. Isso nos deixa com as mãos amarradas, mas todos os que puderem fazer campanha para o Moro ser candidato, a hora de fazer campanha é agora”.

“O Brasil não pode se resumir a apenas duas opções políticas. Existem, como eu, milhões de brasileiros que querem uma terceira via”, acrescentou.

Na última sexta-feira, em live com o senador Lasier Martins, Podemos, o líder do Podemos, Alvaro Dias, afirmou que Moro prometeu informar ao partido entre outubro e novembro se vai ou não se candidatar.

Em entrevista ao "Papo Antagonista" no último dia 22, Dias havia dito que Moro já garantiu que, se entrar para a política, vai se filiar ao Podemos.

O grupo de mensagens para o qual Oriovisto enviou o vídeo abaixo tem médicos do país todo e é mais uma iniciativa de setores da sociedade que pedem a candidatura de Moro.

“A aceitação do nome de Sergio Moro como terceira via nas eleições de 2022 e a receptividade ao movimento iniciado têm sido grande. Em poucos dias, já houve adesão de participantes médicos de vários estados”, disse a este site um dos organizadores.

“Urgente. O Bolsonaro está pedindo. Agora.” - Por o despertador do Diogo.

As mensagens capturadas no telefone celular do atravessador bolsonarista Luiz Paulo Dominguetti, e reveladas por O Antagonista, jogam a negociata pelas vacinas diretamente no colo do presidente da República.

Depois que o reverendo Amilton Gomes de Paula ofereceu um lote de 400 milhões de doses de AstraZeneca ao Ministério da Saúde, “o presidente chamou ele lá”.

Jair Bolsonaro, em 2020, sabotou todas as vacinas, porque temia o ganho eleitoral de João Doria. As coisas só mudaram no primeiro trimestre de 2021, quando ele entendeu que a aposta na cloroquina e na imunidade de rebanho, com seus 500 mil mortos, acabaria resultando em derrota nas urnas. 

Desesperado, ele entregou o butim do Ministério da Saúde à pirataria e passou a negociar as vacinas pessoalmente com os pilantras.

A CPI da Covid precisa interrogar novamente Luiz Paulo Dominguetti. Como provou a reportagem de Wilson Lima, ele disse que seu bando tinha acesso ao próprio sociopata, sem intermediários.

Isso só se resolve com impeachment. E cadeia.

terça-feira, 13 de julho de 2021

DESSARANJO DE PATO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Acostumado a ganhar títulos à granel como goleiro do São Paulo, Rogério Ceni imaginou igual sucesso como treinador.

Não foi feliz na primeira experiência no time que o projetou, até que surgiu um convite para dirigir o Fortaleza.

No tricolor só faltou atuar no gol e, se tornou uma espécie de “dono da casa” ao interferir, de maneira positiva, em todos os setores do clube.

Ganhou os títulos no Estadual, série B, Copa do Nordeste e, resolveu que, para conquistas de maior expressão precisava dirigir um grande time.

Pisou em falso na ida para o Cruzeiro, voltou ao Fortaleza e não resistiu ao convite para dirigir o Flamengo, clube de maior torcida do Brasil.

Perdeu e ganhou algumas paradas importantes, mas não conseguiu contagiar a torcida porque a coisa funcionou na base do “resultado sem qualidade,não tem graça”.

Me faz lembrar a situação do treinador Carlos Alberto que, mesmo ganhando a Copa do Mundo de 1994 não pareceu consagrado.

Seus inimigos, também na mídia esportiva torcedora, aproveitaram-se para tachá-lo de antipático e incompetente.

Num tempo de olhos digitais e áudios que vazam e, a se acreditar na narrativa de um funcionário do clube, Rogério Ceni teve um dessaranjo de pato no ambiente de trabalho rubro negro.

Ficou tudo de difícil limpeza.

Só que, para quem conhece o treinador, as razões de sua dispensa do rubronegro devem ter sido duas: suas idiosincrassias e o seu vicio em trabalho.

Além disso, os dirigentes do Flamengo nunca deixaram de ser incomodados, nos seus sonos, por fantasmas que falam: “Vai buscar Jesus em Portugal.

Santos Cruz defende ‘reação forte’ da sociedade contra ameaças de Bolsonaro - Por O Antagonista.

 

O classificou como "absurdas” as declarações de Bolsonaro de que pode não haver eleição. Santos Cruz defende ‘reação forte’ da sociedade contra ameaças de Bolsonaro.

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz classificou como “ameaças absurdas” as declarações de Jair Bolsonaro de que pode não haver eleição no ano que vem se o Congresso não aprovar o voto impresso

“Algumas ameaças são absurdas, como de o presidente da República dizer que talvez não tenha eleição. Eleição é fundamento básico da democracia”, afirmou o ex-ministro neste domingo, durante uma live.

Ele também cobrou“reação forte das pessoas e das instituições”.

“Temos algumas instituições muito fracas, seja no Judiciário, seja no Congresso Nacional, que, na minha opinião, tem de ser mais forte.”

segunda-feira, 12 de julho de 2021

DIGRESSÕES DE UM COMENTARISTA ESPORTIVO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 À esta altura da vida, não pretendo mais nada, profissionalmente falando.

A única coisa que almejo é respirar um clima de dignidade neste país, distante das asperezas dos conflitos.

O estômago não aguenta mais.

O topo do mundo para mim foi o fato de ter sido reconhecido pelo que faço como cronista esportivo.

Sem essa atividade, a condição de autodidata que me atribuíram não teria tido maior valor.

Acredito ter sido eleito pela vocação.

O interessante é que, sempre, considerei (e considero) o narrador esportivo como figura central das transmissões de futebol.

Entanto, as análises durante os jogos e a utilização do subproduto das partidas para as resenhas posteriores, sempre tiveram a minha preferência.

Cabe lembrar que foi Oduvaldo Cozzi, grande nome do rádio esportivo do Brasil, o criador do repórter atrás dos gols e do comentarista.

Mesmo numa época de literatura incipiente sobre o futebol, busquei publicações para embasar as minhas opiniões.

É preciso ler muito, muito mesmo, também, sobre assuntos que não sejam futebol.

Forçoso acrescentar que posições clubísticas são incompatíveis com a condição do comentarista esportivo que se respeita.

A considerar neutralidade posição difícil na cobertura de um esporte apaixonante como futebol, cultivei a isenção como pilar do meu trabalho.

Não é tarefa fácil colocar razão dentro da paixão. Quem é do métier sabe disso.

As digressões terminam, mas continuo na procissão da vida, fazendo com paixão o que gosto.

O que é bom, e bem feito, só se faz com paixão.

Voltem para o quartel - O despertador do Diogo.

A adesão ao bolsonarismo emporcalhou a imagem das Forças Armadas.

Segundo o Datafolha, 58% dos brasileiros consideram que os militares não deveriam ocupar cargos de governo, e 62% disseram também que eles não deveriam subir em palanque, como fez o general gordinho Eduardo Pazuello.

Não adianta emitir nota contra a CPI da Covid para tentar acobertar os crimes do bolsonarismo. Os militares só vão se livrar do vexame quando abandonarem o sociopata.


OUÇAMOS O POVO DO BRASIL - Por Antônio Gonçalo de Sousa.

Diante da situação atual de refrega e desavenças políticas, julgo que Bolsonaro está muito ruim em termos de  expressão e não deveria ficar respondendo diretamente essas calúnias e acusações de primeira hora.

Inclusive,  porque,  todos sabemos, em determinadas ocasiões, um gravame de falha argumentativa  pode contribuir para afetar o país na condição de Estado e também no aspecto econômico-financeiro.

Um Chefe de Nação deve e pode se pronunciar sempre, na medida do possível, no momento adequado, na forma correta, no estilo harmonioso e  compreensível. Para tanto, dispõe de dispositivos expressos de múltiplos meios de comunicação.

Essa assertiva e expressão, para o povo pode parecer difícil, principalmente em momento conturbado da administração do país, mas não é, dados os dispositivos constitucionais que qualquer Presidente da República tem, tanto na imprensa escrita, como em TVs e mídias modernas.

Sabe-se que os aspectos ideológicos do governo atual é díspare do que tínhamos nos últimos governos passados, mas, na medida do possível, temos que entender que não há na história outra forma de governo melhor do que a democracia. 

Então, nesse aspecto, resta que trabalhemos para manter a nação em paz, na prosperidade e em normalidade política, aguardando as eleições livres no próximo pleito, para escolhermos o que nos representará melhor,  em termos de projeto de Nação.

Não abramos caminho para retrocessos políticos  nem ouçamos tresloucados reconhecidamente acusados de corruptos, que tentam utilizar o plenário de CPIs para julgar um compromisso sério e harmonioso que o eleitor pretende, tem o direito e dever fazer, que é escolher o próximo Presidente da República do Brasil. 

OUÇAMIOS O POVO.

domingo, 11 de julho de 2021

“Cabe a Arthur Lira mostrar que tem brio e espírito republicano” - Por O despertador do Diogo.

 

“A Nação não suporta mais chantagem”, diz o Estadão.

“Basta de ameaças às instituições da República e ao regime democrático que os brasileiros reconquistaram não sem grande sacrifício. É hora de coragem e firmeza na defesa da liberdade”.

O editoral se refere ao golpismo de Jair Bolsonaro e de seus comparsas, sobretudo aqueles da caserna

Em seguida, o jornal faz um apelo:

“Cabe agora ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, mostrar ao país que tem brio e espírito republicano. 

Lira deve dar seguimento a 1 dos 123 pedidos de impeachment contra Bolsonaro que pairam sobre sua mesa. 

Tibieza não assegura lugar de honra na História”.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Os dois chefes do Centrão no áudio de Bolsonaro - Por o despertador do Diogo.

 

“Jair Bolsonaro, em sua conversa com Luis Miranda, além de citar Ricardo Barros, acusando-o de comandar o esquema da Covaxin, citou também outros dois chefes do Centrão. 

Um palpiteiro mais cauteloso do que eu ocultaria seus nomes, a fim de evitar o risco de ser desmentido, mas a cautela nunca foi um de meus atributos, e sem esses nomes o caso perde seu verdadeiro alcance.

Jair Bolsonaro, segundo minha fonte, em quem eu confio inteiramente, citou Arthur Lira e Ciro Nogueira.

O sociopata sabe que sua conversa com Luis Miranda foi gravada. Ele sabe igualmente que, se o áudio da conversa for divulgado, seu mandato vai para a cucuia”.

SOBRE O “ROUBA, MAS FAZ” - Por Wilton Bezerra, comentarista generalistas.

A arte de dissimulação tem se desenvolvido para azar do mundo e, no Brasil, por exemplo, o que tem de gente se fazendo de doido para brincar com as varandas da rede, faz lama.

Os que conseguem (ou conseguiram) reunir condições para mudar os destinos do país, através de reformas urgentes, se rendem (ou se renderam) ao exercício da gatunagem deslavada.

Quem posa de libertário cultua governos e figuras totalitárias.

Quanto à corrupção, nos últimos tempos, não se abriu mão sequer de usar slogans antigos, para rotular novos roubos, como o “rouba, mas faz”, de Ademar de Barros, um populista que governou São Paulo, tentou ser presidente da República, lá pelas décadas de 50 e 60, e acabou sendo cassado pelo golpe de 64.

Antônio Maria, pernambucano, jornalista, compositor de “Ninguém me Ama” e de outros grandes sucessos, foi quem deu lenha para a fogueira de Ademar Barros incensar o “rouba, mas faz”, no “Cadeira Giratória”, na extinta TV Tupi”, programa de perguntas e respostas, que mais parecia um inquérito policial.

Como David Nasser e Oto Lara Resende não quiseram fazer perguntas em torno da propalada desonestidade de Ademar, Antônio Maria o fulminou com uma acusação:  “O senhor não passa de um reles ladrão”.


Fingindo surpresa, Ademar respondeu: “Meu patrício, se é ladrão que constrói um hospital com quatro mil leitos, eu sou ladrão. Se é ladrão quem abre estrada para Campinas, eu sou ladrão”.

E continuou desfiando mil realizações.

Com isso, inconscientemente, Maria serviu como escada para Ademar naturalizar o “rouba, mas faz” e, nos tempos de hoje, o “bebo, mas faço”, “sou louco, mas faço”, etc, etc.

O que quero realmente dizer, com esta crônica, é o seguinte: parem com as dissimulações e reconheçamos que o perigo maior que ronda esse país não está nos fósseis comunistas e outras fajutas bandeiras.

O perigo real  que nos ameaça é o ladrão de vários matizes.

Esse, sim, qualquer que seja a “ideologia” que o abrigue, precisa ser caçado à pauladas.

O resto é ilação sem futuro.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Aproveite mito - Por O despertador do Diogo.

“Com sua máscara de honesto caindo diante de sérias acusações que o revelam como corrupto, Jair Bolsonaro precisa aproveitar cada minuto na Presidência”, diz Ruy Castro. 

“Ninguém o chamará de ‘Mito! Mito!’ na cadeia.”