sábado, 11 de dezembro de 2010

INGRATIDÃO - Por Raul de Leôni

Nunca mais esqueci!... Eu era criança
E em meu velho quintal, ao sol-nascente,
Plantei, com minha mão ingenua e mansa,
Uma linda amendoeira adolescente.

Era a mais rútila e intima esperança...
Cresceu...cresceu... e aos poucos, suavemente,
Pendeu os ramos sobre o muro em frente
E foi frutificar na vizinhança...

Daí por diante, pela vida inteira,
Todas as grandes arvores que em minhas
Terras, num sonho esplendido semeio,

Como aquela magnifica amendoeira,
Florescem nas chacaras vizinhas
E vão dar frutos no pomar alheio.

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