Quando me encontro na presença tua,
Sentindo este teu riso de criança,
Meus desejos são um barco que flutua;
os labios teus o fluido em qu'ele avança.
Se o riso em teus labios se acentua,
Renasce em mim a paz, a esperança.
Vejo entre eles o renascer da lua,
Que torna minha alma clara, mansa.
E, se, de leve, os cerras, por momento,
Os vendo semi-abertos, me contento,
Como se o céu 'stivesse em mim presente.
E, se teus labios fecham muito bem
Como quem em prece finda, diz amem,
Me enches de deleite novamente.
Mais um soneto de agradavel leitura.
ResponderExcluirPARA FAZER UM CORDEL, A IDÉIA JÁ ESTANDO NA CABEÇA, A GENTE FAZ NUM DIA. MAS PARA FAZER UM SONETO, DIGO POR MIM, DEMORO DEZ VEZES MAIS.
ResponderExcluirPARABÉNS POETA.