sexta-feira, 19 de abril de 2013

Manhã de orvalho - Jose de Moraes Brito

Manhã! Me embrenho pelo campo frio.
Olhando o brilho no relval viçoso,
Molhando o corpo no poço do rio,
Me alivio no sono teimoso.

E vou andando entre mil abrolhos
E vou fazendo mil e um trabalho...
Brilhando como o brilho de teus olhos
Luzem nas folhas as gotas de orvalho.

E aquelas gotas de orvalho... Elas
São como lagrimas de teus olhos...Belas
Dos meus desejos orvalhando o chão...

E o sol na intensidade de seu brilho,
Enxuga o orvalho caído em meu trilho,
Não enxuga, enquanto, o de meu coração.

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