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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


terça-feira, 23 de maio de 2017

084 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Foto - Padre José Otávio de Andrade, no exercício de seu sacerdócio.

No inicio da década de 50 do século passado, Ana Vieira, casada com Antônio Pereira do sitio  Boa Vista, tentou suicídio ensopando as vestes com querosene e ateando fogo. Não foi a óbito de imediato. Padeceu de grande enfermidade durante dias até a morte, causando enorme sofrimento para ela, os familiares e amigos..  

Josefa de Sanharol retornando de uma visita solicitou do filho José André que fosse a cidade e combinasse com o padre Otávio a data de  ir  dar a comunhão. Meio de transporte lombo de animais.

Foto - José Raimundo de Morais, meu pai,  bisneto do Papai Raimundo.

Quando José André se encontrou com o Padre Otávio, de quem era grande amigo, o sacerdote conhecendo Ana Vieira, e, sabendo que se tratava de uma idosa  com idade superior a 75 anos, então se deu este  dialogo entre os dois:

Padre Otávio - Eu devia não ir, essas velhas duram demais e atentam contra a própria vida.

José André - Padre, não é problema de idade, semana passada  Antônio de Valentim  Rocha  se suicidou e tinha apenas 17 anos.

Padre Otávio - Por que era um ignorante, não sabia o valor que a vida tem para Deus.

José André - Padre, ninguém conhece os segredos da vida. O seu antecessor Padre José Gonçalves Ferreira suicidou-se, a historia religiosa  de nossa terra registra esse desagradável  acontecimento.

Padre Otávio - José André, pra você não tem jeito não, amanhã traga o animal que eu vou  a casa de Ana Vieira atender o pedido de Dona Josefa.

Um comentário:

  1. De 1955 quando comecei a me entender de gente até 1970 nunca vi o Padre Otávio sem batina. No Crato, sempre vi o Padre Antonio Gomes de batina. Um dia perguntei: porque o senhor sempre usa batina? Ele respondeu : se eu não estivesse de batina e alguém lhe perguntasse quem vem aí você responderia : um homem e uma mulher, ele estava conversando com dona Dalvinisia Esmeraldo e completou : como estou de batina a resposta seria : Um padre e uma mulher.

    Voltando ao Padre Otávio ele me batizou, fez a minha primeira eucaristia e nestes dias vou fazer uma postagem ilustrada com a foto da caderneta de filiação à Irmandade do Coração de Jesus, na década de 50 do seculo passado quando eu tinha menos de cinco anos. A assinatura dele está lá no papel amarelado pelo tempo.

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