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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 10 de janeiro de 2015

Os Pedro: o de Pinho e o André - Por Antonio Morais


Pedro de Pinho Vieira.

Escarafunchando o tempo lembramos preciosidades meritórias de resgate. Em meados da década de 40 do século passado o meu pai acompanhava o meu avô Pedro Alves Bezerra, Pedro André do Sanharol levando suas éguas ao Peri-Peri para cruzarem com um jumento de lote de Pedro de Pinho. Desse cruzamento nasciam burros. 

Naqueles velhos tempos quem tinha um paiol com 50 quartas de arroz, duas vacas no curral para tirar leite e um burro para fazer as suas viagens era rico. Não existiam bancos e consequentemente fiscal algum tirava o sono de alguém.

Enquanto os animais se satisfaziam, meu pai observava, frente a frente, os Pedros, o de Pinho e o André levando um lero prazeroso. 

O assunto não podia ser outro: politica, pois corria nas veias dos dois o vicio e o ranço partidário já que ambos faziam parte da composição da Câmara Legislativa local.

Pedro de Pinho considerava inusitado a eleição de Pedro André. É que no dia do pleito, depois de ter votado, por volta das 09 horas da manha, o homem foi procurado pelo senhor Raimundo Otoni de Carvalho, presidente do partido, para preencher a vaga de um desistente. Pedro André relutou em aceitar, mas, não podia negar sua contribuição para com o partido. 

Saiu rua a baixo e rua a cima falando com os amigos, e, no final da apuração estava eleito. Naquelas épocas quaisquer 30 votos eram suficientes para eleger um vereador. 

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