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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 29 de maio de 2017

087 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.

José André, a praia e as dez tarefas de "muié" nua.

As pessoas que moram no litoral se vestem de maneira diferente das que vivem no interior. É natural que os praianos, que exibem com frequência os corpos na beira do mar, usem roupas mais curtas que os acanhados sertanejos.

Na segunda metade do século passado, o agricultor varzealegrense Zé André foi passear na bela Fortaleza, visitando vários lugares.

No Castelão onde jogavam Fortaleza e Cruzeiro o filho Pedro Cajarana aconselhou levar o óculos para melhor ver os jogadores dada a longa distância do campo para a arquibancada.

Nas badaladas praias da cidade diante daquele mundo de mulheres quase nuas José André se queixou do filho : Pedro, você devia ter me aconselhado trazer o óculos era pra cá, não para o estadio!

Ao retornar à pacata Várzea Alegre, sua esposa Tonha perguntou:

Como foi a viagem da capital? Gostou?

O velho agricultor, esbanjando sinceridade, lembrou da paisagem marcante da sua viagem e, com seu falar arrastado, respondeu à sua querida companheira :

Gostei muito, Tonha. "Vi mais de dez tarefas "de muié nua".

Um comentário:

  1. José André, meu pai - Sempre uma resposta bem humorada na ponta da língua.

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