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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sábado, 4 de fevereiro de 2017

015 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais.


Zé Gambá era uma espécie de pau para toda a obra, na fazenda do Major  Eufrásio Alves de Brito na Malhada. Tinha um jeitinho para tudo. Nada ganhava com isso, exceto um teto, roupa e comida. Para ele, porém, era o que bastava. Mais uns goles de cachaça nos fins de semana na Ponta da Serra e se dava por muito satisfeito.

Além disso, dedilhava a viola e era um primor no repente. Quando ia a cidade, nos dias de feira, vinha gente de várias redondezas para ouvi-lo.

Apesar de baixinho, franzino, cabeça grande e o rosto mal traçado, ao tocar a viola, conquistava a atenção até das morenas faceiras que acompanhavam as mães às compras.

Certa feita, de passagem pela Fazenda Jaburu, testemunhou a transa de um casal cuja resultante uma moça de família abastada perdeu a virgindade.

A família da jovem entendeu que a melhor solução era abafar a historia e mandar a moça para um convento, casar com um cabrinha sem futuro era a ultima hipótese.

Como a única testemunha fora o Zé Gambá, intimaram-no para uma audiência com o pai da jovem.

Eis um resumo da história: Pai da moça diz : O que você viu ninguém mais viu, nem você mesmo, entendeu? Você não pode falar pra ninguém, sob pena de ser capado. Portanto, conte pra mim o que você testemunhou, mas, fale só a verdade, nada de queré-quequé ou munganga.

Nhor sim. 

Estava eu de passagem pela estrada quando vi os dois debaixo de um frondoso juazeiro. Ela sem o short e ele com a barguilha aberta e uh..uh..uh... o pai se antecipa e diz: "O órgão de fora"!

Zé Gambá, não, "órgão não", parecia mais um "clarinete".

Um comentário:

  1. Está Historia eu ouvir do Dalci de Duquinco de Brito da Palmeirinha. Estou vendendo pelo mesmo prelo que recebi.

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