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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

020 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Zé Budu chegou ao Sanharol por volta da década de 60 do século passado. Enquanto arrumava uma casa para morar ficou no armazém da casa do Sanharol, ele e uma reca de 14 filhos entre rapazes e moças.

A volta era curta para os rapazes e, muito mais para as moças. Namorar nem pensar. Uma festa de São Pedro no Barreiros era impossível pensar. Laudimira, a filha do meio, conseguiu, a duras penas, permissão para namorar um rapaz do lado do Sitio Panelas. A posição das cadeiras na calçada era mais ou menos como a foto abaixo : Laudimira, Zé Budu, Dona Minervina e o rapaz. 

Um dia, houve um reizado no Roçado de Dentro e o rapaz convidou a namorada para ir, ela já deu o maior pinote,  era mais que previsível o pai não consentir. O namorado teve o atrevimento de ir falar com Zé Budu. 

Então se deu o presente dialogo entre os dois:

Namorado: Seu José Budu, eu gostaria que o senhor permitisse que a Laudimira fosse comigo para o reisado no Roçado Dentro!

Zé Budu -  Nem pensar.

Namorado: Mas, todos os rapazes e moças do Sanharol vão juntos, que mal há nisso?

Zé Budu - Nenhum, mas não vai.

O namorado se enfezou e disse: O senhor está com medo de tirarem um pedaço dela por lá?

Zé Budu: Claro que não, muito pelo contrario, meu receio é que botem.

Um comentário:

  1. Por mais mirabolante que a historia pareça é pura verdade. A família muito conhecida do Sanharol, o namoro e o cuidado do pai, finalmente em nada faltou a verdade.

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