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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

027 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Matias Alves Bezerra.

Várzea-Alegre, Sitio Vazante 24.02.1877, Roçado de Dentro, 23.02.1971. Casado com Hermelinda Alves Bezerra, filha de Quinquim  da Vazante. Foi delegado civil  de Várzea-Alegre por 20 anos, 1930 a 1954.

Um comentário:

  1. Matias Alves Bezerra, agricultor, pecuarista, homem sóbrio, trabalhador e austero, foi, por longos anos, o nosso delegado, cargo que exerceu com a dignidade que lhe era peculiar, com brandura, justiça e sensatez.

    Ele e Manuel Calango, o Calango Carcereiro, e uns escassos "meganhas" soldados da velha policia adormecidos em seus postos e já misturados as nossas gentes, eram o sustentáculo da ordem, a chamada ordem publica.

    Exceto alguns bêbados chatos que, às vezes, ensaiavam bagunças nada tinha a fazer e a cadeia, que os gaiatos diziam está na Praça da Liberdade, que não existia jamais, citando nossos contrastes, a cadeia, simplesmente, dava-lhes acolhida, enquanto curtiam suas carraspanas.

    Não sendo alto, era homem de boa compleição física, corado, de bom humor, valendo sua simples presença a autoridade que representava.

    Morava afastado do centro, do outro lado da lagoa, na Vazante, em ampla e confortável casa, à margem da estrada do Sanharol. Casado com Dona Ermelinda Alves Bezerra, são filhos : José e Leonilia.

    Aqui pra nós, Matias detestava o chatissimo "Teja preso" como não lhe agradava prender alguém.

    Fonte - Dr. José Ferreira.

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