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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quarta-feira, 1 de março de 2017

037 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Eu não tenho procuração para defender a minha amiga, conterrânea e escritora Dra Linda Lemos. Na minha singeleza e humildade começo por respeitar a verdade alheia, para ter o sagrado direito de defender a minha verdade. 

O primeiro livro editado sobre a genealogia, memória e história de Várzea-Alegre e seu povo foi da autoria de Pedro Gonçalves de Morais, Pedro Tenente, um analfabeto. Pode-se até considerar-se mais um contraste banal. O segundo foi do Leonardo Feitosa, tio Nado do Arneiros nos Inhamuís, já bem mais completo. Descreve  com esmerada competência as famílias Bezerra, Menezes, Feitosa, Morais, Rego misturadas nos Inhamuís e Várzea-Alegre por força de vários casamentos entre si.

Pedro Piau e Acelino Leandro  vieram com um trabalho merecedor de distinção, aplausos e louvores. Com uma estrada bem mais larga, faltando apenas ser pavimentada com o agregamento de pequenas correções e valores daqueles que possam  trazer informações e torná-lo mais rico e fiel a verdade.

Linda Lemos perdeu noites de sono pesquisando desde o Pedro Tenente, tio Nado, Pedro Piau e Acelino Leandro, foi mais além, pesquisou o grande e notável escritor Dr. José Ferreira, conheceu a verve prodigiosa, sem outra igual disseminada por Mundim do Vale nos seus causos, leu o alfarrábio do populacho de Antônio Alves de Morais, ouviu centenas de conterrâneos  para produzir um volume de informações úteis a todo aquele que ama de verdade nossa Várzea-Alegre.

Não merece a Dra Linda Lemos a deselegância e grosseria atribuída no mal educado texto "A farsa dos Fragmentos para a História de Várzea Alegre"  publicado no "Olhar Várzea Alegre". 

É por essa razão que quando sou insultado a publicar um livro com as histórias e estórias  que conheço de minha terra eu não tenho nenhuma tesão em fazê-lo.

O meu aplauso ao Pedro Tenente, ao Leonardo Feitosa, ao Dr. José Ferreira, aos Pedro Piau e Acelino Leandro, a Linda Lemos e aos que vierem depois deles.

Salve Várzea-Alegre, não permitamos que a história seja jogada na vala profunda do esquecimento. 

Salve-se  nossa  história e viva todos aqueles que a defendem. 

Um comentário:

  1. Quando se escreve sobre a historia, a memoria e a genealogia de um povo não temos como mudar as informações. O Pai, a mãe, a esposa e os filhos são sempre os mesmos. Quem escrever será sempre um potencial plagiador.

    Para construir o nosso mundo não é necessário destruir o mundo alheia.

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