O grande público consumidor de futebol no Brasil não está mais nos estádios, desde que a capacidade dos mesmos foi drasticamente reduzida.
Paulatinamente, as praças de esportes foram transformadas em estúdios de televisão e adicionou-se a isso o preço do ingresso, insegurança e uma boa dose de dificuldades para o cliente.
Hoje, o grande público do futebol está na televisão, nas casas, nos bares. Deixaram de compor imagens dos estádios.
Deixo de fora dessa apreciação os públicos de Copas – América e Mundial – porque são compostos de turistas nacionais e internacionais, nada têm a ver com a massa tradicional de torcedores.
Agora, para qualquer público além de 40 mil torcedores, se solta rojões e os narradores se esgoelam para anunciá-lo.
Se um jogo gera motivação para 100 mil espectadores, não há mais onde colocá-los por conta das demolições e reconstruções.
Eduardo Viana, cartola ex-presidente da Federação Carioca, já falecido, e que tinha o apelido de “Caixa D’água”, previu: “No futuro, os jogos serão disputados em estádios cenográficos, montados para l0 ou 20 mil pessoas aboletadas nas poltronas.”
Esse tempo está chegando.
E verdade. A TV acabou com o público nos estádios. Os clubes estão vendendo o direito, como dizemos na Rajalegue "na foia".
ResponderExcluirExato, Antonio.
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