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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


domingo, 19 de setembro de 2021

Crônicas e Contos - Por Antônio Morais.

No dia l7 de Julho de 1950 o clube do Pimenta,  o Crato Tênis Clube foi inaugurado. Os tempos eram outros, os costumes também, eu nem era nascido.

Até o inicio da década de 70 do século passado para frequentar uma simples vesperal de Domingo teríamos que nos apresentar de terno e gravata. 

Imaginemos a minha primeira festa social no clube, 1969. Escolhia-se a "misse mirim" do ano. Desfilaram dezenas de crianças cuja a vencedora foi "Salambô" filha do saudoso, professor e dentista Dr. Gutemberg Sobreira.  

Lá estávamos nós nos salões muito chique, Anário de terno parecia o apóstolo Judas, o Zé Leito aleijado, uma parte do palitó no joelho e a outra no ombro. É que o Anario havia colocado uma pedra de dois quilos no bolso do paletó dele e ele não percebeu! Eu, vou deixar que eles me descrevam.

Pedimos três "cubas" rum, coca e limão ao Fuim, foto com Cabeleira, garçons muito conhecido do meio social da época. 

Ele nos serviu sob o olhar desconfiado do Paulo Frota, dono do restaurante do clube.

Um comentário:

  1. No segmento social a sociedade cratense era muito criativa. Nesse mesmo ano havia promovido desfiles com garotas representando trajes típicos dos estados brasileiros. Saudades da "cuba montilla", dos salões enfeitados do clube, do desfile, dos garçons, dos colegas do Tiro de Guerra e em especial dos 18 anos, a fase mais dourada de nossas vidas.

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