sábado, 25 de janeiro de 2025

E a cultura foi ao lixo - Por Sissa Aédnac.

Faz tempo que pretendo reunir em única publicação meus trabalhos. Esta a preocupação principal. Aqui no interior do nordeste, escondido no sul do Ceará, as dificuldades em imprimir ideias são quase intransponíveis. 

Depois o público leitor é bem diminuto. Não se alcança plenamente nem mesmo o nosso município. E quem lê, geralmente joga-o num canto, quando não junta para vender no quilo ou esquece logo.

Tem a minoria teimosa: Esta guarda, coleciona, aprende, transmite. É isso que me mantém insistindo em continuar escrevendo e com aquela ilusão de plenitude. 

Um texto real, de razoabilidade ímpar, publicado em "A Província", número 28, em Julho de 2010.

2 comentários:

  1. Na verdade o hábito de ler o papel está fora de uso. Poucas pessoas o tem.

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  2. Outro dia, em minha caminhada, eu passava pelo canal do Rio Granjeiro na parte que fica entre dois colégios : De um lado o Pequeno Príncipe, do outro o Objetivo. Tinha milhares, uma verdadeira montanha de livros jogados fora. Coleções inteiras.

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