Após breve e constrangido silêncio, entidades de magistrados e do ministério público passaram a defender abertamente, em notas públicas, os chamados “penduricalhos” que garantem remuneração mensal acima do teto constitucional de R$ 46 mil mensais, agora ameaçados por liminares dos ministros do STF Flávio Dino e Gilmar Mendes.
A lista de vantagens impressiona. Só no âmbito do Judiciário somam ao menos 21, do tipo auxílios-alimentação, saúde, pré-escolar, funeral, moradia etc.
Incompreensíveis.
Todos usufruem de ganhos incompreensíveis para quem paga a conta, tipo “abono de permanência”. E ainda tem o abono “pecuniário de férias”.
Uber particular.
Tem “licença-prêmio não usufruída”, “diferença por substituição” e, creia, até mesmo “indenização decorrente do uso de veículo próprio”.
No popular.
E tome gratificações: “função eleitoral”, “comarca de difícil provimento”, magistério, exercício cumulativo e, claro, a natalina, o rico “vale peru”.
Históricas, são.
As entidades alegam que esses acréscimos são “conquistas históricas” das categorias, pagas há muitos anos, e a súbita extinção seria injusta.

Finalmente esses dois ministros fazem uma coisa justa e necessária para um pais pobre como o Brasil.
ResponderExcluir