quinta-feira, 7 de maio de 2026

Supercomitiva de Lula corre aos EUA para frear Trump e blindar facções - Diario do Poder.

Com cinco ministros e o chefe da PF a tiracolo, petista tenta salvar exportações e evitar que o PCC e o Comando Vermelho entrem na lista americana de terroristas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou, na tarde desta quarta-feira (6), com destino a Washington, nos Estados Unidos, onde se reunirá com o presidente norte-americano Donald Trump na quinta-feira (7). 

Para este encontro na Casa Branca, o chefe do Executivo brasileiro mobilizou uma comitiva de grande porte que inclui cinco ministros de Estado, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A delegação oficial que acompanha o petista na capital americana é composta por:

Mauro Vieira: ministro das Relações Exteriores;

Wellington César Lima e Silva: ministro da Justiça e Segurança Pública;

Dario Durigan: ministro da Fazenda (chefe da equipe econômica);

Márcio Elias Rosa: ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;

Alexandre Silveira: ministro de Minas e Energia;

Andrei Rodrigues: diretor-geral da Polícia Federal.

Também integram o grupo a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, e o assessor especial da Presidência, Audo Faleiro. 

O retorno da comitiva ao Brasil está previsto para a sexta-feira (8).

No âmbito econômico, o governo brasileiro busca convencer a administração norte-americana a recuar em medidas protecionistas. 

Um dos principais objetivos da equipe chefiada por Dario Durigan e Márcio Elias Rosa é negociar a retirada da sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos siderúrgicos brasileiros, como o aço e o alumínio exportados para o mercado norte-americano.

Outro ponto de interesse da gestão petista envolve a discussão sobre recursos estratégicos e transição energética. 

O ministro Alexandre Silveira pretende abordar a cadeia global de minerais críticos e terras raras, mercado no qual os EUA tentam reduzir a dependência de fornecedores asiáticos e enxergam a América Latina como alternativa de suprimento.

A presença do ministro da Justiça, Wellington César, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, está diretamente ligada à tentativa do governo brasileiro de alinhar ações de segurança pública e de repressão ao crime organizado transnacional. 

O Palácio do Planalto enviou previamente à Casa Branca um documento detalhando as medidas nacionais de combate às organizações criminosas.

O esforço diplomático foca em desmobilizar iniciativas em curso nos Estados Unidos que visam classificar as principais facções criminosas que atuam no território brasileiro, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), sob a designação formal de grupos terroristas. 

A diplomacia brasileira argumenta internamente que tal rotulação pelo governo norte-americano poderia acarretar sanções indiretas e afetar negativamente as relações bilaterais e o fluxo comercial.

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