Se as ruas de terra ou calçamentos eram ruins para carros e transeuntes, para o futebol da garotada serviam muito bem.
Não havia coisa mais importante na nossa infância do que o futebol.
Tão natural como acordar e escovar os dentes.
Mas, tinha a escola. De fato, tinha a escola.
Mas, na escola mesmo, nos 15 minutos de recreio, escondidos dos olhares dos diretores, se improvisava uma pelada com uma bola de papel.
Quando da escola retornávamos, o destino era a bola e a rua.
Aí, começava o aprendizado. Educava-se o corpo para chutar, driblar, "matar a bola" no peito e na coxa, do jeito que ela chegasse.
Não é mais assim que a garotada de hoje se inicia no futebol.

Saudade desse tempo.
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