terça-feira, 6 de agosto de 2013

VERSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

MOTE: Cláudio Souza.

COMPOSIÇÃO POÉTICA: Mundim do Vale.

Várzea Alegre anuncia
Os seus dez dias de festas,
Os forrós e as serestas
Para aqueles que aprecia.
Podem vir em romaria
De Crato, de Juazeiro,
De Mangabeira ou Granjeiro
Que a tristeza já era.
VÁRZEA ALEGRE LHES ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

Só falta a publicação
Por parte do secretário,
Divulgando o calendário
De eventos no calçadão.
Eu sei por intuição
De dupla de violeiro,
Com Expedito Pinheiro
Rimando feito uma fera.
VÁRZEA ALEGRE LHES  ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

O Claudio ficou sozinho
Para o cerimonial,
Mas na parte cultural
O Carlos dar seu jeitinho.
Só Falta Souza Sobrinho
O nosso bom companheiro,
Que continua festeiro
Mas estar em outra esfera.
VÁRZEA ALEGRE LHES  ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

A cidade faz ainda
Na sequencia de evento,
O brilhante lançamento
De mais um livro da Linda.
Tem também a boa vinda
Do Dr. Sávio Pinheiro,
Com seu livro alvissareiro
De poeta bom de vera.
VÁRZEA ALEGRE LHES ESPERA
PRA FESTA DO  PADROEIRO.

Não vai faltar acolhida
Para o nosso visitante,
Tem cerveja com avoante
Nas barracas da avenida.
Quem quiser curtir a vida
Não chegue por derradeiro,
Mas é bom trazer dinheiro
Pra curtir com a galera.
VÁRZEA ALEGRE  LHES ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

Quando passar na igreja
Demore mais um segundo
Dê esmola a São Raimundo
Pra que o santo lhe proteja.
Deposite na bandeija
Uma quantia em dinheiro,
Para o santo milagreiro
Que com milagres opera.
VÁRZEA ALEGRE LHES  ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

Mas é bom não misturar
Que o Padre Mota não gosta,
O bispo fez a proposta
E o Padre vai acatar.
Sua ordem é conservar
A fé do rebanho inteiro,
Católicos vão pro cruzeiro
E o seu santo venera.
VÁRZEA ALEGRE LHES  ESPERA
PRA  FESTO  DO  PADROEIRO.

A festa é pra quem quiser
Não tem discriminação.
Pode trazer seu irmão,
Seu pai e sua mulher.
Mas se a mulher não vier
Não queira ser bejoqueiro,
Se você não é solteiro
Não venha  atrás de paquera.
VÁRZEA ALEGRE LHES ESPERA
PRA  FESTA DO  PADROEIRO.

São Raimundo lhes abraça
E os recebe muito bem,
Mas traga mulher também
Que aqui, é coisa escaça.
Não venham com arruaça
Que o povo é hospitaleiro,
Mas se o cabra é bonequeiro
Nosa gente não tolera.
VÁRZEA ALEGRE LHES ESPERA
PRA  FESTA  DO  PADROEIRO.

Mundim do Vale.

Saindo da toca


Eduardo Campos voltará a pôr o bloco na rua a partir deste mês: tem viagens programadas Santa Catarina, no dia 30, quando vai oficializar a filiação do deputado catarinense Paulo Bornhausen ao PSB e, em seguida, vai ao Rio Grande Sul. Campos não descarta dar um pulo em São Paulo, também em agosto.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

As adversidades chegam quando menos esperamos. Elas não se anunciam como as grandes tempestades ou os vulcões, elas aparecem, simplesmente. Pegam-nos de assalto, nos deixam estáticos, sem reação.

E nós que pensávamos que certas coisas só aconteciam com os outros, sem nunca refletir que somos os outros dos outros! Estamos sim, debaixo do mesmo céu, sujeitos às mesmas ventanias, aos mesmos vendavais, somos tão vulneráveis quanto quaisquer outros seres humanos.

Mas aprendemos que a vida é luta e por isso lutamos. Utilizamos todas as armas colocadas à nossa disposição e com a permissão de Deus. Deus! Ah, sim... Todas as pessoas não possuem essa habilidade de cada manhã e cada noite chegar aos pés dEle para agradecer pela saúde, pela felicidade, por que tudo vai bem.

Mas quando o mundo cai na nossa cabeça é como se descobríssemos essa verdade irrefutável: DEUS EXISTE! E com o coração dolorido e cansado, continuamos lutando, fazemos nossa parte, tentamos segurar a vida até que nos sentimos impotentes e nos dizemos que nada mais há a fazer. Seria preciso ter a paciência para esperarmos com a certeza que dias melhores virão.

Portanto, há ainda, com o sopro de vida, uma última esperança: a oração! Quando achamos que perdemos tudo, podemos ainda dobrar os joelhos para chegarmos à presença de Deus. É difícil aceitar o sofrimento e a dor, mas a aceitação é o primeiro passo para melhor vivê-los, suportá-los e, quem sabe, vencê-los. Não somos assim tão diferentes dos outros, não possuímos casas construídas sobre rochas e somos vulneráveis, precisamos reconhecer isso antes de tudo.

Somos humanos. Humanos e dependemos dAquele que nos criou. Muitas vezes é necessário cairmos para que reconheçamos o quanto precisamos de uma mão; é preciso uma tragédia para aprender o valor da vida, para que saibamos o que significa união, como um balde de água fria na nossa cabeça que nos acorda e nos deixa mais atentos. Olhamos mais à nossa volta, percebemos que nossos sentimentos são mais sólidos e visíveis do que pensávamos, despertamos, talvez, para pessoas que estavam perfeitamente invisíveis aos nossos olhos.

A dor une muito mais que a felicidade, porque as pessoas procuram apoiar e se apoiar. Não... Tudo não está perdido! Mas nem sempre a solução é a que esperamos ou desejamos. É preciso que, com coração aberto possamos estar prontos para receber, não o que merecemos, mas o que precisamos, quer seja a cura, a vida ou a consolação.

E que, hoje, possamos aprender a aceitar nossos fardos, não como castigos, mas como lições de vida, dessas que vamos descobrindo devagarzinho, que doem, mas que nos levam adiante, sempre vitoriosos, porque sabemos que não carregamos sozinhos.

Letícia Thompson

DO TEMPO DO BUMBA - Por Mundim do Vale.

POUCO  ENTERRO. QUE  VAI  TER  AMANHÃ!

No ano de 1967, foi marcado um jogo da seleção de Várzea Alegre-Ce com a do Canindezinho. No domingo Zé de Totô estacionou seu caminhãozinho na praça e mandou avisar ao pessoal que ia levar e trazer todo mundo de graça. Vocês sabem que de graça o povo pega até ônibus errado. Em puco tempo o carro estava lotado.
Os passageiros eram: Zé de Totô que era o motorista, eu, Manoel Marinheiro, Antônio e Raimundo de Chico negão, Chico de João de Martins e um grupo de sapateiros, onde tinha um galeguinho que era ligado as famílias do Inhamuns. No canto da carroceria eu contei oita garrafas de cachaça.
A viajem seguia em paz, mas quando chegou numa ladeira, o carro enguiou e ficou querendo descer. Os passageiros ficaram em polvorosa e alguns deles começaram a pular. Manoel Marinheiro foi um que pulou por cima de um pé de unha-de-gato e foi parar depois da cerca que separava a estrada da roça.
Chico de João de Martins entendendo que era uma briga, bateu mão de uma faca e ficou ameaçando todo mundo. Chegou perto do galeguinho com a faca na mão e perguntou:
- Tu num vai correr não? Vela branca?
- O galeguinho pegou no cabo de uma faquinha de cortar sola e respondeu:
- Vou não. Truvão preto! Se é prumode morrer, nóis morre inganchado e ramo pru inferno junto.
Naquele momento alguns passageiros que ainda estavam no carro foram tratando de pular.
Eu passei da grade para o estribo e escutei quando Zé de Totô disse:

POUCO ENTERRO. QUE  VAI  TER  AMANHÃ!

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Alô?
Alô. Luciano?
Sim. Quem é?
Não conhece mais a minha voz?
Não estou conseguindo identificar. Quem está falando?
Nossa como foi fácil pra você me esquecer... Acho que não tivemos muito significado...
Nathasha?!
Oi...
Que surpresa você me ligar! Pra quem disse que queria me esquecer para sempre...
Vai ofender? Eu desligo!
Fique à vontade, querida. Quem ligou foi você mesmo... Não, espere, não vou desligar. Desculpe. É que estou aborrecida, só isso.
Ta. E o que você quer?
Nada. Eu só queria ouvir sua voz.
Só? Então já ouviu. Mais alguma coisa?
Espere, pare de ser grosso. Não, desculpe, não desligue. É que eu estou me sentindo muito sozinha. Foi você quem quis assim, querida. Sorva do seu próprio veneno.
Realmente você não muda. Só sabe acusar...
Bom, vou desligar. Tchau...
NÃO, PELO AMOR DE DEUS, não desligue, espere, preciso te dizer algo...
Fala logo, Nathasha, tenho que trabalhar.
Eu estava errada, me perdoe.
ERRADA? Você estava errada? Tem certeza disso? Será que não é um pouco tarde pra dizer isso?
Mas agora eu reconheço... Por favor, amor me perdoe!
Agora? Depois que você acabou comigo, querida? Até hoje eu pago o mico do papelão que você me fez passar... Convites distribuídos, acampamento alugado, comida encomendada, viagem paga, meu casamento com você, tudo perdido... (Luciano suspira). Sofri, sofri mesmo. Queria matar você! Droga, por que eu tive que amar você? Mas tudo bem. Já faz dois anos... Ah, meu Deus, dois anos...

Luciano, pelo amor de Deus, me perdoe! Pra que você quer o meu perdão? Você nem ligou pra dizer que já estava com outro cara. Pra que perdão? Vai viajar com ele, vai viver com ele, meu bem... Só me deixe em paz, por favor, (Luciano chora baixinho).

Sem se dar conta, Luciano percebe uma pessoa na porta do escritório. Era ela. Nathasha estava olhando pra ele. Ela falava do celular. Luciano fica perplexo, alegre e triste - ela está linda, belíssima, muito elegante. Mas seu rosto está abatido, cansado, doente. Na mão tinha uma sacola. Aproximou-se da mesa de Luciano, e, com olhos lacrimejantes, desligou o celular, olhou para ele e disse:

Oi, amor.
Oi, Nathasha. Pare de me chamar de amor. Você tá um caco, filha!

Olhos baixos, Nathasha começa a tirar da sacola algumas coisas: uma caixa do correio com um CD do Demmis Roussos, que Luciano havia enviado de presente no aniversário, uma boneca de porcelana numa casinha de papel, um celular pré-pago, alguns livros devocionais, uma bíblia de Genebra e um pacote de fotografias. Luciano a observava perplexo, triste, e via as lágrimas de Nathasha molharem a fórmica da sua escrivaninha.

Cada objeto tirado era uma facada no coração sofrido de Luciano. Algumas coisas lhe custaram caro, ele fizera grande esforço para pagá-las. Mas, pensava ele, se era pra ela, valeria à pena o esforço. Quando tudo terminara, ele se arrependera de tanto gasto desperdiçado...

Pensei que você havia jogado as coisas que lhe dei Nathasha...Eu nunca me esqueci de você, Luciano. Eu errei. Errei muito, me perdoe...Luciano, jovem advogado, lutador com as interpéries da vida, sabia que Nathasha poderia estar mentindo, como tantas outras vezes, quando namoravam e mesmo quando eram noivos. Mas havia um quê de diferente no olhar vermelho de Nathasha.

Por que você veio hoje aqui, Nathasha? Deu alouca? O que te traz aqui? Nathasha suspirou, chorou, recompôs-se e disse: Estou com câncer, Luciano...
CÂNCER? Luciano petrificou-se.

Sim, amor, eu vim me despedir. Saí do hospital à força, pra falar com você e pra morrer em casa... Luciano não esperava por essa. Veio-lhe à memória uma de suas discussões, onde Nathasha, na hora do nervoso, dissera: "E daí, Luciano? Que se dane a igreja, que se dane o pastor, que se dane você, e se Deus achar que estou errada, que me castigue..." Nossa, era como se a cena passasse de novo na mente de Luciano.

Como foi, Nathasha?
Depois que eu deixei você, amor, fui caindo no abismo, afastei-me do Senhor, fui morar com o André, abandonei a Cristo. Eu estava cega. Mas Deus me amava, Luciano. Se eu não fosse dEle, estaria numa boa agora, bem com o André, bem comigo e pronta pra ir pro Inferno. Mas, por amor, Deus veio corrigir-me. Ele repreende e castiga a quem ama. Ele me ama, Luciano! Estou doente. Mas estou bem, porque estou podendo vir até você pra pedir perdão! Nunca fui feliz, nunca tive paz, saí de casa com 3 meses de vida a dois. O André me batia, me traía, eu fugi.

E ele não foi buscar você de volta?! O André foi assassinado, Luciano. Tráfico de drogas.
Luciano estava perplexo.

O primeiro milagre de Francisco - Por Ricardo Noblat



Perdoemos os que erram e confessam seus pecados. E os ajudemos a trilhar outra vez o caminho do bem. A essa altura, quantas pessoas não revisam seu modo de vida depois do que ouviram do Papa Francisco? Quantas não seguraram o choro diante daquela figura simples, amorosa e completamente desprovida de medo? E quantas não choraram, e talvez ainda chorem, tocadas pela infinita bondade que emana dele?

Não sei se o governador Sérgio Cabral, do Rio, tem de fato religião. E se a pratica com moderação ou afinco. Também não sei dizer se é uma pessoa que se comove com facilidade. Sei que não somos mais perfeitos ou imperfeitos do que ele. E que pelo menos por enquanto deveríamos acreditar no que repete desde a passagem do Papa.

Quando nada porque "é preciso reabilitar a política", como ditou Francisco. E só se reabilita a política reabilitando-se os políticos.

Com a popularidade reduzida à microscópica marca de 12% de ótimo e bom, Cabral bateu no peito outro dia em sinal de arrependimento e disse: "Sou cristão. Nunca fiz uso da religiosidade para minha vida pública. Mas como governador e ser humano, o Papa muito me tocou".

Foi além: "Acho que estava trabalhando mal determinadas questões. Estava me faltando autocrítica. Cometi erros de diálogo, de incapacidade de dialogar, que sempre foi a minha marca".

Perguntaram sobre as manifestações contra ele. Cabral respondeu, modesto: "Acho que da minha parte faltou mais diálogo, uma capacidade maior de entendimento e de compreensão".

Para emendar em seguida de maneira um tanto confusa: "Não sou uma pessoa soberba, que não está aberta ao diálogo. Para mim a democracia é um bem intangível". E concluiu: "Ouço com muito prazer as críticas da opinião pública".

Ouvir só não basta. Então Cabral resolveu doar ao Rio seu segundo Código de Ética. O primeiro decorreu das viagens que fez em jatinhos cedidos por prestadores de serviços ao Estado. O código proibiu tais viagens.

O segundo código tem a ver com o uso feito por Cabral de helicópteros do governo. Helicóptero de R$ 12 milhões servia para ele ir trabalhar e, nos fins de semana, usufruir de sua casa de veraneio junto com a família. Acabaram os voos de recreio.

Aumentou o desejo de Cabral de agradar seus governados. O carioca jamais se conformou com a demolição do Parque Aquático Júlio Delamare e do Estádio de Atletismo Célio de Barros, partes do complexo do Maracanã? Cabral anunciou que eles não serão mais demolidos.

Resta saber o que fará o consórcio de empresas que reformou o Maracanã. E que lucraria com a demolição do parque e do estádio.

Na prática, Cabral rasgou o contrato que ele mesmo assinara. Em troca de sua rendição aos bons costumes, Cabral gostaria de ser deixado em paz por aqueles que regularmente protestam nas vizinhanças do seu apartamento, no Leblon. Que peçam seu impeachment, tudo bem. É direito de qualquer um. Mas infernizar a vida de uma família a ponto de forçá-la a mudar de endereço contra sua vontade e a viver na clandestinidade...

A reclamação de Cabral procede. O problema dele é que Francisco animou os jovens a saírem às ruas para lutar por suas utopias mesmo que elas pareçam inalcançáveis. E foi logo avisando que não gosta nem um pouquinho de jovens acomodados.

Como conciliar, pois, a pretensão de Cabral, o mais novo discípulo do Papa, com a da rapaziada disposta a mostrar o seu valor? Essa é uma missão para o super Francisco.

domingo, 4 de agosto de 2013

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

A  BENÇA  PAI!

Antônio de Bezinha estava no estado de São Paulo e um certo dias resolveu telefonar para os pais, em Várzea Alegre-Ceará. Pegou um cartão, dirigiu-se para um orelhão
E discou. O seu pai Manoel um tanto brincalhão atendeu e deu-se o diálogo seguinte…
Manoel:
- Alô!
Antônio:
- Quem tá falando?
Manoel:
- É nóis dois!
Antônio:
- Eu quero saber é quem é que está do outro lado?
Manoel:
- Quem tá do ôto lado da rua é o gato de Belizária de Joaquim Fiúsa.
Antônio:
- Deixe pra lá. Aqui é seu filho Antônio. Bença pai!
Manoel:
- Aqui é seu pai Mané. Deu abençoi!
Antônio:
- Cadê mãe?
Manoel:
- Tá fiando lá no no corredor.
Antônio:
- Pois chame ela.
Manoel querendo fazer uma surpresa para a esposa, disse que um homem queria falar com ele mais não disse que era o seu filho. Bezinha demorou um pouco e Antônio perguntou:
- Cadê mãe pai? Ela vai atender ou não vai?
Manoel:
- Ela vai já. É pruque eu dixe a ela qui tinha um ome querendo falar cum ela e cuma ela tava disprivinida, vortou prumode se compor.
Antônio:
- Pois diga a ela que aví logo que o meu cartão tá já zerando.
Quando Bezinha atendeu não tinha mais ninguém na linha. Ela falou séria para Manoel:
- Cadê o omi qui tu dixe qui quiria falar.
- Era ontõe. Mais tu custou e ele disligou.
- Quando eu tou acupada num gosto dessas suas gracinhas não. Omi disacupado dento de casa,só presta se foi dibacho de pêa.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CAUSOS DO CINE ODEON - Por Mundim do Vale.

PROMETEU MAS NUNCA DEU.

Fonte: Dalmir Batista Freitas.

Dona Maria Mota, casada com o  Sr. Alberto,  mãe de  José,  Levi  e  Francisca
( Chichica ) Vivia em Várzea Alegre rua acima rua abaixo, com um saco de pedras dizendo ser de cristais. Certa vez ela estava expondo as suas pedras preciosas na calçada do Cine Odeon, onde dizia que uma delas era a Pefra de Clareanã. O Sr. Luís Proto  perguntou se ela queria falar no microfone. Sá Maria como  era chamada  aceitou e começou um discurso nesses termos:
- Atenção! Muita atenção! Povo de Várzea Alegre. Eu queria nesse momento reconhecer a acolhida que foi dada a mim e a minha família, pelo povo bom dessa cidade.
- Em primeiro lugar eu quero aqui agradecer a Seu Luís Proto, que me deu essa oportunidade  de falar na radiadora do Cine Odeon.
- Quero agradecer também ao coronel Dirceu que empregou meu filho José no armazém.
- A Seu  Antônio Costa eu muito agradeço, por ele ter dado um jegue de presente ao meu filho Leví, para carregar água da lavanderia.
- Dona Adelina eu agradeço por ela ter curado minha filha Francisca das lombrigas.
- Agradeço a Dona Dosa, porque ela ensinou o catecismo a José meu filho.
Até aqui Sá Maria ia muito bem, mas depois daqui ela desandou:
- Quero agradecer também a Dom João VI, que deu o título de Conde do Gravié ao meu marido Alberto.
- Também agradeço muito a Dom Pedro I, que me deu o título de  Condessa.
- A Dom Pedro II,  meus  sinceros  agradecimentos   pelo  título  de princesa da
Charneca que deu para Francisca minha filha.
- Agradeço também a meu Padim Ciço, que sempre protegeu a minha família real.
- E para finalizar eu gostaria de agradecer também a Dona Mirtes, por todas as coisas que me prometeu, mas esqueceu de dá.


DO TEMPO DO BUMBA - Por Mundim do Vale.

CRIME  PREMEDITADO.

Vocês Conhecem Valeriano? Não? Pois eu vou dizer, ele é irmão de Toca e tío de Toquinha.
Acontecia a feira semanal de Vàrzea Alegre – Ceará, quando chegou Valeriano com uma pistola na mão, que estava mais zangado do que cadela guinchada. Corria para um lado e outro da rua Gritando:
- Hoje ele me paga! Hoje ele me paga!
Nicolau Inácio perguntou:
- O que foi que houve Valeriano? Porque você está tão afobado?
- Foi pruque Leó mandou eu roçar um agudão lá no Riacho do Mei e dixe qui vinha pagar aqui na feira e quando acabar num vei.
- Tenha calma que ele vem, ainda tá cedo, lá para o meio dia ele aparece.
- Aparece não qui ele é veaco, mais eu vou agora mermo matar ele lá no Riacho do Mei.
Dizendo aquilo ele partiu. Quando passava nos Patos Borgim perguntou:
- Pra donde vai nessa pressa Valero?
- Eu vou ali no Riacho do mei prumode matar Leó.
- Mais ome deixe pra dispois, qui amenhã Leó tem qui vim pra missa.
- Apois diga o Pade Otavo qui faça a missa de amenhã na intenção da alma de Leó.
Depois de três horas que aconteceu tudo aquilo, chegou Wilson, filho caçula de Leó, procurando saber se alguém tinha visto Valeriano.
- Algué viu Valeriano por aqui?
Zé de Jovino respondeu:
-  Ele teve aqui de manhã e tava muito agitado. Mas pergunte ali a Nicolau que ele conversou com Valeriano.
Wilson dirigiu-se a Nicolau e perguntou:
- Nicolau. Você viu Valeriano? Eu tenho um dinheiro que pai mandou para entregar a ele, mas não estou encontrando.
Nicolau sem nem pensar em preocupar o garoto respondeu do jeito dele:
- Wilson. Uma hora dessa ele deve tá em cima da serra tentando fugir para Granjeiro, porque ele saiu daqui muito cedo para matar teu pai.
- E ele tava armado?

- Tava! Ele tava com aquela pistola que Zé Bilé deu a ele no natal. 

UVAS E VINHOS - Por Xico Bizerra.


Ele produzia uvas e seus frutos eram conhecidos como os melhores do local. Tanto que, nos últimos dez anos, foi o maior fornecedor de toda a região. Todos o procuravam e degustavam os vinhos que delas se originavam, saborosos, doces. Às vezes, ele misturava seus frutos com os de outros produtores e conseguia criar um sabor diferente, mas também de boa qualidade. Mas certa noite ele percebeu que as pessoas, aos poucos, estavam deixando de provar suas uvas. Será que elas tinham caído de qualidade? Ficou chateado quando certa vez lhe disseram que não existiam mais uvas como antigamente, que os bons produtores tinham desaparecido. Será que outros produtores estavam conseguindo produzir algo melhor que seu produto? E ele resolveu parar de plantar suas uvas. Fechou as terras e não mais as produziu. E aqueles que consumiam suas uvas passaram a produzir não mais vinho, mas sucos de sabor duvidoso e que não caíram no gosto, no paladar dos consumidores (ou até caíam, mas logo, logo, era abusado). Ele riu, baixinho, e numa noite resolveu voltar a produzir suas uvas. Não pensou naqueles que as usavam para fabricar os vinhos, mas naqueles que os bebiam. Aqueles, sim, mereciam boas uvas e bons vinhos.

DEZ LIÇÕES DE VIDA DO PAPA FRANCISCO


01 - Seja desapegado.

02 -  Honestidade, bondade, verdade.

03 - Relacionar-se com várias pessoas, não só no conforto familiar.

04 - Misturar-se com o povo esclarece e humaniza.

05 - Seja inserido em grupos de trabalho, de lazer, da igreja, com discrição.

06 - Conviva com profissionais de outras áreas, de outras religiões, de outros grupos.

07 - Priorize a proximidade entre seus membros.

08 - Renuncie a ser conhecido pelos títulos que possui.

09 - Todo mundo peca, até o Papa peca", seja mais compassivo consigo mesmo.

10 - A amizade é uma relação transformadora, de profundo engajamento que requer atenção e doação.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Teu coração te diz que não tem jeito
Uma voz te diz que acabou
Quem te conhece diz: só um milagre!
Dizem tantas coisas...

As circunstâncias dizem impossível
Amigos dizem que você falhou
Mas Deus está dizendo: eu posso tudo
Se você crer que eu sou capaz

Se o Espírito Santo te tocar
Nunca mais você vai ser igual
Se o Espírito Santo te tocar
Você será selado contra o mal

Se for chorar vai ter o teu consolo
Ele vai contigo no teu caminhar
E se tiver barreiras no caminho
A fé vai te dar asas pra alcançar

Se o espírito santo te tocar...

Ele vai contigo no teu caminhar.

Cristina Mel

O governo Dilma está parecendo biruta de aeroporto - Por Ricardo Noblat

O governo Dilma está perdidinho desde que começou a despencar nas pesquisas de avaliação de desempenho. A queda coincidiu com as manifestações de rua nas principais cidades do país. O governo sugeriu a instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para fazer a reforma política. Ninguém que foi às ruas pedir reforma política.


O governo desistiu da ideia.

Então sacou uma segunda mais absurda ainda por falta de tempo útil para ser executada: um plebiscito. Destinado a aprovar a reforma política. Gorou o plebiscito. Ninguém quis. Nem o PT. Aí o governo decidiu mexer com os médicos ou aspirantes a médico. Que tal tornar obrigatório um período de dois anos de permanência no SUS para a obtenção do diploma de graduação? Os médicos foram para as ruas, indignados. Há pouco, o governo deu o dito pelo não dito.

"Esqueçam minha proposta". Não passa pela cabeça dos governantes sondar previamente possíveis interessados ou atingidos por suas medidas antes de pô-las a circular? Evitaria passar por vexames. O governo está parecendo aquelas birutas de aeroportos que indicam para onde sopram os ventos de superfície.