segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O visitante – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Por esses dias de muitas chuvas no sul e sudeste do país e quase nenhuma na nossa terra, tenho me lembrado muito do seu Pedrinho dos Carás. Eis ai um homem que foi extraordinário! Falava pelos cotovelos! Baixinho, magro, pele branca, que tostada pela constante exposição ao sol lhe dava uma tonalidade levemente morena. Voz fina, parecida com voz de mulher, mas sem nenhum trejeito que lhe negasse sua masculinidade. Todo ano nascia um menino em sua casa. E ainda mais com a cara do pai para desfazer as dúvidas dos faladores de plantão e dos mais incrédulos.

Seu Pedrinho cuidava de uma grande plantação de arroz do Sítio Cabeça da Vaca no Vale do Rio Carás, município de Juazeiro do Norte. Era possuidor de um raciocínio bastante lógico. Num ano de ameaça de seca aqui no Ceará e de grandes temporais no Rio de Janeiro com desabamento de encostas e algumas mortes noticiadas com insistência pelo radinho de pilhas do seu Pedrinho, seus vizinhos se reuniam para rezar pedindo por chuvas. Era a celebração de novenas ao glorioso São José, realizadas de casa em casa. Porém seu Pedrinho a nada disso participava. E quando lhe perguntavam por que não ia às novenas, lhes dizia com muita convicção: “Meu povo não adianta nada disso, pois nem reza faz chover e nem pecado empata chuva!” E esclarecia aos que não entendiam: “Onde é que o povo mais peca? No Rio de Janeiro. Tá se acabando debaixo de chuva! Onde é que o povo mais reza? No Juazeiro. Seco pra danar!”

Em 1965, nosso vizinho do São José, se submeteu a uma delicada cirurgia em Recife. Poucos meses depois, meu pai foi também ao Recife para um tratamento, tendo retornado em poucos dias, para tentar se recuperar no clima saudável que a vida no campo proporciona.

Quando soube que meu pai estava doente, seu Pedrinho foi até ao São José para visitá-lo. Ao vê-lo passar defronte da sua casa, nosso vizinho o chamou. Ele foi entrando e logo se justificando: “Compadre, eu lhe devo uma visita, mas hoje estou aqui só de passagem, pois vou visitar o compadre Zé Esmeraldo. Depois eu voltarei aqui outro dia para lhe visitar”. Ao dizer isso, sentou-se no alpendre ao lado do dono da casa, com ele conversou toda a manhã. Na hora do almoço, ameaçou se despedir, mas convidado, aceitou. Após o almoço, continuou a conversa e lá pelas cinco horas da tarde se despediu do nosso vizinho dizendo: “Compadre, hoje estive aqui só de passagem. Outro dia eu volto para lhe pagar a visita que lhe devo. Pois hoje eu vim visitar o meu compadre Zé Esmeraldo.”

Quando seu Pedrinho saiu, nosso vizinho comentou com a mulher: “Estou com pena do Zé Esmeraldo. Se esse homem disse que estava aqui só de passagem demorou o dia inteiro, imagina lá na casa de Zé Esmeraldo! Ele vai passar mais de uma semana!”

Realmente, seu Pedrinho demorou quase uma semana nessa visita ao meu pai e não esgotou seu estoque de conversas. Ou de uma boa prosa, como ele costumava dizer.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

sábado, 11 de janeiro de 2014

Eduardo Campos.

Ninguém nunca me viu, no rádio ou na televisão, falando mal de quem quer que seja, mas todos me viram somando forças, unindo as pessoas. O povo não quer ver briga, baixaria, o povo quer ver realização, trabalho, serviço, oportunidade.

Eduardo Campos, governador de Pernambuco,PSB.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O fundo da piscina - Enviado por Jose Eudes Mamedio

Um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e de molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho. Alguem intrigado com aquele comportamento, lhe perguntou qual a razão daquele hábito.

O nadador sorriu respondeu: Há alguns anos eu era um professor de natação. Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até a piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube. Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era um cristão, mas quando criança aprendi que Jesus tinha morrido na cruz para nos salvar pelo seu precioso sangue. Naquele momento as palavras daquele ensinamento me vieram a mente e me fizeram recordar do que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus.

Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos. Finalmente desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água. Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina. Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo, e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado seria meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei os meus pecados e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que Jesus morreu para me salvar. Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou até piscina molho o dedão do pé antes.

Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar, ou retardar as coisas, pois, tudo acontecerá no seu devido tempo e esse tempo é o tempo Dele e não o nosso....

DESPEDIDA


“Receber o diagnóstico de uma doença que ameaça a vida leva a pessoa a questionamentos a respeito da mesma, seu sentido e significados. Pareceu-nos que uma doença potencialmente fatal constitui a perda da ilusão. A ilusão de um corpo perfeito, de invulnerabilidade, de imortalidade. Nos recônditos de nossa alma, percebemo-nos como eternos, mas, a morte deste corpo e desta identidade é real e aponta para o paciente como ser humano, como participante do seu processo de doença, sofrimento e finalmente da morte, como realidade existencial. Por outro lado, lidar com a perspectiva de morte é uma oportunidade ímpar de (re)significar o sentido da nossa existência.

O modo como cada paciente vive o momento de adoecimento dependerá de sua singularidade e da capacidade de enfrentamento de situações críticas ao longo de sua história. Sabemos que os mecanismos de defesa e os mecanismos adaptativos utilizados para isso facilitarão ou não a participação ativa do enfermo no controle e melhor aceitação de sua doença. A vida e a morte ganham um esboço singular quando vislumbradas na ótica da pessoa que se percebe na perda gradativa da saúde e na contigüidade inevitável da finitude. A impotência, a sensação de insuficiência, a constante expectativa de morte, a descrença em relação às medidas terapêuticas disponíveis constituem, às vezes, uma espécie de paralisia diante da realidade dos limites dos tratamentos para a cura e das demandas relativas à preservação da qualidade de suas vidas. Confrontar com estas questões é entrar em sofrimento e sobrepujar este sofrimento é forjar uma organização interna mais madura e mais próxima da realidade da vida que é a morte.

Morte, palavra que traz consigo muitos atributos, significados, associações e representações: dor, sofrimento, ruptura, interrupção, desconhecimento, tristeza. Designa o fim absoluto de um SER vivo. Numa posição antagônica, a morte coexiste com a vida, o que não a impede de ser angustiante, incutir medo e, ao mesmo tempo, ser palco de incessantes discussões. Muito se têm falado a respeito dos problemas que permeiam a discussão em torno da morte. Estudiosos e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento têm abordado o tema sob diversos olhares, na tentativa de lançar luz sobre as formas como a morte é representada e enfrentada pela sociedade atual. Deste modo, sentimos a necessidade de enfatizar o fenômeno da morte a partir de um recorte teórico que perscruta da era cristã até os dias atuais buscando compreender os diversos sentidos assumidos pelo ser humano diante da morte.

Os povos da antiguidade temiam a morte e preservavam seus parentes mortos à distância, pelo temor que eles regressassem ao povoado. A pessoa que pressentia a proximidade do seu fim, respeitando os atos cerimoniais estabelecidos, deitava-se no leito de seu quarto e ali era visitado por pessoas da comunidade. Era importante a presença dos parentes, amigos e vizinhos. Os ritos da morte eram realizados com simplicidade, sem dramaticidade ou gestos de emoção”.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Os decaptados de Roseana Sarney - Reinaldo Azevedo.

Os decapitados de Roseana também são os decapitados do PT. Ou: Ainda o silêncio vergonhoso de Maria do Rosário, José Eduardo Cardozo e… Dilma

Os decapitados da governadora Roseana Sarney também são os decapitados do PT, o que explica o silêncio vergonhoso de Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos, e José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, a quem está subordinado o sistema penitenciário nacional.

Pouco destaque se dá ao fato, mas o PT elegeu o vice-governador na chapa encabeçada por Roseana. A composição foi uma imposição de Luiz Inácio Apedeuta da Silva. O petista Washington Luiz era o vice-governador até novembro do ano passado. Renunciou para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Deu-se bem: arrumou um emprego permanente até os 70 anos….

No Maranhão das decapitações, o PT é poder, o que explica o silêncio dos companheiros, inclusive da companheira Dilma Rousseff. Por muito menos, essa gente já falou pelos cotovelos. Lembremo-nos da gritaria quando se deu a tal desocupação do Pinheirinho, em São Paulo. A Polícia Militar cumpria uma decisão judicial. Os extremistas de esquerda infiltrados entre os moradores incitaram o confronto com a polícia. Um assessor do ministro Gilberto Carvalho estava na turma.

Maria do Rosário falou.
José Eduardo Cardozo falou.
Gilberto Carvalho falou.
Dilma falou — achou a desocupação uma “barbárie”.

Felizmente, ao contrário do que alardearam petistas e afins, não morreu ninguém na operação. 

Denúncias de maus-tratos e espancamentos vieram a se provar falsas. Em Pedrinhas, no entanto, é tudo verdade. Os petistas não disseram um “a”. Dilma não deve achar aquilo… barbárie!

Eduardo Campos: Texto do PT é "ataque covarde".


O governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), classificou como um “ataque covarde” o texto publicado na página do Facebook do PT em que é chamado de “tolo”. 

Campos recorreu à mesma rede social para dizer que segue “firme no debate de alto nível sobre o Brasil e a construção de uma nova política que transforme verdadeiramente a vida das pessoas e do país”. 

"O resto a gente ignora. Porque, enquanto os cães ladram, a nossa caravana passa. Vamos em frente, pessoal", escreveu Campos. Ele também reproduziu uma nota do vice-presidente do PSB, deputado Beto Albuquerque (RS), na qual afirma que é “evidente o desespero da direção do Partido dos Trabalhadores” e que o ataque revela “que a parcela que hoje domina o PT perdeu completamente seu espírito republicano, abandonou seu norte politico e transformou-se numa seita fundamentalista que ataca qualquer um”.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Barbosa nega recurso e determina prisão de João Paulo Cunha - Agencia Estado


Decisão vale para as penas de corrupção e peculato, que somam seis anos e quatro meses, e para as quais não cabe mais recurso; parlamentar deve se entregar nesta terça 06 de janeiro de 2014.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, rejeitou os recursos apresentados pelo deputado João Paulo Cunha (PT-SP) no processo do mensalão. Com a medida, publicada nesta segunda-feira, fica autorizada a prisão do deputado que pode acontecer a qualquer momento após a publicação de uma carta sentença.   O deputado se encontra em Brasília e, segundo sua assessoria, deve se apresentar à Polícia Federal nesta terça-feira ao meio-dia

FALANDO DOS HOMENS - FERNANDA MONTENEGRO.



Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!
O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem afectado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana. 
Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade, acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento. 
Portanto,  por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!' Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de se preservar os raros e preciosos exemplares que ainda restam.

1. Habitat.
Homem não pode ser mantido em cativeiro. Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA. 
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada, diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2. Alimentação correcta.
Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida, bebida e sexo. Dê-lhe em abundância.É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os mantém viçosos , felizes e realizados durante todo o dia.
Um abraço diário é como a água para as samambaias.Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto, não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

3. Carinho.
Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor. Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.

4. Respeite a natureza.
Você não suporta trabalho em casa? Cerveja ? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade?  Carros? Case-se com uma Mulher. 
Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação.Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.

5. Não anule sua origem. 
O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apoie.

6. Cérebro masculino não é um mito.
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos). 
Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objecto de decoração. Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade. Alguns vão-lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja desses, aprenda com eles e cresça.
E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.  Não faça sombra sobre ele... Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás. 
Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
A mulher  sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, estará salvando a si mesma. 
E, Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor! 
Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom! Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim.
Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.
Com carinho,

Fernanda Montenegro.

Uma ode para os cratenses! - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Hoje eu acordei com versos fervilhando em minha cabeça. Um poema que o russo Vladimir Maiakovski bem poderia ter escrito especialmente para nós cratenses. Mas em muita boa hora, Eduardo Alves Costa, um poeta fluminense radicado em São Paulo foi o autor dos versos que muitos erroneamente atribuem a Maiakovski, mas que provavelmente foram escritos diretamente para nós, simples mortais cratenses. Um povo escondido nessa mais que perdida cidadezinha envolvida pelas fraldas da bela Chapada do Araripe, único bem que nos resta e que talvez os donos do poder não poderão jamais nos subtrair.

"Na primeira noite eles se aproximam.
Roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
Pisam as flores, matam nosso cão,
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a luz,
E conhecendo o nosso medo
Arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada!
Já não poderemos dizer mais nada!"

Todas as flores dos nossos jardins foram despetaladas ao longo dos anos em que nossas lideranças foram sepultadas pelo voto que destinamos a candidatos de outras terras. De que adiantou aos cratense ajudar a eleger tantos deputados sem nenhuma preocupação com o Crato?
Somente sabemos choramingar quando perdemos melhorias ou entidades que poderiam vir para o Crato. Mas precisamos reconhecer que existe em cada um de nós cratenses, um comodismo sem igual. Ou uma alienação geral. Como que, esperamos que os benefícios caiam do céu como a chuva que molha toda uma região, indistintamente. Se nada vem para o Crato, nada também pleiteamos porque não escolhemos pessoas comprometidas com a terra, que nos representem e lutem pelo Crato junto aos governos federal e estadual.
Choramos porque os benefícios vão para o Juazeiro. Mas lá não há acomodação, o povo trabalha. Há mais de dez anos que ouvíamos notícias de que os deputados federais daquela terra lutavam para conseguirem uma Universidade Federal.
Quando prestei meus serviços ao governo estadual, fui testemunha de um fato que poderia servir de exemplo aos cratenses. Vi uma comitiva de lideranças juazeirenses: todos os deputados federais e estaduais daquela terra, lideres comerciais e representantes da sociedade nas pessoas dos dirigentes de clubes de serviços, todos juntos saindo do gabinete do Secretário de Estado para reverterem para cidade do Juazeiro a sede regional do DETRAN que estava prometida ao Crato.
Se não houver uma conscientização do eleitor cratense, principalmente daqueles que trocam seu voto por favores, continuaremos sendo fim de linha. Dentro de breve tempo, nem quem tem negócios a fazer com o Crato, porá os pés nessa cidade, pois os retornos já se encontram fechados.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

APOSENTADO NO SUPERMERCADO.

Depois que me aposentei, minha mulher insiste que eu a acompanhe quando vai fazer compras no supermercado. Infelizmente, como a maioria dos homens, eu acho que fazer compras é chato e  tenho que ficar inventando formas de passar o tempo. E a minha mulher é igual à maioria das mulheres, fica horas fazendo compras.

Resultado:
Ontem, minha querida esposa recebeu a seguinte carta do Supermercado:
Cara Sra.
Durante os últimos seis meses, seu marido tem causado grandes transtornos em  nossa loja. Não podemos mais tolerar seu comportamento e, portanto, somos  obrigados a proibir sua entrada. Nossas queixas contra seu marido estão  listadas abaixo em documentadas através de nossas câmeras do circuito interno.

1 - 15/Junho:
Pegou 24 caixas de preservativos e colocou-as nos carrinhos de compra de outros consumidores enquanto não prestavam atenção.

2 - 02/Julho:
Acertou TODOS os alarmes da seção de relógios para tocarem a intervalos de 5  minutos.

3 - 07/Julho:
Fez uma trilha de molho de tomate pelo chão da loja indo até o banheiro feminino.

4 - 19/Julho:
Dirigiu-se a uma funcionária e disse em tom oficial: “Código 3 na seção de Utilidades Domésticas. Dirija-se imediatamente para lá”. Isto fez com que a funcionaria abandonasse seu posto e fosse repreendida pelo gerente, o que resultou em um grave incidente com o Sindicato.

5 - 14/Agosto:
Moveu o aviso de “Cuidado – Piso Molhado” para a seção de carpetes.

6 - 15/Agosto:
Disse para as crianças que acompanhavam os clientes que elas poderiam brincar nas barracas da seção de camping se trouxessem travesseiros e cobertores da seção de cama, mesa e banho.

7 - 23/Agosto:
Quando um funcionário perguntou se ele precisava de alguma ajuda, ele começou a chorar e gritar: “Porque vocês não me deixam em paz?” O resgate foi chamado.

8 - 04/Setembro:
Usou uma de nossas câmeras de segurança como espelho para tirar caca  do nariz.

9 - 10/Setembro:
Enquanto examinava armas no departamento de caça, perguntava insistentemente  à atendente onde ficavam os anti-depressivos.

10 - 03/Outubro:
Movia-se pela loja de forma suspeita, enquanto cantarolava alto o tema  do filme “Missão Impossível”.

11 - 06/Outubro:
No departamento automotivo, ficou imitando o gestual da Madonna usando diferentes tamanhos de funis.

12 - 18/Outubro:
Escondeu-se atrás de um rack de roupas e quando as pessoas procuravam algum artigo, gritava: “Você me achou, você me achou!”

13 - 21/Outubro:
Foi a um dos provadores, fechou a porta, esperou um momento e então gritou: “Ei, não tem papel higiênico aqui.”  Uma de nossas atendentes desmaiou.

BENÇA, MÃE - Por Xico Bizerra.

Alô, Mãe, bença: tô ligando para pedir pra senhora ir na venda de Amarilio e comprar um cordelzinho do Patativa pr'eu me distrair no CDU/Piedade. Antes eu me distraia no lero-lero com o povo, mas hoje o povo não quer mais conversa, é tudo emburrado, calado. Não sei se temendo um assalto, arretado da vida com os politicos que lhe roubam ou se com medo de um novo virus que nem o mais brabo dos antibioticos dá jeito. Dia desses eu dei um espirrozinho de nada, foi um tal de me encarerem que eu fiquei foi com medo. Depois disso passei um tempo andando de pés. Se eu tivesse o talento de um cabra que eu conheço, alto, esguio, barbichinha, sabido que só a molestia e que usa uma camisa com um "J" e um "Q" nos peitos, saía por aí contando a historia do matuto que foi ao cinema, e nem aperreava a senhora pelo livrinho de Patataiva. Eu ia era contar historias no meio do mundo. Mas eu sou só eu, não sei contar causos, só sei escutar....
Mãe, tem hora que eu tenho inveja de pai, sentadim na cadeira de balanço, espiando a vida passar, contando e ouvindo prosa na calçada com os amigos. Feliz de quem tem quem lhe escute. Aqui na Capitá tem disso não, ninguem conhece ninguem. Mãe, vou desligar que a bufunfa " tá curta, a pindaiba tá grande e os credito tão no fim. Eu tava até juntando uns trocados pra ir por aí no São João mas cismei de ir ver p Sport na final do Campeonato: resultado: com o preço do ingresso que me foi cobrado, restou só a quase alegria do time quase de primeira e o lizeu no "pé do cipa". Foi-se a viagenzinha pro sertão.
Mãe, vou desligar. Não esqueça de mandar meu livrinho, visse?
Bença, mãe.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Marina Silva e a vice.


Não apoiar o PSDB em SP seria a condição imposta por Marina para aceitar ser vice de Campos.

"O nosso desejo é que ela (Marina) seja a vice", disse o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), um dos principais articuladores políticos de Campos. O deputado nega que haja uma decisão sobre o quadro paulista, principal foco de tensão entre os integrantes do PSB e da Rede Sustentabilidade, sigla que Marina tentou criar, mas teve o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

"Essa não é uma decisão que vai ser tomada de cima para baixo, pelo Campos ou por Marina. É uma decisão que os diretórios estaduais vão tomar", disse Albuquerque. No dia 17, Campos vai receber no Recife os principais dirigentes do PSB para definir o cronograma de campanha e discutir a situação dos palanques estaduais.

Antes de Marina se filiar ao PSB, em outubro, o PSB paulista articulava uma aliança com os tucanos. À frente das negociações estava o presidente estadual da sigla, deputado Márcio França. O parlamentar continua defendendo o apoio a Alckmin, mas diz que a posição final vai depender do espaço que a legenda vai ter numa eventual coligação. Para França, se o governador não oferecer ao PSB a vaga de vice na chapa, posto para o qual o próprio deputado está cotado, uma nova estratégia pode começar a ser pensada.

Os aliados de Marina, no entanto, apoiam a tese da candidatura própria, independentemente de qualquer conjuntura. O nome natural para a disputa seria a deputada Luiza Erundina (PSB), que resiste à ideia e tem declarado que pretende concorrer novamente a uma vaga na Câmara.

De acordo com integrantes do PSB, Campos, que havia dado carta branca para França negociar o apoio a Alckmin, começou a emitir sinais de que poderia mudar de ideia depois de uma conversa com Marina no mês passado, na Bahia. Na ocasião, a ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon se filiou à legenda e anunciou que iria concorrer a uma vaga no Senado.

A decisão de Marina de antecipar o anúncio de que será vice na chapa seria uma forma de garantir que Campos não vai voltar atrás na decisão de não apoiar o PSDB em São Paulo.

O movimento político da ex-ministra é visto com bons olhos pela cúpula do PSB, que avalia que a sinalização cria um fato novo neste período de pré-campanha e coloca a dupla em evidência já no início do ano.

Blog humor.

Um rapaz de 16 anos chega em casa com um Porsche último modelo e os pais gritam: -Onde conseguiu isto?
Ele calmamente responde:
-Acabei de comprar.
Com que dinheiro? Perguntam. Sabemos quanto custa um Porsche!
- Bem, ele disse, este custou 15 dólares.
E os pais esbravejaram ainda mais:
- Quem venderia um carro destes por 15 dólares???
- A senhora logo acima na rua. Não sei seu nome, mudou recentemente para cá. Ela me viu passando de bicicleta e perguntou se queria comprar o Porsche por 15 dólares.
- Santo Deus! gemeu a mãe, deve abusar de crianças. Quem sabe o que fará depois? John, vá lá imediatamente, para ver o que está acontecendo.
O pai foi até à casa da senhora e ela calmamente plantava petúnias no jardim. Ele se apresentou como pai do rapaz a quem ela vendeu o Porsche e perguntou por que ela havia feito aquilo?
- Bem, disse ela, pensei que meu marido estivesse viajando a serviço, mas descobri que ele fugiu para o Havaí com a secretária e não pretende voltar...
Esta manhã ele me ligou e pediu que vendesse o Porsche e lhe enviasse o dinheiro...
Então eu vendi...