segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

2016 - Economia e politica - Antonio Alves de Morais.

No primeiro semestre de 2016 teremos um pais com os mesmos problemas iniciados em 2015. Desemprego, endividamento, inflação, juros altos,  e, com um agravante: um governo que não governa. 

A Dilma Roussef não sobrará tempo para governar. Todo seu tempo será ocupado para se defender das ações da Câmara Federal, do Tribunal Superior Eleitoral e o enfrentamento de questões referentes Petrobras nos  Estados Unidos e Lava Jato internamente.

No segundo semestre vem as eleições municipais. Vai ter muita gente colhendo o que plantou. Como observador da história nem Virgílio Tavara, o maior  e mais experiente politico cearense escapou de ser traído. Virgílio fazia  esta campanha de olho na futuro. Por essa razão o seu xadrez era sempre ocupado  pelos melhores e mais fies amigos.


Virgílio Távora.

Mesmo assim com todo cuidado,  foi traído pela escolha do Gonzaga Mota e levou um tremendo cambão que o tirou da vida publica sem deixar herdeiros.


Gonzaga Mota.

2012, municípios que  tinham situações super tranquilas da parte de seus lideres, hoje a coisa  aparece bem confusa, e, o pior as sobras de votos daquela eleição não servem para próxima. 

Começa-se tudo do zero.



Tasso Jereissati.

A traição passou a ser a pratica comum entre os políticos. Tasso Jereissati, idealizador, criador e patrono dos Ferreira Gomes levou um de arrodeio dos meninos traquinos  que  ficou tonto. Se acontece com os grandes os pequenos que se cuidem.

Antonio de Gonçalo do Sanharol - Antônio Alves de Morais.


Estão os Gonçalo Araripe a solicitar que eu escreva  um texto sobre Antônio de Gonçalo Araripe do Sitio Sanharol na Várzea-Alegre. Em toda minha infância, dos cinco aos quinze anos vi  seu Antônio diariamente sentado  ao lado do meu pai no velho banco de Pau D'arco herdado por meu pai do seu besavô José Raimundo do Sanharol.

Ali se ouvia historias de um homem honrado, trabalhador e honesto.

Se eu fosse escrever as historias de seu Antônio eu tomaria  metade do livro, mas  não posso me abster de contar essa  preciosidade que serve de padrão  para o legado de grande exemplos deixado  por Antônio de Gonçalo para os seus descendentes.

Quando eu comprei a  fazenda Cacimbinha, uma área de terra  de 3 mil tarefas o meu pai  residiu   por alguns anos por lá. Certa feita ele foi a cidade e  de volta pegou carona com um  proprietário de uma  camionete C-10 e na estrada o meu pai revelou que era de Várzea-Alegre. 

O  dono do carro passou a descrever sobre seu Antônio de Gonçalo. Disse ; O homem mais honrado que conheci em minha vida foi Antônio de Gonçalo. Ele se arranchava   na minha casa quando  fazia suas viagens ao Campos Sales. Um dia ele levava um burro muito bonito e eu me interessei em comprar. Ele me disse : amigo esse burro é bonito assim, mas não serve para você, tem diversos defeitos. Aguarde que na minha primeira viagem eu trago  um outro que vai lhe atender nos seus serviços. Da próxima viagem ele trouxe um animal tão bom que eu nunca vendi. Morreu na roça.

Meu pai  informou que da casa dele em Várzea-Alegre para a de seu Antônio de Gonçalo não dava  cem braças a distancia.

Diante disse o dono do carro foi deixar o meu pai em casa, 12 km além da estrada e não cobrou nada pela passagem.


domingo, 3 de janeiro de 2016

PT reproduziu metodologias antigas e se lambuzou - Por Jaques Wagner

Chefe da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, 64, disse, ao avaliar os efeitos da Operação Lava Jato sobre o PT, que seu partido "errou" ao não fazer a reforma política e "acabar reproduzindo metodologias" antigas da política brasileira.

O resultado, afirmou, é que o PT, "que não foi treinado para isto", encarnou o ditado: "Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza".

Em entrevista à Folha, o ex-governador da Bahia avaliou que 2015 foi um ano "duro" e que em 2016 não deve haver crescimento no país.

Wagner fez ressalvas à condução da política econômica pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, a quem atribui uma obsessão pelo ajuste sem mostrar para onde o país iria. Segundo o petista, agora é preciso "modular" o ajuste com propostas que apontem para o desenvolvimento.



sábado, 2 de janeiro de 2016

Mau olhado - POR MERVAL PEREIRA


Usar a pulseira de olho grego para espantar o mau olhado, e colocar Leonel Brizola no panteão dos Heróis da Pátria, reduzindo para isso de 50 para 10 anos da morte o prazo para a homenagem, são medidas da presidente Dilma que têm o mesmo objetivo: juntar forças, do além e do pragmatismo político, para enfrentar a batalha do impeachment no Congresso.

Não se deve abstrair o fato de que Dilma, antes de ser petista sempre foi brizolista, e a homenagem a Brizola pode também ser um sutil recado para Lula. A reafirmação da prioridade ao brizolismo pode reabrir feridas dentro do PT, que sempre teve, no seu núcleo duro, um pé atrás com a brizolista Dilma.

Mas esse seria um efeito colateral da homenagem, que tem como  objetivo central agradar a essa parte da esquerda que será essencial para a luta política da próxima legislatura. Superada essa fase, no entanto, a homenagem a Brizola pode ter uma função política mais ampla, encaixando-se como uma luva em um projeto que vem sendo gestado nos bastidores do PT: a chamada frente popular de esquerda, que substituiria o petismo na disputa presidencial de 2018, mesmo que Lula venha a ser o candidato.

Isso por que o PT corre o risco de ser sacrificado na luta da Justiça contra a corrupção, mesmo que apenas simbolicamente. Mas há um risco real de acontecer com o PT o que aconteceu com a Democracia Cristã (DC), o Partido Socialista Italiano (PSI), o Partido Social-Democrata Italiano e o Partido Liberal Italiano depois da Operação Mãos Limpas, todos perderam força política e desapareceram.

Além do desprestígio, pois recente pesquisa mostrou que o PT é o partido que mais perdeu eleitores entre os jovens, há uma multa rigorosa que o Ministério Público pretende aplicar aos partidos envolvidos nos escândalos de corrupção, e não apenas o PT.

O próprio presidente Lula, sem nunca admitir, evidentemente que a razão era essa, já defendeu a formação de uma frente de esquerda para apresentar um candidato único na eleição de 2018, e o PDT estará muito bem colocado nessa frente depois da homenagem a seu fundador.

Vê-se pois que a presidente Dilma, nada afeita às negociações políticas no Congresso, começa a ter que assumir novas feições para tentar salvar o mandato, e não será surpresa se, no fim do recesso em fevereiro, estiver atuando ativamente nas negociações para remontar sua base aliada, que no momento ainda está bastante prejudicada pela impopularidade do governo.

O retorno dos congressistas de suas bases eleitorais dará uma boa ideia da influência que os eleitores tiveram, e da capacidade de a presidente Dilma lidar com essas dificuldades presumíveis.
As declarações do ministro-chefe do Gabinete Civil, Jaques Wagner, sobre os erros cometidos no primeiro governo Dilma, dão bem a medida da tolerância que a presidente já apresenta a críticas públicas de aliados à sua atuação.

Em outros tempos seria impensável que um ministro fizesse esses comentários, mas no momento o Palácio do Planalto precisa demonstrar humildade e fazer um mea-culpa para reduzir a pressão. E Jaques Wagner não é um ministro qualquer, é provavelmente o melhor trunfo que o PT tem para apresentar na campanha presidencial de 2018 caso Lula, por alguma razão, não puder concorrer.

Aos que desconfiam que a presidente Dilma estaria alheia à grave crise que a cerca, demonstrando uma despreocupação diante da realidade em que vive, os últimos movimentos mostram que pelo menos ela está tentando unir o pragmatismo ao esoterismo.

Seu comentário ao dizer que vai usar o talismã grego contra o mau olhado é sintomático dessa percepção: "Tem gente que quer que o céu caia sobre a minha cabeça, mas eu aguento bem a pressão". A conclusão da frase é que pode ser preocupante para os que estão a seu lado: "A única pessoa que pode derrotar você é você mesma".

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz 2016 - Antonio Alves de Morais


Com o tempo você aprende que tentar perdoar ou pedir perdão, dizer que ama ou dizer que sente falta, dizer que precisa ou que quer ser... Junto de um caixão deixa de fazer sentido.

Por isso recorde sempre estas palavras: O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde. Exatamente quando: Já não há mais tempo.

Muita saúde e paz em 2016.




quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Balanço de 2015 - Editorial o Globo.


O ano em que se confirmou o fim do modelo lulopetista

Historiadores não seguem o calendário gregoriano. Por método, dividem os fatos em ciclos, por sobre a convenção de se limitar o ano a 12 meses. Getúlio, na primeira encarnação, por exemplo, perdurou sete anos, de 1930 até o golpe do Estado Novo, e por aí segue.

Hoje, concluem-se os primeiros 12 meses do segundo mandato de Dilma. São, portanto, cinco anos de Dilma no poder, e também 13 de PT no Palácio do Planalto, todos com Dilma em postos proeminentes: ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil, presidente da República. Com o detalhe de ter presidido o Conselho de Administração da Petrobras de 2003 até disputar as eleições presidenciais de 2010.

Dilma é o fio condutor pelo qual o lulopetismo põe em prática o projeto dos sonhos: dirigista, concentrador de rendas da sociedade no Estado, este aparelhado pelo partido, a fim de redistribuir o dinheiro do contribuinte para fazer o “bem” ao pobres e aos empresários escolhidos para ser futuros “campeões nacionais”.

Portanto, a seriíssima crise na qual Dilma 1 embalou o Brasil precisa ser colocada numa contexto amplo. Esses 12 meses de 2015 são apenas a menor parcela de um experimento catastrófico. Ele foi sinalizado a partir do final do primeiro mandato de Lula, quando, afastado José Dirceu da Casa Civil, Dilma, a substituta, rejeitou, por “rudimentar”, a proposta que lhe foi apresentada pelos ministros da Fazenda e Planejamento, Antonio Palocci e Paulo Bernardo, para impedir que as despesas públicas crescessem mais que o PIB. A ideia, correta, sensata, livraria o país desta que deve ser a mais grave crise desde a provocada pela Grande Depressão americana, em 1929/30. Consta que Lula, sempre ardiloso, ordenou a Dilma matar na origem aquela proposta, contrária ao ideário do “Estado forte”.

Já a crise mundial iniciada em 2008, com a explosão da bolha imobiliária-financeira americana, serviu de pretexto para o início de implementação do “novo marco macroeconômico”, ainda com Lula no poder, sob inspiração da ministra Dilma, coadjuvada por Guido Mantega, na Fazenda. Que ela manteria no primeiro mandato, juntando-se aos dois o secretário do Tesouro Arno Augustin, o mago da “contabilidade criativa”, das pedaladas e outros truques. Gastos sem controle, descuido com a inflação, manipulação do câmbio e de preços administrados se constituem a fórmula básica que destruiu a Venezuela chavista e desestabilizou a Argentina kirchnerista, aparecendo aos brasileiros mais distraídos apenas neste ano. Antes sufocada por razões eleitoreiras, a crise desabrochou: inflação em dois dígitos, déficits fiscais cavalares, recessão grave e desemprego em alta rebaixam a nota de risco do país para nível especulativo e elevam a cotação de papéis que servem como seguro contra uma quebra do Brasil, os CDS (Credit Default Swaps). (gráficos)

Entra-se na fase final do ciclo da política econômica lulopetista. Haverá pelo menos mais um capítulo, com o economista Nelson Barbosa, transferido do Planejamento para a Fazenda, no lugar de Joaquim Levy. Barbosa, próximo ao PT, fará o que a economista Dilma quiser. Também por isso é dito que 2015 não acaba hoje. E ainda não é possível saber até onde irá.


Impossível domar o bom monstro - Murilo de Aragão.

A matriz econômica que criou as empresas campeãs, a complacência com a inflação, as regras intervencionistas nas concessões de PPPs, as intervenções desastrosas no setor de energia, do açúcar e do álcool, o controle irracional de preços administrados, a inconsistência regulatória e a insegurança jurídica fortaleceram o monstro que é a economia brasileira. Nossa economia está disfuncional. Não apenas pela crise econômica nem somente pelas investigações da Operação Lava-Jato, mas pelo descompasso entre as respostas do mundo político à situação que se apresenta.

No passado recente, as intenções eram as melhores possíveis: acelerar o crescimento, criar empresas nacionais com robustez internacional, distribuir renda e aliviar os problemas sociais crônicos. Uma espécie de Frankenstein, um bom monstro. O projeto, porém, tinha pés de barro e cabeça de vento. Não deu certo. Não há crescimento sustentável na base da bolsa TJLP sem regras claras e segurança jurídica.

A impossibilidade de domar o bom monstro se revela no fato de que, mesmo tendo boas intenções, ele não é bom. Sua essência, como tal, pressupõe interesses que, aparentemente, bons não são. O bom monstro existiria para a prática de uma espécie de colonização dos interesses do povo. Um sistema gerado pela soberba ideológica justificado a partir de um ideário de boas intenções. Numa sociedade de paspalhos e néscios, as boas intenções seriam suficientes para nos resgatar do fracasso. Mas não é bem assim que o mundo real funciona. Nem deve ser assim por aqui.

Qualquer projeto de poder que assuma a direção dos destinos dos homens com uma vocação salvacionista deve ser repelido como escravagista e colonizador. Não é o caminho certo para se construir uma sociedade livre e responsável, de direitos e deveres. Não faz sentido superlotar uma sociedade de benesses sem lhe dar a noção de direitos e responsabilidades. Não funcionou nos países socialistas, apesar da força da ditadura que tentou implantar tal modelo social e econômico.

No Brasil de hoje, não havia clareza de que as benesses eram condicionadas ao momento fiscal. Sacrificou-se o equilíbrio da nação para manter a distribuição de recursos para os programas sociais. Com isso, o governo enganou a todos, já que, no limite, podemos entrar em default. É a síndrome do bom monstro que tudo faz para agradar. Inclusive, sem querer, matar a todos.

Hoje, o bom monstro nos mata com a inflação recorde, o desemprego e o desinvestimento. Infelizmente, a recessão e o insucesso não fizeram, ainda, com que o bom monstro fosse para o Polo Norte ou sumisse da humanidade, como no romance de Mary Shelley. Vamos penar algum tempo até que o fracasso seja grande o suficiente para forçar um novo jogo. A opção do momento é tentar conciliar as boas intenções do bom monstro com a dura realidade atual.

As chances de dar errado são imensas. Não é hora de conciliar. Mas, sim, de enfrentar os desafios e reconhecer o fracasso da matriz econômica que robusteceu o monstro que nos escraviza. Em não acontecendo o desafio fatal, prosseguiremos em nossa sina de acreditar que o monstro é apenas desastrado. Disse a poetisa portuguesa Florbela Espanca: “de tudo o que nós fazemos de sincero e bem intencionado alguma coisa fica.” Digo eu: até mesmo os efeitos perversos de nossas escolhas e de nossos fracassos. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Testemunhas atestam ligação de Lula com tríplex reformado pela OAS.


Uma a uma, as explicações do ex-presidente sobre sua relação com empreiteiras do petrolão vão ruindo

O ex-presidente Lula é conhecido pela capacidade retórica de vergar a realidade ao sabor de seus interesses. Quando ainda estava no Planalto, essa habilidade fez dele um líder popular. 

Hoje, a capacidade do petista de retorcer os fatos parece cada vez mais reduzida. Com frequência, Lula tem sido cabalmente desmentido por eles. Recentemente, para ficar em um exemplo, o ex-presidente ensaiou dizer que não era tão amigo assim do pecuarista José Carlos Bumlai, preso na Operação Lava-Jato por intermediar tenebrosas transações com personagens do petrolão em nome do próprio Lula e do PT. 

Bastaram algumas fotos encontradas entre os arquivos apreendidos com Bumlai para que a tentativa do petista de se descolar do amigo ruísse: as imagens mostravam que o pecuarista, homem de livre acesso ao gabinete mais importante da República durante o governo Lula, desfrutava a intimidade da família do ex-presidente. Esse modo de dar de ombros a cada nova revelação desabonadora ligando Lula ao maior escândalo da história do país virou hábito. Na semana passada, houve um novíssimo desmentido, também embalado por evidências incontornáveis.

Lula passou o ano de 2015 negando ser o dono de um apartamento tríplex de 297 metros quadrados em um prédio de frente para o mar do Guarujá, em São Paulo, construído e reformado sob medida pela OAS, uma das principais empreiteiras do petrolão. 

Atraído pelo preço convidativo, o ex-presidente decidiu investir no imóvel logo depois de seu lançamento, há pouco mais de dez anos. O edifício, àquela altura, era uma obra da Bancoop, a cooperativa ligada ao PT que, sob o comando do notório João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, foi à bancarrota depois de se transformar em uma sucursal dos malfeitos petistas. Com a falência da Bancoop, mais de 3?000 famílias ficaram sem receber os imóveis negociados com a cooperativa. O mais ilustre dos petistas, porém, não ficaria no prejuízo. Como VEJA revelou em abril, após um pedido feito pelo próprio Lula a Léo Pinheiro, seu amigo e o principal executivo da OAS, a empreiteira não apenas assumiu a construção do prédio como ofereceu uma atenção especial, repleta de mimos, à unidade reservada para o ex-presidente.

O agrado da empreiteira a Lula custou caro. A OAS gastou 700?000 reais para deixar o apartamento ao gosto da família do ex. O tríplex, avaliado em 2,5 milhões de reais, passou por uma repaginação completa: o piso foi trocado, os acabamentos de gesso foram refeitos, a cozinha foi equipada com móveis de primeira linha e um elevador foi instalado para interligar os três andares. A reforma foi acompanhada de perto pela família do ex-presidente - a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o próprio Lula e Fábio Luís, o Lulinha, primogênito do casal, visitaram o local durante as obras. Estava tudo caminhando para que o apartamento dos Lula da Silva na praia fosse finalmente inaugurado pela família. Até que vieram a Lava-Jato e, com ela, a descoberta do privilégio bancado pela OAS. Lula, como era de esperar, correu para tentar se descolar do imóvel. Logo passou a negar que fosse o proprietário. Alegou que a família tinha apenas a opção de compra de um apartamento - uma esperteza óbvia, já que o tríplex está registrado em nome da OAS.

Como versões mal-ajambradas e tentativas de manipulação da realidade têm perna curta, a negativa de Lula não demorou para ruir. Uma investigação do Ministério Público de São Paulo colheu depoimentos de diferentes testemunhas que atestam que o apartamento do edifício Solaris foi, sim, construído e reformado pela OAS para a família do ex-presidente. Mais do que isso, os promotores, os mesmos que já investigavam os desvios milionários na Bancoop, agora apuram se a empreiteira do petrolão usou apartamentos no prédio do Guarujá para lavar dinheiro e beneficiar indevidamente figurões como Lula. 

Os depoimentos colhidos pela promotoria e revelados na semana passada pelo jornal Folha de S.Paulo confirmam o que VEJA publicou em outubro e trazem detalhes de como a reforma no apartamento de Lula estava envolta em uma aura de segredo para que ninguém suspeitasse de nada. Um engenheiro que trabalhava para a OAS quando a obra foi executada contou que Lula fez uma "vistoria-padrão" no apartamento. Ele disse que apenas abriu a porta do tríplex para que o ex-presidente entrasse - lá dentro, Lula foi acompanhado pelo coordenador de engenharia da empreiteira. O dono da empresa especializada em reformas contratada pela OAS para remodelar o apartamento disse que estava na obra quando foi surpreendido pela chegada da ex-primeira-dama Marisa Letícia e de mais três homens - entre eles Lulinha e ninguém menos que o então presidente da OAS, Léo Pinheiro, o amigo de Lula que mais tarde viria a ser preso pela Lava-Jato. 

O zelador do prédio contou aos promotores que Lula e Marisa estiveram no imóvel pelo menos duas vezes e que, para a chegada dos visitantes ilustres, a OAS ordenou que o prédio passasse por uma limpeza e fosse decorado com "arranjos florais". O zelador disse ainda que, durante uma das visitas, seguranças de Lula travaram o elevador enquanto o petista estava no imóvel, o que fez com que moradores de outros apartamentos se queixassem.

A promotoria deve concluir em breve o inquérito e tende a ajuizar um processo contra os envolvidos no caso. Ao mesmo tempo que agradava Lula, a OAS multiplicava o saldo devedor de outros mutuários da Bancoop que haviam adquirido apartamentos. Do empresário Walter Didário, por exemplo, a empreiteira cobrou 600.000 reais além do que ele já tinha pago. "Eu me sinto um completo idiota", diz ele. A construção do edifício e a luxuosa reforma no tríplex não foram os únicos favores prestados pela empreiteira a Lula. Como VEJA revelou, a OAS bancou ainda a reforma do sítio que a família frequenta em Atibaia (SP).


Relatora revigora esperança da oposição na cassação de Dilma pelo TSE.

No início do ano, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, na condição de relatora do processo que pedia a cassação da chapa Dilma-Temer, votou pelo arquivamento da principal ação proposta pelo PSDB. O entendimento da ministra, naquele momento, era de que não cabia a tramitação do processo.

No julgamento do recurso proposto pelo PSDB, o plenário do TSE concluiu que a ação deveria prosseguir, derrubando assim, o voto da relatora.

A acusação consiste no fato de que a campanha petista em 2014 teria cometido abuso do poder econômico e político, uso da máquina pública, além de ter custeado despesas eleitorais com dinheiro desviado da Petrobras.

A sequência da tramitação, pelas recentes declarações da ministra, dá mostras de que atualmente ela enxerga o caso de outra maneira.

Recentemente, ela teria confidenciado a algumas pessoas que o volume de informações disponíveis hoje é bem maior e que agora pode ver a ação com outros olhos. 

De fato, o processo agora está recheado de informações da Operação Lava Jato, entre as quais documentos que mencionam o repasse de dinheiro ao PT e ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso em Curitiba. Além da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, onde afirma que pagou R$ 20,5 milhões em propina ao PT, entre 2004 e 2014.

Um caso extremamente contundente já descoberto e apurado, versa sobre uma microempresa denominada 'Ângela Maria do Nascimento Sorocaba – ME'. O CNPJ foi criado dois meses antes da eleição, com a única finalidade de atender a campanha do PT e emitiu R$ 1,6 milhão em notas para o comitê de Dilma. A empresa nunca prestou serviço, não tem sede e a suposta proprietária é uma empregada doméstica que trabalhou como cabo eleitoral na campanha grampeando cartazes em cavalete.

A tramitação será retomada no dia 1º de fevereiro, com o fim das férias do Judiciário.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Otávio Azevedo entregou Dilma Rousseff


Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, recebeu Edinho Silva e Giles Azevedo em seu escritório.

Ele relatou aos procuradores que os dois principais assessores de Dilma Rousseff foram exigir 100 milhões de reais para a campanha presidencial.

Há dois pontos explosivos no depoimento de Otávio Azevedo, segundo nossas fontes na Lava Jato:

1 - Edinho Silva e Giles Azevedo achacaram a Andrade Gutierrez, dizendo que a empreiteira perderia seus contratos com o governo caso não pagasse.

2 - O pagamento foi feito por dentro e por fora.

Otávio Azevedo vai detalhar esses pagamentos para a campanha presidencial assim que Teori Zavascki e Rodrigo Janot homologarem o acordo de delação premiada.

Os procuradores da Lava Jato estão esperando. O TSE está esperando. O impeachment está esperando.

domingo, 27 de dezembro de 2015

O destino de Dilma - O Globo.


Ex-ministro, ex- presidente do Supremo Tribunal Federal.

No último dia 17, a relatora do processo, ministra Maria Thereza de Assis Moura, mandou notificar os advogados de Dilma Rousseff.

No início de fevereiro, a defesa precisará contestar as acusações, juntar documentos, indicar a lista de testemunhas e requerer a produção de provas, inclusive documentais.

Os quatro dias seguintes serão dedicados aos depoimentos de testemunhas da defesa e da acusação.

Em seguida, a relatora do processo terá cinco dias para determinar as diligências finais.

Ao fim desse prazo, PT, PSDB e Ministério Público Federal terão cinco dias para apresentar as alegações finais.

Encerrado o prazo das alegações, o processo irá para a relatora e, no dia seguinte, deverá ser julgado no plenário do TSE.

Se os prazos forem seguidos, diz O Globo, "o destino de Dilma estará selado pelo TSE no fim de fevereiro".

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Processo de impeachment estará encerrado até março - Por Eduardo Cunha


O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na noite desta segunda-feira, em entrevista à TV Câmara, que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff estará resolvido até março de 2016. 

Ele disse que o governo da presidente Dilma Rousseff está vivendo um "momento de contestação" e que hoje ele não tem mais do que 200 votos de apoio na Câmara. Cunha afirmou que nunca um presidente foi alvo de tantos pedidos de impeachmet e que "PT e PMDB já deram o que tinham que dar juntos numa aliança". 

Ele disse que o presidente da Câmara não pode ser "empregado" do Executivo e avisou que a Casa continuará sendo uma "trava" ao aumento de impostos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Amor de Deus.


Um dia todo mundo tem que atravessar seus desertos. Momentos onde a solidão se faz tão presente que parece ter um corpo. A dor faz o tempo ficar lento, demora, doe, tudo parece parar. É neste momento que o ser humano descobre o que são fardos. Os fortes encontram a escada que os fará subir, os fracos se perdem em lamentações, saem buscando os culpado.

Aí está a diferença entre passar pelo deserto e o permanecer nele. Os que resistem, os que persistem racionam a água, caminham um pouco mais, dão um passo além das forças. Os que desanimam bebem toda a água do cantil, esperam pelo milagre que não virá pois todo milagre é fruto de uma ação positiva. Se hoje você está atravessando o seu deserto seja ele o mais seco do mundo não importa em algum canto dele você encontrará um oásis.

Na nossa vida oásis são os amigos que não nos abandonam são aquelas pessoas desconhecidas que se preocupam com o próximo é a fé que todos nós temos e renova a esperança.

Mantenha a racionalidade e uma certeza: você vai atravessá-lo! Não desista de nada não desista de você! A poeira vai abaixar, a tempestade vai passar, e, depois de tudo o sol vai brilhar por você.

A esperança é essa brisa que sopra seus cabelos e a força que nos empurra para a vitória é o amor de Deus que nunca nos abandona.

FELIZ NATAL.