domingo, 10 de janeiro de 2016

A luz no fim do túnel - Por Ruy Fabiano.

O recesso de fim de ano, que esvazia Brasília, não paralisou a Lava Jato, que continua a colher depoimentos preciosos para a elucidação do projeto criminoso de poder do PT.

Soube-se, neste período, entre outras informações, que a construtora Andrade Gutierrez doou R$ 100 milhões do que roubou da Petrobras à campanha de 2014 de Dilma Roussef.

Isso, segundo a delação – que, para ser aceita, vem acompanhada de documentação -, teria ocorrido por intermédio do hoje ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, tesoureiro da campanha, e de seu hoje principal assessor, Giles Azevedo, ambos mantidos em seus respectivos cargos.

Os dois, diz a delação, teriam condicionado a doação à continuidade da participação da empreiteira na farra do Petrolão. E a empreiteira, como se sabe, continuou na farra, o que demonstra que efetivamente colaborou. Antes dessa delação, o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, já havia descrito o mesmo quadro.

Num país normal, bastaria essa informação para pôr abaixo o governo. Mas o país acostumou-se a conviver com aberrações como essa, que ainda encontra defensores no meio intelectual, cujo argumento, em ruidosos abaixo-assinados, é investir contra os fatos e acusar os que os revelam: fascistas, reacionários, “de direita”.

Já os ladrões do que é público, Robin Hood às avessas (roubam dos pobres para ficar ricos), transmutam-se em heróis da pátria, “guerreiros do povo brasileiro”, saudados por uma elite artístico-intelectual, beneficiária de verbas públicas.

Há poucas semanas, numa operação da Polícia Federal em Recife, para apurar desvio de dinheiro na Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) - vinculada ao Ministério da Saúde, para produzir hemoderivados a pacientes do SUS -, os investigados, para livrar-se do flagrante, arremessaram maços de dinheiro pela janela do prédio.

Os delitos ali constatados não diferem dos da Petrobras, Eletrobras e de outras estatais: corrupção passiva, infringência da lei de licitação, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro - e, em síntese, organização criminosa.

Ocorreram ao longo da gestão de diversos ministros da Saúde, inclusive do atual. E daí? A vida segue.

A indignação é seletiva. Eduardo Cunha, presidente da Câmara – e titular de dólares profanos na Suíça -, provoca a ira da esquerda, mas Lula e seus filhos, com seus apartamentos de luxo, fazendas de origem irregular e medidas provisórias vendidas à indústria automobilística, não; Dilma e seus ministros achacadores, não; os ministros da Saúde, que roubaram o sangue do SUS, não.

O que se constata é que, em nome da luta pelo poder – e a pretexto da causa ideológica -, tolera-se o crime. O que está em pauta, todo mundo sabe, não é ideologia. Lula não está sendo acusado por suas ideias (se é que as tem), mas por atos capitulados no Código Penal. Idem Dilma e seus ministros. O pedido de impeachment, que é moderadíssimo diante do que a Lava Jato vem revelando, diz respeito a crimes contra a economia.

O governo, ao se dispor a cobrir o rombo das pedaladas fiscais, não se exime do crime. Ao contrário, confessa-o. Se alguém assalta um banco e, ao ser flagrado, devolve o dinheiro, não desfaz o delito. Não se desfrita um ovo; o crime está cometido.

No caso das pedaladas “consertadas”, o efeito nocivo não se apaga, já que o dinheiro que as cobrirá é igualmente público – e o cobertor das finanças do Estado é curto: o que cobre um rombo descobre o outro e a economia continua no brejo.

O delito da gastança irresponsável, para iludir o eleitor e ganhar as eleições de 2014, é o cerne da acusação e está mantido.

Quem é Eduardo Cunha diante de tais descalabros? Um aprendiz de infrator, que construiu sua fortuna na Era PT, na qual figurou como aliado e coadjuvante até há pouco.

Tornou-se adversário recente - e não por questões morais, mas de mera disputa de espaços de poder. Se tivesse aceitado os termos de acordos que lhe foram encaminhados por Dilma e Lula, voltaria às graças do sistema que hoje pretende apresentá-lo como detentor do monopólio das falcatruas.

A crise, diante do empenho do governo em manipular as instituições com cargos e verbas públicas – e até o STF contribui com as manobras -, promete se arrastar pelos próximos meses, fragilizando ainda mais a economia. A elite falante de esquerda, que detém a hegemonia dos meios de comunicação, não se choca com nada e busca tudo justificar, para evitar “a direita”.

Os argumentos de ordem moral contra Cunha – verdadeiros, sem dúvida – não se aplicam a mais ninguém, nem a quem os ultrapassou em larga margem, lambuzando-se (para citar o ministro Jacques Wagner, ele mesmo um lambuzado, segundo delações da Lava Jato) na roubalheira do dinheiro público.

A presidente, em vez de renunciar – e não apenas em função dos delitos que a envolvem, mas pela incapacidade política e moral de gerir o país em meio a eles -, prefere responsabilizar a Lava Jato pela crise que ela própria construiu; quer responsabilizar o termômetro pela febre.

Em nome da crise, reduziu a verba da Polícia Federal para deter as investigações, agravando o passivo criminoso que seu governo acumulou. A Lava Jato é a luz no fim do túnel da política brasileira - que, pelas mãos do PT, viaja hoje de camburão.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Vitimas de si mesmos - Antonio Alves de Morais

O Pajé, a seita e seus seguidores.

Outro dia, estava  em um restaurante da cidade tomando uma cerveja gelada e na mesa vizinha quatro funcionários do Banco do Brasil confabulavam. Nas suas avaliações o Brasil superou o Reino Unido, Canadá, Austrália, Japão e Estados Unidos. Pra eles, no Brasil, não tem mais miséria, analfabetos nem pobres. Eu até fiquei em duvida, se eles eram lotados na agencia de Crato ou Londres, Tóquio e Paris..

Quando perdi a paciência entrei na conversa. Perguntei-lhes: Vocês sabem o que era ser funcionário do Bando do Brasil há 30 anos?

Eles ficaram surpresos com a minha intempestiva, atrevida e deselegante arguição. Respondi-lhes: era ser casado com a moça mais bonita da cidade, filha do homem mais rico. Era ter dois carros na garagem "quites", um para o esposo e outra para a esposa. Não tinha essa de 80 prestações a pagar não.

Era ter o melhor Clube Social da cidade só para si e sua família. E, era ter um super mercado exclusivo com tudo do bom e do melhor.

Vocês sabem que hoje, um funcionário do Banco do Brasil percebe o que ganha um balconista de uma loja de tecidos qualquer?

Mas, aguardem, o grande prejuízo vai ser herdado pelos vossos filhos: a falta de compostura, preceitos  morais e éticos, exemplos de honradez e decência. 

Parabéns a vocês, a resignação é uma das  melhores qualidades  do ser humano. Eles me olharam de soslaio, com desprezo e, eu continuei tomando a minha cerveja. Daí por diante calado, pronto pra correr se preciso fosse.

Dilma se afasta de Lula e do PT - POR MERVAL PEREIRA.


Fica cada vez mais clara a diferença entre o PT, Lula e Dilma. Na entrevista de hoje, Dilma falou em fazer coisas certas na economia, mas a pergunta é essa: se ela acha certo, por que não fez antes, e deixou o país chegar ao ponto que chegou? 

No dia seguinte à reunião com Lula, a presidente defende pontos opostos aos do ex-presidente. É uma situação difícil e até o próprio PT pode querer se livrar da Dilma, para recuperar a imagem até 2018.

Quem está com o governo pode, a justiça ampara - Antonio Alves de Morais


O ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou que recursos desviados da Petrobras podem ter abastecido o caixa da campanha do atual ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (PT), ao governo da Bahia, em 2006. Os recursos teriam saído de contratos da construção de um prédio administrativo da estatal em Salvador.

Cerveró disse aos investigadores que os pagamentos eram “de conhecimento notório de todos os diretores da Petrobras”. O ex-diretor disse que quem teria direcionado as doações à campanha petista teria sido o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Após sair da estatal, em 2012, Gabrielli assumiu uma secretaria no governo da Wagner. De acordo com o delator, houve um “grande aporte de recursos” para o petista.

Os documentos que mostram o depoimento de Cerveró foram publicados nesta sexta-feira no jornal “Valor Econômico” e obtidos pelo GLOBO. Eles foram apreendidos pela Polícia Federal no dia 25 de novembro no gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). O senador petista está preso em Brasília acusado de tentar obstruir o trabalho da Justiça. Ele foi flagrado oferecendo dinheiro em troca do silêncio de Cerveró.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Mel puro, feito na horal - Antonio Alves de Morais

Quanto mais leio  sobre crianças mais me convenço de sua Inocência. Certa feita, viajando para Fortaleza quando cheguei no cajueiral entre Quixadá e o Triangulo parei o carro no acostamento, desci observei o transito e me aproximei de uma barraca. 

Num jirau ofereciam-se a venda castanhas torradas, cajus, atas, abóboras e mel de abelha. Interessei-me pelo mel. O vendedor, um menino de oito anos de idade, bastante desligado, calçado numa sandália Dupé, calção com uma enorme cupira, camisa do Flamengo, um boné com uma foto da Dilma Roussef e um dedo de grude no pescoço. 

Bom dia amigo! Bom dia, respondeu-me olhando para outro lado:

Esse mel é puro?

É.

Você garante?

Sim. Sempre no monossílabo.

Quanto custa um litro?

Não sei.

E como é que você vende uma mercadoria e não sabe o preço?

Porque quem sabe é mãe..

E cadê tua mãe?

Tá em casa, fazendo mel.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Já é ruína - Por José Casado.

Numa noite de outubro, dois anos atrás, ela convocou uma cadeia nacional de rádio e televisão para comunicar: “Passamos a garantir, para o futuro, uma massa de recursos jamais imaginada para a Educação e para a Saúde”.

Enlevada num tom de realismo mágico, anunciou a alquimia: “A fabulosa riqueza que jazia nas profundezas dos nossos mares, agora descoberta, começa a despertar. Desperta trazendo mais recursos, mais emprego, mais tecnologia, mais soberania e, sobretudo, mais futuro para o Brasil.”

Arrematou, com esmero ilusionista: “Começamos a transformar uma riqueza finita, que é o petróleo, em um tesouro indestrutível, que é a educação de alta qualidade. Estamos transformando o pré-sal no nosso passaporte para uma sociedade mais justa.”

Para gerenciar a riqueza submersa a mais de quatro mil metros no Atlântico, Dilma Rousseff criou a estatal Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A.(PPSA). Deu-lhe amplos poderes para defender os interesses da União, o que inclui a gestão dos contratos de partilha, controle dos custos e das operações de exploração e produção de todo petróleo extraído da camada pré-sal.

Não é pouco. A combalida Petrobras, que nesses campos já produz mais de um milhão de barris, planeja concentrar investimentos numa área de tamanho equivalente a 150 mil campos de futebol, a 170 quilômetros de distância do litoral do estado do Rio. Libra, como é conhecida nos mapas marítimos, é uma das maiores áreas do planeta reservada à exploração de petróleo. Foi leiloada a uma sociedade composta pela Petrobras, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as chinesas CNPC e CNOOC.

Dilma continua com o seu discurso surrealista, com toques de absolutismo groucho-marxista: “Eu represento a soberania nacional, do pré-sal, a defesa dos 30%, a defesa do conteúdo nacional… Esse golpe (o processo de impeachment) não é contra mim, é contra o que eu represento, contra a soberania, contra o modelo de partilha do pré-sal”— disse semanas atrás a uma plateia de sindicalistas aliados do governo.

Longe do espelho d’água do Palácio do Planalto, sobram certezas sobre o desgoverno na condução dos negócios do pré-sal. A empresa estatal (PPSA) criada para recolher a “massa de recursos jamais imaginada” para Saúde e Educação mal começou e já está sucateada.

Tem 15 empregados, acumula prejuízos e patrimônio líquido negativo. Sem dinheiro, atravessou 2015 sobrevivendo da caridade privada. Fornecedores cederam-lhe licenças temporárias gratuitas de software.

Perplexos, auditores do Tribunal de Contas da União registraram: “Há sérios riscos de se comprometer ou até inviabilizar a realização de importantes tarefas técnicas, tais como: a) interpretação sísmica e modelagem geológica; b) construção de modelos estáticos e dinâmicos para simulação de fluxo em reservatórios petrolíferos; c) análise de dados de perfuração de poços e de desempenho petrofísica; d) testes de modelagem de escoamento.”

É real a ameaça aos resultados econômicos para a União, adverte o tribunal.

Com 28 meses de existência, a estatal do pré-sal pode ser vista como novo símbolo do governo Dilma. Parecia que ainda era construção, mas já é ruína.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Coisa de matuto - Antonio Alves de Morais.

Justificando-se com o Juiz.

Pedro Abel era meieiro do José Preá. Morava no Sitio Cacimbinha e trabalhavam as terras do meu compadre Ivan Benito Tiburi. Além da agricultura vivia da criação de pequenos animais, cabras e porcos.

Certa feita alguns dos seus animais ultrapassaram os limites da propriedade e invadiram as plantações dos Pajeús que abateram dois deles. 

Tempos mais tarde a invasão foi inversa, Pedro Abel abateu dois animais do vizinho, pensando, na sua santa Inocência, que ficaria a conta pela receita.

Mais que nada, os Pajeús fizeram queixa ao delegado do Assaré. 

O cu de boi terminou por chegar ao fórum e o juiz marcou uma audiência para uma data futura e fez a devida notificação ao Pedro Abel.

No dia da audiência, Pedro Abel estava com um grave problema de saúde e não pode comparecer. Como justificativa fez o presente bilhete e mandou um portador entregar no fórum: 

"Senhor Juiz, eu tô participando, comunicando e dando parte que não posso comparecer a "odiência" por que levei uma estrepada, o pé tá muito inchado, o pau tá dentro e Zefa, minha mulher não deixa eu tirar".


Prestando contas com o Tribunal Superior Eleitoral.


Agora não tem mais jeito de fugir: Dilma tem 7 dias para se explicar em processo no TSE. Enquanto se articula para tentar barrar o processo de impeachment no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff precisará também se defender em uma ação que pode cassar o mandato dela e do vice, Michel Temer (PMDB-SP). 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta sexta-feira o acórdão sobre o processo. A defesa tem 7 dias para se manifestar a partir da notificação.

A ação investiga abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014 e foi proposta pelo PSDB. Os advogados que representam a chapa Dilma/Temer poderão apresentar provas e indicar testemunhas, durante esse prazo, além de solicitar a produção de outras provas.

De acordo com o processo, há indícios de irregularidades na contratação da empresa Focal Confecção e Comunicação Visual, que prestou serviços à campanha e recebeu 24 milhões de reais. Segundo o processo, também há indícios de financiamento de campanha com dinheiro oriundo de corrupção em contratos com a Petrobras.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

2016 - Economia e politica - Antonio Alves de Morais.

No primeiro semestre de 2016 teremos um pais com os mesmos problemas iniciados em 2015. Desemprego, endividamento, inflação, juros altos,  e, com um agravante: um governo que não governa. 

A Dilma Roussef não sobrará tempo para governar. Todo seu tempo será ocupado para se defender das ações da Câmara Federal, do Tribunal Superior Eleitoral e o enfrentamento de questões referentes Petrobras nos  Estados Unidos e Lava Jato internamente.

No segundo semestre vem as eleições municipais. Vai ter muita gente colhendo o que plantou. Como observador da história nem Virgílio Tavara, o maior  e mais experiente politico cearense escapou de ser traído. Virgílio fazia  esta campanha de olho na futuro. Por essa razão o seu xadrez era sempre ocupado  pelos melhores e mais fies amigos.


Virgílio Távora.

Mesmo assim com todo cuidado,  foi traído pela escolha do Gonzaga Mota e levou um tremendo cambão que o tirou da vida publica sem deixar herdeiros.


Gonzaga Mota.

2012, municípios que  tinham situações super tranquilas da parte de seus lideres, hoje a coisa  aparece bem confusa, e, o pior as sobras de votos daquela eleição não servem para próxima. 

Começa-se tudo do zero.



Tasso Jereissati.

A traição passou a ser a pratica comum entre os políticos. Tasso Jereissati, idealizador, criador e patrono dos Ferreira Gomes levou um de arrodeio dos meninos traquinos  que  ficou tonto. Se acontece com os grandes os pequenos que se cuidem.

Antonio de Gonçalo do Sanharol - Antônio Alves de Morais.


Estão os Gonçalo Araripe a solicitar que eu escreva  um texto sobre Antônio de Gonçalo Araripe do Sitio Sanharol na Várzea-Alegre. Em toda minha infância, dos cinco aos quinze anos vi  seu Antônio diariamente sentado  ao lado do meu pai no velho banco de Pau D'arco herdado por meu pai do seu besavô José Raimundo do Sanharol.

Ali se ouvia historias de um homem honrado, trabalhador e honesto.

Se eu fosse escrever as historias de seu Antônio eu tomaria  metade do livro, mas  não posso me abster de contar essa  preciosidade que serve de padrão  para o legado de grande exemplos deixado  por Antônio de Gonçalo para os seus descendentes.

Quando eu comprei a  fazenda Cacimbinha, uma área de terra  de 3 mil tarefas o meu pai  residiu   por alguns anos por lá. Certa feita ele foi a cidade e  de volta pegou carona com um  proprietário de uma  camionete C-10 e na estrada o meu pai revelou que era de Várzea-Alegre. 

O  dono do carro passou a descrever sobre seu Antônio de Gonçalo. Disse ; O homem mais honrado que conheci em minha vida foi Antônio de Gonçalo. Ele se arranchava   na minha casa quando  fazia suas viagens ao Campos Sales. Um dia ele levava um burro muito bonito e eu me interessei em comprar. Ele me disse : amigo esse burro é bonito assim, mas não serve para você, tem diversos defeitos. Aguarde que na minha primeira viagem eu trago  um outro que vai lhe atender nos seus serviços. Da próxima viagem ele trouxe um animal tão bom que eu nunca vendi. Morreu na roça.

Meu pai  informou que da casa dele em Várzea-Alegre para a de seu Antônio de Gonçalo não dava  cem braças a distancia.

Diante disse o dono do carro foi deixar o meu pai em casa, 12 km além da estrada e não cobrou nada pela passagem.


domingo, 3 de janeiro de 2016

PT reproduziu metodologias antigas e se lambuzou - Por Jaques Wagner

Chefe da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, 64, disse, ao avaliar os efeitos da Operação Lava Jato sobre o PT, que seu partido "errou" ao não fazer a reforma política e "acabar reproduzindo metodologias" antigas da política brasileira.

O resultado, afirmou, é que o PT, "que não foi treinado para isto", encarnou o ditado: "Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza".

Em entrevista à Folha, o ex-governador da Bahia avaliou que 2015 foi um ano "duro" e que em 2016 não deve haver crescimento no país.

Wagner fez ressalvas à condução da política econômica pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, a quem atribui uma obsessão pelo ajuste sem mostrar para onde o país iria. Segundo o petista, agora é preciso "modular" o ajuste com propostas que apontem para o desenvolvimento.



sábado, 2 de janeiro de 2016

Mau olhado - POR MERVAL PEREIRA


Usar a pulseira de olho grego para espantar o mau olhado, e colocar Leonel Brizola no panteão dos Heróis da Pátria, reduzindo para isso de 50 para 10 anos da morte o prazo para a homenagem, são medidas da presidente Dilma que têm o mesmo objetivo: juntar forças, do além e do pragmatismo político, para enfrentar a batalha do impeachment no Congresso.

Não se deve abstrair o fato de que Dilma, antes de ser petista sempre foi brizolista, e a homenagem a Brizola pode também ser um sutil recado para Lula. A reafirmação da prioridade ao brizolismo pode reabrir feridas dentro do PT, que sempre teve, no seu núcleo duro, um pé atrás com a brizolista Dilma.

Mas esse seria um efeito colateral da homenagem, que tem como  objetivo central agradar a essa parte da esquerda que será essencial para a luta política da próxima legislatura. Superada essa fase, no entanto, a homenagem a Brizola pode ter uma função política mais ampla, encaixando-se como uma luva em um projeto que vem sendo gestado nos bastidores do PT: a chamada frente popular de esquerda, que substituiria o petismo na disputa presidencial de 2018, mesmo que Lula venha a ser o candidato.

Isso por que o PT corre o risco de ser sacrificado na luta da Justiça contra a corrupção, mesmo que apenas simbolicamente. Mas há um risco real de acontecer com o PT o que aconteceu com a Democracia Cristã (DC), o Partido Socialista Italiano (PSI), o Partido Social-Democrata Italiano e o Partido Liberal Italiano depois da Operação Mãos Limpas, todos perderam força política e desapareceram.

Além do desprestígio, pois recente pesquisa mostrou que o PT é o partido que mais perdeu eleitores entre os jovens, há uma multa rigorosa que o Ministério Público pretende aplicar aos partidos envolvidos nos escândalos de corrupção, e não apenas o PT.

O próprio presidente Lula, sem nunca admitir, evidentemente que a razão era essa, já defendeu a formação de uma frente de esquerda para apresentar um candidato único na eleição de 2018, e o PDT estará muito bem colocado nessa frente depois da homenagem a seu fundador.

Vê-se pois que a presidente Dilma, nada afeita às negociações políticas no Congresso, começa a ter que assumir novas feições para tentar salvar o mandato, e não será surpresa se, no fim do recesso em fevereiro, estiver atuando ativamente nas negociações para remontar sua base aliada, que no momento ainda está bastante prejudicada pela impopularidade do governo.

O retorno dos congressistas de suas bases eleitorais dará uma boa ideia da influência que os eleitores tiveram, e da capacidade de a presidente Dilma lidar com essas dificuldades presumíveis.
As declarações do ministro-chefe do Gabinete Civil, Jaques Wagner, sobre os erros cometidos no primeiro governo Dilma, dão bem a medida da tolerância que a presidente já apresenta a críticas públicas de aliados à sua atuação.

Em outros tempos seria impensável que um ministro fizesse esses comentários, mas no momento o Palácio do Planalto precisa demonstrar humildade e fazer um mea-culpa para reduzir a pressão. E Jaques Wagner não é um ministro qualquer, é provavelmente o melhor trunfo que o PT tem para apresentar na campanha presidencial de 2018 caso Lula, por alguma razão, não puder concorrer.

Aos que desconfiam que a presidente Dilma estaria alheia à grave crise que a cerca, demonstrando uma despreocupação diante da realidade em que vive, os últimos movimentos mostram que pelo menos ela está tentando unir o pragmatismo ao esoterismo.

Seu comentário ao dizer que vai usar o talismã grego contra o mau olhado é sintomático dessa percepção: "Tem gente que quer que o céu caia sobre a minha cabeça, mas eu aguento bem a pressão". A conclusão da frase é que pode ser preocupante para os que estão a seu lado: "A única pessoa que pode derrotar você é você mesma".

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz 2016 - Antonio Alves de Morais


Com o tempo você aprende que tentar perdoar ou pedir perdão, dizer que ama ou dizer que sente falta, dizer que precisa ou que quer ser... Junto de um caixão deixa de fazer sentido.

Por isso recorde sempre estas palavras: O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde. Exatamente quando: Já não há mais tempo.

Muita saúde e paz em 2016.