sábado, 5 de novembro de 2016

Planalto considera a hipótese de Lula fugir do Brasil

VEJA desta semana revela uma conversa entre Michel Temer e o chanceler José Serra sobre a hipótese de o ex-presidente pedir asilo político a um país amigo
Por Robson Bonin
O presidente da República, Michel Temer, e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, durante cerimônia de posse do novo ministério no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) - 12/05/2016 (Andressa Anholete/AFP)

Reportagem publicada na mais recente edição de VEJA que chega às bancas neste sábado revela os detalhes de como o governo do presidente Michel Temer vem lidando em sigilo com um delicado assunto: o risco de o ex-presidente Lula fugir do país.
No momento em que o cerco da Operação Lava-Jato se fecha sobre o petista, as investidas dos advogados de Lula na Organização das Nações Unidas (ONU) levaram o ministro José Serra a procurar o presidente da República para analisar as consequências de um eventual pedido de asilo político de Lula.

COMENTÁRIOS

  1. Democrata Cristão
    Talvez seja o momento do Juiz Sérgio Moro reter os passaportes da família Lula. Estão sendo investigados, já se cogitou, conforme a reportagem, a ida deles para a Itália. Na minha opinião, por cautela, seus passaportes deveriam ser retidos e olha…fique de olho no irmano Uruguai.
  2. Nelson Marchetto
    (Planalto considera a hipótese de Lula fugir do Brasil) Pois é estão demorando muito para resolver um caso que já é considerado simples, é só decretar imediatamente a prisão do “indivíduo” do malfeitor, do chefe da quadrilha e família, realmente o que estão querendo é que ele fuja mesmo, e ficar lá de fora azucrinando e interferindo na política do país. Só o fato desta notícia sair em VEJA e lida pelo “sujeito” já é o toque para que ele finalmente resolva FUGIR!!!
  3. O teu PT desmoronou nas urnas, o sítio de Atibaia e o triplex estão bloqueados, as empresas dos filhos faliram, as “palestras” sumiram e os companheiros estão batendo nas portas dos partidos nanicos, só te resta o abraço dos Castros e Maduro. Bye Bye Muchacho!
  4. Ataíde Jorge de Oliveira
    KaRakA : Punta deLL’Este é LLog’aLLi, BaBa! — Quem Tem BoKa $uja Não Vai aRomA.rs.rs.rs
  5. eber alves da rocha
    O Presidente Temer pode ser considerado o Maior Estadista Brasileiro de todos os tempos, apenas por ter cogitado a reforma da previdencia. Entretanto, consideremos as propostas e o ESPECIAL empenho do Congresso: Previdencia, Fiscal, Escola, Politica, Trabalhista e Digital. E as privatizações? Colocado o esforço do Nobre Presidente e os Nobres Parlamentares, considero este movimento politico ao liberarismo economico, como o maior e melhor que ja passamos. Parabens Congresso! Parabens Presidente Temer! Admiro e orgulhoso agradeço. Muito obrigado.
  6. Aloisio Barros
    Por mim, já teria ido há muito tempo. Melhor assim, pois aqui não será preso mesmo e se for, não fica uma semana atrás das grades. Então, que vá e fique por lá.
  7. O Lula ficaria muito infeliz em um país com clima diferente, outro idioma, outros costumes etc. Se sentiria mais em casa entre amigos em uma cadeia brasileira.
  8. Marcos Acker Monteiro
    Como típicos brazucas estão esperando que alguém arrombe a porta para colocar uma tranca. Vão deixando esse vigarista e famíglia fugirem e rirem de nossas caras. Porque se fugirem, não só não serão punidos, como ainda vão ter muito dinheiro e dinheiro roubado e roubado de nós. Nem no Moro eu confio mais pela demora em cassar os passaportes dos Da Silva. Se ele não já tivesse cogitado fugir, então acabaram de dar a ideia para ele.
  9. Napoleao Gomes
    Poe que é que ele ainda não foi preso? Corrupção no STF??
  10. Edson Gonçalves
    Acorda Brasil, Acorda M.P.F Acorda Supremo, Acorda Imprensa, Privatização já da Politica Brasileira, Precisamos de homens que vão amar mais o pais do que as coisas.
    Precisamos de modelos que inspiram as pessoas.
    Vamos em frente Brasil, fim aos privilegios.
  11. Isidorio Araujo da Silva
    Gostaria de ressaltar que a Família Da Silva é uma das maiores do Brasil, por isso gostaria de fazer uma ressalva, nem todo Da Silva ou Silva são corruptos ou criminosos. Ainda existe muitos deles honestos , Trabalhadores ,etc.
  12. sebastiao ferreira cantarino
    Como sempre ele dará um jeito de fugir das perguntas, como sempre fez durante seu DESgoverno. O que estão esperando para pedir a prisão desta quadrilha? Neste país, pau que dá em chico não não dá em luiz, não é mesmo?
  13. Jorge Dias da Silva
    Já sugeri, paga as passagens o os passaportes desses diabos e manda todos pra onde quiserem ir, desde que modifiquem a Constituição para fuzilamento em caso de retorno.
  14. Elcir Granado
    Fugir, acho que seria uma burrice!
  15. Carlos Marques
    E Planalto! Abre o seu olhinho…
  16. Carlos Bandeira
    O larápio tem avançado a narrativa de ser um perseguido político, incluso a porcaria da ONU de acordo, e preparando o terreno para fugir em busca de asilo politico, abrindo a oportunidade de meter o pau no Brasil estando no exterior. O senhor Moro tem a obrigação moral de tomar os passaportes o mais rápido possivel.
             

Esquerda investe no caos revolucionário contra adolescentes (artigo semanal do senador Ronaldo Caiado para a "Folha de S.Paulo")

        Alunos ocupam a Escola Estadual Caetano de Campos e colocam cartazes contra a Pec do Teto (Kevin David/A7 Press/Folhapress)

Atribui-se a Lênin, dentro da estratégia de agitação e propaganda comunista, a seguinte incitação à militância: "Acuse-os do que você faz; xingue-os do que você é".
O procedimento está sendo fielmente seguido pela esquerda brasileira, no processo de invasão de escolas e universidades, a pretexto de derrubar a PEC 241, a PEC da Responsabilidade, que estabelece um teto para o gasto público, arruinado pela gestão petista.

Aprovada com folga em dois turnos na Câmara, a PEC está agora sendo examinada pelo Senado, que a votará ainda neste ano. É vital para que o país dê início ao reerguimento de sua economia.
Enquanto estimula o "Fora, Temer" e conspira contra a paz pública, desestabilizando o ambiente educacional, a militância esquerdista proclama que, ao contrário, a educação está sendo ameaçada é pelo governo federal, que insiste em chamar de golpista.
A PEC, como já demonstrei em artigos anteriores, não impõe corte algum e até permite, por meio de manejo orçamentário, acréscimos tanto em educação como em saúde.

Dentro da verba existente, a ser reajustada nos limites da inflação, nada impede que as prioridades sejam mantidas. Basta que haja critérios de gestão, algo que inexistiu ao longo da era petista.
Antes de deixar a Presidência, Dilma Rousseff cortou R$ 10,2 bilhões da educação, sem que houvesse protesto da esquerda. E há duas semanas os partidos de esquerda atrapalharam duas propostas que injetaram R$ 1,1 bilhão para a educação, mostrando em que medida de fato se preocupam com ela.

Sem o menor pudor, o petismo agora faz de adolescentes do ensino secundário massa de manobra de seus interesses, expondo-os à violência, à lavagem cerebral e à interrupção do calendário escolar.
Chega a ser constrangedor ver garotos monitorados por marmanjos arruaceiros a respeito da causa a que estão sendo criminosamente arrastados, em prejuízo próprio –e do país. A bagunça compromete o Enem e cerca de 200 mil dos estudantes, já que muitas das escolas em que estava previsto se realizar estão ocupadas. O prejuízo financeiro, por baixo, é de R$ 12 milhões, mas o maior, o educacional, não é contabilizável.

Depois de reduzir as universidades a células ideológicas, rebaixando o nível do ensino superior e colocando o Brasil na retaguarda dos índices internacionais de avaliação de desempenho, a esquerda investe contra o ensino secundário. Mas atribui ao governo federal a pecha de conspirador contra a educação. É o mandamento de Lênin em ação.
Pouco importa que a tese de que o impeachment foi um golpe tenha sido amplamente derrotada e desmoralizada nas eleições municipais, em que o PT e seus satélites (PSOL, Rede, PCdoB) receberam o maior revés popular da história. Insistem em falar em nome do povo, mesmo este tendo lhes virado as costas.

As eleições confirmaram a legitimidade do ato parlamentar, elegendo maciçamente as forças que, nos termos da Constituição, tiraram Dilma e colocaram Michel Temer na Presidência. Se fosse democrática, como se proclama, a esquerda absorveria a sentença soberana das urnas e faria sua autocrítica. Mas ela faz da democracia rito de passagem, como se vê na Venezuela, em que o aparelhamento das instituições impôs uma ditadura sangrenta.
É disso que escapamos; e é a isso que o povo brasileiro disse um sonoro "não" nas urnas. Mas, indiferente ao povo –e sob a inspiração de Lênin–, a esquerda fundamentalista, uma seita predatória e corrupta, investe mais uma vez no caos revolucionário, aliciando agora nada menos que estudantes adolescentes.


“Coisas da República”: 443 ex-deputados são denunciados por “farra das passagens aéreas”

No fundo do poço

Faltando 10 dias para o feriado da “Proclamação da República” nova denúncia foi feita neste sábado
A Procuradoria Regional da República no Distrito Federal enviou para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a lista de 219 políticos que teriam feito “uso indevido” de recursos públicos no caso da “Farra das Passagens”. O documento cita nominalmente deputados, senadores, ministros do Tribunal de Contas da União e governadores – políticos que detêm foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na lista estão o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil/Governo Michel Temer), que foi deputado federal (2003-2015), e o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União, que foi senador e é alvo da Operação Lava Jato. A relação abrange parlamentares de quase todos os partidos.O procurador Elton Ghersel, da Procuradoria da República na 1ª Região (PRR1), apresentou 52 denúncias contra 443 ex-deputados por uso indevido de dinheiro público na compra de passagens aéreas. Todos são acusados pelo crime de peculato, cuja pena pode variar de dois a 12 anos de prisão. Entre os ex-parlamentares está o atual secretário do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Moreira Franco, um dos principais nomes do governo Michel Temer.

Também figuram na lista os prefeitos recém reeleitos de Salvador, ACM Neto (DEM), e de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB). Além deles, são alvos das investigações o ex-ministro Ciro Gomes, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves, a ex-deputada Luciana Genro, o ex-ministro Antonio Palocci (PT) e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) – os dois últimos estão presos pela Operação Lava Jato. O ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR), condenado no mensalão, também está entre os investigados.

A denúncia da PR1 deverá ser analisada pelo desembargador Olindo Menezes, do Tribunal Regional Federal (TRF). Caso seja aceita, os ex-deputados viram réus e passam a responder a ações penais.
(Fonte: Site da revista VEJA)
             

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Nove “verdades” que as eleições de outubro desmentiram – por Fernão Lara Mesquita (*)

“...brasileiro não sabe votar”, “Lula ainda é força para 2018”, “o Brasil é uma democracia...”
 1 – “Identificação biométrica e rapidez de apuração são provas do avanço da democracia brasileira.” É exatamente o contrário. Aqui o eleitor só entra em campo depois do jogo jogado para dizer sim ou não aos escolhidos dos “caciques” dos partidos. Em democracias de verdade, como a americana, a suíça e outras, aproveita-se toda e qualquer eleição para que o eleitor decida literalmente tudo. Junto com presidentes, legisladores ou prefeitos ele elege diretamente os funcionários públicos sem função exclusivamente política, tais como xerifes, policiais, promotores, diretores de escolas públicas, etc.; vota leis de iniciativa popular; referenda ou derruba leis do Legislativo; autoriza ou não impostos novos ou aumentados; aprova ou não a contratação de dívida; confirma ou não o mandato do juiz da sua comarca; vota o “recall” ou não de funcionários eleitos na eleição anterior. Para a eleição da semana que vem, 162 temas adicionais, 71 propostos por abaixo-assinados de cidadãos comuns, foram certificados em 35 Estados para constar das cédulas pedindo decisão dos eleitores de Trump ou Hillary. Por isso 30 milhões deles já receberam suas cédulas com um mês de antecedência e as vão enviando preenchidas pelo correio. Por isso demora para apurar eleições em democracias de verdade.

2 – “A política não se renova porque brasileiro não sabe votar.” Essa afirmação toma o efeito por causa. O povo elege o de sempre porque só consegue autorização para se apresentar como candidato quem se compõe com os donos dos partidos. Por isso reforma política pra valer inclui necessariamente um ponto-chave da que os americanos fizeram lá atrás. Tornar as eleições municipais apartidárias para quebrar as pernas dos “caciques” (cujo poder passaria do controle dos 5.570 potenciais “currais” municipais de hoje para apenas 27 estruturas estaduais) e abrir as portas da política à entrada de sangue novo. Qualquer um pode candidatar-se a prefeito ou vereador sem pedir licença a ninguém.

3 – “Há partidos vitoriosos nesta eleição.” Esta foi a eleição do “não”. “Eu não voto mais”, “eu não voto no PT”, “eu não voto em ladrão”, “eu não voto em político”, etc... O mais foi consequência do controle da portaria do “Sistema”. Votou-se no que sobrou dos “nãos”, já era conhecido ou pôde botar a cara na TV pra mostrar que existia, o que vale dizer estar num partido grande e velho. Ponho a mão no fogo como 99% dos eleitores não sabem em que partido votaram, ou, se lembram, não sabem nem a tradução da sigla daquele em que acabaram votando, mesmo dos tradicionais.

4 – “A ideologia move a polarização esquerda x direita.” Nem os presidentes dos partidos conseguem definir esquerda e direita. Mas um grande divisor de águas aparece nítido no Brasil, como no resto do mundo, especialmente o latino: ser contra ou a favor da austeridade fiscal. Só que não é uma fronteira ideológica, é fisiológica: de um lado pena a massa que paga a conta, trabalhando dobrado e ganhando a metade; do outro se entrincheira a “casta” que é paga pela conta, trabalhando a metade e ganhando dobrado. É essa que, sentindo-se agora ameaçada, quebra-quebra e queima pneus por aí porque as TVs lhe deram a dica de que esse é o jeito de o seu “dane-se a miséria nacional, ninguém toca no meu!” alcançar mais do que as esquinas que já não consegue encher de gente e soar como o contrário do que é.

5 – “É impopular encarar de frente os problemas mais velhos e óbvios do Brasil.” Se há algo que ficou bem definido nesta eleição, é que quanto mais assertivo foi o candidato em relação a eles – necessidade de ajuste, privatização, desmonte da corrupção de sindicatos e partidos com dinheiro de imposto, fim da chantagem trabalhista e dos “marajalatos” –, mais fulminante foi sua eleição e a distância aberta em relação ao oponente, não importando as “tradições” das praças envolvidas. João Doria e Nelson Marchezan são os exemplos mais visíveis, mas não os únicos.

6 – “Existe um preconceito de gênero.” O número de prefeitas e vereadoras eleitas caiu, apesar da “cota” de 30% de candidatas imposta por aquele mesmo pessoal que, conforme a hora, nos diz que “não existe gênero” senão o que cada um escolhe para si. Quem escolheu não eleger seu prefeito ou vereador só por esse atributo foi a metade feminina do eleitorado brasileiro, ou, se quiserem, os 100% “sem gênero definido pela natureza” que acabam de aprender, com Lula e Dilma, que pôr alguém para cuidar da coisa pública só por ser mulher é um tipo de oportunismo para enganar trouxa que em geral acaba em desastre.

7 – “Lula ainda é uma força para 2018.” Nesta campanha, “ter apoio de Lula” passou a ser a “denúncia” atirada por candidatos “de esquerda” contra candidatos “de esquerda”. Em quem colou não sobrou nada...

8 – “Basta melhorar a gestão pro Brasil ir pra frente.” Foi-se o tempo! Agora o setor público está que não tem nem pra lavar o chão do IML, como no Rio, e a economia privada, em choque hemorrágico, não tem mais com que se reerguer, mas a reforma da Previdência de que se fala não toca nos “marajás”, só põe dinheiro no caixa no futuro distante, e a PEC 241 nem menciona o rombo de Estados e municípios. A briga em torno de quem vai pagar essa conta (na qual as denúncias da Lava Jato serão as armas nos bastidores) nem começou ainda.

9 – “O Brasil é uma democracia.” Da democracia não temos nem o elemento definidor, que é o império da lei igual para todos. Na raiz do presente desastre estão os privilégios legalizados e direitos “adquiridos” que “foros especiais” podem tornar até hereditários, como na Idade Média. Sem um direito só pra todo mundo não tem saída. E pra chegar lá tem de pôr o povo no poder, o que se faz submetendo os eleitos aos eleitores antes e depois da eleição, com prévias transparentes para escolha dos candidatos e “recall” para a troca dos que, eleitos, “apresentarem defeito”. Sem isso “O Sistema” continuará para sempre indomesticável, cavalgando impunemente o lombo do povo. 

(*) Jornalista. Artigo publicado no "Estadão"

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O desastre do partido de Lula - Ricardo Noblat.


Eleitor em São Bernardo, Lula desistiu de votar no último domingo por falta de candidato. Em seu blog, meu ex-colega de VEJA, o jornalista Augusto Nunes, resumiu o desastre do PT nas eleições municipais deste ano citando 10 fatos. 

A eles.

1. Em 2012, o PT foi vitorioso em 638 municípios, cujas populações somavam 38 milhões de pessoas. Neste ano, venceu em apenas 254, habitadas por 5,9 milhões de brasileiros.

2. Nove partidos elegeram mais prefeitos que o PT.

3. Rio Branco, no Acre, será a única capital governada por um petista nos próximos quatro anos.

4. Com exceção de Rio Branco, o PT perdeu a eleição em todas as cidades brasileiras com mais de 200 mil eleitores.

5. Os sete candidatos do PT que chegaram ao segundo turno foram derrotados.

6. No ABC paulista, berço do PT, nenhum candidato do partido foi vitorioso.

7. Por falta de convite, Lula não participou de um único comício durante o segundo turno.

8. A pedido do candidato João Paulo, Lula ficou fora da campanha no Recife, única capital em que o PT disputou o segundo turno.

9. Eleitora em Porto Alegre, Dilma Rousseff desistiu de votar no último domingo por falta de candidato.

10. Eleitor em São Bernardo, Lula desistiu de votar no último domingo por falta de candidato.


15 de Novembro: feriado da Proclamação da República: comemorar o quê? -- por Patrick Beserra (*)

Uma República caótica e prenhe de crises

Abaixo o discurso de encerramento -- proferido pelo advogado Dr. Patrick Bezerra -- do 1º Encontro Monárquico Conservador do Norte-Nordeste, organizado pelo Círculo Monárquico de Fortaleza e pela Associação Cultural São Tomás Morus.


Sua Alteza Imperial e Real, Dom Bertrand de Orleans e Bragança,
Sua Alteza Real, Dom Gabriel de Orleans e Bragança,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,

    A nação, convulsa, assistiu, há poucos meses, o paroxismo de uma das mais graves crises de sua história.  Os fatos mais recentes da política nacional juntam-se para dar prova do que parece ser a vocação inescapável da República no Brasil. De crise em crise, de golpe em golpe, o governo republicano se perpetua, roubando da pátria o destino glorioso que a Providência lhe parecia reservar. Outrora, o Ilustre Marquês de Santa Cruz e Arcebispo primaz do Brasil, Dom Romualdo Antônio de Seixas, pôde dizer, em presença de Sua Majestade, o Imperador Dom Pedro II, que nenhum povo poderia gloriar-se, como o brasileiro, de proteção mais singular e de mais copiosas bênçãos do céu, no heróico empenho de conquistar seus legítimos foros e independência. Hoje, o governo da nação nada pode inspirar de auspicioso ou benfazejo. Nós, os brasileiros, já não podemos esperar que os interesses de Estado coincidam com os interesses permanentes da Nação. Tudo leva ao esmorecimento, ao desalento, ao derrotismo. Mas enganam-se aqueles que pensam que o Brasil já não conta com os favores da Divina providência, ou que o Supremo Legislador e Árbitro dos Impérios desviou de nós seu olhar, entregando-nos à própria sorte.

    Por toda parte, de norte a sul do país, multiplicam-se as iniciativas de brasileiros patriotas e honrados, ávidos por resgatar os princípios que orientam qualquer ordem política estável e duradoura, e, cada vez mais, conscientes de que o bem estar da nação depende do resgate da cultura sobre a qual foi edificada a civilização ocidental, que é, antes de tudo, uma civilização cristã. O Encontro Monárquico Conservador do Norte e Nordeste, organizado pela Associação Cultural São Tomás Morus e pelo Círculo Monárquico de Fortaleza, junta-se a essas iniciativas com o mérito de ser o primeiro evento de seu tipo. Sua singularidade constata-se não apenas por reunir pela primeira vez o Norte e o Nordeste – que são os próprios berços da nação brasileira – ou por realizar-se em uma capital Nordestina – esta Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção – mas também por caracterizar-se, a um só tempo, como Monárquico e Conservador.

    No cerne desta denominação está uma convicção profunda: não há autêntico conservador que não reconheça os valores da Monarquia; não há regime autenticamente monárquico que não se funde sobre a conservação de uma ordem moral. Mas, ainda que não tragam em si uma implicação direta e manifesta, Monarquia e conservadorismo unem-se por um aspecto comum: aquilo que é o fio da continuidade histórica, o laço que une as gerações, e que chamamos Tradição.

    Vê-se, em nosso tempo, certo espírito narcisista e mesquinho que põe, na língua dos tolos, expressões como: “nunca antes”, ou “isto nunca se viu”. É o espírito dos homens sem passado e das nações sem história. É o traço distintivo de uma civilização que se ressente de seus feitos e que se envergonha de suas glórias, deixando para trás tudo aquilo que lhe dá forma e identidade. Mas esta geração, que busca trancafiar o passado e esquecê-lo, inebriada pelos encantos de um progressismo estéril, sempre haverá de ouvir os ecos das palavras do escritor sacro: “nihil novi sub sole”, nada há de novo sob o sol. Somente a perenidade da natureza humana, comum aos homens de todos os séculos, é capaz de garantir a força da tradição. Somente a perenidade da ordem moral, impressa nos corações dos homens, como atesta a apóstolo São Paulo, pode fiar a conservação da ordem social.

                    “Maldito seja aquele que começa por si mesmo! – dizia o escritor alemão Achim von Arnin – Somente a infâmia começa por si mesma um novo mundo. O que é bom, o foi eternamente”. A defesa da tradição, comum ao ideal conservador e à causa monárquica, é, sobretudo, uma defesa do bem e da justiça, aspirações dos homens de todos os tempos. Não pode ter, portanto, nada de anacrônico. Do mesmo modo, não pode sucumbir aos preconceitos de época alguma, especialmente, aqueles que foram gerados no ventre do cavalo de pau revolucionário. Em sua melhor fase, o grande crítico literário Otto Maria Carpeaux ressaltava que o principal inimigo da tradição é a anarquia espiritual, que esmaga todas as continuidades. Ela, a anarquia espiritual, cega os homens às experiências de todos os tempos, não lhes permite enxergar a luz de sua própria razão, torna-os imunes ao bom senso. O resgate da cultura brasileira começará, portanto, com o abrir de olhos de gerações inteiras deseducadas com os valores deformados das revoluções.

                 Este não é o trabalho de uma única vida. Este não tem sido o trabalho de uma única geração. Olhai a vossa volta, minhas senhoras e meus senhores, e compreendereis da forma mais concreta o que é tradição. Nos rostos de uns, vereis as marcas de uma longa vida dedicada à reconstrução da pátria; nos rostos de outros, enxergareis o vigor da juventude e a disposição para levar adiante a flâmula sagrada que receberam. Não creio que algum dia teremos certeza se somos dignos de tarefa tão insigne, mas contaremos incessantemente com os favores da providência, que concorre sempre para a vitória dos bons.

                Ainda ontem, tive a honra de lembrar a Sua Alteza Imperial e Real do particular empenho que o povo cearense demonstrou, no passado, em favor da causa abolicionista. O pioneirismo do Ceará na abolição da escravatura, no Brasil, gravou na história um marco da fidelidade dos cearenses à nobre causa levada a termo pela Princesa Isabel, a Redentora. O que era verdade naquela época é também verdade hoje. Sempre haverá cearenses dispostos a apoiar as nobres causas da família imperial. E quanto mais nobres forem as causas, mais convicto será o apoio. Ontem, Alteza, exprimi-vos a minha convicção pessoal de que os valores de Vossa Augusta família sempre ecoarão nos corações dos cearenses. Hoje, asseguro-vos a disposição inabalável de seguirmos adiante, sempre adiante, sem desfalecer. Não apenas os cearenses, mas todos os nortistas e nordestinos, que permanecemos fiéis nos mais decisivos momentos da vida nacional.

Não capitularemos.
Não trairemos nosso dever histórico.
Permaneceremos fiéis até o fim.

Viva a Casa Imperial Brasileira!
Viva o Brasil!

Fortaleza, 15 de outubro de 2016.
(*) Patrick Beserra é advogado


O nocaute eleitoral danificou a cabeça baldia - Por Augusto Nunes.


Lula culpa o 'conservadorismo paulista' pela derrocada nacional do PT. Neste outubro, o PT elegeu o prefeito em apenas oito dos 645 municípios do Estado de São Paulo. Qual teria sido a causa de tamanho fiasco na mais populosa e desenvolvida unidade da federação? A corrupção em escala industrial? A ladroagem desavergonhada? A catastrófica incompetência administrativa? A política econômica desastrosa? A expansão apavorante do desemprego? Ou a soma desses espantos e outros mais?

Nada disso, ensinou Lula em Buri, onde reapareceu nesta terça-feira. Segundo o único doutor honoris causa do mundo que não lê nem escreve, o problema é o que chama de “conservadorismo paulista”. Como o massacre ocorrido em São Paulo se repetiu em todo o país, pode-se deduzir que tanto os nordestinos da região da seca quanto os ribeirinhos da Amazônia hoje são tão conservadores quanto um bilionário quatrocentão.

Na cabeça baldia danificada pelo nocaute, o fenômeno serve para explicar tudo - da ausência de candidatos do PT em Buri ao triunfo de João Doria na periferia da capital, do desaparecimento do “cinturão vermelho” formado pelos municípios do ABC ao sumiço do palanque ambulante, imobilizado em São Bernardo por falta de interessados. Deve-se presumir que também explica por que nenhum dos candidatos lançados pelo partido desde 1982 conseguiu homiziar-se no Palácio dos Bandeirantes.

As urnas impediram a chegada ao governo estadual de gente como José Dirceu, José Genoíno e o próprio Lula. O primeiro está na cadeia. O segundo esteve. O terceiro logo estará. Os três exemplos avisam que conservadorismo pode ser o outro nome da sensatez.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Caixa 2 já é crime - Por Merval Pereira.

O Globo, denunciou a manobra dos parlamentares para anistiar seus crimes:

"Os políticos resolveram assumir abertamente a tese de que é preciso criminalizar o Caixa 2, sem darem ênfase, no entanto, aos efeitos da nova lei, que é uma anistia ampla e suprapartidária. Eles não estão preocupados com os que já estão presos na Lava Jato, mas com os que podem vir a ser presos depois das delações premiadas da Odebrecht e outras empresas envolvendo as doações aos políticos (...).

Os parlamentares querem especificar na nova lei o que é Caixa 2 para financiamento de campanha, separando do que seja propina, para fins pessoais ou do partido. O difícil será separar a doação de Caixa 2 supostamente feita com dinheiro lícito daquela que utiliza dinheiro originário de ações ilegais. Continuará havendo a possibilidade de o parlamentar ser denunciado por lavagem de dinheiro ou corrupção passiva, abrindo uma grande discussão na Justiça.

No julgamento do mensalão, o ministro Ayres Brito já deu uma clareada na situação ao afirmar que não existe Caixa 2 com dinheiro público, mas sim peculato. Também a ministra Cármem Lúcia, hoje presidindo o STF, se pronunciou naquele julgamento afirmando que Caixa 2 é crime, em qualquer circunstância".

Jefferson disputará vaga de deputado por SP - Josias de Souza.


Algoz do Partido dos Trabalhadores no escândalo do mensalão, o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revela-se um adversário caprichoso. Há tempos acalenta o desejo de retornar à Câmara carregado pelos votos do eleitorado paulista. Informou a familiares e correligionários que o anseio se converteu em decisão. Mudará oportunamente seu domicílio eleitoral do Rio para São Paulo, berço político do petismo. E tentará a sorte nas urnas de 2018.

Jefferson comporta-se como um inimigo fiel. Não trai as expectativas do PT nunca. É como se aproveitasse a fase de definhamento da legenda de Lula para cuspir sobre a lápide. Suprema ironia: o PTB elegeu na disputa municipal encerrada no último domingo mais prefeitos (262) do que o PT (256). Na interpretação de Jefferson, o petismo paga agora, com correção, a fatura contratada em 2005, ano em que ele concedeu à repórter Renata Lo Prete a entrevista que pendurou o mensalão na manchete da Folha.

Além de ter o mandato de deputado passado na lâmina, Jefferson foi condenado no célebre julgamento do Supremo Tribunal Federal a 7 anos e 14 dias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Enquadrado na Lei da Ficha Limpa, ficou inabilitado para disputar eleições até 2022. Entretando, o ministro Luís Roberto Barroso, da Suprema Corte, concedeu a Jefferson e a outros condenados do mensalão o perdão do que ainda lhes restava de pena.

Os advogados de Jefferson sustentam que o indulto anulou também a pena acessória de suspensão de direitos políticos por oito noas. A prevalecer esse entendimento, o mandarim do PTB estaria apto a levar adiante a decisão de se mudar para São Paulo. Como subproduto da mudança, Jefferson evitaria subtrair votos de sua filha, Cristiane Brasil, que exerce seu primeiro mandato de deputada federal e tentará se reeleger em 2018.

Informados sobre a decisão de Jefferson, aliados do governador tucano de São Paulo planejam atrair o PTB para o projeto presidencial de Geraldo Alckmin. Hoje, além do PSDB, gravitam em torno de Alckmin no Estado: PSB, DEM, PPS e PV. Em 2014, Jefferson acomodou o seu PTB no colo de Aécio Neves. Hoje, a legenda inclui Alckmin nas suas cogitações. No rol de presidenciáveis tucanos, o detonador do mensalão só não admite entregar o tempo de televisão de sua legenda para uma eventual candidatura de José Serra.

15 de novembro: eventos de protestos contra a República

Em 2016, haverá novos protestos de grupos de brasileiros contra a forma de regime republicana imposta ao Brasil pelo golpe militar de 15 de novembro de 1889.
Abaixo os locais onde essas solenidades cívicas acontecerão:

    Abaixo:protesto ocorrido em São Paulo:
 Postado por Armando Lopes Rafael  

A LULIFICAÇÃO DO BRASIL - Por Luciano Pires.

Assombrados com as cifras dos escândalos de corrupção e com aquela provinciana incapacidade de enxergar o que não se vê, os brasileiros contabilizam os prejuízos da gestão Lula/Dilma em números. Quantos bilhões foram desviados e perdidos, quantos milhões de desempregados, quantos bilhões devemos, etc. Só focamos naquilo que é possível representar em números, que não conseguem traduzir a complexidade de nossas vidas.

No Brasil, paralelamente ao desmanche fiscal, organizacional e institucional, sofremos ao longo dos últimos 13 anos (sejamos justos vá… foram 50 anos) um processo de lavagem cerebral quase imperceptível, que ganhou a superfície com a ascensão de Lula ao poder e, junto com ele, o que um dia chamei de “mínimo divisor comum”, um pastiche ideológico que nivela tudo pelo menor, mais baixo, mais ignorante, mais miserável. Foi a isso que chamei de “lulificação”.

Pronto. Caiu o disjuntor? Começou a gritar “e os outros partidos”? Fique calmo. A lulificação não tem a ver com o indivíduo Lula, mas com aquilo que ele representa: a ascensão de uma certa linha de pensamento ao poder, que trouxe para o primeiro plano e institucionalizou a cultura do “dá pro gasto”, da malandragem, da mentira e da esperteza. Que plantou a cizânia, que desdenhou do ensino e da cultura e rotulou de “elite” tudo aquilo que ultrapassasse o mínimo divisor comum, o medíocre. Se você hoje falar em “alta cultura” é imediatamente taxado de elitista, para usar o rótulo mais leve. Reduzimos nosso consumo cultural à baixeza em todos os segmentos, e resultado se vê por todos os lados. O que temos a oferecer para um dueto com Andrea Bocelli, por exemplo, são… Paula Fernandes e Anitta. Afinal, “dá pro gasto”, não é?

E assim nos contentamos com serviços medíocres, filas quilométricas, burocracia, incompetência, corrupção e falta de produtividade. Nos resignamos com os políticos que temos, há até quem defenda os que roubam em nome da “causa” ou do partido.Medimos a educação pela quantidade de escolas, de salas de aula, de professores e de alunos matriculados. Qualidade da educação? Ah, como você é chato! Discutimos o país exclusivamente pela ótica da economia. Leis são manipuladas pelos que deveriam por elas zelar, a corrupção é parte de nosso dia a dia, cada um quer tirar sua casquinha com o “tudo bem se me convém”. Na mídia, só damos audiência para gente em situações constrangedoras. O que são as pegadinhas, as videocassetadas, os masterchefs e os reality shows, afinal? Aplicando nosso tempo e energia na discussão de temas menores, não nos escandalizamos com 60 mil mortos por ano, todo ano, e, sem um norte moral, transformamos em herói o faxineiro que devolve a carteira perdida.

Desaprendemos a ler nas entrelinhas, a entender uma ironia, a apreciar um desafio intelectual. Não sabemos mais o que significa “opinião” e o grande argumento nas discussões é o kkkkkkkkkk. Comediantes limitados se tornam colunistas fracos e entrevistadores medíocres. E o pior: ganhamos palanques onde podemos expor, sem qualquer pudor, nossa ignorância e imbecilidade em público. As áreas de comentários das mídias sociais são o horror intelectual materializado.

E quem reclamar é taxado de fascista por quem não sabe o que quer dizer fascista.

Enfim, é nisso que a lulificação nos transformou: no país do “dá pro gasto”. O resultado pode ser apreciado em todas as áreas de atividade, do desastre ambiental à ciclovia que cai, da perda do grau de investimento aos 7 x 1 para a Alemanha. Nada disso foi por acaso, nada disso é acidente. São sintomas de um meticuloso trabalho de mestrado de obra social.

Precisamos virar a página, exorcizar Lula e seus fantasmas, como já fizemos com Dilma, e exigir mais, muito mais dos que aí estão.

A lulificação do Brasil é a verdadeira herança maldita, que precisará de muito, mas muito mais que um ajuste fiscal ou meia dúzia de bandidos na cadeia para ser vencida.

Que Deus nos ajude.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O que está por trás das ocupações das escolas...

Arquitetadas e estimuladas pelas organizações de esquerda que estão desmoralizadas depois que o PT foi defenestrado do poder,  essas invasões estão  longe de ser uma iniciativa que brotou da insatisfação genuína dos alunos com a reestruturação da rede escolar 
Cartazes colados no centro de São Paulo em meados de novembro. Será que foram produzidos por estudantes secundaristas?  (Foto: José Fucs)

Se perguntar não ofende, como diz o velho dito popular, então responda à seguinte pergunta: você acredita que esses cartazes, que estão espalhados pelas cidades brasileiras, de forma orquestrada,  foram realmente produzidos, distribuídos e colados por aí pelos estudantes? Ou será que você, como eu, pensa que esse movimento de protesto  que já resultou na ocupação ilegal de centenas de escolas de alguns Estados, algumas reitorias de universidades, e Câmaras de Vereadores, tem pouco ou nada a ver com os alunos?

Não sou um especialista na área de educação,  mas não precisa ser muito inteligente para perceber que há algo estranho, muito estranho, por trás das ocupações em série de escolas nas últimas semanas.

Com base nas informações divulgadas até agora pela mídia, não tenho dúvida de que as ocupações são uma ação articulada por grupos ligados ao PT e pelas chamadas "organizações sociais” que lhe dão apoio, inclusive as entidades que reúnem os secundaristas, aparelhadas pelo partido.
Fonte: Blog do Fucs

(1º–11–2016) Editorial do Estadão: Agora, reconstruir o País

O pleito municipal se encarregou de varrer do mapa o PT e demais facções de “esquerda”

O pleito municipal se encarregou de varrer do mapa o PT e demais facções de “esquerda” que, na falta de competência e credibilidade para propor medidas concretas para tirar o País da crise, vinham apelando para o escapismo irresponsável do “fora Temer”. A partir de agora, sob o risco de em 2018 serem condenados ao mesmo destino que amargam hoje os vendedores de ilusões, os representantes do povo terão que mostrar serviço e interagir positivamente com as outras forças sociais para enfrentar os gravíssimos problemas decorrentes do legado do lulopetismo. E terão que agir levando em conta que a paciência dos brasileiros tem limites, como acaba de ficar claramente demonstrado nas urnas.

O resultado do pleito nas duas maiores cidades do País ajuda a entender o sentimento com que os brasileiros foram, ou não foram, às urnas. No Rio de Janeiro, num universo de 4,9 milhões de eleitores, mais de 1,86 milhão – a soma, em números absolutos, da abstenção com os votos nulos e brancos, que superou o número de sufrágios dados ao candidato vencedor – se recusou a optar por um dos dois candidatos que representavam os extremos do espectro político-ideológico: de um lado o conservadorismo ancorado nos preconceitos do fundamentalismo religioso e de outro o voluntarismo “esquerdista” e “libertário” engajado na luta contra os “inimigos do povo”. Ao negar voto aos dois candidatos, o eleitor carioca deixou claro que repudia o radicalismo político e demonstrou, como ocorreu em maior ou menor medida em todo o País, insatisfação e descrença na política e nos políticos.

Em São Paulo, onde o eleitorado é quase duas vezes maior que o do Rio (8,9 milhões contra 4,9 milhões), o não voto foi menor em números relativos, 34,7%, mas confirmou a tendência nacional de insatisfação e descrença. E essa tendência se evidencia também pelo fato de o tucano João Doria ter sido eleito, já no primeiro turno, com um total de 3,08 milhões de votos, superior à soma dos votos de todos os outros 10 candidatos, como resultado de uma campanha em que vendeu competentemente a imagem do não político. O mesmo ocorreu em Belo Horizonte, onde, no segundo turno, a soma de abstenções e votos nulos e em branco superou o número de votos dados a qualquer dos dois candidatos.

Está claro, portanto, o recado das urnas: além de quererem ver na cadeia os corruptos que se valem de seus cargos e mandatos para assaltar os cofres públicos – anseio que se traduz no apoio ao combate à corrupção simbolizado pela Operação Lava Jato –, os brasileiros não estão dispostos a continuar apoiando políticos inebriados pelo poder que não entregam o que prometem. Aqueles que acenaram com o Paraíso e depois de 13 anos no poder deixaram o Brasil em ruínas hoje estão reduzidos à condição de políticos sem voto.

Além da retumbante derrota do PT, que só ganhou em uma capital, Boa Vista, e não venceu em nenhuma das 59 cidades em que houve segundo turno, chama a atenção o bom desempenho eleitoral do PSDB. Um em cada 4 eleitores de todo o País estará a partir do ano que vem sendo governado por prefeitos tucanos. Esse bom desempenho ocorreu de modo especial no Estado de São Paulo, onde os tucanos e seus aliados expulsaram os petistas de seus tradicionais redutos na região metropolitana e ainda conquistaram as prefeituras das principais cidades do interior. Conquistas que reforçam o cacife político do governador Geraldo Alckmin na luta interna do partido pela candidatura presidencial em 2018.

Um destaque negativo do pleito municipal é o fato de os ex-presidentes petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff – que estava em Belo Horizonte, atendendo a mãe doente – terem deixado de votar. Lula alegou que, com 71 anos, não está mais obrigado a comparecer às urnas. Evitou, assim, o constrangimento de se expor publicamente numa secção eleitoral de São Bernardo do Campo, onde o candidato que tinha seu apoio não chegou ao segundo turno. Observe-se que o mesmo Lula que tem percorrido o Brasil em “campanha cívica” na defesa dos interesses “populares” – na verdade, cuida de sua própria sobrevivência política – não teve ânimo para se deslocar até uma urna eleitoral e praticar o mais básico e elementar ato cívico da vida democrática.