terça-feira, 3 de outubro de 2017

"Prefeito quando vai ser bom a gente sente logo no início" -- por Armando Lopes Rafael

 Isso diz a sabedoria popular. Nos atuais mandatos podemos atribuir a frase acima ao Prefeito de Barbalha, Argemiro Sampaio (foto abaixo). Quando ele assumiu o mandato, há mais de dez meses, encontrou a Prefeitura barbalhense cheia de dívidas. Talvez a mais endividada do Cariri. Desanimou? Nem pensar.

Partiu para fazer composição das dívidas e deixou o cadastro da Prefeitura limpo. Nos primeiros dias teve de enfrentar a ameaça de fechamento do Hospital São Vicente de Paulo, o maior do hospital particular do Cariri. Argemiro foi para a rua com seu povo e conseguiu do senador Eunício Oliveira as verbas necessárias para tocar a situação, enquanto buscava novas soluções.
O jornal “Diário do Nordeste”, edição de 02 de outubro de 2017, na coluna de Política, de Paulo César Norões, publicou a nota abaixo:

“Barbalha
Argemiro Sampaio (PSDB) recebeu a Prefeitura de Barbalha com servidores da Saúde em greve há 21 meses. Em apenas 11 dias, conseguiu que eles voltassem ao trabalho e deu prioridade à área. Em poucos meses , Argemiro Sampaio já criou o Mais Saúde, programa que acaba com as filas no atendimento básico e a longa espera para cirurgias oncológicas. Houve uma boa redução das demais demandas cirúrgicas.

...É referência
Os bons resultados do “Mais Saúde” repercutiram até fora do Estado do Ceará. Médico Luiz de Deus (PSD), prefeito da cidade de Paulo Afonso (BA), enviou comitiva para Barbalha  ver como funciona o programa. Gostaram tanto que querem que a equipe barbalhense vá treinar os profissionais daquele  município baiano, que vai adotar o plano implantado por Argemiro Sampaio em Barbalha”

Moral da história: José Arnon, Prefeito de Juazeiro, que se cuide. Corre o risco de Argemiro Sampaio ser reconhecido como “O Melhor Prefeito do Cariri”, na atual safra...

No próximo dia 15 de outubro o Brasil ganhará 27 novos santos católicos

Os mártires de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte

Quando da sua última visita ao Brasil, o Papa João Paulo II (também ele  canonizado como um dos santos da Igreja Católica) declarou: “O Brasil precisa de santos... de muitos santos”.

Coincidência, ou não, a partir daquela declaração de São João Paulo II, começou a surgir dezenas de pedidos de beatificação de brasileiros para ocupar lugar de honra nos altares da Igreja Católica.O Brasil vai ampliar seu panteão de santos de 3 para 36, por terem sido martirizados por ódio à Fé Católica.

A Igreja Católica Apostólica Romana tem cerca de dez mil santos, e desses, atualmente, somente três são brasileiros: Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (nascida na Itália, mas residente desde criança no estado de Santa Catarina), Santo Antônio de Santana Galvão (o único nascido no Brasil, é paulista de Guaratinguetá) e São José de Anchieta ("O Apóstolo do Brasil", viveu a maior parte de sua vida no Brasil -colônia, mas nasceu nas ilhas Canárias, na Espanha).

No próximo dia 15, mais 27 brasileiros serão canonizados, ou seja, tornar-se-ão santos da Igreja Católica. São eles  27 mártires, vítimas de dois massacres por intolerância religiosa durante a ocupação holandesa do Nordeste,estes nascidos no Brasil. Na realidade além dos brasileiros, mais três mártires de Cunhaú e Uruaçu serão canonizados: um era francês, outro espanhol e um terceiro, português. Ao todo tornar-se-ão santos os 30 mártires do Rio Grande do Norte.

Eles foram mortos nas cidades de Cunhaú e Uruaçu, respectivamente em julho e outubro de 1645. Já eram beatos, o estágio anterior à santidade, e serão elevados em 15 de outubro não por relatos de milagres específicos, mas pelo motivo de sua morte, isto é foram martirizados, o que dispensa a prova de milagres para a canonização.

São dois padres, Ambrósio Francisco Ferro e André do Soveral (ver estampa acima), e 28 fiéis que os acompanhavam quando tropas holandesas apoiadas por índios e comandadas por um mercenário alemão os trucidaram por celebrar missas --a Holanda era calvinista e reprimia o catolicismo. O caso mais famoso é o de Mateus Moreira, que louvou o Santíssimo Sacramento enquanto seu coração era arrancado pelas costas na capela de Uruaçu.

Além do heroísmo, a santidade em vida e milagres atribuídos são outros requisitos do Vaticano para promover uma pessoa a beato e, depois, a santo. O baixo número de santos brasileiros sempre foi motivo de debate, já que o país por anos ostentou a maior população católica nominal do mundo, e ainda hoje figura como o líder desse ranking no anuário do Vaticano.

(Postado por Armando Lopes Rafael, a partir de matéria divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo")

Imunidade parlamentar não cobre corrupção - Por Ricardo Noblat

O PSDB poderia ter punido o senador Aécio Neves (MG) quando soube que ele pedira e recebera dinheiro sujo do empresário Joesley Batista – mas não o fez. Preferiu protegê-lo, enquanto acusava o PT de proteger os seus líderes enrascados na Lava Jato.

O Senado teve todas as chances de punir Aécio - quando nada para proteger a própria reputação uma vez que a de Aécio já estava emporcalhada. Mas não o fez antes e nem depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) afastou Aécio do mandato e obrigou-a a prisão domiciliar em maio.

Foi o próprio STF, na pessoa do ministro Marco Aurélio Mello, que salvou Aécio da punição aplicada por seu colega Edson Fachin. Agora, diante do restabelecimento da punição pela 1ª Turma do STF, o Senado subiu nas tamancas e parece pronto para afrontar a Justiça. Cometerá grave erro.

A Constituição assegura imunidade ao parlamentar no exercício do mandato. Ele não pode ser preso nem suspenso de suas atividades pelo que diga ou faça. Mas o exercício do mandato nada tem a ver com pedido de propina, e o seu recebimento. O manto da imunidade não é tão largo e generoso.

A 1ª Turma do STF fez o que a lei permite ou manda que faça. Não ultrapassou os limites dos seus chinelos. Se mais adiante o STF como um todo escolher dar o dito pelo não dito... Bem, nada mais será possível, salvo queixar-se ao Papa Francisco.  Mas até lá, só resta ao Senado obedecer.
  

Se Senado revisar STF abrirá ‘fratura institucional’, declara Ayres Britto - Por Josias de Souza.

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, o jurista Carlos Ayres Britto observa com preocupação os desdobramentos do caso do senador tucano Aécio Neves, que eletrifica as relações entre o Senado e o órgão máximo do Judiciário. Em entrevista ao blog, ele declarou: “O que de pior pode acontecer neste caso é o Senado sustar a eficácia da decisão jurisdicional do Supremo. Os senadores não têm competência legal para isso. Seria inconcebível. Se acontecer, abrirá uma fratura institucional exposta.”

Após encontrar-se com a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, Eunício Oliveira (PMDB-CE), comandante do Senado, manteve na pauta desta terça-feira a votação sobre Aécio. A maioria dos senadores deseja anular a decisão da Primeira Turma do Supremo, que suspendeu o mandato de Aécio e proibiu o tucano de sair de casa à noite. Para Ayres Britto, a votação não deveria ocorrer, sobretudo depois que o PSDB e o próprio Aécio recorreram, nesta segunda-feira, ao Supremo.

“Ao entrar com mandado de segurança no próprio Supremo, Aécio obriga o Senado a suspender qualquer tipo de deliberação nesta terça-feira”, declarou Ayres Britto. “Foi o próprio senador atingido que bateu às portas do Supremo, reconhecendo que cabe ao tribunal dar a última palavra. É mais uma razão para que nesta terça-feira não ocorra deliberação nenhuma por parte do Senado.”

Presidente da Suprema Corte na época do julgamento do mensalão, Ayres Britto declara-se otimista com os efeitos da Era Lava Jato. ''Creio que o país sairá desse processo repaginado'', afirmou. 

Manipulação do Data Folha - Antonio Alves de Morais.


O clamor pela prisão de Lula e a incoerência da pesquisa Datafolha.

Segundo a mais recente pesquisa do Instituto Datafolha, na região Sudeste, 65% dos eleitores querem ver Lula na cadeia. Na região Sul, 61%.  No Centro Oeste e Norte, ultrapassam 50%.n Só no Nordeste o percentual é menor, onde apenas 34% querem ver Lula na cadeia.

Ainda segundo a pesquisa, quase 70% dos brasileiros com curso superior querem Lula preso. Caindo este percentual para 37% entre aqueles com ensino fundamental e semi-analfabetos.

Sinceramente, creio que esses percentuais são muito maiores, em todas as regiões. A Folha e o seu instituto de pesquisa claramente apoiam e protegem o meliante petista.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Sérgio Moro recebe mesma homenagem que Madre Teresa de Calcutá recebeu - Por News Atual


O juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, está hoje num almoço em São Paulo, para receber um prêmio da Universidade Notre Dame.

Moro está sendo homenageado nesta segunda-feira, 2, com a mesma honraria recebida por madre Teresa de Calcutá.

“Segundo a instituição americana, o Prêmio Notre Dame é entregue periodicamente para homens e mulheres cuja vida e obras demonstra, dedicação exemplar aos ideais pela qual a Universidade preza desde 1992.”

Parabéns Sérgio Moro, vossa Excelência merece muito.

Escárnio ao povo e ao Congresso Nacional: Centrais sindicais já usam assembleia para cobrar ‘novo imposto’ de todos os trabalhadores

Contribuição. Sindicatos começam a aprovar nova forma de financiamento antes mesmo de a cobrança ser regulamentada por medida provisória prometida pelo governo; eles alegam que a reforma trabalhista não determina que autorização tenha de ser pessoal
   
Fonte: Estadão, por Maarcelo Godoy

Sindicatos das principais centrais sindicais do País estão aprovando em assembleias a manutenção da cobrança do imposto sindical ou a criação de novas contribuições antes mesmo de o governo Michel Temer editar medida provisória para regulamentar a matéria. Os sindicatos querem arrecadar o dinheiro de todos os trabalhadores e não apenas de seus sócios, tanto no caso da manutenção do imposto quanto na das novas contribuições – chamadas de assistencial ou negocial.

Essa é a estratégia montada para driblar o fim da obrigatoriedade do pagamento do imposto, previsto na reforma trabalhista que entra em vigor em 11 de novembro. Ela deve enfrentar resistência na Justiça. Para o Ministério Público do Trabalho, é ilegal. Os sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo (Força Sindical), dos metalúrgicos de São Leopoldo (RS), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), e o dos têxteis de Guarulhos, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), foram os primeiros a adotá-la.
Guarulhos: Pelegos em Ação. Assembleia em Guarulhos decide a favor do imposto Foto: CSB

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que a contribuição decidida pela categoria em 15 de setembro representa 1% do valor da folha de pagamento do que o trabalhador ganha em um ano, ou seja o valor de 3,5 dias trabalhados – maior, portanto, do que o antigo imposto sindical, que equivalia a um dia de salário do funcionário.
Newsletter Economia

Quintino Severo, secretário de administração da CUT, disse que o exemplo do sindicato de São Leopoldo (15 mil trabalhadores na base) deve ser seguido por outros da central. “Mas nosso primeiro objetivo é aumentar a filiação.” Segundo ele, o fim do imposto afeta em média 30% da receita dos sindicatos do setor privado ligados à CUT.

No caso do Sindivestuário de Guarulhos, a assembleia feita dia 9 decidiu manter o antigo imposto sob a alegação de que a reforma institui a prevalência do negociado sobre o legislado. “Quando a lei diz que é preciso prévia e expressa autorização, não quer dizer que ela deve ser individual ou por escrito. Se toda negociação é deliberada em assembleia, então essa autorização se dá na assembleia”, disse o secretário-geral da CSB, Álvaro Egea. A assembleia dos têxteis contou, segundo ele, com uma centena de trabalhadores – a base do sindicato tem 10 mil.

Crise. Os sindicalistas alegam que, sem o dinheiro, haverá uma quebradeira das entidades. “A média de sindicalização no País varia de 7% a 30% (de cada categoria). Só o dinheiro dos sócios não sustenta as entidades. Tirar a contribuição é retirar o maior dinheiro de muitos sindicatos. Vai haver muita fusão”, disse Antonio Neto, presidente da CSB.

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) vai seguir o caminho da Força Sindical. Seu presidente, Ricardo Patah, disse ao Estado que a central ainda luta pela medida provisória em razão da segurança jurídica, mas vai orientar seus sindicatos a adotar a contribuição negocial. Já o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo, afirmou que deve propor a manutenção do imposto. “Se é aprovado em assembleia, no meu modesto entendimento, terá força de lei.”

Mais curiosidades sobre a imagem de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil – por Armando Lopes Rafael

   No próximo dia 12 de outubro, daqui a dez dias, o Brasil inteiro vai comemorar os trezentos anos do “aparecimento” da imagem da sua Rainha e Padroeira. Trata-se da pequena escultura de Nossa Senhora da Conceição, feita em terracota, ou seja, modelada em argila e cozida ao forno.

    A imagenzinha foi encontrada no dia 17 de outubro de 1717, e desde aquele dia passou a ser chamada Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Em julho de 1930, em grande solenidade ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, à época capital do país, ela foi oficializada como “Rainha e Padroeira do Brasil”.

    Não se sabe como a imagenzinha foi parar nas águas do Rio Paraíba. Segundo matéria publicada na revista “Rainha dos Apóstolos”, editada em Santa Maria (RS), número de outubro/2017: “Quem esculpiu a imagem foi, provavelmente, o frade carioca Agostinho de Jesus. Este era aluno do mais respeitado artesão da época, português Agostinho da Piedade”.

    E por que motivo a imagem teria sido jogada no rio? O repórter Rodrigo Alvarez, autor de excelente livro sobre a pequena imagem, conjectura que “Era tradição se desfazer de santo quebrado o mais rapidamente possível. Manter defunto de barro dentro de casa era certeza de maldição”, defende o repórter.

     Nossa Senhora da Conceição já era Padroeira de Portugal (e consequentemente das colônias portuguesas, aí incluídas o Brasil), desde 25 de março 1646. Por isso, o jornalista Ricardo Marques escreveu: “Existe grandes possibilidades de que o dono da imagenzinha fosse um português”. Provavelmente a imagem foi involuntariamente quebrada, ficando a cabeça separada do restante do corpo. E seu supersticioso dono jogou-a no Rio Paraíba. Mas Deus tinha outros designios sobre esta sagrada imagem da Samtíssima Virgem.

     Restava a curiosidade de muitos em saber como era a imagem de Nossa Senhora da Conceição, antes de ser atirada no Rio Paraíba. O Padre Renato Augusto, da Paróquia do Verbo Divino, da cidade de São Paulo, encomendou a feitura de uma escultura de Nossa Senhora da Conceição, pintada a partir de um estudo realizado junto ao Artesanato Costa, tendo como base a tradicional pintura portuguesa das imagens desta devoção, naqueles recuados tempos do Brasil Colônia.

 Abaixo, a foto da imagem como devia ser  originalmente

    Que Nossa Senhora da Conceição Aparecida abençoe a nação brasileira! O nosso sofrido e querido Brasil, vem se afundando – cada dia mais – na maior decadência moral e na dissolução dos bons costumes, resultando daí a maior crise política, social e econômica da história republicana. 


 Ninguém se engane: todas as nossas crises decorrem de uma única: a grave crise moral da sociedade.  Lamentavelmente, hoje a grande maioria dos brasileiros não cumpre mais os dez Mandamentos da Lei de Deus, diferentemente do que acorria em 1717. Naquele ano – por desígnio divino – a imagenzinha da Mãe Aparecida ressurgiu das águas barrentas do Rio Paraíba, numa rede de pescar, para se tornar a maior veneração desta nação,hoje  com quase 208 milhões de habitantes. Um visível sinal da misericórdia infinita de Deus para com o Brasil e os brasileiros.

Lula soterrado pelo dinheiro sujo. As provas de culpa são inquestionáveis.



Implicado em uma série de crimes, agora o ex-presidente Lula encontra-se mais do que nunca cercado por farta e certeira munição. Os elementos que chegaram à Lava Jato nos últimos dias constituem provas irrefutáveis. Jamais se viu uma rota tão bem fechada, a demonstrar de forma cabal e definitiva o caminho da propina até um político – no caso, o heptaréu Lula. A trilha da confirmação do pagamento do dinheiro sujo ao petista começa pelo primeiro depoimento de Marcelo Odebrecht à Justiça,– no qual ele contou ter pago R$ 4 milhões a Lula, por meio do Instituto, numa operação negociada pelo ex-ministro Antonio Palocci, – passa pelas declarações do próprio Palocci ao juiz Sergio Moro, em que ele ratifica o acerto, e termina com os recibos e emails apresentados pelo empreiteiro à Lava Jato. É quando a última peça do quebra-cabeças se encaixa e torna-se claro como a luz do sol que, sim, Lula foi de fato e de maneira inconteste o destinatário final da dinheirama.

Para atestar o que tem reiterado à PF, Marcelo entregou quatro comprovantes de doações de R$ 1 milhão cada feitas pela Odebrecht. Os recibos totalizando R$ 4 milhões registram as datas de 16 de dezembro de 2013, 31 de janeiro de 2014, 5 de março de 2014 e 31 de março de 2014, e levam o carimbo do Instituto Lula. Segundo o executivo, os documentos referem-se a pagamentos de propina a Lula abatidos da conta-corrente “Amigo”. Não se trata de palavras ao vento, como quer fazer crer a defesa lulista. Os emails revelados por Marcelo Odebrecht comprovam o que ele diz.

Na mensagem de 26 de novembro de 2013, Marcelo fala do pagamento do suborno a Lula com Hilberto Mascarenhas, diretor do “Setor de Propinas”, e com Alexandrino de Alencar, executivo próximo ao ex-presidente petista: “Italiano (Palocci) disse que o Japonês (Okamotto) vai lhe procurar para um apoio formal ao inst de 4m (não sabe se todo este ano, ou 2 este ano e 2 do outro)”. No mesmo dia, em outro email a Hilberto, Marcelo escreve: “Do saldo de 15M do amigo (Lula) acertar com B: 500 + 500 para as próximas semanas”. Ou seja, naquele momento, a conta de propinas de Lula estava com saldo de R$ 15 milhões e o empreiteiro ordenava a realização de dois pagamentos de R$ 500 mil. “B” era Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci responsável por receber o dinheiro em espécie e repassar a Lula. Mais didático impossível. Em determinado momento, a situação saiu de controle e os pedidos de dinheiro passaram a ser cada vez mais frequentes – a ponto de Hilberto Mascarenhas classificar a conta-corrente de “suruba” em outro 

email. As “doações” ao Instituto Lula são apenas uma das seis novas linhas de investigação contra Lula derivadas das colaborações da Odebrecht. Ainda em Curitiba, a PF investiga se as palestras feitas pelo petista no exterior foram pagas com valores ilícitos. O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, também prometeu abordar temas correlatos em acordo de colaboração.

TUDO FORJADO

Quando não pelos seus algozes, Lula se encalacra por si próprio. Foi o que aconteceu na última semana, quando o ex-presidente, ao tentar justificar a Moro o pagamento de supostos aluguéis de uma cobertura em São Bernardo, produziu provas contra si mesmo. Os recibos são o retrato mais bem acabado da fraude desavergonhada. Em dois deles, há datas inexistentes, como 31 de junho de 2014 e 31 de novembro, em três, a cidade de São Bernardo do Campo está grafada com erro, nenhum recibo demonstra ter sido dobrado ou manuseado e, embora tenham seis anos de vida, os papéis entregues por Lula não apresentam qualquer sinal de envelhecimento. O contrato de aluguel, segundo a defesa, foi firmado entre Glaucos Costamarques, sobrinho do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal de Lula, e dona Marisa Letícia, morta em fevereiro. É ele o signatário dos recibos.

Em entrevista, na última semana, Costamarques não só conferiu verossimilhança à fraude, como fez uma revelação gravíssima: disse que assinou todos os documentos num único dia quando estava internado no Sírio-Libanês, em São Paulo, entre 22 e 28 de novembro de 2015. Os recibos foram levados ao hospital pelo contador João Muniz Leite, a pedido ao advogado de Lula, Roberto Teixeira. Nos próximos dias, o MPF vai pedir a perícia nos documentos. O caso representa uma situação clara e manifesta de obstrução de Justiça. Em 2015, quando as empreiteiras fraudaram recibos para pagar empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef, o juiz Sérgio Moro mandou prender os empresários. Não se sabe qual caminho o juiz seguirá desta vez. O fato é que há elementos de sobra para levá-lo à cadeia.

Para o ex-ministro Palocci, a ida de Lula para a prisão não constituiria uma injustiça. Pelo contrário. Em carta, ao pedir desfiliação do PT, Palocci disse que Lula sucumbiu ao pior da política. “Lula dissociou-se definitivamente do menino retirante para navegar no terreno pantanoso do sucesso sem crítica, do tudo pode, do poder sem limites, onde a corrupção, os desvios, as disfunções que se acumulam são apenas detalhes no cenário entorpecido dos petrodólares”, disse Palocci, acrescentando:.

“Afinal, somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou uma seita guiada por uma pretensa divindade?”. O ex-ministro também perguntou até quando o partido acreditaria no discurso de Lula de que é “o homem mais honesto do país” e criticou o fato dele tentar responsabilizar a falecida esposa pelos ilícitos que cometeu. Outro ponto alto da carta foi a menção a um encontro com a presença de Dilma e do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, em que Lula fala sobre sondas e propinas de forma extremamente natural. O ex-ministro classificou o encontro de a “cena mais chocante” que presenciou do “desmonte moral” de Lula. Se é Palocci quem diz … 

CARA DE BANDIDO - Por Wilton Bezerra.



Quando via no cinema as prisões insalubres de países asiáticos cheias de encarcerados mal encarados, imaginava se tratar apenas de ficções produzidas pela sétima arte.

Pensava: não é possível que isso seja uma coisa real. Exageradamente desumano, concluía no pensamento.

Os prisioneiros tinham mesmo caras de bandidos perigosos.

Inocente, achava não ter isso no Brasil.

País tropical, abençoado por Deus e mais humano por natureza.

O tempo passou, voou e não ficou numa boa.

Quando o incrível Moro meteu um bocado dos nossos salafrários na cadeia, o inocente aqui se deparou com uma coisa inimaginável.

Se as prisões brasileiras não se mostraram insalubres, os cleptocratas de colarinho branco do país não decepcionaram no figurino de encarcerados.

Ficaram, cinematograficamente, impecáveis.

Com cabeleiras desbastadas e “fardas” de prisioneiro, os novos inquilinos dos presídios não têm feito feio.

Ganharam caras e jeitos de bandidos.

Talento é para essas coisas.

É a arte que imita a vida?

Ou a vida se arvora de imitar a arte?

Derrapadas supremas - Por Mary Zaidan.


É grave o imbróglio entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal depois que a 1ª Turma afastou Aécio Neves (PSDB-MG) de suas funções legislativas, apreendeu seu passaporte e determinou seu recolhimento noturno – mas é só parte da crise. Ao se enveredar por trilhas heterodoxas, o STF, que deveria ser o guardião constitucional, juízo máximo e definitivo, abre-se para toda sorte de críticas, se enfraquece e, consequentemente, fragiliza o já bambo equilíbrio institucional do país.

E não têm sido poucas as derrapadas da Corte Suprema, sempre com consequências dramáticas.

Coube ao STF, por exemplo, parcela significativa da responsabilidade para que os partidos políticos se multiplicassem como ratos. Em 2006, a Corte considerou inconstitucional a cláusula de barreia aprovada 10 anos antes pelo Congresso. A norma, que estabelecia representação mínima no Parlamento para que as legendas tivessem acesso ao fundo partidário e ao horário eleitoral na TV e no rádio, só está sendo reabilitada agora.

“O STF substituiu uma opção legítima do legislador”, afirmou o hoje ministro do Supremo Alexandre de Moraes em sua sabatina no Senado, ao criticar a decisão da Corte que ele agora integra.

Mas, ainda que o entendimento passe a ser outro, o precedente de inconstitucionalidade criado em 2006 está lá, com longas argumentações em prol da “defesa das minorias”, permitindo a grita das agremiações de pequeno porte que se sentirem lesadas com a reedição do dispositivo.

Outro precedente temerário foi consagrado pelo então presidente do STF, Ricardo Lewandowski, quando do impeachment de Dilma Rousseff. Dirigindo os trabalhos da sessão definitiva do Senado que acabou por depor a presidente, Lewandowski inventou um dispositivo constitucional ao fatiar o parágrafo único da Carta sobre a cassação e a  suspensão dos direitos políticos por oito anos.

Com isso, o país teve de engolir a esdrúxula situação de ter uma presidente destituída de seu mandato que pode ser candidata a qualquer cargo público no ano que vem – até mesmo à Presidência da República.

Mais do que beneficiar Dilma, o STF legitimou uma nova leitura do artigo 52 da Constituição, válida para qualquer um que venha a ser deposto por crime de responsabilidade ou qualquer outro.

Recentemente, a Corte aprontou de novo. O ministro Edson Fachin endossou, com velocidade ímpar, a delação premiadíssima dos irmãos Batista, que dava sustentação à primeira denúncia do ex-procurador-geral Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer.

Com a reviravolta provocada pela até hoje pouco explicada gravação “acidental” que pegou Janot de calças curtas e quase despiu Fachin, o ministro relator da Lava-Jato mandou prender o falastrão Joesley Batista e seu interlocutor Ricardo Saud. Mas, curiosamente, poupou Marcello Miller, ex-braço direito de Janot, que dias antes da polêmica delação trocara a PGR pela JBS de Joesley.

Fachin, assim como Janot, teria sido enganado.

Longe de desculpá-lo, o ludibrio dos irmãos Batista enxerta mais incertezas e, obviamente, macula a imagem do Supremo, que, no mínimo, tratou com pouco zelo uma denúncia que envolvia o presidente da República.

As idas e vindas no processo da dupla Joesley e Wesley, que, com aval do STF, conseguiram as chaves do Paraíso e adentraram as portas do inferno, criaram inseguranças quanto às delações já firmadas e, pior, as que ainda estão por vir.

O caso Aécio é mais um nesse rol. Fora os excessos verbais de ministros que parecem se deliciar com o som da própria voz, tudo nele é inédito. Não há consenso nem mesmo dentro do Supremo se a decisão tem lastro constitucional.

De novo, a criatividade do STF suga o crédito e o respeito que a Corte maior, tão necessária para a estabilidade do país, deveria gozar. Vira piada, troça, papo de botequim.


domingo, 1 de outubro de 2017

A musica do dia - Antônio Alves de Morais

Dois Rubis - do Petrucio Amorim com a participação de Cristina Amaral.  Já conhecia com o Flávio José e a Elba Ramalho. Com o autor Petrucio Amorim e a Cristina Amaral ficou bem. 

A sugestão foi do André Junior, residente em Marechal Cândido Rondon - PR. Muito boa musica e interpretação.

Dois Rubis - Petrucio e Cristina Amaral. 


A agonia da República - Blog do Ricardo Noblat.

O presente estágio da crise indispõe os três Poderes: STF x Senado, Câmara e STF x Presidência da República. Na teoria das aproximações, do general Hamilton Mourão, o colapso institucional deu um passo à frente. A República agoniza.

A decisão do STF de suspender o mandato do senador Aécio Neves não tem base constitucional, mas tem precedente. O hoje presidiário Eduardo Cunha foi submetido ao mesmo procedimento.

Como Cunha era um fato isolado, e seu afastamento, dado o seu desgaste, seria benéfico à instituição, ninguém reclamou.

O caso de Aécio é diferente. Além de ocorrer num momento mais avançado da faxina jurídico-política, em que a cúpula do Legislativo vive situação análoga à dele, entra em cena o espírito de corpo. Daí o inesperado fenômeno de uma punição judicial unir a todos, direita, esquerda, sobreloja e subsolo (sobretudo este).

O STF estaria bem na fita não fosse o fato de, mais uma vez, usar de pesos e medidas diferenciados. O mesmo tribunal que libertou o condenado José Dirceu, cuja pena já foi confirmada e agravada em segunda instância, mostrou-se implacável com um senador que nem sequer foi julgado.

O argumento de medida cautelar contra Aécio, que tem efetiva base nos fatos – e, portanto, é justo -, não se aplicou a Lula, cuja ação, esta semana exposta, de fraudar provas, forjando recibos de aluguel, não mereceu qualquer providência.

Não é despropositado, pois, falar em ativismo político da Suprema Corte, comportamento que tem sido padrão desde antes do impeachment, quando ministros como Luís Roberto Barroso, hoje paladino da moralidade, empenhou-se em impedi-lo, dificultando o trâmite do processo. Chegou a impor ao Senado que repetisse o rito de recepção da Câmara, alegando que, afinal, o que estava em pauta era o mandato de uma presidente da República.

Não demonstra o mesmo zelo em relação ao atual presidente. Dois pesos e duas medidas. Temer se empenha agora, mais uma vez, em pôr à prova o seu propalado prestígio parlamentar, que não decorre de carisma ou adesão a uma causa pública majoritária.

Apoio é verba – e grande parte dela foi gasta quando da primeira denúncia. O que o favorece agora é o fato de que não está só na denúncia. Há muitos parlamentares com ele, interessados tanto quanto ele em rejeitar a acusação.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já avisou que não fatiaria a denúncia, focando-a apenas no que se refere ao presidente. Ali estão figuras graduadas como os senadores Eunício Oliveira, Renan Calheiros e Romero Jucá, entre outros.

Em outras circunstâncias, o Quadrilhão (termo com que a PGR se referiu à patota) não teria dificuldades de contornar a situação. Aqueles patriotas já enfrentaram e venceram outros desafios. Mas, nesta etapa, a paciência e o olhar crítico da sociedade estão menos tolerantes. E as palavras do general Mourão ainda repercutem.

A Câmara sabe que uma eventual rejeição sairá mais cara que a anterior – e que será cobrada na campanha eleitoral. Pior: teme que, no curso da avaliação da denúncia, surjam outras, como se espera das delações do doleiro Lúcio Funaro e de Eduardo Cunha.

Sabe-se que o Ministério Público tem ainda muita bala na agulha – e que sua metralhadora é giratória, indo da direita à esquerda. PT e PSDB deixaram de lado suas diferenças – que, na verdade, nunca foram muitas – e exercem o abraço dos afogados.

O STF, internamente dividido, incomoda-se com o papel que três de seus ministros, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luís Fux, decidiram encenar, de tolerância zero com os corruptos.

Gilmar Mendes, transfigurado em vilão, reclama que se jogue para a arquibancada. O resultado é que, ainda que agrade a plateia, a Corte não agrada a si mesma e não reduz o desgaste a que há muito está submetida. Ali também o embate é político.

O Senado, por sua vez, está diante de um nó institucional: se rejeitar a decisão do STF, recolocando Aécio no exercício do mandato, estará sujeito a uma medida de força, por descumprimento de ordem judicial, que teria de vir do Executivo, que, por sua vez, não tem interesse de atender o Judiciário.

Para que isso não aconteça, cogita-se de submeter Aécio novamente ao Conselho de Ética, que anteriormente arquivou as acusações contra ele, sem sequer as examinar. Estaria assim contornando o choque com o STF e preservada a soberania do Senado. Uma solução teatral que, de qualquer forma, sai mais barata que uma queda de braço por uma má causa.

Em meio a tudo isso, mais um general de quatro estrelas, e à frente de um dos principais comando do país, o Comando Militar do Sul, general Edson Leal Pujol – o sucessor do general Mourão naquele posto -, veio a público reiterar o que disse seu antecessor: que a intervenção é uma possibilidade, desde que o povo a peça nas ruas. E incentivou-o a que o façam.

A teoria das aproximações está em pleno curso.