sábado, 24 de novembro de 2018

Recados ao rapaz do xéroz - Blog Humor.


Memorando do Gerente de Relações Humana para as secretárias de uma grande empresa: "Recomendamos a todas as mulheres da empresa, que ao solicitar xerox através de bilhetes, o façam com propriedade e com frases completas.

A grande maioria dos bilhetes recebidos têm causado alguns problemas aos nossos colegas de trabalho, colocando em risco, inclusive, a paz nos seus lares, quando por acaso esquecem os bilhetes nos bolsos de suas roupas.

Como exemplo, abaixo transcrevemos algumas dessas solicitações de cópias :

01 - "Márcio, seja bonzinho ...Faça igual a última vez" ... Please !

02 - "Zeca, hoje eu tenho que ser a primeira porque estou mais necessitada "!

03 - "Toninho, tira o mais rápido possível, porque o gerente também vai querer" !

04 - "José, por favor, devagar, com carinho, porque quero bem feito" .

05 - "Zeca, cuidado! É comprido e largo.... Posicione direito para que não fique nada de fora".


De repente, o Lula fortão deu lugar ao fraquinho - Por Josias de Souza.



Na Presidência, Lula se definiu como uma “metamorfose ambulante”. Pois opera-se neste exato momento uma dessas transformações capazes de virar o personagem do avesso. Aquele Lula fortão da campanha eleitoral, que se imaginava investido do privilégio de negar ao Judiciário a prerrogativa constitucional de condená-lo por corrupção, deu lugar a um Lula fraquinho, que sente o peso da cadeia longeva.

Na mais recente visita dos companheiros Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann, Lula fez um pedido: “Não fica dizendo que eu estou muito bem, senão o povo acredita.” Depois, numa entrevista de porta de cadeia, Haddad disse aos jornalistas: “Ninguém passa incólume 230 dias” na prisão (assista lá embaixo). Na véspera, a Comissão de Direitos Humanos do Senado havia aprovado, sem alarde, um requerimento inusitado.

De autoria do senador Paulo Rocha, do PT, o requerimento prevê a formação de um grupo de senadores para visitar Lula na cadeia com o propósito de avaliar as suas  condições físicas e psicológicas. Alega-se que Lula estava abatido na audiência em que foi inquirido pela juíza Gabrierla Hardt no processo sobre o sítio de Atibaia. Por sorte, a audiência foi gravada. E as imagens mostraram um Lula em ótima forma.

Lépido, Lula tentou transformar a audiência num comício. Mas a substituta de Sergio Moro cortou suas divagações, lembrando o que estava em jogo no caso do sítio: corrupção e lavagem de dinheiro. O único distúrbio que atormenta Lula é a síndrome das condenações que ainda estão por vir.

A conversão do fortão em fortinho é prenúncio de um pedido de abertura da cela por razões humanitárias. Manipulam-se os fatos com tão desenvoltura que Lula terá de recitar o CPF e o RG diariamente diante do espelho para ter a certeza de que é ele mesmo quem está preso em Curitiba, não um impostor.


Dilma já não pode ostentar a pose de flor do lodo - Por Josias de Souza.


O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, complicou a rotina de Dilma Rousseff (conheça os detalhes aqui). Ao enviá-la para o banco dos réus junto com os companheiros Lula, Palocci, Mantega e Vaccari, o magistrado obrigou a ex-gerentona a ajustar sua coreografia. A pose de flor do lodo perdeu o prazo de validade.

Arma-se sobre o penteado de Dilma uma tempestade semelhante à que dispara trovões e raios que o partam na direção do seu mentor e padrinho político. Como o eleitor mineiro sonegou a Dilma um mandato de senadora, ela também será moída na primeira instância do Judiciário.

Tomado pelo peso da pena, o doutor Vallisney segue o padrão Moro de suavidade. É por sua determinação, por exemplo, que Geddel Vieira Lima expia os pecados na penitenciária brasiliense da Papuda. Hóspedes da carceragem de Curitiba, Lula Palocci e Vaccari sabem o que isso significa. Dilma, ainda não.

Diferentemente de Lula, já condenado e ainda enroscado em meia dúzia de processos, Dilma desce ao moedor do Judiciário pela primeira vez. Estreia em grande estilo, num caso que ficou conhecido com “quadrilhão do PT”. Nele, os réus são acusados de desvios de R$ 1,485 bilhão.

Nos próximos dias, Dilma deve se integrar à cenografia de Lula, trocando a pose de flor inocente pela de perseguida política.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Paulo Guedes fecha sua equipe longe do balcão - Por Josias de Souza.



Pode-se dizer muita coisa da composição da equipe de Jair Bolsonaro. Só não se pode afirmar que ele não tenha cumprido o compromisso de retirar a área econômica do governo da zona da gandaia, aquele espaço onde ficam situados os ministérios, as estatais e outros organismos a serviço do clientelismo e do fisiologismo. Bolsonaro prometera dar plena liberdade a Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, para se cercar de auxiliares técnicos. E isso está sendo feito.

O Posto Ipiranga de Bolsonaro, ele próprio um técnico, colocou gente com experiência de mercado no Banco Central, no BNDES, no Banco Brasil e na Caixa Econômica Federal. Parece pouca coisa. Mas faz uma diferença monumental. Nos 13 anos de poder petista, estatais e bancos públicos viraram mercadoria oferecida no mercado das barganhas políticas. O Banco do Brasil estrelou o escândalo do mensalão. A Petrobras, a Caixa, o BNDES e outros ghichês foram arrastadas para dentro dos processos da Lava Jato.

Na presidência-tampão de Michel Temer, a blindagem da área econômica foi apenas parcial. A Caixa Econômica, por exemplo, foi submetida ao comando do Partido Progressista, campeão no ranking do petrolão. Foram ignoradas as investigações que revelavam que o roubo na Caixa vinha de longe. Participaram do saque, entre outros, os presidiários Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima. Quando se fala em assalto e bancos, imagina-se que a coisa acontece de fora para dentro. Nos bancos públicos, o assalto aconteceu de dentro para fora.

Nesse contexto, é um alívio perceber que o pedaço econômico do novo governo está assentado em terreno técnico. Diz-se que Paulo Guedes e sua turma são ultraliberais. Mas foi esse o ideário que a maioria do eleitorado escolheu nas urnas de outubro. É melhor que o país possa discutir a qualidade do projeto sem o inconveniente de flagrar partidos tirando lascas do patrimônio público.


A caixa-preta do Mais Médicos - Por O Antagonista.


A ditadura cubana rompeu o Mais Médicos porque Jair Bolsonaro prometeu abrir a caixa-preta do BNDES.

Merval Pereira:

“No desdobramento dos telegramas que a Folha de S. Paulo revelou sobre como o programa foi montado, há uma parte da troca de mensagens altamente reveladora de uma triangulação financeira envolvendo o BNDES.

Segundo relato do Itamaraty, os cubanos alegaram que ‘o incremento das importações brasileiras de Cuba decorrente da contratação de serviços médicos poderia dar mais sustentabilidade às relações comerciais bilaterais e, consequentemente, mais recursos para que o lado cubano tenha condições de honrar, no futuro, dívidas que estão sendo contraídas por conta do financiamento brasileiro em diversas áreas, notadamente de infraestrutura, com a ampliação e renovação do Porto de Mariel’.

Os cubanos propuseram ‘um mecanismo de compensação’ para pagamento dos financiamentos, e o Brasil sugeriu que fosse feito através de uma conta bancária brasileira. Como se vê, a proposta era de que Cuba pagasse os empréstimos do governo brasileiro com o dinheiro que o próprio governo brasileiro lhe pagaria pelo programa Mais Médicos.

Toda a negociação, segundo os relatos oficiais, foi feita em termos comerciais, e não de ‘ajuda humanitária’, como o programa era vendido. Por isso, prevendo que o novo governo de direita, que derrotara o PT, faria uma investigação sobre o programa, os cubanos apressaram-se a rompê-lo unilateralmente.”

SEU BISINHO RENASCEU - Por Edmilson Alves


Pra renascer hoje e sempre precisa de merecimento.
Renascer pra o amor, renascer pra vida, seja de que jeito for.

É MÉRITO DE SEU BIZINHO. 

O que ajuda a renascer e o arredor, circunvoando , com pessoas do amor que ajudam a viver.
Estou falando de meu sogro que perdeu perna esquerda, com CENTO E UM ANOS DE IDADE!.
Visitando Várzea Alegre, sua querida cidade, perna esquerda ele perdeu, mas, não perdeu a vaidade.
Lúcido com sensibilidade continuou amando o Sol, amando a DEUS, amando o Amor.
Hoje chegou de Várzea Alegre sua terrinha querida, 
Repleta de alegria, ele chegou.
Transbordado de bondades, apertou à mão de quem estava presente.
Foi um presente de DEUS, ele está voltando, feliz e recuperado.
Faça chuva, faça Sol, ele está bem vivinho...
Esbanjando alegria pra quem estiver tristinho

Amando a luz ele também ilumina. 
Faça chuva, faça sol, que ele quer viver.
Vivendo sem a escuridão de quem sente solidão,
Ele está alegre, igual, à querida cidade,  Várzea Alegre.


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

O FUTEBOL E O POVO - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo do Sistema Verdes Mares·



O futebol procura as pessoas como a bola procura os craques.
Ainda é assim?
Há algum tempo atrás, essa paixão andava em nossa direção, através dos minúsculos espaços das calçadas, campinhos, grandes campos de terra, beiras de praia e quadras de futebol de salão maltratadas e esquecidas.
Hoje, existem as divisões de base dos clubes e as escolinhas pagas, mas parece não ser a mesma coisa.
Para exercícios diários, muitos estão deixando a prática do futebol em favor de outras modalidades.
Antes de ser iniciada a Copa do Mundo na Rússia, uma pesquisa revelou um diminuído interesse do torcedor brasileiro pela competição. Até a bola rolar, reconheçamos.
Mas, outra coisa nos chamou a atenção: o torcedor esqueceu rápido o fracasso. Antes, não era assim.
Está provado que o melhor lugar de se assistir futebol é no estádio. Com a capacidade diminuída desses equipamentos, os lugares foram sendo negados ao povo de maneira paulatina.
Quer dizer: o futebol, dessa forma, não caminha em direção aos seus aficionados.
Não é raro ouvir pessoas desalentadas com o futebol, afirmando que não pisam em estádios há um bom tempo.
Então, ainda somos ou não, o país do futebol?
Enquanto os responsáveis pela direção do nosso futebol se preocuparem apenas com grana e posição política, essas inquietações vão aumentar.

Gabriela Hardt fica à frente da Lava Jato até abril - O Antagonista.



Em despacho publicado na última quarta-feira, a juíza Gabriela Hardt informou que foi designada para responder pela titularidade plena da 13ª Vara de Curitiba até 30 de abril de 2019.

A juíza poderá, então, sentenciar as ações do sítio de Atibaia e do prédio comprado pela Odebrecht para o Instituto Lula.

Nabhan quer acabar com ‘favelas rurais’ do MST - Por O Antagonista.



O pecuarista Luiz Antônio Nabhan Garcia disse nesta quarta-feira que será o secretário especial de Assuntos Fundiários do governo Jair Bolsonaro.

A O Globo, Nabhan diz que sua principal missão será acabar com os assentamentos do MST, que ele chama de “favelas rurais”.

“Haverá uma reforma agrária começando pela reestruturação dos assentamentos que se transformaram em favela rural. Os assentamentos que são improdutivos, que são onerosos, e que se transformaram em favela rural, nós vamos ter o desafio de transformá-los em pequenos produtores de agricultura familiar.”

Nabhan disse também que não vai manter “nenhum tipo de diálogo” com quem invade propriedade.

“Não adianta o MST dizer que é movimento social e invadir propriedade. Quem invade propriedade comete um crime, e quem comete um crime não pode ser beneficiado com nada.”

As voltas que o mundo dá: na terra onde foi lançado o "Manifesto Republicano"

Simpatizantes da monarquia fazem ato contra a República em Itu: 'Não tem o que comemorar'
Fonte: G1

Grupo fez protesto no dia em que é comemorada a Proclamação da República. 'É uma data que os monarquistas detestam', diz o líder do movimento.
 Simpatizantes da monarquia fazem passeata contra a República em Itu — Foto: Priscila Mota/TV TEM

   Um grupo de defensores da monarquia fez uma passeata na manhã desta quinta-feira (15), dia em que é comemorada a Proclamação da República, para pedir o fim do sistema de governo atual e o retorno da família imperial ao poder. Ironicamente, o local escolhido para a passeata foi Itu (SP), cidade conhecida como "Berço da República" por ter sediado, em 1873, a primeira Convenção Republicana do Brasil.

    "A caminhada acontece hoje porque é uma data que os monarquistas detestam. A ideia de sair é justamente um ato de protesto contra a Proclamação da República. É um dia que não se tem o que comemorar", afirma César Jaques, líder do movimento.

    O encontro é organizado pelo "Movimento Itu, Fidelíssima do Império", um grupo de monarquistas da cidade que tenta divulgar os ideais monárquicos com o objetivo de restaurar a monarquia no país.

    Cerca de 30 pessoas caminharam pela manhã no Centro Histórico da cidade, na “1º Caminhada Histórica e Cultural de Itu”. O início do encontro aconteceu na Praça Dom Pedro I, em frente à Residência da Família Caselli (Casa Imperial), local que abrigou a família real na época no Império.

     Segundo o líder do movimento, a caminhada tem o objetivo lembrar a relação histórica de Itu com o império. "A cidade recebeu o título de 'Fidelíssima do Império', pela lealdade ao nosso imperador através do Alvará Imperial de 17 de Março de 1823."

   Entre os argumentos do grupo estão os altos índices de desenvolvimento humano que os países de monarquia parlamentarista registram, como o Reino Unido. Além disso, os simpatizantes acreditam que o sistema republicano é burocrático e de fácil corrupção.

   "Você vai ver que as monarquias são melhores, é só olhar os índices de desenvolvimento humano. A agilidade com que se resolvem situações como corrupção e outros problemas que a República tem. A gente acredita na restauração da monarquia para o país se solidificar."

    Questionado sobre o caráter ultrapassado que o tipo de governo representa, o líder do movimento também explica que o grupo acredita na monarquia parlamentarista constitucional, onde a posição do monarca fica estabelecida na constituição local.

    Nesse sistema de governo pedido pelo grupo, o monarca governa de acordo com a lei, ao invés de tomar decisões de acordo com a livre vontade. Além da figura soberana, o poder legislativo é atribuído a um parlamento eleito e as funções de chefe de governo ficam com um primeiro-ministro, também eleito.

    "Temos embasamento para sustentar a afirmação de monarquista, sabemos o que queremos para o país. Hoje os países monarquistas se atualizaram e não pararam no tempo, não queremos absolutistas. Dá para apostar no governo parlamentarista constitucional", explica.

    O grupo monarquista também explica que a família imperial brasileira, descendente de figuras como Princesa Isabel e Imperador Dom Pedro II, aceita o poder "desde que sejam aclamados pela população".

     "Eles não querem o golpe, querem aclamação popular. Tem que ter plebiscito para ter sucesso da volta da monarquia. A monarquia funciona e funcionaria no país", acredita.

*Colaborou sob a supervisão de Geraldo Jr.

Querer grandeza -- por Ernesto Araújo (*)




    Uma equivocada interpretação das tradições diplomáticas brasileiras tenta impor-nos, há muitos anos, a visão de que o Brasil é simplesmente um país grande: desistimos de ser um grande país. No universo da diplomacia pós-moderna, que infelizmente nos apressamos a copiar a partir de modelos externos, não existe grandeza. Não existe vontade ou paixão. Não existe orgulho.

    O desejo de grandeza é o que de mais nobre pode haver numa nação que se coloca diante do mundo.

     Mas alguém decidiu definir a presença do Brasil no mundo por sua adesão aos “regimes internacionais”, por sua obediência à “ordem global baseada em regras”. O Brasil assim concebido quer ser apenas um bom aluno na escola do globalismo. Não quer nem mesmo ser o melhor aluno, pois isso já seria destacar-se demais, já envolveria um componente de vontade e grandeza que repudiamos.

    Quando eu era criança, pela metade dos anos 70, ficava horas folheando um livro chamado “Atlas das Potencialidades Brasileiras” cheio de mapas de reservas energéticas e minerais, produção industrial e agrícola, etc. O subtítulo do livro dizia: “Brasil Grande e Forte”. Hoje, querem colocar nas mãos das crianças livros sobre sexo, mas se vissem uma criança lendo um livro chamado “Brasil Grande e Forte” prenderiam os pais e mandariam a criança para um campo de reeducação onde lhe ensinariam que o Brasil não é nem grande nem forte, mas apenas um país que busca a justiça social e os direitos das minorias.

    Antes fosse. Se houvesse uma alternativa excludente entre grandeza e força, de um lado, justiça social e direitos das minorias, de outro, seria até válido optar por estas últimas. Mas não há excludência. O que há é uma ideologia manipuladora que cria uma histeria permanente sobre justiça social e minorias, sem fazer absolutamente nada concreto nem pelas minorias nem pela maioria, sem nenhum compromisso em melhorar a vida real de ninguém, e que veste o manto da justiça social para roubar e tentar sair com o produto do roubo, desrespeitando tanto a justiça social quanto a justiça propriamente dita. Essa ideologia faz de tudo para destruir qualquer poder mobilizador autêntico que ela não controle, e por isso dedica-se a sufocar o desejo de grandeza associado ao sentimento nacional.

     A grandeza mobiliza e organiza um povo, cria sentido e gera energia humana, sabidamente a mais preciosa forma de energia. Nada pior para os planos da ideologia esquerdista. A esquerda não tem o menor interesse em justiça social, mas utiliza esse conceito para contaminar a água da nação, para criar pessoas raivosas e ignorantes e assim desmobilizar o povo, proibi-lo de ter ideais, separá-lo de si mesmo, desligar a energia criativa. Justiça social, direitos das minorias, tolerância, diversidade nas mãos da esquerda são apenas aparelhos verbais destinados a desligar a energia psíquica saudável do ser humano.

     A aplicação dessa ideologia à diplomacia produz a obsessão em seguir os “regimes internacionais”. Produz uma política externa onde não há amor à pátria mas apenas apego à “ordem internacional baseada em regras”. A esquerda globalista quer um bando de nações apáticas e domesticadas, e dentro de cada nação um bando de gente repetindo mecanicamente o jargão dos direitos e da justiça, formando assim um mundo onde nem as pessoas nem os povos sejam capazes de pensar ou agir por conta própria.

     O remédio é voltar a querer grandeza. Encha o peito e diga: Brasil Grande e Forte. Milhares de pequenos esquerdistas imediatamente te atacarão como formigas quando você chuta o formigueiro, mas se você resistir e não recuar eles ficarão desorientados e se dispersarão na sua insignificância, deixando aberto o campo para construirmos um país de verdade.

(*) Ernesto Araújo, diplomata de carreira. Convidado pelo Presidente-eleito Jair Bolsonaro para o exercer o cargo de Ministro das Relações Exteriores do Brasil no governo que terá início em 1º de janeiro de 2019.

PT TRAMA ALEGAR ATÉ ‘INSANIDADE’ PARA SOLTAR LULA - Claudio Humberto.



Políticos do PT têm procurado jornalistas para “plantar” a informação de que andam preocupados com a saúde mental do presidiário, citando alterações de humor, abatimento e até supostas “falhas de memória”. 

O objetivo, que mal disfarçam, seria criar um ambiente para arrancar dos tribunais a decisão “humanitária” de transferir para o regime de prisão domiciliar o petista condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O temor dos apoiadores do reeducando é que os processos pendentes de julgamento, cinco no total, possam resultar em novas condenações.

Lula e seus apoiadores já acham que Sérgio Moro pode não ter sido seu juiz mais rígido. A substituta Gabriela Hardt é ainda mais dura.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Do Crato para o mundo - Por Antonio Morais


Aderaldo Ferreira de Araújo, o Cego Aderaldo, nasceu no dia 24 de junho de 1878 na cidade do Crato – CE. Logo após seu nascimento mudou-se para Quixadá, no mesmo estado. Aos cinco anos começou a trabalhar, pois seu pai adoeceu e não conseguia sustentar a família. Tomou conta dos pais sozinho. Quinze dias depois que seu pai morreu ( 25 de março de 1896 ), quando tinha 18 anos e trabalhava como maquinista na estrada de Ferro de Baturité-CE, sua visão se foi depois de uma forte dor nos olhos. Pobre, cego e com poucos a quem recorrer, teve um sonho em verso certa vez, ocasião em que descobriu seu dom para cantar e improvisar.

Ganhou uma viola a qual aprendeu a cantar. Mais tarde começou a tocar rabeca. Algum tempo depois, quando tudo parecia estar voltando à estabilidade, sua mãe morre. Sozinho começou andar pelo sertão cantando e recebendo por isso. Percorreu todo o Ceará, partes do Piauí e Pernambuco. Com o tempo sua fama foi aumentando. Em 1914 se deu a famosa peleja com Zé Pretinho ( maior cantador do Piauí ). Depois disso voltou para Quixadá mas, com a seca de 1915, resolveu tentar a vida no Pará. Voltou para Quixadá por volta de 1920 e só saiu dali em 1923, quando resolveu conhecer o Padre Cícero. Rumou para Juazeiro onde o próprio Padre Cícero veio receber o trovador que já tinha fama. Algum tempo depois foi a vez de cantar para Lampião, que satisfez seu pedido – feito em versos – de ter um revólver do cangaceiro.

Tentando mudar o estilo de vida de cantandor, em 1931, comprou um gramafone e alguns discos que usava para divertir o povo do sertão apresentando aquilo que ainda era novidade mesmo na capital. Conseguiu o que queria, mas o povo ainda o queria escutar. Logo depois, em 1933, teve a idéia de apresentar vídeos. Que também deu certo, mas não o realizava tanto. Resolveu se estabelecer em Fortaleza em 1942, onde veio abrir uma bodega na Rua da Bomba, nº 02. Infelizmente o seu traquejo de trovador não servia para o comércio e depois de algum tempo fechou a bodega com um prejuízo considerável.

Desde de 1945, então com 67 anos, Cego Aderaldo parou de aceitar desafios. Mas também, já tinha rodado o sertão inúmeras vezes, conseguindo ser reconhecido em todo lugar, cantara pra muitas pessoas, inclusive muitas importantes, tivera pelejas com os maiores cantadores.

Cego Aderaldo morreu em Fortaleza aos 89 anos, sem nunca ter casado, criando porém 24 filhos adotivos.