segunda-feira, 8 de abril de 2024

O meu último encontro com Raimundo Sabino - Antonio Alves de Morais.

O meu último encontro do Raimundo Sabino.

Quando menino, nas minhas passagens para as casas dos meu tios Inácio de José Venâncio, na Boa Vista e João de Dica, no São Vicente, en passava em frente a bodega do Raimundo Sabino. 

Cada vez que passava ali era um novo apelido. A ponto de tempos depois sempre que ia passar a frente da bodega aumentar o passo para não ser visto.

Raimundo Sabino tranferiu o seu comercio para o filho Jesus, apelidado Buzuga. 

Traferiu seu domicilio para a cidade de Senhor do Bomfim na Bahia.

Um dia, eu fui deixar uma filha na rodoviária do Crato para embarcá-la para Campina Grande, onde estudava.

De longe vi Raimundo Sabino sentado num banco da rodoviaria. Aproximei-me, cumprimentei e ele me disse que tinha perdido o onibus das seis horas para a Hahia e tinha que esperar o do outro dia no mesmo horário, 48 horas depois.

Levei o amigo para minha casa, foi meu hospede por uma noite e um dia.

Nesse dia botamos a conversa em dia. E no horário combinado fui deixar e embarcar na rodoviaria.

Um pequeno favor que me valeu muito pela admiração que eu tinha por aquele homem empreendedor que mereceu o aplauso e a admiração de todo varzeaalegrense.

MAIS UM TÍTULO PARA O CEARÁ - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Nos 90 e "caquerados" do Ceará e Fortaleza, foi tudo rigorosamente igual.

No baixo balanço das emoções da primeira etapa, uma chance para cada time.

Saulo, para o Ceará, e Sasha, para o Fortaleza, os autores das proezas.

Faltaram, e faltam, meio- campistas de maior competência nas equipes.

Só podia dar 0 x 0.

Na fase final, sacudidela, o jogo ganhou com dois gols em 11 minutos.

Curioso é que, quando Bruno Pacheco foi expulso, o jogo "amornou".

Vojvoda, que escalou três zagueiros no esquema 3-5-2, reordenou a defensiva, com quatro defensores.

O Ceará enfiou Castilho e Recalde, mas não tirou vantagem de jogar com um a mais.

O placar final de 1 x 1 foi mais justo do que "boca de bode".

Nas penalidades, Richard foi o herói.

O Ceará foi campeão, impedindo o hexa do seu maior rivaL.

domingo, 7 de abril de 2024

Histórias, causos e proezas - Dr. José Flavio Vieira.

“As coisas tangíveis

tornam-se insensíveis

à palma da mão

Mas as coisas findas

muito mais que lindas,

essas ficarão.”

Carlos Drummond de Andrade.

A vida, se a gente reparar direitinho, parece uma Montanha Russa. Os primeiros anos, os mais dourados, como na subida da rampa, passam lentamente e é possível curtir a paisagem ao redor e até bater papo  com os vizinhos de cadeiras, no trenzinho. Observando tudo miudinho do nosso observatório, do alto, bate-nos uma sensação de grandeza e onipotência. Chegado ao topo, no entanto, quando nos consideramos semideuses, de repente, a locomotiva desembesta. Velocidade alucinante, curvas fechadas, parafusos, loopings, frio na barriga. Aí já não há o que curtir, apenas agarrar-se à cadeira e esperar que , por fim, o carrinho esbarre. Em segundos,  tudo transcorreu sem que ao menos o percebêssemos, até que alguém avisa para sair: seu passeio acabou ! Se a gente não cuidar , sequer fica a recordação da viagem curta, alucinante, mas incrível.

Recebi, nesses dias, o presente de um livro lançado recentemente: “Histórias , Causos & Proezas” do escritor Antônio Alves de Morais. Bateu-me uma alegria incontida porque Morais faz parte da minha viagem existencial, no parquinho. O livro é o diário de bordo também do meu passeio.  Subimos a mesma rampa na juventude e, agora, estamos descendo a montanha na velocidade estonteante que se segue ao cume. Nascido em Várzea Alegre, como meus ascendentes, o autor tem aquela irreverência e fluição típicas da oralidade dos filhos de Papai Raimundo. Antonio é um memorialista intuitivo e franco. Anotou, cuidadosamente, imagens e passagens da nossa excursão pelo mundo: cenário, personagens, histórias: esse amálgama de que se constrói a nossa  meteórica jornada terrestre. Teve o desvelo de  registrar tudo, antes que o trem trave e sejamos , logo mais, convidados a descer da condução. Dividido entre Crato e Várzea Alegre, as páginas  estão cheias de figuras expostas nas suas fragilidades, nos seus arroubos, nas suas guinadas e dribles. Um livro saboroso que, como os melhores Bordeaux, deve ir melhorando o buquê  e diminuindo  acidez com o passar dos anos.

A obra inicia com  o inventário de professores queridos nossos, entre eles Vieirinha, meu pai,  e José do Vale Feitosa, meu padrinho,  e de doces anos da nossa formação ginasiana no Colégio Estadual Wilson Gonçalves. De repente, por um momento, é como se o trenzinho voltasse a subir. novamente. a rampa íngreme: tudo se passa em Câmara Lenta, a vida, como um caramelo que se dissolvesse morosamente na boca , parece novamente valer a pena de ser degustada,.  E a felicidade , como num looping,  torna-se possível e vejo-a bem ali à frente, logo depois do pico da montanha, tangível, ao  alcance da palma da mão.

sábado, 6 de abril de 2024

INSALUBRE - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

A crônica pede assuntos mais leves. Entanto, por mais que fujamos dos temas insalubres, eles nos alcançam.

Há no nosso País coisas que chamam a atenção pelos contrastes.

Impossível aceitar que, com a maior bacia de água doce do Mundo, no rio Amazonas, parte da nossa população beba até água misturada com urina.

Leio sobre muitos lugares em que, por falta de saneamento, grandes populações consomem água de córregos imundos.

E não é por falta do precioso líquido, que temos em abundância.

Possuimos praia de água doce que tem até ondas que lhe fazem parecer com o mar.

Em Casa Nova, à beira do Rio São Francisco, a 634 km de Salvador, tem uma praia formada ao redor do lago de Sobradinho, após sua construção em 1973.

Enquanto isso, em grande parte do País, sofremos com o declínio da saúde da água potável.

O homem como titular de sua própria desgraça. 

As mineradoras poluem os rios, a mata não encobre o crime e as providências são insuficientes.

Surgem as novas doenças e as velhas enfermidades se renovam.

"É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a ouve". 

Victor Hugo

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Anete Esmeraldo, primeira e única mulher prefeita do Crato, 1950 - Antônio Alves de Morais.

 

O que encontrei sobre Anete Esmeraldo, primeira e única mulher prefeita da cidade do Crato em toda historia.  

Precisamente em 1950. 

Filha de Antônio Esmeraldo e Ana Pinheiro Esmeraldo. 

 Foto - Sítio São José 1949. 

Da esquerda para direita em pé : Cristovão, Naninha, ANETE a prefeita, Fábio, Carmem, Dalvinizia, Juvêncio Barreto, Maria Pia, Unias Norões e La Salete. 

Sentados na mesma direção : Zé Esmeraldo, Cira, Antônio Esmeraldo e a esposa Ana Pinheiro Esmeraldo, Homero e Silvio. 

Familia Esmeraldo Pinheiro.

O circo - Antonio Alves de Morais.

No Crato, os circos, normalmente, eram instalados na Praça da Estação ou na beira do Rio Granjeiro, local onde, hoje, funciona a prefeitura municipal.

Naqueles recantos a alegria, para uma geração, reinou durante muitos anos. 

Quando o circo baixava o pano e partia para outras cidades, a tristeza tomava conta do lugar. Acabava a animação do povo, a cidade perdia a atração e a meninada o encanto.

Já não se viam mais palhaços e anões passeando pelas ruas, anunciando a magia que iria ofuscar a noite com as fantásticas atrações.

Francisco Pedro de Oliveira.

Se você soubesse - Antônio Alves de Morais.

Se você soubesse a rapidez que vão te esquecer quando você morrer, você não deixaria de fazer o que gosta, preocupado com o que os outros vão pensar.

"A vida é um eco. O que você envia, volta para você. O que você planta, você colhe. O que você dá, você recebe. O que você vê nos outros, existe em você". 

"Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada e nunca nos visitamos tão pouco".

Croniqueta - Antônio Alves de Morais.


As pessoas boas quando você as faz sofrer não gritam. Elas se afastam devagar, sem ruído, para então nunca mais voltar.
Elas continuam sendo boas, mas sem confiar. 

E é nesse exato momento que elas tiram você da vida delas.
Elas não te apoiarão mais. 

Elas não confiarão mais em você.

Crônicas e contos - Antônio Alves de Morais.

 


"Hoje em dia o caráter tornou-se duvidoso. Algumas pessoas exigem a verdade apenas para ajustar suas mentiras.

Se eu soubesse tudo que sei hoje, teria evitado muito sofrimento desnecessário. Mas a vida é isso, tem coisa que a gente precisa passar para aprender, compreender e evoluir.

Não gostar do outro é um direito seu, fingir que gosta é falta de caráter". 

Caráter é quando você faz no escuro a coisa certa  sem que ninguém veja.

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Croniqueta - Antônio Alves de Morais.

 Nunca use a raiva como meio para ofender as pessoas, porque a raiva passa, as palavras ficam.

Na dúvida escolha o silêncio.

O silêncio irrita, chateia, não gasta tua energia, e ainda, preserva a tua imagem.

Crônicas e contos - Antônio Alves de Morais.

 


Historiadores são recordadores profissionais daquilo que as pessoas querem esquecer.

Deveriamos viver lembrando a cada momento, que a vida é um sopro. Basta pouco e não estamos mais aqui. 

Raiva, inveja e ressentimento são inúteis. A vida é o presente mais bonito que temos. 

Nós nunca deveriamos permitir a ninguem estragar esse presente que não receberemos outra vez.

Crônicas e contos - Antônio Alves de Morais.

 "Muito sexo sem amor, muitos camarotes sem amigos. Mulheres querendo ficar gostosas para ficar com homens ricos, homens querendo ficar ricos para ter mulheres gostosas.

E o amor lá, sozinho. O mundo está revirado, as pessoas sabem o preço de tudo, mas não sabem o valor de nada".

Crônicas e contos - Antônio Alves de Morais.

 

"Cuide bem das coisas que o dinheiro não compra, são elas que te tornam rico. Tratar bem as pessoas é melhor do que postar versiculos bíblico que você não pratica.

Você sabe que a pessoa vale a pena quando ela te trata hoje da mesmo forma que te tratava quando queria te conquistar".