quinta-feira, 6 de março de 2025

JUVÊNCIO GONÇALVES BEZERRA, um varzealegrense de fibra radicado ao Crato - Antonio Alves de Morais

 


Ministro João Gonçalves de Sousa.

Uma amizade sincera e desinteressada vale mais do que qualquer outro bem material. José Justino de Oliveira era contabilista e industrial. Tinha uma industria de moagem de alimentos : Café, milho etc. Como todos os industriais do Crato encaminhou um projeto junto a SUDENE. Todos os projetos foram aprovados e liberados, menos do dele.

Um dia ele estava reclamando na Praça Siqueira Campos e Juvêncio Bezerra disse : Você não falou comigo. Se tivesse falado tinha sido aprovado e liberado. 

José Justino não levou a sério o que Juvêncio falou. Já havia falado com deputado, senador e não tinha sido liberado, não seria o Juvêncio que ia fazê-lo. 

Juvêncio ia levar uma carrada de pluma de algodão para um contonificio em Recife e procurou José Justino: Estou indo ao Recife, se você quiser ir comigo eu falo com João. 

João Gonçalves, Superintendente da SUDENE, de quem Juvêncio era amigo e compadre, era padrinho de um filho do Sperintendente  da Sudene e Ex-ministro do Interior João Goulart.

Quando chegaram na SUDENE Juvêncio falou para a atendente : Eu quero falar com João. A atendente perguntou: quem é o senhor, diga a ele que é Juvêncio Bezerra. 

A porta do gabinete se abriu e João Gonçalves saiu e recebeu Juvêncio e José Justino ainda na recepção. 

No gabinete, José Justino perguntou sobre a não liberação do seu projeto e de imediato João Gonçalves falou: os projetos que ainda não foram liberados estão nesta prateleira, veja se você encontra o seu. 

Juvêncio ficou conversando com João Gonçalves enquanto José Justino procurava o projeto dele na citada prateleira. Encontrou e entregou ao Dr. João Gonçalves. 

Quando chegaram no Crato o dinheiro já estava na conta da empresa.

Enfim, o prestigio não é exclusividade de nenhum cargo político. Como foi frisado no inicio deste texto, uma amizade sincera vale muito mais do que a dependência de qualquer cargo.

Quando José Justino  viu o dinheiro na conta sapecou : "Mentiroso é quem diz que o Juvenço Bezerra mente".

Carnaval 2025...insanidades -- por Armando Lopes Rafael


     Em 2025, ano em que o Brasil inteiro comemora o bicentenário de nascimento do Imperador Dom Pedro II, uma escola de samba, da cidade de São Paulo (“Acadêmicos de Tucuruvi”), exibiu no seu desfile carnavalesco um indígena segurando em suas mãos a cabeça decapitada do último imperador do Brasil. 

     Qualquer pessoa, infimamente informada, sabe que isso não é a história verdadeira. O triste episódio é uma criação mentirosa.  Não há fontes históricas que critique o Imperador Dom Pedro II por qualquer atitude dele em relação aos povos originários. E essa distorção da verdade histórica tem amparo unicamente no velho ranço ideológico. 

     Uma estrofe de uma velha canção carnavalesca, composição de um antigo compositor carioca diz:

Mas é Carnaval!

Não me diga mais quem é você!

Amanhã tudo volta ao normal.

Deixa a festa acabar,

Deixa o barco correr.

Melhor definição sobre o "efeito Carnaval" do que a acima não existe. Pois é. A “festa” acabou. Novo dia raiou. Tudo voltou ao normal. O  Chefe  da  Casa  Imperial  Brasileira , Príncipe Dom Bertrand de  Orleans e Bragança,  com  a  serenidade  que  lhe  é  peculiar,  divulgou,  então, a seguinte  “ Nota  de Repúdio” acerca desse lamentável e mentiroso episódio:

   “Além de ódio sanguinário, os idealizadores desse ataque demonstram ignorância abismal, ao retratar um índio cometendo um ato de indizível violência contra Dom Pedro II, Imperador que falava tupi-guarani e era verdadeiro amigo e protetor de seus súditos indígenas.

   Nada disso, entretanto, poderá manchar a imagem de nosso maior Chefe de Estado, cuja boa obra na condução dos destinos do Brasil, em quase meio século de reinado, faz-se sentir até os dias atuais. Seu maior biógrafo, é e sempre será, o povo brasileiro, que nunca se esqueceu de sua respeitabilidade, sua paternidade e, sobretudo, sua brasilidade. A memória de Dom Pedro II, portanto, prevalecerá.

    Já a pequenez dos que se aproveitam de enormes somas de dinheiro público e outros patrocínios para promover a revolução cultural, desconstrução dos padrões tradicionais, extravagância, imoralidade e cultura do caos, denegrindo sistematicamente o País, logo será esquecida. 

    Os brasileiros de boa vontade travam hoje uma verdadeira cruzada para que o Brasil volte a ser, de fato, a Terra de Santa Cruz. E, certo de que assistiremos à ruína e humilhação de seus inimigos, encerro esta nota com o lema bradado por nossos antepassados na luta contra os infiéis de seu tempo: “Ao serviço de Deus, ao serviço da Pátria”.

Em tempo: No dia seguinte ao desfile das escolas de samba, quando da apuração dos resultados do Carnaval-2025, em SP, a agremiação “Acadêmicos de Tucuruvi” foi rebaixada, deixando o primeiro grupo....

BOLA DA INFÂNCIA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Não gostava de estudar. Via cinema com entusiasmo e curiosidade. Ouvia rádio, o dia todo.

Mas, a coisa mais importante na minha infância e adolescência na cidade do Crato era o futebol. Sem concorrentes à altura.

Desde os "rachas" no estreito corredor da nossa casa, na rua Teophisto Abath.

O problema da falta de espaço nos fazia vítima de empurrões e esfregões junto às paredes. Parecia mais luta corporal do que futebol.

Bola de meia, à principio e, depois, uma feita de borracha que doía pra caramba nas "carimbadas".

A seguir, vieram as peladas em campinhos reduzidos, na base do cinco contra cinco. Aí, a bola podia até ser uma número 5 velha.

Tempo em que os meninos tinham como destino a rua e a bola. Isso, depois de cumpridos os chatos deveres de casa.

Retornávamos às nossas residencias imundos, da cabeça aos pés, e éramos recebidos com o grito da mãe: "vai tomar banho, menino !"

Como disse Romário, o mais importante é que "bricávamos a sério". Muitas vezes, o pau cantava e as coisas não eram tão pacíficas.

Depois das "disputas', a meninada se reunia à noite nos bancos da estação da RFFSA ou nas imediações do Bar Social, do Seu Chiquinho.

E aí, não precisa dizer que as discussões fantasiosas se estendiam até a hora de dormir.

Velhos tempos, belos dias da nossa infância com o futebol.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Vocês é que invadiram o rio - Dr. Gouveia, prefeito de Iguatu - Antonio Alves de Morais.

Manoel Carlos de Gouvêa foi prefeito da cidade de Iguatu por quatro mandatos. O primeiro 1926 e último 1959.

Quando eu vejo esses repórteres da televisão churomigando os problemas com inundações de partes das cidades eu me lembro do Dr. Gouveia. 

O fato é que não se respeitam mais os manansiais, as várzeas, os riachos e lagoas. Constroem edificações em tudo que é lugar, e o pior, com o consentimento do poder publico que devia regular e não o faz.

Quando chove a água não torce o seu curso, invade e leva o que estiver à frente. O Crato é uma grande vitima desse problema. 

Tanto do lado do Canal do Rio Granjeiro como  das águas que embocam no "Parque da Exposição" atravessam parte da cidade via Rua da Vala e desembocam no canal.

Assim é que em 1959, no quarto mandato do Dr. Gouveia, o rio Juaguaribe botou uma grande cheia e invadiu parte da cidade de Iguatu. 

No outro dia, a multidão estava em frente a prefeitura : Prefeito o rio invadiu as nossas casas! 

Dr. Gouveia respondeu : "Vocês é que invadiram o rio".

terça-feira, 4 de março de 2025

O governo Lula não passa de um gigantesco conto do vigário - Por J.R. Guzzo.

Os analistas políticos brasileiros, os intérpretes das “pesquisas de opinião” e os laboratórios de ciência política estão assustados. O governo de Lula, espantam-se todos eles, está com problemas. Os índices de aprovação de Lula caem a cada vez que se pergunta alguma coisa à população. Nem a mídia consegue apontar uma realização, uma só que seja, do presente regime. O Tesouro Nacional está na porta da vara de falências. O Bolsa Família chega a 55 milhões de beneficiários e se torna o maior programa de incentivo ao desemprego do mundo.

O Estado não garante mais o direito à vida do cidadão brasileiro – optou por defender a segurança dos criminosos. O ministro da Fazenda é nulo. Todos os outros ministros são nulos. Lula é o mais nulo de todos no governo. De repente, os cientistas políticos descobrem que há alguma coisa errada aí. “Mas como é possível?”, indagam. Quem diria, não é mesmo?

Agora, com a casa caindo na frente de todo mundo, os 'comunicadores' e 'influenciadores' políticos percebem que o governo Lula é muito ruim, provavelmente o pior que o Brasil já teve. A grande questão é: por que não perceberam antes?

Após mais de dois anos, as classes culturais do Brasil começam a perceber que o governo Lula, como todas as proposições absurdas, está se desmanchando. Você não pode dizer que seu vizinho é um homem que tem 8 metros de altura; uma hora vai ficar claro que isso é um absurdo, pois não é possível, simplesmente, um homem ter 8 metros de altura. Com o governo Lula é a mesma coisa.

Não teve até hoje uma única ideia que prestasse. Não teve um único ministro competente – nem os seus aspones servem para alguma coisa. Tudo o que propõe é errado. Tudo o que faz é pior. Tudo o que promete é falso. Como alguém pode ter pensado, por cinco minutos, que um negócio desses tivesse alguma chance de dar certo? A Gazeta do Povo, a revista Oeste e uns poucos outros nunca acreditaram nessa palhaçada. São chamados até hoje, e talvez para sempre, de bolsonaristas e coisa pior. Mas quem esteve, o tempo todo, relatando os fatos?

*Nunca se viu tanta incompetência, velhacaria e cretinice em um governo.*

Agora, com a casa caindo na frente de todo mundo, os “comunicadores” e “influenciadores” políticos percebem que o governo Lula é muito ruim, provavelmente o pior que o Brasil já teve. A grande questão é: por que não perceberam antes? Estava na cara, pela observação mais simples dos fatos, que a coisa toda ia acabar em lágrimas. Por que não se olhou para a realidade visível?

O presidente Lula, para ficar num exemplo só, não pode andar nas ruas de seu próprio país. As “manifestações de massa” que convoca são, uma após a outra, um fracasso miserável. Seus candidatos nas eleições municipais, a começar pelo de São Paulo (onde Lula achava que ganhar era uma “questão de honra”) viraram farinha de rosca. Como, com tudo isso, um especialista em política fica surpreso quando se constata que a “popularidade” de Lula foi para o espaço?

Trata-se, desde sempre, de um gigantesco conto do vigário. Ninguém, na elite brasileira, disse que o rei estava nu. Ninguém disse por que ninguém quis dizer – foi isso, e só isso. Agora, não podendo mais ignorar o preço do café no supermercado e o resto do desastre, ficam agitados, depois frustrados e, enfim irritados. Breve, em todas as telas, o novo capítulo do espetáculo: “Lula 3 – A Recuperação”. Acredite quem quiser.

Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.


NA MEDIDA, MISTURA GROSSA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Não é a violência que assola o País, é o crime. As duas coisas juntas, fica combinado.

E a pior coisa que pode acontecer a um País é se acostumar a esses dois tipos de pragas.

Vejam as proezas do crime organizado.

As facções não possuem nenhuma hidrelétrica, mas atuam na "distribuição" de energia para residências.

Não possuem nenhuma empresa de prospecção do gás de cozinha, mas "exploram" o seu comércio.

Isso sem se falar nas atividades "paralelas" nos ramos de transportes, construções, cigarros, bebidas e até mineração de ouro.

"Negócios" que, dizem, rendem R$ 100 bilhões de reais, por ano. Nada mau, concordam?

IRMÃOS

Seria muito bom que pudéssemos envelhecer ao lado dos amigos de infância.

Infelizmente, a vida nos afasta daqueles que, mais do que amigos, são considerados irmãos.

Quando os encontramos, depois de um longo tempo, percebemos que tudo mudou, os interesses são outros.

Mas, fica o carinho, o apreço.

AS "ERAS"

Já não sabemos qual "era" que se vive. Se da maldade, do ódio, da indiferença, ou se a "era da gota serena".

É que, pelas atrocidades cometidas no Mundo, parece que há um gozo pelo sofrimento alheio.

segunda-feira, 3 de março de 2025

Partidos aliados avaliam desembarque do governo Lula, que está ladeira abaixo - Diario do Poder, Cláudio Humberto.

Após cinco pesquisas nacionais desde Janeiro, atestando a queda vertiginosa da popularidade de Lula (PT) e a reprovação impactante do jeito petista de governar, aliados já discutem desembarcar dessa “canoa furada”, como o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) já definiu o governo. 

Um desses partidos é exatamente o PP, cujo presidente , senador Ciro Nogueira (PI), já confirmou oficialmente discussão interna para cair fora do governo, entregando o cargo de ministro do Esportes.

Virando Covid-PT.

Temendo contaminação e de olho em 2026, PSD, Republicanos e União Brasil também avaliam devolver seus micro-ministérios e desembarcar.

Lados opostos.

Quando não planejam candidatura própria em 2026, como Ratinho Jr pelo PSD, nos demais partidos é remota a possibilidade de apoiar Lula.

Ministro de quem?.

Indicado pelo PP, o ministro do Esporte, André Fufuca, é tratado como se não existisse: Lula não o recebe há um ano, como esta coluna já revelou.

Intratável à mesa.

A última esperança dos aliados era um bom novo ministro de Relações Institucionais. Mas aí veio o anúncio Gleisi Hoffman, a intratável.

Mons. Rubens Gondim Lóssio, um grande benfeitor de Crato – por Armando Lopes Rafael (*)

   Ele foi um homem notável. Um intelectual brilhante. Um sacerdote que deixou marcas por onde passou. Sua produção literária – original e profunda – atesta o seu valor.

   Rubens Gondim Lóssio nasceu na cidade de Jardim, Ceará, no dia 27 de maio de 1924, filho legítimo de Júlio Lóssio e Eleonor Gondim Lóssio. Fez o curso de humanidades no Seminário São José do Crato e o de Filosofia e Teologia no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Ordenou-se Sacerdote Católico, no dia 20 de dezembro de 1947. Foi Cura da Sé Catedral de Crato e professor da Faculdade de Filosofia do Crato (embrião da atual Universidade Regional do Cariri–URCA) e de vários Colégios de Crato. Pertenceu ao Instituto Cultural do Cariri tendo sido o primeiro ocupante da Cadeira Dom Francisco de Assis Pires, naquela instituição.

Algumas realizações feitas na Catedral 

       Até o início da década 1950, a nossa vetusta catedral era um templo escuro e feio. Ao assumir a função de Vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Penha e Cura da Catedral, Mons. Rubens Gondim Lóssio construiu os dois braços do prédio (o da direita e o da esquerda) ampliando o espaço interno daquela igreja. Também procedeu à reforma do altar-mor da catedral.. Comprou novos bancos para aquele templo e dotou nossa principal igreja do bonito aspecto que ela hoje possui.

   No curato do Mons. Rubens foram construídas:

– A capela de Nossa Senhora das Graças
    O altar desta capela foi confeccionado, em 1952 – por iniciativa do Monsenhor Rubens Gondim Lóssio – em marmorite na cor marfim, por encomenda junto à Marmoraria Raia, da cidade de Fortaleza. Já a imagem de Nossa Senhora das Graças, também foi adquirida por Mons. Rubens e está colocada sobre um suporte na parede, acima do altar. Sob a mesa do altar fica um desenho, em alto relevo, das duas faces da Medalha Milagrosa. 

– A capela de Nossa Senhora de Fátima   
   Também construída por monsenhor Rubens Gondim Lóssio, cujo altar é de mármore branco, tendo por base uma placa de mármore preto. Na base do altar foi colocado um desenho de bronze representando o Coração Imaculado de Maria, cercado de espinhos. Pontifica nessa capela uma belíssima imagem de madeira, de Nossa Senhora de Fátima, medindo cerca de um metro de altura. Esta escultura foi esculpida em Portugal, em 1954, por Guilherme Thedin, o mesmo escultor da imagem-peregrina da Virgem de Fátima, que percorreu os cinco continentes, na década de 1950. Para a confecção dessa imagem – ofertada à catedral pelo Sr. João Bacurau – Mons. Rubens mandou de Crato para Portugal um toro de cedro. Esta capela foi inaugurada, em 8 de dezembro de 1955.

– A capela de São José
   Outra construção, feita no curato do Monsenhor Rubens Gondim Lóssio foi a Capela de São José, inaugurada em 1962. Essa capela guarda semelhança com a de Nossa Senhora de Fátima. Também o altar dessa capela é de mármore branco, tendo por base uma placa de mármore preto. O mesmo material, com a mesma cor, foi utilizado no piso da capela. Uma belíssima imagem, em tamanho natural, de São José, adquirida por Mons. Rubens, ainda hoje pontifica sobre o altar.

– Os altares laterais da catedral construídos no curato de Mons. Rubens
      Nos corredores laterais da Sé de Crato foram construídos dois altares de alvenaria, com base de marmorite. O da esquerda é dedicado a Santa Teresinha do Menino Jesus, e o da direita, a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

O escritor
   Mons Rubens Gondim Lóssio escreveu e publicou os seguintes trabalhos: “O desafio da Universidade nova”, 1971; “A serviço da palavra sob o impacto da mudanças”, 1973; “UNICAP em resposta ao desafio do Nordeste”, 1973; “Caracterização geral dos candidatos ao vestibular unificado”, 1977; “Ensino superior em Pernambuco: sistema de acompanhamento”, 1970; “Nossa Senhora da Penha de França: padroeira do Crato”, 1961; “Renúncia à Catedral e Paróquia de N. S. da Penha”; 1969, e diversos outros trabalhos publicados em revistas científica, seminários, encontros e reuniões.
    Recebeu “Menções Honrosas”, Diplomas, Certificados e Medalhas pelos relevantes serviços prestados à educação e à sociedade dos Estados de Pernambuco e do Ceará.

Algumas de suas iniciativas na comunidade
    Mons. Rubens era um espírito dinâmico e empreendedor. Dotado de cultura invulgar foi um homem querido, admirado e respeitado pela comunidade cratense. Sua passagem entre nós deixou rastros inapagáveis. Deve-se a ele a mudança de alguns nomes dos atuais distritos do município de Crato. Citemos alguns: o então povoado Ipueiras foi denominado oficialmente  de Dom Quintino, em homenagem ao primeiro Bispo de Crato. A antiga vila Conceição recebeu o nome de Santa Fé. Já a localidade Passagem das Éguas teve sua denominação mudada para Monte Alverne. Todos são progressistas distritos de Crato. Na área citadina, o antigo bairro Rabo da Gata, graças a iniciativa do Mons. Rubens passou a ser chamado oficialmente de Alto da Penha.

Outras iniciativas
    Mons. Rubens adquiriu algumas casas (existentes no fundo da catedral) demoliu-as e lá construiu salas para reuniões e um amplo auditório, tudo incorporado ao edifício da Igreja-Mãe da Diocese de Crato. Este auditório, por iniciativa do penúltimo Cura da Catedral – Pe. Francisco Edmilson Neves Ferreira – (hoje Bispo de Tianguá-CE) recebeu o nome de “Auditório Mons. Rubens Gondim Lóssio”. Justa homenagem.

     Vale registrar que, ainda por iniciativa do Mons. Rubens, foi confeccionado – em 1954 – um belíssimo monumento de bronze, para assinalar a promulgação do Dogma de Assunção de Nossa Senhora, pelo Papa Pio XII, o qual foi colocado na Praça da Sé. No ano anterior – 1953 – Mons. Rubens havia mandado erigir outro pequeno monumento, este comemorativo à passagem da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, em Crato. Este pequeno monumento encontra-se até hoje no jardim do lado direito da Catedral de Nossa Senhora da Penha.
 
     Ao tempo que foi Vigário e Cura da Catedral de Crato, Mons. Rubens manteve atualizado o "Livro de Tombo", lá escrevendo todos os registros da sua dinâmica administração, quer na área pastoral, quer na  social, bem como registrando suas pesquisas feitas  sobre a história religiosa de Crato.

 Sua saída de Crato
    Desgostoso com o desmembramento feito na Paróquia de Nossa Senhora da Penha, a qual ficou reduzida a poucos quarteirões no centro de Crato, em 1969, Mons. Rubens deixou a Diocese do Crato e fixou residência na cidade de Recife, Pernambuco, onde veio a ocupar o cargo de Magnífico Reitor da Universidade Católica de Pernambuco, de janeiro de 1971 a janeiro de 1978.

     Sobre seus últimos dias, o cronista Antônio Morais escreveu, recentemente, que ele pediu dispensa do estado clerical e, depois de obtida essa permissão, casou no dia 22/12/1978 com a pernambucana Vitória Maria Leal. Do seu casamento nasceu, em 13 de maio de 1980, uma filha, registrada pelo nome  Delame Maria Leal de Lóssio. 

    Rubens Gondim Lóssio faleceu em Recife, em 04 abril de 2005, legando aos pósteros o exemplo de um cidadão honesto e inteligente, profundamente devotado ao serviço da comunidade. Ainda hoje seu nome é lembrado com profundo respeito pela comunidade cratense, a quem serviu com competência e idealismo, por várias décadas da sua profícua existência. (Texto e pesquisa de Armando Lopes Rafael)

(*) Armando Lopes Rafael é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri e Membro-Correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).


domingo, 2 de março de 2025

Lula - Por Ives Gandra Martins.

"Votar em Lula não significa ser de esquerda, de direita, de baixo, de trás ou de cima.

Significa uma tolerância moralmente insustentável com o crime e o criminoso".

Afaste-se - Antonio Alves de Morais.

Às vezes, nem é questão de você se afastar a própria pessoa te empurra pra longe e você acaba se acostumando.

Quando os momentos difíceis chegam você conhece sua verdadeira família e seus verdadeiros amigos.

Então, a maneira mais fácil de perdoar é ficar longe deles. Ser excluído por um bando de oportunistas é o preço que se paga por não ser um deles. 

A prioridade agora sou eu. Já fiz demais para quem hoje nem fala mais comigo.

Há pessoas que não tem arrependimento por serem ruins, e sim remorso por terem sido descobertas. 

Quem não pode errar comigo sou eu, do resto eu espero tudo e mais um pouco. O que der para evitar estou evitando. 

Minha paz está valendo ouro. 

Papas - Por Delane LLóssio.



Delane LLóssio.

Há Papas que gosto muito, outros que gosto menos e outros que nem gosto. 

Francisco pertence a este último grupo.

Respeito todos. Sou católica e jamais estarei fora da Santa Igreja, cujo líder é o Papa.

Por ver nele alguém tão contrário a muito do que creio, rezo por ele mais do que pelos demais Papas.

Rezo por ele como se rezasse por mim, para que Deus me ensine a ser obediente à Sua vontade!

Rezo também hoje por ele e pela Igreja. Que Deus o abençoe e o faça Santo. 

Que Nossa Senhora o ampare nesse momento derradeiro e o conduza ao céu.

Lula assiste em queda livre, desolado, governadores de oposição em alta - Diário do Poder, Tiago Vasconcelos.

O drama de Lula (PT) com a queda de popularidade e a reprovação contundente do seu governo, que chega a 70% em alguns Estados, só não é mais sentida pelo presidente, segundo auxiliares mais próximos, que a situação inversa dos principais adversários. Enquanto pesquisas nacionais indicam que seria hoje derrotado por Bolsonaro, em Estados como o Paraná ele seria vencido em primeiro turno também por Ratinho Jr, Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Oposição aprovada.

Governadores de oposição batem recorde de aprovação: Caiado (86%), Ratinho Jr (82%), Ibaneis (74%), Tarcísio (69%) etc.

Queda no Nordeste.

Se a oposição surfa na aprovação dos brasileiros, em Estados que eram lulistas, Pernambuco e Bahia, a reprovação já é maior que a aprovação.

Cereja do bolo.

Aliás, o Paraná Pesquisas mostrou que Sérgio Moro, um dos alvos do ódio petista, arrebataria hoje o governo do Estado em primeiro turno.

Não resta sombra.

Frases como “ele já não é o mesmo” ou “Lula não está sem ânimo” ou “não é mais aquele” são as mais ouvidas de assessores próximos.

sábado, 1 de março de 2025

CONTRA A PIORA DO MUNDO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Não faltam aqueles que abominam o futebol e o carnaval, duas festas do povo.

Argumentam que essas manifestações culturais tiram as massas das reinvidicações.

Argumentação das mais frágeis, reconheça-se.

Ignoram a importância desses dois lugares sociais que se salvaram entre tantos retirados das populações.

Ora, a vida não pode ser uma rendição aos problemas e à tristeza.

Gente que baba na gravata não faz ideia do que o futebol representa na vida de milhões de pessoas.

No mesmo plano, se coloca o carnaval como uma espécie de vingança contra a piora do Mundo.

Futebol e carnaval são coisas nossas e não se toca mais no assunto.

Ninguém segura um povo embriagado de felicidade.