A resistência heroica ao cerco de Lampião. Ali Virgulino Ferreira bateu em retirada diante da reação da família Xavier.
domingo, 6 de julho de 2025
Vila de Ipueira: Parte I - Antônio Alves de Morais
A resistência heroica ao cerco de Lampião. Ali Virgulino Ferreira bateu em retirada diante da reação da família Xavier.
Nunca ninguém contou - Antonio Alves de Morais..
A ira de João Gabiru - POR ANTÔNIO CARLOS OLIVIERI.
Grota do Angico - Local do cerco a Lampião e seu bando.
Sexta-feira, sete e meia da tarde, fazia muito calor. Eu andava pela Barra-Funda. A esmo, apreciando o que sobrou de antigo no bairro, despreocupado com o resto do mundo. Empapado de suor, pelo resplandecente sol do horário de verão, entrei num boteco de esquina, o primeiro que encontrei e pedi uma cerveja no balcão, urgente. – Uma Brahma, pelo amor de Deus! É pra já, meu querido – respondeu, do outro lado do balcão, o rapaz de avental, com esse modo íntimo, embora nunca tivesse me visto antes. – No capricho!
Depois do primeiro copo, um homem novinho em folha, respirei fundo e passei a apreciar o interior do botequim, que não via uma reforma desde os anos 60. Balcão e bancos de fórmica, azulejos, lâmpadas fluorescentes. A gente só se dava conta de estar em 2005 devido à opulenta nudez de Juliana Paes, nos cartazes da Antártica. Para não me apaixonar por uma mulher impossível, voltei à atenção para a conversa de dois tipos ao meu lado. Os dois também bebiam e se divertiam depois de um dia de batente, contando casos um para o outro, com delicioso sotaque pernambucano. Um deles, o mais velho, parecia mesmo um repentista, pelo vozeirão grave e a eloquência narrativa, que se traduzia em uma vasta gama de expressões e gestos.
O tema dos casos era sua terra natal, a que não iam há muito tempo. Inacessível às suas posses, porém, o sertão se franqueava às suas lembranças. Era quase ali (no bar em que os três bebíamos) o mais remoto cocuruto de serra, do sertão de Pernambuco. Mas não se tratava do sertão atual, “muderno”, cortado por caminhões de carga, bolsas-famílias e antenas de TV, mas de um sertão de outro tempo, mitológico, onde os versos épicos dos cegos jamais se calam e o cangaço é eterno. Nos alto-falantes pendurados nos quatro cantos do recinto, a voz de Luiz Gonzaga inspirava os narradores. As doses de cachaça com que intercalavam os grandes goles de cerveja tornavam-nos cada vez mais eloquentes. Os enredos se sucediam, agrestes. Um deles me chamou a atenção.
Major de patente comprada, o fazendeiro Luiz Antônio Feitosa, de Cajarana, sertão da Bahia, devia muitos favores a Lampião. Entre eles, o de ter aumentado em muitas léguas os limites de sua propriedade. O rei do cangaço o auxiliou em rixas, intimidou e eliminou vizinhos. Pressionou juízes a favorecê-lo em pendências agrárias. Em troca, o Major lhe fornecia mantimentos e munições, bem como o acoitava sempre que o cangaceiro atravessava o São Francisco, fugindo das volantes de Pernambuco e Paraíba.
Certa ocasião, o Major tomava a fresca da manhã no copiá da casa-grande, quando avistou um cabra batendo alpercatas na estrada, caminhando em sua direção. Feitosa apurou a vista e reconheceu o homem, ainda distante. Era o negro Vicente do Outeiro, um cabra do eito, gente sua, mas que só o procurava nas ocasiões em que Lampião aparecia naquelas paragens, trazendo recados do cangaceiro.
Bom dia, Major Feitosa – saudou Vicente, sem subir os degraus da varanda, olhando de baixo para cima. – Tenho um pedido para vosmecê. – Pois se achegue aqui, homem de Deus, não faça tanta cerimônia – respondeu o fazendeiro, bonachão, embora remendasse, resmungando para si mesmo, entre dentes: – Os recados que você me traz, é melhor que sejam dados ao pé do ouvido. O negro aproximou-se, tirando o chapéu de palha. Major, o Capitão Virgulino mais três cabras estão aqui perto, no sitiozinho que o senhor conhece, perto do Tanque, atrás do bosque de oiticicas. Os homens vêm de um combate danado que toparam há três dias lá para as bandas de Triunfo. Foi tiroteio de mais de cinco horas, que começou bem para o capitão. Até que apareceu, não se sabe de onde, uma tropa federal com 150 praças que deram sustento ao fogo da volante do tenente Maurício. Os cabras de Lampião estavam cercados.
Não me diga... – fez o Major, apreensivo.
Mas os cangaceiros conseguiram furar o cerco – prosseguiu o negro, impressionado com os fatos. – Se meteram na caatinga e conseguiram escapar dos macacos. Mas havia muitos feridos: Jararaca, Beiço Lascado, Cobra Verde... Lampião achou melhor separar seus homens, mandando cada grupo para um coito seguro, em lugares diferentes. Ele mesmo achou que era melhor atravessar para a Bahia e me procurou ontem à noite, para mode saber se pode acoitar-se uns vinte dias cá na sua propriedade.
Vicente se calou, aguardando uma resposta. O Major permaneceu em silêncio por não mais que um simples instante. No entanto, este lhe pareceu o maior dos instantes que conheceu em toda a sua vida. Só que não devia demorar em responder ao negro: Vá dizer ao Capitão que me espere onde está – declarou, resoluto. – Vou encontrar com ele no início da tarde.
Senhor, sim, Major Feitosa – obedeceu o outro e voltou pelo caminho por onde viera, batendo mais rápido as alpercatas, até desaparecer na distância da capoeira. A sinfonia de uma revoada de juritis encheu o céu de Cajarana. Os bogaris, plantados em frente aos esteios da varanda, adocicavam o ar do verão que, a essa altura, já estava quente como o inferno.
Em contraste com o sol que brilhava acima da casa-grande, a expressão que tomara conta do rosto do Major era sombria, grave, repleta de nuvens e trovoadas. Na verdade, naquele momento, a demanda de Lampião o colocava num impasse delicadíssimo. Uma rixa com o coronel Napoleão da Fonseca, de Queimadas, havia levado Feitosa a ingressar na política, filiando-se ao partido do governo. O Major tinha agora a pretensão de candidatar-se a deputado estadual e a proximidade com cangaceiros podia constituir uma montanha intransponível no seu caminho para a Assembleia do estado. Por outro lado, dizer não ao rei do cangaço era a mesma coisa que assinar um atestado de óbito para si mesmo, a mulher e os filhos. Sem falar nos agregados, que eram a cunhada dona Amelinha, o sobrinho Vitorino e o primo José Amaro.
Se em algum momento o sentido da palavra diplomacia lhe interessou na vida de mandos e desmandos, foi naquele. O que fazer?, ruminava, aperreado. Sua plataforma de campanha – que empolgava os eleitores – era justamente o combate ao banditismo, tanto o dos cangaceiros, quanto dos tenentes de volante que os perseguiam (além das obras de combate à seca). Puxou um charuto encorpado que lhe mandaram do Recôncavo, mastigou-o numa das pontas e o acendeu com uma pederneira. As nuvens azuladas de tabaco fertilizaram seu raciocínio. Em pouco tempo, ordenava para o afilhado Bentinho, o filho da comadre Vivi: Esse menino, me traga aqui o João Gabiru. Preciso conversar com ele, o mais rápido possível.
Gabiru era uma espécie de pau para toda a obra, na fazenda do Major Feitosa. Tinha um jeitinho para tudo. Nada ganhava com isso, exceto um teto, roupa e comida. Para ele, porém, era o que bastava. Mais uns goles de cachaça nos fins de semana e se dava por muito satisfeito. Além disso, dedilhava a viola e era um primor no repente. Quando ia a Cajarana, nos dias de feira, vinha gente de várias cidades das redondezas para ouvi-lo. Apesar de baixinho, franzino, cabeça grande e o rosto mal traçado, ao tocar a viola, conquistava a atenção até das morenas faceiras que acompanhavam as mães às compras.
Pouco depois do chamado, Gabiru chegou ao copiá, onde o Major Feitosa o aguardava, aflito. Ao vê-lo, o patrão nem lhe desejou bom dia e foi direto ao ponto: Lampião pedira coito, favor que naquela ocasião não estava em condições de prestar ao cangaceiro. Porém, como podia dizer não a Virgulino Ferreira da Silva, sem produzir consequências desastrosas? Gabiru matutou, matutou, mas não encontrava saída.
O patrão também não lhe concedeu muito tempo para pensar, ordenando em seguida: Vá imediatamente encontrar o Capitão. Tente explicar que aqui, neste momento, ele não estará seguro. Melhor que fique mesmo na caatinga, no sitiozinho onde já se instalou, pegado ao Tanque. Posso mandar-lhe mantimentos e tudo que for de sua precisão. Mas recebê-lo em minha casa é impossível. Invente que estou esperando a visita do governador, acompanhado por militares de alta patente e pelo próprio chefe de polícia. Sei lá! Assunte bem o terreno, veja lá como fala e dê um jeitinho. Senão, estamos todos desgraçados!
João Gabiru não aparentou medo, ao aceitar a tarefa. Acreditava que a solução de um problema assim era uma coisa que só se encontrava de repente, num estalo. Confiou-se a São Severino de Ramos. Colocou sobre a cabeça um chapeuzinho de couro, quase sem abas. Foi ao curral e arreou a mula ruça, que pisava macio. Montou, deu-lhe com o cabresto e seguiu caminho. Com a ponta dos pés descalços nos estribos, equilibrava-se sobre o trote da jumenta, gingando como um ginete das velhas ordens de cavalaria.
Sob a sombra de uma cajazeira, no sitiozinho do Tanque, os três cabras de Lampião matavam o tempo jogando dominós. Estavam muito concentrados, mas o instinto os fez interromper repentinamente a partida. Ao perceber à distância a aproximação de um cavaleiro, se fizeram nos rifles, espalhando-se aos pés das imburanas. Porém, à medida que João Gabiru se tornou visível, os cangaceiros serenaram e baixaram as armas.
A imagem equestre do moleque de recados nada apresentava que lhes pudesse provocar o menor medo. Ao contrário, parecia-lhes um motivo de provável diversão. De cartucheiras trançadas no peito, os três homens ficaram de pé, batendo as coronhas do rifle no chão, como autênticos militares. Receberam o recém-chegado, perfilados, com cortesia galhofeira. Ajudaram-no a descer da jumenta e perguntaram o que um homem daquele porte fazia naquele oco de mundo.
Venho da parte do Major Luís Antônio Feitosa – respondeu Gabiru, sério, aparentemente sem perceber que mangavam dele. – Com um recado para o Capitão Virgulino Ferreira.
Pois vossa incelência espere só um minutinho que vou ver se o Capitão pode te receber – respondeu o maior dos três cangaceiros, que era também o mais mal encarado, e entrou na casinha de taipa caiada, onde o chefe descansava.
Voltou poucos instante depois e abriu a porta para o recém-chegado, com uma reverência que despertou a risada de seus dois companheiros. João Gabiru não fez caso disso, entrou na casa e deu de cara com a cozinha vazia, com um fogão de lenha num canto e uma mesa de pinho ao centro, onde pareciam repousar todas as armas do famigerado cangaceiro: um rifle papo-amarelo, uma carabina Comblain, três bornais de balas, dois revólveres Schmidt & Wesson, um punhal e uma facão de mateiro. Mas o rapaz não teve tempo de observar o arsenal com mais atenção, pois uma voz vigorosa o chamou da camarinha.
João Gabiru entrou no dormitório onde Lampião, estirado numa rede, fazia sinal para ele se aproximar. Pela janela aberta, o sol do meio dia reluzia no quarto como se estivesse dentro dele. Iluminava a figura ridícula do mensageiro, em todos os seus pormenores. O único olho do capitão mirou o sertanejo com expressão furiosa, como se estivesse ofendido por deparar com semelhante moleque de recados. Como é que o major Feitosa lhe fazia uma desfeita daquelas? Não só mandava alguém em seu lugar, em vez de vir pessoalmente, mas mandava aquela figurinha de baralho lhe dar a resposta que ele, o Feitosa – não aquele cabrito desajeitado – lhe devia?!
Isso era um desfeita que a majestade de Virgulino Ferreira da Silva não havia de engolir!
Lampião ergueu-se da rede, com a rapidez que – no gatilho – lhe valeu o apelido. Estava desarmado e completamente a vontade, com as fraldas da camisa para fora da calça de zuarte. Lentamente aproximou-se de Gabiru – a quem olhava de baixo para cima – e sem a mínima cortesia, nem pela mesma mangação dos comparsas, lascou-lhe na cara uma pergunta atrevida:
Você sabe o que é a ira de Lampião? Não senhor – respondeu Gabiru, sem deixar de encará-lo. A ira de Lampião – explicou-se o próprio – é uma fazenda arrasada, muitas mulheres graúdas desonradas, dezenas de cadáveres e o sangue correndo como um rio por cem léguas de distância.
O sertanejo escutou, humilde, mas respondeu com outra pergunta: Pois vossa incelência sabe o que é a ira de João Gabiru? O rei do cangaço riu-se da insolência e deu-lhe o troco na bucha: A ira de João Gabiru há de ser o cipó-de-boi comendo no lombo dele, que acabará de volta à casa do Major, mais morto que vivo, se arrastando atrás de sua mula.
É não – contradisse o outro e sacou zunindo uma peixeira que trazia escondida na cintura. – Quando João Gabiru fica irado, como agora, o máximo que pode haver é dois cadáveres, o sangue não corre mais que cinco passos, mas todo o cangaço há de ficar de luto. Com a ponta da lâmina a milímetros de seu pescoço, Lampião não piscou o olho nem moveu um dedo. Mas respirou fundo, antes de responder ao Gabiru: É de cabra assim, com cabelo na venta, que eu gosto, não sabe? Abaixe essa arma e vamos conversar, meu camarada. Tem sorte o Major Feitosa de contar com um macho esperto como tu a seu serviço...
O final da história coincidiu com o fim da minha garrafa de cerveja. Durante algum tempo, esqueci do mundo, nocauteado pelo relato do velho. Ao voltar a mim, os danados dos nordestinos tinham simplesmente desaparecido. Cheguei a me perguntar se os dois haviam estado ali mesmo ou se eu os imaginara numa espécie de delírio. Não consegui chegar a uma conclusão. Fui interrompido pelo rapaz do balcão que queria saber:
Outra Brahma, meu querido?
CONVITE - Por Antonio Çonçalo.
Vamos ao "MERCADO LITERÁRIO"?
Salve Maria Santissima - Antonio Alves de Morais
sábado, 5 de julho de 2025
NA MEDIDA, PERA AÍ! - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
É bem verdade que o futebol brasileiro nunca foi um primor de organização.
Lembram daquela sentença? "Nosso futebol só existe do túnel para dentro de campo".
Mas, pera aí ! Se existe uma coisa que o brasileiro sempre soube fazer foi jogar futebol.
Temos conquistas mundiais de ruma, com seleção e clubes.
Não precisamos tremer em cima das chuteiras por enfrentar os europeus.
Para que o futebol do Velho Mundo fique mais bonito, necessita dos nossos valores individuais.
É bem verdade que relaxamos muito nos últimos tempos. Ficamos longe das novidades.
Nada que não possamos recuperar, rompendo com superados paradigmas.
FAIR PLAY DA CBF
A CBF reúne, após o Mundial de Clubes, grupo de trabalho para implantar regras de um Fair Play para os nosso futebol.
Um texto será finalizado em 90 dias.
Como dirigentes dos times da série A vão formar na comissão, a prioridade será a solução dos calotes entre eles.
FRASE.
"No futebol, os primeiros 90 minutos são os mais importantes." Bobby Robson.
sexta-feira, 4 de julho de 2025
Alheio, Lula já não recebe deputados e senadores, e ainda se queixa de derrotas - Cláudio Humberto, Diário do Poder.
Desde o início do ano, Lula (PT) não recebeu um único deputado federal ou senador para despacho privado, como é próprio na relação institucional.
Parlamentares, inclusive petistas, reclamam que o Lula alheio do terceiro mandato, com sinais de desinteresse ou cansaço, nem de longe lembra aquele dos governos anteriores. A agenda de audiências de 2025 piorou em relação a 2024, indicando sinais de inapetência: recebeu 4 deputados e 5 senadores durante o ano todo.
Moro vê senilidade
A conduta de Lula, que para o senador Sergio Moro (União-PR) indica “senilidade”, coincide com a perda de relevância dentro e fora do País.
Só recebe petistas
Os deputados que Lula recebeu em 2024 são todos do PT, à exceção de Arthur Lira (PP-AL), que era o presidente da Câmara.
Governadores ignorados
Lula não está nem aí até para os governadores aliados. Só recebeu Helder Barbalho (MDB-PA), em abril, talvez em razão da COP30.
Tempo reservado
Ladra condenada, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner teve mais tempo privado com Lula este ano do que os congressistas brasileiros.
*GUARDIOLA GRANDIOSO* - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
A base do que existe em matéria de futebol moderno começou com Rinuls Mitchel, cresceu com Cruyff e se aperfeiçoou com Guardiola.
Ao rebobinar ideias e mapear conceitos e estilos de jogo de todo o Mundo, Guardiola promoveu uma decantação de tudo.
Quem foi treinado por esse espanhol deparou-se com uma aula de geometrização, com muito suor.
As jogadas repetidas à exaustão, triangulações com orientações precisas, buscas frenéticas de todos os espaços à espera de erros dos adversários.
Enfim, um carrossel de passes, como a Holanda de 1974 (olha aí Rinus-Cruyff).
A ciência a antecipar a arte.
O futebol, no que tem de moderno, deve muito a Guardiola.
quinta-feira, 3 de julho de 2025
Recordar é viver - Antônio Alves de Morais
Esta música vai levar o Nilo Sérgio de volta a um sábado qualquer da década de 1960 em Várzea-Alegre. Oito horas da manha, depois do café, tomava chegada do Bar de Zé de Zuza, marcava o tempo no velho relógio da parede e começava uma partida de sinuca: talvez com o Balá, o Zé Bezerra, o Kleber Diniz, o Ze Gatinha, o Pundurú ou quem sabe Nego Rui.
Dez horas, o Valdefrance Correia entrava no ar com sua amplificadora Cine Odeon tocando "Coração de Papel" e anunciando para a noitinha o filme do dia. Antes de voltar para o almoço, passava no Bar do Nego de Aninha e tomava uma gelada com um tira gosto de carne assada no espeto por Sôta.
Depois do meio dia dormia um pouco, que ninguém é de ferro, a noitinha depois do cinema ia ao Recreio Social, desta feita ouvir musicas e dançar ao som do Pedro Bezerra Souza e o seu "Improvisados".
Lá pelas quatro da madrugada, terminado o baile tomava uma canja de galinha no café do Pereirinha para recuperar as energias. No domingo à tarde o jogo no Juremal.
*FUTEBOL NÃO GOSTA DE PROFETAS*, *FLU VENCE UM DOS GIGANTES DA COPA* - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Apegado à uma rígida marcação homem a homem, o Fluminense de Renato Gaúcho despachou a Inter de Milão do Mundial de Clubes.
As viagens ao campo contrário eram elaboradas de maneira meticulosa.
Ao marcar, cedo, o seu primeiro gol, com Kano, já embaraçou o time italiano.
Ao atravessar bancos de areia e o terrível calor na segunda etapa, fechou a conta, com Hércules.
A torcida pó de arroz delirou.
A QUEDA DO MANCHESTER DE GUARDIOLA
Ao atacar, se cria espaços no campo adversário. Mas, ao atacar, na perda da bola, se abre espaços para o adversário.
De modo que Guardiola prefere atacar os 30 metros à frente do que voltar para ocupá-lo na marcação.
Mesmo nos áureos tempos do Barcelona, o grande treinador espanhol confessava que seu time era bom com a bola e ruim sem ela.
Por isso mesmo e por marcar mal, levou quatro gols do Al Hilal e está fora do Mundial de clubes.
quarta-feira, 2 de julho de 2025
MERCADO LITERÁRIO VARZEALEGRENSE - Antonio Gonçalo de Sousa.
Éramos três amantes das artes, depois seis, nove, e agora onze, a participarem do evento Mercado Literário Varzealegrense, 1ª edição/2025: Antônio Gonçalo de Souza, Antônio Cyrle Correia Máximo, Victor Bruno Fernandes Siebra, Dagoberto Diniz Souza, José Gonçalves de Souza, José Sávio Pinheiro, Liduina de Sousa, Maria Linda Lemos Bezerra, Francisco Marco Filho, Paulo Sérgio Viana Bezerra e Washington Pinheiro.
A apresentação musical ficará a cargo de Antônio José de Sousa (Pelé), violeiros Expedito Pinheiro e Aldir Lemos. Teremos também trabalhos manuais (confecção de roupas para bonecas), da artesã Rita Cardoso da Silva Sousa (Bida).
A ideia é incentivar a participação dos artífices varzealegrenses que, a cada dia, vêm mostrando ações artístico-cultural bastante expressivas. Conforme informações da idealizadora do Projeto Linda Lemos, em Várzea Alegre existem 78 escritores com obras publicadas. De acordo com o professor Dagoberto Diniz existem mais de 100, entretanto, nem todos com livros publicados até o presente momento. “A escritora, Linda Lemos, juntamente com outros conterrâneos escritores, vislumbraram a possibilidade da realização de um evento para representar esse importante legado, surgindo assim a idéia da realização do Mercado Literário", diz Antônio Gonçalo.
O encontro acontecerá em Várzea Alegre, dia 11 de julho de 2025, às 19h, no terceiro piso do Mercado Público Josué Alves Diniz, construído em 1966, na gestão do prefeito que dá nome ao estabelecimento, restaurado e entregue à população em 17 de julho de 2024, na gestão do prefeito José Helder Máximo. O Mercado está dividido em três pisos. No primeiro ficam os boxes para a comercialização de carnes e hortifruti. Logo acima, no segundo, espaço reservado para as bancas que ficavam ao redor do antigo mercado e revendiam diversos produtos. No terceiro andar, por fim, uma praça de alimentação para uso da população, onde acontecerá o evento.
O grupo supracitado teve a idéia de participar dessa importante ação de preservação do nosso patrimônio cultural, com o evento Mercado Literário, que constitui um dos momentos mais significativos da agenda dos escritores varzealegrenses, reunindo Arte Literária, Musical e Manual, com a missão de estimular o intercâmbio cultural entre conterrâneos, ampliar espaços de representação e promover o diálogo entre diferentes gerações que se dedicam às artes, em todas as suas formas de expressão.
Em Várzea Alegre, há muito a preservar. A cultura é nossa riqueza: forte motivação para preservação e valorização das manifestações culturais que simbolizam a ação do homem na construção do tempo e sua participação na vida comunitária, com ritos e símbolos. Que a gestão publica determine uma política de preservação do patrimônio material e imaterial do município, para que se preserve o mínimo da identidade do nosso povo.
A preservação e proteção do patrimônio cultural não se restringem apenas a monumentos magníficos, com valor histórico, mas também aos valores configurados pelas paisagens, particularidades regionais e geográficas, ambientes urbanos e rurais, bem como traços da manifestação cultural, modos de vida, expressões de arte popular, saberes e fazeres, aspirações, símbolos e mitos, enfim, tudo que reforça a identidade cultural de um povo.
As ações de preservação e valorização implicam em medidas de tombamento, pelo reconhecimento do bem material, de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e/ou simbólico para a comunidade, protegendo-o da descaracterização ou destruição, conforme legislação específica.
Entre os destaques da programação do Mercado LITERARIO, lançamento coletivo de livros, debates e atividades de integração entre gerações, consolidando assim a continuidade do evento Mercado Literário Varzealegrense nós anos que seguem.
Maria Linda Lemos Bezerra
Em 26.06.2025.
*UM NOVO "CARROSSEL"* - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
A matriz do futebol do PSG é da seleção da Holanda de 1974 e do Barcelona de Guardiola, de 2015.
Luiz Henrique, o treinador, também, acha que o melhor lugar para jogar está no campo adversário.
Pressão na saída de bola, jogadores sem posição fixa, todos atacam e defendem, como uma matilha.
A busca de espaço é frenética e nenhum jogador está autorizado a dar toques excessivos ou desnecessários na bola.
O princípio tático é tão rígido que parece não ter espaço para erro.
A assinatura individual mais relevante vem através de Vitinha, Doue e Kvaratskhelia. Este último é um espanto.
Para completar, como a Holanda, faz uso da blitzkrieg (ataques relâmpagos que evitam reorganização da defensiva contrária). Na Copa do Mundo de 1974, não havia espaço no campo sem uma "laranja".
Dá prazer ver o PSG jogar.
terça-feira, 1 de julho de 2025
Revista ‘Economist’ expõe declínio de Lula que petistas e mídia escondem - Por Cláudio Humberto, Diário do Poder.
O comportamento bizarro de Lula na recente reunião do G7 fez do petista motivo de deboche, inclusive para o francês Emmanuel Macron.
A revista britânica Economist, uma das mais respeitadas do mundo, cobriu de vergonha Lula e o PT e boa parte dos políticos e da imprensa brasileira, definindo o presidente petista comojamais tiveram a dignidade de fazer: um líder ultrapassado, desconectado, com sintomas de declínio pessoal e político, deixando-se usar pelo entorno radical e despreparado, afundando o Brasil no descrédito, virando motivo de risinhos de deboche de outros líderes, como na recente reunião do G7.
Brasileiros já sabem
Os brasileiros já viram tudo isso em Lula, como pesquisas detectam desde o início do ano: descrédito lá fora, impopularidade no Brasil.
Janja fala, Lula cai
Quando Janja viaja ou abre a boca, a oposição delira, como no recente ataques aos cantores e milhões de adeptos de musica sertaneja.
Nem presa oposição
Além de chefiar um governo que só pensa em aumentar impostos, Lula tem ministros que dispensam oposição, tipo Gleisi, Rui Costa e Taxxad.
Brasileiros como alvo
No STF, aliados “regulam” as redes sociais com odores de censura, e a ministra Carmen Lúcia ainda ofende o País de “213 milhões de tiranos”.











