sábado, 29 de setembro de 2012

O MENSALÃO E AS VERSÕES DO LULA - ANTONIO ALVES DE MORAIS


Quando houve a delação por Roberto Jefferson, o Lula foi a  televisão, fez um discurso chorão, piedoso e  teatral dizendo: O governo e o PT  precisam pedir desculpas ao povo brasileiro. "Fui traído". 

Depois travou uma luta para  provar que o mensalão jamais existiu, que fora uma farsa, uma invenção da mídia. A seguir começou a pressão aos ministros do Supremo Tribunal Federal no sentido  de não fazer ou retardar o julgamento. Sem exito, agora disse que o julgamento do mensalão não é vergonha e sim orgulho. 

Definitivamente as coisas não andam dando certo para o Lula. Segundo Gilmar Mendes entre as declarações do Lula está a de que o Sepulveda Pertence ia enquadrar a Ministra Cármen Lúcia. Quem se enquadrou foi o próprio Sepulveda e arribou, caiu fora da tal Comissão de Ética do Governo. 

Certo de que a opinião pública ficaria perdida na guerra de versões, enganou-se, as teses corrigidas foram sendo atropeladas pelos fatos. E, a credibilidade acabou, ao que tudo indica a resposta exata  virá no dia 07 de Outubro próximo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Dedicado aos leitores do Blog do Sanharol

Prezados leitores do Sanharol.
Baixem o video e vejam que bela musica e bela mensagem.
Uma boa noite.

Quem se habilita a identificar 001 - Antonio Alves de Morais


Oito jovens estudantes dos tempos do Grupo Escolar. Muito conhecidos. De todas apenas uma é falecida. Os demais  estão todos  entre nós graças a Deus e São Raimundo Nonato.

LULA ESTÁ DEFINHANDO - POR LAURO JARDIM.



Jarbas Vasconcelos costuma dizer que aliou-se a Eduardo Campos em Recife porque tanto ele quanto o antigo desafeto tinham nestas eleições um adversário comum a combater: o PT. Embora saiba que Campos ainda enxerga o PT como inimigo apenas em Recife (no plano nacional ainda está com Lula e Dilma Rousseff), Jarbas acredita ser uma questão de tempo o “fim do projeto de poder petista no país”.

Mesmo depois de ter protagonizado um amistoso encontro com Lula no Hospital Sírio Libanês, há algumas semanas, Jarbas não muda sua avaliação. Ele diz que a predominância petista no poder, construída a partir da mitificação do “deus” Lula, será comprometida nas eleições de outubro (a se confirmar o cenário das pesquisas nas urnas) por um simples motivo:

– O Lula tem muita soberba. Ele achou que era um deus, que poderia impor um candidato e mudar a eleição lá no Recife. E veja o que está acontecendo lá e em outros lugares…  Eu assisti ao último comício dele em Salvador. Uma coisa constrangedora, um comício esvaziado. O Lula está definhando.

Enviado por Amigos de Deus.


Os críticos da Bíblia no início do século dezenove passaram um bom período ridicularizando algumas das leis de saúde ordenadas pelo código mosaico - entre elas, a prática de remover o reboco das casas de pacientes leprosos. Embora não tenhamos todas as respostas para o por quê desses regulamentos, hoje não mais ouvimos esse tipo específico de zombaria, e com uma razão. Há cerca de 100 anos, antes que a teoria de Pasteur sobre os germes fosse claramente entendida, os cientistas observaram que os cirurgiões que realizavam amputações no Hospital Bellevue, no Estado de Nova Iorque, estavam perdendo um número alarmante de pacientes para as infecções. Observaram também que os mesmos cirurgiões, que realizavam o mesmo tipo de cirurgia no recém-construído Hospital Roosevelt, no mesmo Estado, obtinham uma elevada taxa de convalescenças bem-sucedidas.

A partir das estatísticas, os cientistas concluíram que, embora se tomasse muito cuidado com a esterilização dos instrumentos cirúrgicos e com a própria sala de cirurgia, de algum modo o reboco e o assoalho do velho prédio do hospital deviam estar abrigando germes. Estes faziam caminho até às feridas dos amputados, causando o desenvolvimento de sepsia. Como conseqüência, o Dr. H. B. Sands introduziu uma resolução segundo a qual dali em diante nenhuma cirurgia grande fosse realizada no Hospital Bellevue. A ciência posteriormente confirmou a lei levítica de Moisés.

Hoje, alguns dos germes que se tornaram resistentes aos antibióticos, como o staphylococcus aureus, continuam a ser uma ameaça aos pacientes porque eles se instalam no reboco e no piso dos hospitais.

Que podemos aprender de tudo isso?
Que, embora não saibamos dar uma explicação racional para tudo o que a Bíblia diz, não devemos procurar ser mais sábios do que aquilo que está escrito (II Corintios 4.6). O futuro ainda pode trazer descobertas adicionais que comprovem a autenticidade da Bíblia.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Osasco e os seus candidatos a prefeito - Por Lauro Jardim


Mensaleiro, impugnado pelo TRE e preso por assalto a banco. Peculiar mesmo é a eleição para a prefeitura de Osasco. Um candidato, João Paulo Cunha, teve que renunciar por que foi condenado no mensalão.

Outro, o tucano de Celso Giglio, teve sua candidatura impugnada pelo TER e só continua na disputa por que recorreu ao TSE (mas, como o recurso só será votado depois da eleição, ele corre o risco de ser eleito e não tomar posse).

Chega? Não. Osvaldo Vergínio, o candidato do DEM, é um ex-PM que já ficou preso quatro anos por assalto a banco.

Teori não gostou das perguntas - Por Lauro Jardim



Teori escorregou ao mostrar irritação com as perguntas dos senadores. A irritação de Teori Zavascki com a pergunta de Álvaro Dias sobre o mensalão também contribuiu para a avaliação negativa do substituto de Cezar Peluso no STF.

É ponto pacífico no Senado que a pergunta é a ferramenta que o parlamentar tem para questionar qualquer autoridade sabatinada. Um indicado a cargo público pode até não gostar das perguntas, mas tem de respondê-las.

Ao reclamar das perguntas, Teori acabou por desagradar senadores da chamada bancada independente que até poderiam ajudar a engrossar os votos em uma eventual rejeição do seu nome no plenário.

Por que a sabatina de Teori foi adiada no Senado - Por Lauro Jardim

Teori Zavascki 


Faltou quórum governista para votar. O receio do impacto do julgamento do mensalão na reta final da campanha eleitoral falou mais alto na base governista, ontem à tarde, quando José Sarney comunicou à oposição a decisão de adiar a sabatina de Teori Zavascki para outubro.

O governo temia que a oposição, amplificada por alguns senadores da bancada dos independentes, transformasse a sabatina de Teori em um longo debate do mensalão, transmitido ao vivo pela TV Senado.

Para os senadores da base, forçar a votação de Teori no plenário do Senado poderia alimentar os rumores de uma manobra para favorecer os mensaleiros no julgamento do STF e daria discurso para a oposição defender a rejeição do ministro.

Como apenas 61 senadores estavam em plenário, os governistas fizeram as contas: a oposição poderia reunir até vinte votos contra a indicação e o governo arriscaria a não alcançar os 41 votos necessários para sacramentar a aprovação de Teori. Diante do risco, o adiamento tornou-se inevitável.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Há coisas que não têm preço - Blog de Ricardo Setti



Amigas e amigos do blog, com os votos dos ministros Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal, e até do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, parece certo que o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) será condenado a um bom período de cadeia pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Por seu modo de fazer política, por sua trajetória fisiológica, por seu conceito de compostura, por seu comportamento como político, por seu desdém por valores que deveriam tornar nobre a atividade de quem lida com a coisa pública, Valdemar Costa Neto — ou “Boy”, seu apelido na região de Mogi das Cruzes (SP), na qual exerceu sua influência política — na cadeia é algo que, como diz a propaganda famosa, não tem preço.

O Supremo Tribunal está livrando a vida pública brasileira de um tipo de câncer político dos mais daninhos.

STF mostra que 'não se condena só ladrão de galinha'- diz Sandra Cureau.


Em meio ao julgamento do mensalão e a 10 dias das eleições, a vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau, acredita no efeito educativo das condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e da aplicação da Lei da Ficha Limpa para afastar alguns candidatos dos cargos públicos. "O julgamento vai mostrar ao Brasil que não se condena só ladrão de galinha e vai mostrar aos políticos que as coisas estão mudando por aqui." A Lei da Ficha Limpa, completa Sandra, permite que o eleitor conheça melhor quem são os políticos que querem representá-lo. "Você descobre esse universo. Temos vários casos de estelionatários, de condenados por malversação de dinheiro público, traficantes de drogas, estuprador, homicida." Em entrevista ao Estado, Sandra também criticou a contaminação religiosa nas últimas eleições.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aqui é tudo alegria: quem ganha 291 reais por mês virou classe média - Carlos Brickmann


Se o caro leitor não puder almoçar seu arroz com feijão, salada, bife e sobremesa, resolva o problema com uma folha de alface, duas ervilhas e um grão de milho. Pode não ser satisfatório, mas o caro leitor não deixou de almoçar.

Se o caro leitor ganha muito pouco e está abaixo da linha da pobreza, resolva o problema com as estatísticas do governo federal: de acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da presidente Dilma Rousseff, quem ganha mais de 291 reais por mês integra a classe média.

Assim foi possível fazer com que 35 milhões de brasileiros se alçassem à classe média nos dez anos de governo petista.

É simples assim: uma pessoa não precisa ganhar mais de dez reais por dia para entrar na classe média. Um casal que ganhe, em conjunto, 582 reais por mês será também de classe média.

Pronto: no Brasil, só é pobre quem quer.

Mas há limites para ser de classe média. Quem ganhar a partir de 1.019,10 reais por mês será de classe alta. A história de achar que classe alta é coisa para Eike Batista está errada: neste país em que se plantando tudo dá (especialmente notícias), até professor, mesmo ganhando o que ganha, pertence à classe alta.

O pessoal que tem recursos para comprar deputado mensaleiro, dar carona de jatinho a quem toma decisões sobre concorrências, fotografar a esposa usando sapatos de sola vermelha, esse nem chega a ter classificação.

Político corrupto, dos que trocam apoios por Ministérios, está tão alto que a verdade se restabelece sozinha: este não tem classe, nem categoria.

A classe média (de verdade) paga a conta.

Orientação aos companheiros - por Ricardo Noblat


Em sua edição mais recente, a VEJA afirma que está tão segura de que Marcos Valério disse o que ela publicou na semana passada como estava ao publicar em 1992 a entrevista de Pedro Collor responsável pelo início da queda do irmão dele, o então presidente Fernando Collor.

Para quem não lembra ou não sabe: a entrevista de Pedro foi gravada e filmada, e é a isso que a VEJA agora se refere indiretamente. Portanto, a de Valério também teria sido.

Não, não foi. A de Valério foi só gravada.

Valério soube que sua conversa com a VEJA fora gravada quando quis romper o trato feito com a revista: ela publicaria as declarações dele, mas as atribuiria a pessoas que as teriam ouvido diretamente de Valério.

Assim, a entrevista deixaria de ser uma entrevista, o que livraria Valério da responsabilidade de responder por ela diante da Justiça. Mas Valério não perderia a ocasião de mandar recados para quem quisesse e de fazer ameaças.

Agora, a orientação aos companheiros: cobrem da VEJA a gravação da conversa com Valério. Ela não poderá mostrá-la depois de ter negado que entrevistou Valério.

O companheiro Lula não pode cobrar. É mais conveniente para ele fingir que acredita que não houve entrevista - e, portanto, que a Veja não dispõe de gravação com Valério.

Continuem desacreditando a revista, chamando-a de mentirosa. Lula também não poderá fazê-lo. Nem mesmo o PT que tantas vezes já o fez. Imaginem só se, irritada, a revista acabasse divulgando a gravação.

Só não esqueçam que o momento é delicado.

Se a gravação vier a público, algum juiz de primeira instância poderia abrir um inquérito para apurar as acusações de Valério. Isso não seria bom para Lula.

Batam na VEJA por hábito e para não parecermos frouxos. Mas sem a virulência dos temerários.

Sepúlveda Pertence renuncia à presidência da Comissão de Ética - Luiza Damé.


O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Sepúlveda Pertence, renunciou ao cargo nesta segunda-feira, logo após dar posse aos três novos conselheiros, Marcello Alencar de Araújo, Mauro de Azevedo Menezes e Antônio Modesto da Silveira, indicados pela presidente Dilma Rousseff no último dia 3 de setembro. Sepúlveda deixou clara sua insatisfação com a não recondução dos conselheiros Marília Muricy e Fabio Coutinho, que poderiam ficar mais três anos na comissão.

- Eu vim aqui exclusivamente para empossar os três membros designados pela presidente da República e demonstrar-lhes a satisfação que tenho com os nomes e, ao mesmo tempo, que isso nada tem a ver com o fato que lhes comuniquei de que, neste momento, estou encaminhando à chefe do governo a minha renúncia às funções de membro e consequentemente presidente da Comissão de Ética - afirmou Sepúlveda.

Sepúlveda vinha dando sinais de constrangimento com a postura da presidente. Primeiro, Dilma demorou a nomear os três novos integrantes, o que inviabilizou a realização de duas reuniões da comissão, marcadas para os dias 27 de agosto e 3 de setembro. Depois, ficou insatisfeito com a não recondução dos dois conselheiros, cujos votos não agradaram a presidente.

- Não tenho nada contra os designados, lamento, devo ser sincero, a não recondução dos dois membros que eu havia indicado para a comissão e que a honraram e a dignificaram - disse.

Marília Muricy sugeriu a demissão do ex-ministro do Trabalho Calos Lupi, em dezembro doa ano passado, por causa das denúncias de irregularidades em convênios da pasta com ONGs, que teriam beneficiado o PDT. No início deste ano, Coutinho propôs uma advertência ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, devido às consultorias feitas por ele entre 2009 e 2010 para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, que renderam R$ 2 milhões. O processo está parado na comissão.