quarta-feira, 24 de maio de 2017

FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA: ANTE A CRISE QUE ANGUSTIA A NAÇÃO, UM CHAMADO À COOPERAÇÃO EM BUSCA DE SOLUÇÕES PONDERADAS



Nos últimos dias o Brasil entrou numa das etapas mais agudas da crise que o assola gravemente. É uma profunda crise moral, de valores, ideológica, com dramáticos reflexos institucionais e até econômicos.

Não escapa a um observador atento da realidade que uma série de movimentações, propostas e artimanhas oportunistas tentam semear o clima de desconserto e de caos nesse cenário, alimentando soluções mágicas e imediatistas de salvadores da Pátria, bem ao estilo do republicanismo vigente.

As convulsões provocadas por políticos, altamente desmoralizados, distantes dos anseios e esperanças das faixas mais sadias de nossa população, tornam muito difícil um caminhar confiante do País rumo a um futuro de paz social, de prosperidade, de grandeza e de Fé, que a grande maioria almeja.

É alentador perceber que, uma vez mais, a perspicácia de nossa gente tem levado o País a desconfiar de tais movimentações e a permanecer distante das manobras com que os fautores do caos parecem querer envolvê-lo.

Neste momento crítico é compreensível e natural que muitos olhares se voltem para a Família Imperial, que, desde o golpe republicano de 1889, sem qualquer ressentimento pelo passado, tem mantido sua postura de serviço à Pátria, dentro da mais estrita legalidade, cônscia de seu alto papel social.

O momento, carregado de muitas incertezas, exige antes de tudo grande vigilância e argúcia, a fim de não permitir que comoções momentâneas conduzam a Nação para choques que só interessam aos que buscam semear a discórdia e retalhar o Brasil, inclusive em seu território.

Através de inimagináveis esquemas de corrupção, o Brasil tem sido vítima de um projeto de dominação socialista do Estado, de destruição e aviltamento das instituições, de adulteração completa dos mecanismos de representatividade do chamado regime democrático, e de financiamento do socialismo do século XXI por toda a América Latina. A instituição da família tem sido triturada, a economia sufocada, com um cerceamento da propriedade privada e da livre iniciativa e nossos valores cristãos espezinhados em todos os campos.

Contra todas as expectativas, e numa demonstração de sadia reação, milhões de brasileiros fizeram sentir, de Norte a Sul do Brasil, num clima de serenidade e de paz, que querem seu País de volta e que sua bandeira jamais será vermelha. Muitos, inclusive, proclamaram sua convicção de que um retorno às benéficas, equilibradas e moralizadas instituições da Monarquia seria o caminho de resgate da grandeza Pátria.

No presente momento, acentua-se o divórcio desse Brasil profundo que trabalha e vive em harmonia, com políticos que em acertos espúrios pretendem encaminhar o País para as vias do autoritarismo, da discórdia e miséria socialista, como bem podemos penalizados observar na nossa vizinha e irmã Venezuela.

Torna-se necessário, pois, encontrar soluções sábias que congreguem de modo consensual os diversos setores da sociedade. A Família Imperial, juntamente com a crescente corrente monárquica espalhada pelo Brasil, está disposta a cooperar na busca das soluções ponderadas que sejam uma saída para a crise que angustia aos brasileiros, na certeza de que não faltará ao Brasil, uma vez mais, a proteção de sua Padroeira, Nossa Senhora Aparecida, a quem, por ocasião da Independência, Dom Pedro I consagrou esta Nação.

São Paulo, 23 de maio de 2017
Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil

terça-feira, 23 de maio de 2017

Aliados cozinham Temer à procura do ‘Plano B’ - Por Josias de Souza.

O derretimento político de Michel Temer deflagrou em Brasília um enredo novo. Os aliados do Planalto passaram a tratar Temer como chefe de um governo que chegou ao fim com o presidente ainda no cargo. Nesta terça-feira os caciques governistas se esforçarão para reativar as votações no Congresso. Mas fazem questão de dissociar a iniciativa da estratégia concebida por Temer para passar a impressão de que ainda preside.

“Não devemos deixar o país degringolar em função de uma crise de governo”, disse Tasso Jereissati, presidente do PSDB. Estamos avaliando a situação do governo separadamente.” Agripino Maia, presidente do DEM, ecoou: “Os três poderes precisam funcionar. O Judiciário faz o seu papel. O Executivo precisa fazer o dele. A nós cabe colocar o Legislativo em funcionamento. Faremos isso em nome do interesse do país, que não pode ser paralisado pela crise.”

No momento, os governistas parecem menos preocupados com Temer e mais ansiosos por encontrar uma saída que os redima do fiasco de ter subido numa ponte com aparência de pinguela sem ter um plano de contingência. O Plano A era trocar Dilma Rousseff por Temer e aprovar no Congresso reformas que reacendessem as fornalhas da economia. Reativado o PIB, os apologistas do governo seriam os primeiros a se beneficiar eleitoralmente da volta do crescimento.

A delação da Odebrecht indicou que era ilusória a ideia de que Temer seria um presidente em condições de dirigir os rumos do país nesta ou naquela direção. Ficou claro que lhe faltava uma noção qualquer de ética. A delação da JBS teve para Temer o peso de uma lápide. Grampeado pelo delator Joesley Batista, o pseudo-presidente tornou-se personagem de uma história fantástica, passada num país à beira do imaginário. Uma história bem brasileira.

Aliados em geral —PSDB e DEM em particular— puseram-se a matutar: “O Plano B era, era, era…'' Perceberam que não havia um Plano B. Abraçado ao PMDB sem projetar uma saída de incêndio. Agora, improvisam um Plano B em cima do joelho. Consiste na repetição do Plano A, só que com outro cúmplice no papel de presidente. Falta-lhes consenso quanto ao nome ator substituto a ser escalado para salvar as aparências até a eleição de 2018. Por isso, cozinham Temer por mais algum tempo.

Ficou fácil identificar os apoiadores de Temer no Congresso. Eles estão nas rodinhas em que as conversas terminam sempre em especulação sobre os nomes dos hipotéticos substitutos de Temer.

As menções a Henrique Meirelles chegam acompanhadas do aviso de que o ministro da Fazenda já trabalhou para a J&F, holding que controla a JBS do delator Joesley Batista. Nelson Jobim? Virou banqueiro, sócio do BTG Pactual. Rodrigo Maia? É o ‘Botafogo’ das planilhas da Odebrecht. FHC? Não tem mais idade. Tasso Jereissati? Irrrc… Cármen Lúcia? Vade retro!

A esse ponto chegou o país. Temer, como um disco arranhado, repete incessantemente: “Não vou renunciar.” Na sua penúltima manifestação, veiculada nesta segunda-feira pela Folha, o suposto presidente acrescentou: “Se quiserem, me derrubem.” Seus aliados avaliam que talvez não seja necessário empurrar.

Os pajés da aldeia governista enxergam Temer como uma espécie de cocheiro de diligência que deixou as rédeas dos cavalos escaparem de suas mãos. Pode espatifar-se a qualquer momento. No dia 6 de junho, por exemplo, quando o Tribunal Superior Eleitoral retoma o julgamento sobre a cassação da chapa Dilma Rousseff—Michel Temer. Isso, evidentemente, se até lá não for encontrada no interior da diligência desgovernada a mala com R$ 500 mil que a JBS entregou a Rodrigo Rocha Loures, o ex-assessor que Temer credenciou como interlocutor junto a Joesley Batista, o ''falastrão''.

SUSPEITA DE FRAUDE NA CAMARA MUNICIPAL DO CRATO DEIXA PRESIDENTE FLORISVAL CORIOLANO NA MIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO - Por Fabio Lemos.


O presidente da Câmara Municipal do Crato Florisval Coriolano está novamente na mira do Ministério Público.

Promotores querem saber como estão sendo gastos 38 mil reais com a imprensa, pois as rádios da cidade não têm contratos com aquela casa até onde se sabe, e nem muito menos alguma agencia a representa. Se existe agência o gasto com a publicidade da casa está sendo feito de maneira irregular.
Há alguns dias atrás alguns repórteres reclamaram de os seus nomes não estarem constando em uma lista que estaria recebendo vantagens da Câmara Municipal.

Vale salientar que o valor pago é muito irrisório do que o mercado oferece aos profissionais da área.
O presidente Florisval Coriolano já perdeu seu mandato em outro processo, onde perdeu os seus direitos políticos, na época em que colocou a sua esposa Nagila Rolim em seu lugar nas eleições de 2012, ele conseguiu  eleger  NAGILA · PSD com 1089 votos.

Até hoje ninguém sabe qual foi à mágica utilizada pelo Presidente da Câmara Municipal do Crato Para voltar oficialmente ao cenário político, desta vez sem ter como escudo a sua esposa, já que na época em que cumpria suspensão política, ficava nos bastidores, fazendo os acordos políticos.

Será mais um escândalo envolvendo a política Cratense?

A verdade é que o Ministério Público que adotou a lei do Silêncio, não vai poupar ninguém que tenha culpa no cartório. E o povo há tempos que aguarda com muita ansiedade as providencias que a Justiça deva tomar para o bem de sua própria credibilidade.

Mulher de Suassuna diz que sítio foi comprado para uso de Lula - O Antagonista.


Na denúncia apresentada pelo MPF em Curitiba, há fartos elementos que corroboram a acusação de que Lula é o proprietário do sítio de Atibaia. Um deles é o depoimento de Claudia Bueri, mulher de Jonas Suassuna.

Ao MPF, ela disse que já sabia que "aquisição do sítio Santa Denise por Jonas Suassuna " era para utilização de Lula.

"Relatou que, apesar de Jonas Suassuna ter supostamente manifestado interesse em frequentar a propriedade, reconheceu que somente estiveram no local por duas oportunidades, em festas juninas organizadas pela família Lula. 

Acrescentou, ainda, que em uma das ocasiões pernoitou em um hotel na cidade de Atibaia".

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Assunto da maior gravidade -- por Alexandra Menezes Campos

Vocês estão conseguindo perceber a gravidade do que está acontecendo no Brasil?

Não me refiro aos vultuosos valores das propinas. Isso nós já estamos acostumados a ler e a ouvir todos os dias nos jornais. Nem a quantidade de políticos envolvidos...

O Brasil está à beira de um golpe de Estado, orquestrado pelo PT e toda a esquerda que apoia o Foro de São Paulo. E vejo que a maioria das pessoas não estão conseguindo enxergar isso!!

Vou resumir os fatos:

- Procuradoria Geral da República e STF (mais especificamente Edson Fachin, que foi indicado por Dilma) são os executores do golpe. Fecharam um acordo de delação premiada absurdo, em que os irmãos da JBS saíram totalmente ilesos, ainda mais ricos e deixaram para trás um Brasil mais pobre e politicamente em frangalhos.

- Plantaram uma informação falsa de Obstrução da Justiça por parte do Presidente da República. A Band teve acesso à transcrição do áudio, e já divulgou que a gravação foi editada, para que desse a entender que Michel Temer estava comprando o silêncio de Eduardo Cunha.

- Essa mesma gravação, totalmente ilegal, pois não tinha autorização judicial, agora está sendo defendida por Fachin como sendo uma prova legal de Obstrução da Justiça. Lembrando que a gravação de Lula e Dilma tinha autorização judicial, e foi invalidada pelo mesmo STF. Perceberam os métodos ocasionando consequências totalmente opostas?

- Em menos de uma hora após a divulgação da suposta gravação de Temer, já havia pedido de impeachment sendo protocolado por deputados aliados ao PT na Câmara dos Deputados. Hein?? Como é possível embasar e redigir tão rápido um pedido de impeachment?

- Ainda na mesma noite, a militância tomou as ruas para pedir Diretas Já!, contrariando por completo o que diz a Constituição. Por quê? É sabido que Lula ainda mantém um curral eleitoral, e que poderia ter chances de voltar pelo voto popular. Mas teria que ser agora, pois até as eleições de 2018, Lula já deverá estar condenado em Segunda Instância, impossibilitando por completo a sua retomada ao poder. No caso de eleições indiretas, como obriga a Constituição, Lula não teria chances, porque tornou-se um cadáver político, e não conseguiria votos suficientes dentro do Congresso Nacional - ainda mais em eleição aberta - há pouco mais de um ano do novo pleito. Quem seria louco de declarar apoio a Lula agora, e se queimar com o eleitorado no ano que vem??

- Já está agendada para terça-feira o início da votação de uma Proposta de Emenda Constitucional, que alteraria a eleição indireta para direta no terceiro ano de mandato Presidencial - exatamente o que ano em que estamos. Coincidência??? Não! Eles estão trabalhando rápido para conseguir, a todo custo, mudar a Constituição para forçar essa eleição direta, para aumentar as chances de Lula se tornar Presidente. Percebam a gravidade disso!

Eu só posso afirmar uma coisa: se Lula voltar, ele será o novo Hugo Chavez! Não sairá mais do poder. Existem muitos elementos que provam a necessidade que ele tem de retomar o poder para se livrar de todas as condenações que lhe pesam. O fato dele ter sido nomeado Ministro às pressas por Dilma é só uma de suas tentativas.

Como já disse anteriormente, Michel Temer não é flor que se cheire. Mas a saída dele agora, nesse exato momento, coloca em risco a democracia brasileira. Acho que ele deve ser investigado e punido na medida dos crimes que cometeu. Mas não pode ser penalizado pelo o que não fez. Isso torna-se um regime de exceção.

Pelo ritmo com que estão se articulando, o povo brasileiro tem pouco tempo para tomar ciência dos fatos, orquestrar uma estratégia e reagir. Se nada for feito, rapidamente, o Brasil será uma nova Venezuela. E isso não é um exagero!

Update 1: um perito pago pela Folha revelou que o audio vazado da conversa com Temer, tinha mais de 50 edições. Assim fica fácil incriminar qualquer pessoa, né?

Update 2: faz 2 semanas que o cérebro do PT (José Dirceu) foi solto. E, em tão pouco tempo, o país virou de cabeça para baixo. Seria mesmo coincidência?

Update 3: um país como o Brasil, ter eleições diretas com urnas eletrônicas e sem voto imprenso, nesse momento, seria realmente um processo legítimo, seguro e democrático?"

O que acham?

Por Alexandra Menezes Campos

STF só julgará inquérito sobre Temer após conclusão da perícia - Por Eduardo Gonçalves

Investigação apura se o presidente cometeu os crimes de corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa

No despacho, Cármen atendeu ao pedido do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, que no último sábado negou suspender de imediato a investigação e decidiu levar para o plenário o caso, “assim que concluída e juntada aos autos a perícia”.

Diante da gravidade do processo, Fachin pediu a Cármen Lúcia que o STF julgasse o pedido “na sessão mais imediata possível”. Por isso, havia a expectativa de que ele seria apreciado nesta quarta-feira, dia em que costuma ocorrer as reuniões do colegiado máxima. O julgamento, no entanto, deve acontecer só na próxima semana, uma vez que o aparelho que gravou a conversa se encontra no exterior e só deve ser entregue à Polícia Federal nesta terça-feira.

Lula se irrita com assessores por postagens envolvendo Moro na última quarta-feira.


Petistas estão com medo da JBS… Segundo o blog Painel, da Folha de São Paulo, o ex-presidente Lula teria discutido com a equipe que cuida de sua página no Facebook após descobrir que haviam postado fotos de Sérgio Moro ao lado de Aécio Neves e Michel Temer, logo após Lauro Jardim ter dado o furo de reportagem sobre a delação da JBS.

A intenção, no caso, era tentar reforçar a lorota de que Moro não é imparcial, mas a verdade é que as fotos foram tiradas em um evento público, e também é verdade que Moro é juiz de primeira instância, portanto não julga casos de políticos com foro privilegiado, como é o caso de um senador ou um presidente.

A incomodação de Lula, na realidade, é medo. Ele sabe que a JBS tem muito mais munição contra ele e seu partido do que tem contra seus rivais. Os irmãos Batista foram muito próximos dos governos Lula e Dilma, sua relação já era de conhecimento geral, e o caso deles é muito parecido com o de Eike.

Depois de demonstrar incômodo, Lula teria mandado seus assessores deletarem as postagens, mas o estrago já estava feito. 

Lula, refém da mentira - *Carlos Alberto Di Franco, O Estado de S.Paulo.

Há que dar um basta às tentativas de inaugurar o maior bordel político da nossa História

O marketing político, azeitado com dinheiro roubado do povo, produziu uma fraude gigantesca: Lula da Silva. Não se trata de uma frase de efeito ou de uma reação emocional. É a conclusão inescapável da farta documentação produzida pela Operação Lava Jato.

Lula poderia ter sido uma bela história. Não foi. Definitivamente. Como lembrou editorial do Estado, Lula entra nessa história sórdida “na condição de poderoso, e não de fraco e oprimido perseguido pelos malvados inimigos do povo. Lula está com a polícia em seus calcanhares não porque é um nordestino que nasceu na pobreza e subiu na vida. Lula está nessa triste situação porque deixou que o poder lhe subisse à cabeça, deslumbrou-se com a veneração da massa, com o protagonismo político e com a vassalagem interessada de políticos medíocres, intelectuais ingênuos ou vaidosos e, principalmente, com a bajulação de homens de negócio gananciosos”. 

Seu depoimento ao juiz Sergio Moro foi a pá de cal na sua biografia. Acusado de ser o dono oculto do triplex no Guarujá, um presente da OAS pelos serviços prestados à empreiteira, Lula teve a oportunidade de se defender. Não conseguiu convencer nem uma inocente freira de clausura. Enrolou-se e acabou prisioneiro do cipoal das suas mentiras. 

A Moro disse que não sabia da reforma do apartamento e por isso mesmo não tratou da obra com Léo Pinheiro. Já em março de 2016, quando foi alvo de condução coercitiva, admitiu em depoimento à Polícia Federal ter tratado de um projeto para o apartamento. “Quando eu fui a primeira vez, disse ao Léo que o prédio era inadequado, porque um triplex de 215 metros é um triplex Minha Casa, Minha Vida, era pequeno. Eu falei: Léo, é inadequado para um velho como eu. O Léo falou: ‘Eu vou tentar um projeto pra cá’”, contou Lula ao depor. Naquela mesma ocasião deu a entender que dona Marisa visitara o apartamento para verificar se as recomendações feitas pelo casal haviam sido seguidas pela empreiteira.

Agora, ao tentar afastar-se de qualquer responsabilidade, aponta firme o dedo para sua mulher. Segundo Lula, Marisa foi quem se interessou pelo triplex, não ele. E se interessou para fazer um investimento. Ele nada sabia. Pobre dona Marisa. É de lascar, amigo leitor.

Mas a ignorância inocente de Lula é ampla, geral e irrestrita. Questionado pelo juiz Sergio Moro se em algum momento, como líder inconteste do PT, pediu ao partido que investigasse o envolvimento de companheiros no esquema de corrupção detalhado posteriormente pela delação de executivos das empreiteiras e da Petrobrás, Lula disse que em 2014, quando vieram à tona as denúncias da Lava Jato, ele era apenas um ex-presidente, comparável a um “vaso chinês”. Moro insistiu em que, mesmo na condição de ex-presidente, o depoente tinha evidente influência no partido, ao que Lula respondeu candidamente: “Eu não tenho nenhuma influência no PT”. 

A propósito das declarações do ex-diretor da Petrobrás Renato Duque, indicado pelo PT, segundo as quais Lula mandou que ele destruísse provas da existência de contas secretas no exterior abastecidas com dinheiro do petrolão, o ex-presidente teve de confirmar o encontro num hangar no Aeroporto de Congonhas. Mas, é claro, apresentou outra versão para os fatos. Disse que o ex-diretor da Petrobrás negou ter conta lá fora e, assim, encerrou o assunto. Se a intenção de Lula era apenas perguntar se Duque tinha conta no exterior, por que marcar um encontro top secret num hangar? No contexto, a suposta ordem de Lula para que Duque destruísse provas faz todo o sentido.

Mas as agruras de Lula não param por aí. O marqueteiro João Santana, por exemplo, disse que ele estava plenamente informado de que pagamentos por seus serviços na eleição de 2006, vencida pelo petista, foram feitos via caixa 2. O mesmo com Dilma Rousseff, para cujas campanhas (2010 e 2014) João Santana trabalhou.

Santana contou que toda negociação era feita por Palocci, mas o ex-ministro lhe dizia que nada podia ser feito sem “a palavra final do chefe”, o Lula. Magoado e ressentido com o abandono de Lula e premido pela força de denúncias potentes, Palocci está negociando acordo de delação premiada. Seu depoimento tira o sono do ex-presidente. Com razão. 

Lula está aprisionado no labirinto das suas mentiras e do seu cinismo. Briga contra os fatos. Mas a verdade está gritando na seriedade da democracia e no coração dos brasileiros. Seu deboche das instituições tem pegado muito mal. De fato, Lula nada explicou. Nada disse que ajudasse os brasileiros a entender por que recebeu milhões de reais de empresas condenadas por esquemas de corrupção na Petrobrás e de lobistas traficantes de medidas provisórias no seu governo. O mito está derretendo.

A sociedade precisa estar atenta. Vivemos um momento perigoso. Os assaltantes do dinheiro público e os estrategistas do projeto de perpetuação do poder, fortemente atingidos pela solidez das nossas instituições democráticas, não soltarão o osso com facilidade. Farão o diabo para não perder a boquinha. O País está radicalizado por causa da luta de classes tupiniquim do “nós contra eles”. Há riscos no horizonte. Mas precisamos acreditar no Brasil e na capacidade de recuperação da nossa economia. A sociedade amadureceu. O exercício da cidadania rompeu as amarras dos marqueteiros da mentira. A imprensa, o velho e bom jornalismo, está mostrando sua relevância para a sobrevivência da democracia e das liberdades.

Graças ao papel histórico da imprensa e à legítima pressão da sociedade, o Brasil não será o mesmo. Impõe-se, para isso, que a sociedade, sobretudo a juventude, idealista, alegre e tolerante, dê um basta às tentativas, claras e despudoradas, de inauguração do maior bordel político da nossa História.

Este artigo estava pronto quando explodiu o noticiário das gravações de Michel Temer e de Aécio Neves. O Brasil precisa ser refundado.

Joesley diz que Lula pediu ajuda para o MST

"Ele (Lula) me ligou esses dias, pediu pra mim [sic] atender os sem-terra. Eu digo: 'ô presidente' (risos)...", contou o dono da JBS em delação premiada
Fonte: Estado de Minas
São Paulo - Segundo delação do empresário da JBS Joesley Batista, ele disse ao deputado Rocha Loures (PMDB/PR) que a última vez que conversou pessoalmente com Lula foi no fim de 2016, mas contou que recentemente recebeu uma ligação do ex-presidente com um pedido de ajuda ao Movimento dos Sem-Terra (MST). “Ele me ligou esses dias, pediu pra mim [sic] atender os sem-terra. Eu digo: ‘ô presidente’ (risos)… ‘Joesley, eu tô aqui com o (João Pedro) Stédile, não sei o que ele precisa falar com você’… ‘Tá bom presidente, manda ele vir aqui. Eu atendo ele, tá bom?'”, relatou o empresário ao deputado.A conversa com Loures foi gravada pelo próprio Joesley, já no curso da delação premiada que ele fechou com a Procuradoria-Geral da República. O áudio tem uma hora e 14 minutos de duração e foi anexado aos autos da Operação Patmos, que mira o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB) e o próprio Loures.

O encontro do delator Joesley com o parlamentar - afastado do mandato por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal -, ocorreu no dia 13 de março, apenas uma semana depois que o executivo da JBS gravou a conversa com Temer. Na ocasião, Joesley recebeu Loures em sua própria residência, no Jardim Europa, em São Paulo.

Aos procuradores da Lava-Jato, Joesley contou que abriu uma ‘conta corrente’ de US$ 80 milhões no exterior para atender ao ex-presidente. Ele disse que não tem amizade com o petista como as pessoas imaginam.

“Sobre o Lula, eu acho assim, primeiro, que eu não tenho amizade com ele igual o povo acha que eu tenho. Eu conheci o Lula tem dois anos atrás, fim de 2013”, contou Joesley ao deputado Loures.

Segundo ele, o parlamentar foi indicado por Temer como uma pessoa de sua ‘estrita confiança’ para ajudar o empresário em seus negócios. O deputado foi filmado pela Polícia Federal pegando uma mochila com R$ 500 mil em dinheiro vivo, em São Paulo.

Loures comenta com Joesley que tem ‘boa relação’ com Lula. “Sempre me dei bem com ele, sempre fui não-ideológico, mas prático. Agora, me parece que muito desse movimento (investigações da Lava-Jato) é para alcançá-lo, né Joesley, a ele e ao entorno”, disse o deputado. “Com certeza”, respondeu o empresário. No diálogo, ambos concordaram que ‘a única coisa que resta’ a Lula ‘é enfrentar’ a Lava-Jato.

Curiosamente, foi nesse período em que Joesley disse ter conhecido Lula pessoalmente que ganhou força o boato nas redes sociais de que um dos filhos do ex-presidente, Fabio Luis Lula da Silva, era sócio-oculto da Friboi, marca de frigorífico do grupo JBS. Ele e os irmãos que são sócios da empresa sempre trataram os rumores com ironia.

Ao Ministério Público Federal, Joesley disse que abriu duas ‘contas correntes’ de propina no exterior que seriam vinculadas a Lula e à ex-presidente Dilma Rousseff, para pagamento de campanhas eleitorais. O saldo em ambas chegou a US$ 150 milhões, segundo o delator. Esses recursos, afirmou o empresário, eram operados pelo ex-ministro Guido Mantega (Fazenda) nos governos Lula e Dilma.

Pátria amarga, Brasil! - Por Ricardo Noblat

Raramente os séculos começam e acabam de fato na data marcada. O século XX começou com a guerra de 1914 e terminou com o fim da União Soviética em 1991. Dá-se o mesmo com os governos.

O primeiro de Lula foi a continuação do governo Fernando Henrique por mais de um ano. O segundo de Dilma terminou antes da abertura do processo de impeachment. Na última quarta-feira, o de Temer entrou em colapso.

Presidentes caem quando perdem a autoridade política de mandar e de ser obedecido. Temer começou a perder a dele depois da revelação do que disse e ouviu do empresário Joesley Batista, dono do Grupo JBS, durante encontro clandestino no porão do Palácio do Jaburu, em Brasília.

Os dois eram amigos de muito tempo e haviam se reunido mais de 20 vezes, segundo Joesley.

A JBS foi a maior doadora da campanha de Temer para vice-presidente em 2014. Parte da doação – R$ 1 milhão – acabou entregue nas mãos de um assessor do candidato.

Ao receber Joesley no Jaburu, a primeira preocupação de Temer foi indagar se ficara registro da entrada dele ali. Joesley respondeu que não. O gravador escondido no bolso do empresário eternizou o resto da conversa.

Se Temer tivesse se limitado a ouvir Joesley em silêncio estaria enrascado do mesmo jeito. O grupo JBS fora alvo de cinco operações da Polícia Federal. Joesley corria o risco de ser preso a qualquer momento.

Temer ouviu Joesley confessar vários crimes – entre eles, o de que “segurava” dois juízes e subornara um procurador da República. E o que fez? Deu-lhe ordem de prisão? Despediu-se dele amavelmente.

A sorte de Temer depende da decisão a ser tomada nesta quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento de recurso que pede a suspensão do inquérito aberto contra ele.

Temer é o único presidente da República investigado até agora pelo STF, suspeito de crimes de corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa. Se o inquérito for suspenso, ele ganhará uma sobrevida. Do contrário... Hasta la vista, baby!

A política é como uma nuvem, etc e tal... O formato da nuvem no final da tarde de ontem em Brasília indicava que os principais partidos da base aliada do governo estão prontos para abandoná-lo se Temer seguir sendo investigado.

Não haverá distribuição de cargos e de dinheiro que os segure. No impeachment de Collor, sobrou dinheiro e faltou voto para barrá-lo. No de Dilma, também.

A oposição quer a renúncia de Temer e diretas, já, para que Lula possa disputá-las. A nuvem indica que o sucessor de Temer será escolhido pelo Congresso como manda a Constituição.

E que o escolhido não será Cármen Lúcia, presidente do STF, inimiga declarada da corrupção. E nem Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, para evitar que ele sonhe em se reeleger. E nem o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) por problemas de saúde.

E Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados? A nuvem sugere que ele é o nome mais cotado para a vaga de Temer. Ocupará a vaga como presidente temporário. Depois poderá nela permanecer como presidente definitivo... Enquanto dure.

Até o PT e o PC do B votaram em Maia para presidente da Câmara. Ele foi citado na Lava Jato, é verdade. E esse é seu ponto fraco.

Está bem... Só falta combinar com Temer, que poderia preferir se arrastar como um morto-vivo no cargo pelos próximos meses. Mas como ele só quer o bem do país, não desejará ficar como o mal.

A lavanderia TSE e a destruição da democracia - Por Merval Pereira.


Resume a ruína:

"Com as delações da Odebrecht e agora da JBS, vemos como o caixa 1 nas campanhas eleitorais foi desmoralizado.  Todo mundo recebia por dentro, por fora, lavava o dinheiro no TSE. 

É incrível como os políticos subornados são tratados com desprezo pelos empresários que participavam do esquema de corrupção. 

Essa história toda é um atentado à democracia. As empresas que participaram desse esquema estão destruindo a democracia, em conluio com políticos."

domingo, 21 de maio de 2017

"Coisas desta República": JBS ajudou a eleger 16 dos 27 governadores de estados brasileiros

  Sem prisão ou tornozeleira e longe do país: os benefícios que os delatores da JBS ganharam -- Joesley Batista e a mulher, Ticiana Villas Boas (ex-apresentadora do Jornal da Band, ao lado de Ricardo Boechat), em foto de 2014 durante o baile da Amfar, em São Paulo (foto: AFP PHOTO / BRAZIL PHOTO PRESS / ADRIANA SPACA).

Brasília, 21 - Um dos documentos da delação dos executivos da JBS mostra que o grupo empresarial contribuiu para a eleição de 16 dos 27 governadores empossados em 2015. Em termos proporcionais, foram 60% dos vitoriosos nas eleições de 2014.

A lista dos governantes que o JBS considera seus aliados aparece em uma nota manuscrita entregue pelo executivo Ricardo Saud. No mesmo pacote de documentos há uma relação de candidatos financiados em 2014, com os respectivos valores recebidos.

O cruzamento das duas listas mostra que, dos governadores eleitos, o PSDB lidera o ranking de valores recebidos, com R$ 15 milhões. A seguir vêm PT (R$ 13,3 milhões), PSD (R$ 11,3 milhões) e PMDB (6,6 milhões). A eleição dos 16 governadores custou R$ 47,3 milhões à JBS.

Não era nada disso!’, diria Tancredo para Aécio - Por Josias de Souza.


A caminho da sexta cirurgia, aquela que o levaria à morte, privando-o de assumir a Presidência da República, Tancredo Neves disse para Aécio Neves: “Eu não merecia isso!”

Vivo, Tancredo poderia repetir o mesmo comentário para o neto, agora um senhor de 57 anos, enroscado em oito enredos penais. A velha raposa talvez emendasse uma segunda frase: “Não era nada disso!”

O barulhinho que se ouve ao fundo é o som de Tancredo se revirando no túmulo.