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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


quinta-feira, 16 de março de 2017

048 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Raimundo Alves de Meneses, Mundim do Sapo, todo varzealegrense conheceu ou ouviu falar  de sua  benfazeja história.

Certa feita, fez uma viagem a Fortaleza e de passagem pela Praça do Ferreira um camelô vendo o jeitão de matuto imaginou : vou pegar aquele besta. Tomou chegada, cubou direito e puxou conversa.

Mundim prestava atenção mais por educação do que por outro interesse. O sujeito passou a oferecer uns produtos á venda. Cinto, alpargata, anel e um relógio dourado aparentando de ouro ser.

Depois de muita saliva Mundim disse : meu amigo, comprar eu não compro, porque eu não tenho dinheiro. O máximo que pode dar é uma troca. O camarada animou-se, como quem diz é agora que aprumo este égua.

E, o senhor propõe uma troca em que? Mundim olhou bem nos olhos do sujeito e lascou : Eu troco num couro de uma novilha que morreu de tingui na minha fazenda, em Várzea-Alegre.

O caboclo saiu  virado num  siri,  enquanto o meu saudoso tio morria de dar risadas.

6 comentários:

  1. Que maravilha!

    Quando eu quero me desestressar, eu venho para o Blog do Sanharol. É divertimento com certeza!

    Abraços e Parabéns a todos.

    Dihelson Mendonça

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  2. Excelente saída essa do Mundim do Sapo. O meu sogro costumava dizer aos vendedores que lhe ofereciam acessórias para sua velha Variant, que se aquilo fosse necessário para o carro funcionar, já vinha de fábrica. Era tiro e queda! Da úlrima vez que comprei um carro na concessionária, veio um vendedor oferecer bancos de couro. Um otro oferecer uma aplicação de um determinado produto para proteger a pintura, outro para vidro reiban, e por ai vai. A todos dei a resposta queo meu sogro costumava dar, Foi tiro e queda! Agora aprendi mais uma proposta. Propor uma troca. É sensacional!

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  3. Gostei do seu Mundim; bem feito, pra camelô da cidade metido a besta. Abraço

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  4. Camelô metido a besta? Gostei! (risos). A Praça do Ferreira deve ter muitas histórias. Duas delas, conheço bem. Uma parecida com a de Mundim do Sapo, pelo menos no final. Uma cidadã cratense ia passando pela praça, distraída conversando com uma amiga, sem querer chutou a graxa de um sapateiro. O homem soltou cobras e lagartos e a pessoa agredida fez como LULA, não viu, não ouviu e de nada sabia. (risos).

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  5. o tio Mundim era um fenomeno para essas coisa, tudo ele levava na maior palhaçada, eu adoro ouvir as coisas engraçadas do tio Mundim

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  6. As vezes as pessoas se enganam, ai uma proposta que deixa qualquer ser humano encabulado e sem argumento de barganhar preços e continuar com o diálogo sobre a comercialização. Tio Mundin do Sapo foi casado com uma filha do meu avó , Naninha a mais novo de onze filhos do casal, José Alves Feitosa Bitu e Dona Bilhinha. Cidadão do bem, muito querido por todos que fazem parte da Comunidade Varzealegrense e também do Crato.

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