Eu hoje sou um homem desprovido
Da luz que antigamente iluminou
O meu caminho que, de tão florido,
Num rastro de espinhos se tornou.
Perdi a fé em tudo neste mundo,
Até a que detinha em mim mesmo!
Vou seguindo a vida, assim a esmo,
Como um doente, qual um moribundo.
Mas, ainda me resta uma esperança
Que me anima, que me conforta,
Aliviando-me desta nostalgia:
É a certeza de que, sem ou com tardança,
Se hoje, se amanha, já não me importa
Do triste mundo partirei, um dia.
Fez me lembrar de Augusto dos Anjos
ResponderExcluiré mais um dessa familia que escreve, com isso enriquece as letras varzealegrense bonito soneto
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