O pequenino ponto solto ao vento,
Ave minuscula... Vão singular,
Se perde a mia vista; por um momento
No seu prazer supremo de voar.
Mas volta... E que prazer: vendo-a voltar,
Deixando o azul distante firmamento.
De perto, me permite comparar
A tudo que na alma alimento
Viva, vadia, voa, vem e vai,
Sobe, flutua, paira, desce,cai,
A leve avezinha, o beija-flor
Se assemelhando, enquanto se equilibra,
A minha alma que se quieta e vibra,
Na leviandade de mais um amor.
Um belo soneto.
ResponderExcluirE DE UMA SUTILEZA POÉTICA QUE TAMBÉM PODE SE ASEMELHAR AO VOO DO PASSARO CITADO.
ResponderExcluirBonito soneto. Um belo enredo num inspirado poema.
ResponderExcluirParabéns!