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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 22 de agosto de 2022

NA BOCA DO ESTÔMAGO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Fico em dúvida se ainda existe o País que sabe celebrar os seus valores.

As habilidades políticas para enganar continuam valendo mais que a verdade.

A média móvel do cinismo está sempre em alta.

As regras do jogo que estão valendo são péssimas e não tem VAR que resista.

É comum se converter ao inimigo por interesses meramente pessoais.

E não adianta fechar os olhos.

Ora bolas. Ao se fechar os olhos, o mundo não desaparece.

A gente sente quando algo vai dar errado.

Dói na boca do estômago.

Se passa da imoralidade para amoralidade, sem estágio intermediário.

Não se deve subestimar a força da estupidez.

E você precisa fazer alguma coisa, mas fica com a roda presa.

Não é possível viver aflito de forma permanente.

Fazer o quê?

Buscar a simpatia do carrasco para sofrer menos?

Só sei dizer o seguinte: é preciso enxergar a injustiça, antes que ela aconteça.

Antes mesmo que a coisa esquente mais do que as bolas do satanás.

Um comentário:

  1. Prezado Wilton Bezerra - Essa sua crônica é a imagem fiel do Brasil que vivemos. Todo brasileiro que pensa, pensa como você. De pleno acordo assino em baixo seu depoimento e sua manifestação de razoabilidade ímpar.

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