sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Lula diz que não é bom para consciencia politica do Brasil um Governador preso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, sobre a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, definida na tarde desta quinta-feira (11) pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com o chefe de gabinete pessoal da Presidência da República, Gilberto Carvalho, Lula recebeu a notícia com tristeza e disse que não é bom para a consciência política do Brasil que um governador vá para a cadeia. Lula também conversou com o diretor da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, e, segundo Carvalho, pediu que a prisão seja feita com "muito cuidado". Ministros do STJ determinam prisão Doze dos 15 ministros da Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiram nesta quinta-feira (11) decretar a prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), envolvido no escândalo do mensalão do DEM. Dois votaram contra a prisão.
O vice-governador, Paulo Octávio, deve assumir o cargo. Minutos depois de decretada a prisão preventiva, o governador deixou a residência oficial de Águas Claras em um comboio composto por seis carros. Ele chegou à Superintendência da Polícia Federal por volta das 17h40. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deve entrar com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) de intervenção federal no Distrito Federal. A decisão do STJ foi tomada por maioria, vencido o ministro Nilson Naves. “Não vejo necessidade de se impor prisão a um governador. A regra é a liberdade. A exceção é a prisão", afirmou. Outro ministro votou para decretar a prisão de outros envolvidos, mas não de Arruda. O presidente da Corte não apresenta voto.
Fonte: UOL - Universo OnLine

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

BAIXA DE PRESSÃO - Por Mundim do Vale

Ninguém pode falar em democracia, sem lembrar da nossa Várzea Alegre. A coisa mais normal na minha terra, é numa campanha política, as famílias ficarem divididas. Pai de um lado e filho do outro, ou esposo de um lado e esposa de outro.
Na campanha do ano 2000, quando eram candidatos a prefeito, Dr. João Siebra contra Dr. João Eufrásio, foi o maior exemplo do que aqui eu escrevo.
Os filhos de Valdeliz ficaram assim: Salim, Valdívia e Leandro votavam no Dr.João Eufrásio. Gustavo, Ubirajara e Elonmarcos filho de Leandro, ficaram com Dr. João Siebra.
A última carreata da coligação que prestava apoio ao Dr. Siebra, foi muito movimentada, muito carros, bastante motos e nenhum problema com acidentes ou defeito de veículos.
No final da carreata Elonmarcos vinha em cima de um mini-trío elétrico, fazendo as propagandas do seu candidato. O carro parou em frente a praça dos motoristas, não sei se por acaso ou de propósito. O fato é que Leandro estava sentado num banco e entendeu como provocação. Daí ele voou daquele banco, subiu até o trío e aberturou o filho. Em poucos segundos subiram mais de vinte pessoas e desceram com Leandro imobilizado..
Por conta daquele arrocho, Leandro que é hipertenso passou mal. Levaram o revoltado para a farmácia de João Pimpim, para tomar um calmante enquanto Gustavo chegava. Quando finalmente Gustavo chegou, ele já estava melhorando. Mas Gustavo foi logo dizendo:
- Bem feito! Eu não sei o que é que tu quer se metendo em política. Tu não sabe que é doente do coração?
Depois dessa Leandro teve uma recaída e foi levado para o hospital onde ficou internado.
No dia seguinte eu conversando com Nicolau Inácio, sobre a campanha, falei:
- Nicolau O Dr. Siebra é abençoado, fazer uma carreata daquele tamanho, com tanto carro, tanta moto, tanto eleitor embriagado e não haver nenhuma baixa.
Nicolau olhou pra mim com uma cara de riso e falou:
- É mais teve a baixa de pressão de Leandro de Valdeliz.
Mundim do Vale.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Zé de Ana do Sanharol - Antonio Alves de Morais

José Alves de Morais, seu Izé ou Tibola, filho de Raimundo Alves de Morais e Ana Feitosa Bitu, também tinha as suas. Seu Izé eu conheci bem, sua residência era bem próxima da nossa casa do Sanharol. Quando eu tinha lá os meus 08 anos ele me deu um presente de um “quicé” eu fui apanhar arroz com ele e Bibia sua esposa e pela primeira vez me sentir realizado, pois a honra dos do Sanharol naqueles tempos era ser um bom apanhador de arroz.

Muito estimado pelos sobrinhos que o chamavam carinhosamente de “Tibola”. Ele era baixinho e gordinho e deve ter sido o Mundim do Sapo o autor de tão assemelhada característica: Tio+bola = “Tibola”.

Na década de 50 fizeram uma viagem ao Crato, Jose Bitu, Mundim do Sapo e Zé de Ana. Meio de transportes: lombo de animais, finalidade da viagem: Jose Bitu fazer compras, Mundim do Sapo visitar amigos e parentes e Ze de Ana idem. Quando chegaram ao Quebra, na casa de mãe Pastora, se arrancharam, soltaram os animais na roça e jantaram baião de dois com costela de porco torrada enquanto o bucho coube.
No outro dia cedinho pegaram a “chepa” para o Crato. Zé Bitu era apaixonado por artesanatos de couro: arreios, chicotes, arreadores, cabrestos. A primeira loja a adentrarem foi à Casa do Vaqueiro de Chicô Leonel. Zé de Ana era deficiente auditivo, ouvia com dificuldade, apanhou um chocalho que estava em cima do balcão levou a altura do ouvido balançou e disse: o chocalho de Zabelê. Zé Bitu falou: guarda esse chocalho Izé! Ele elevou o chocalho à altura do ouvido e balançou novamente e disse: chocalho de Zabelê!

O dono da Loja observou o movimento e disse: o que é homem de Deus, esse chocalho eu comprei hoje de manhã a um rapaz do Quebra. Zabelê era a burra que Zé de Ana viajava, e, durante a noite um cabra roubou o chocalho, já tinha vendido a Chicô Leonel e certamente estava tomando a grana de teimosa com os amigos.

FRENTE DE SERVIÇO - Por Mundim do Vale

Houve um ano em Várzea Alegre, que foi de uma seca terrível. Os açudes secaram mais ligeiro do que cuspida de chapeado em calçada quente. O gado dos mais pobres já tinha entregue o couro as varas. As famílias desprovidas de recursos estavam em regime compulsório. A estrada para o Maranhão estava mais cheia, do que casa de candidato em dia de eleição.
Enquanto não chegava a frente de serviços do D.N,O.C.S. O secretário da prefeitura, Sr. Lourival Frutuoso, resolveu criar uma mini-frente de serviços, para que fosse evitado saques. Cadastrou trinta cassacos e nomeou como feitor o Sr. Bastião Coqueiro, que ficou mais alegre do que criança quando aprende a assoviar.
Como não tinha nenhuma obra para ser feita, Lourival ficou procurando qualquer coisa, para ocupar os trabalhadores.
Na Rua: Padre José Alves ( Rua da Lagoa ) Onde eu morei muitos anos, tinha uma pilha de postes da antiga CELCA, onde o que ficou por cima estava mal posicionado. Lourival chamou o feitor e ordenou que ele mandasse os homens
Colocar o poste na posição correta. Os cassacos agarraram aquele poste como devoto de São Raimundo agarra o pau da bandeira. Passaram em torno de meia hora tentando e não conseguiram erguer nem um milímetro.
O feitor chamou Lourival e falou:
- Seu Lourival. Invente outra coisa, pruque esse poste só sai daí se for cum um guindaste. Lourival não se conformou com o argumento de Bastião e mandou que tentassem novamente.
Os homens agarraram novamente o poste, botaram força, Gritaram: Uma, duas, três, meia e já, gemeram peidaram e nada conseguiram. O feitor falou novamente com o secretário.
- Seu Lourival. Num tem jeito não. Os cassacos já fizeram de tudo e o poste nem se aluiu. Mais ainda qui má pregunte, pruque o senhor faz tanta questão de mexer nesse poste? Pruque num deixa ele queto?
O secretário já quase convencido, apontou para José Atahide que brincava com um peão e falou: É porque esse garoto neto de Dona Lolô, vive bricando por aqui e pode ser que ele venha mexer no poste e acontecer de cair por cima dele.
- Pera. Lourival! Cuma é qui trinta cassaco butaro força qui peidaro e o poste nem se mexeu, aí vem um minino desse, mais dirnutrido do que um mija- corda im greve de fome e vai derrubar o poste pru riba dele.
Dedico esse causo ao meu amigo Zé Atahide
Mundim do Vale.

COMPOSITORES DO BRASIL

É Carnaval !

Por Zé Nilton

O fortalezense Edigar de Alencar, falecido no Rio de Janeiro em 1993, foi jornalista, teatrólogo, poeta e musicólogo. Escreveu um livro clássico chamado O Carnaval Carioca através da música, Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1979.

Informa a trajetória do carnaval no Rio desde os tempos do entrudo e dos bailes de máscaras, e diga-se, era tudo muito lírico, a começar pelas músicas: valsas, mazurcas, e no máximo, a polca.

Lá pelo ano de 1852 um sapateiro português reuniu um grupo de amigos e saiu, na tarde da segunda-feira de carnaval tocando bombos e fazendo grande algazarra, com gritos de Viva Zé Pereira ! Pronto: estava inaugurada a libertinagem que marca o carnaval brasileiro.

Aliás, o Zé Pereira, desfile de zabumbas, era uma reminiscência de Portugal, onde ainda hoje é atração nas festas juninas de Braga e nas de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo.

Um fato curioso. A música Viva o Zé Pereira, que se tornou até pouco tempo uma espécie de “música de abertura dos carnavais” de rua e de clubes, resultou de uns versos criados por um ator carioca com parte de uma música da peça Les Pompiers de Nanterre, cuja estréia se dera no dia 08 de março de 1869, justamente o trecho em que os autores classificavam de excentricité burlesque.

Depois a melodia banal do Zé Pereira vai servir, nos velhos carnavais, a todo tipo de paródias pelo Brasil inteiro, para o pavor de políticos e chefetes locais.
No programa Compositores do Brasil desta quinta-feira vamos falar de carnaval. Apresentaremos as músicas carnavalescas e seus autores desde o final do século XIX, e ao longo do século passado, até a década de 1970, quando o estilo começa a sair de moda.

Vamos falar e ouvir:

Ô abre alas (1899(, de Chiquinha Gonzaga, interpretada por Linda e Dircinha Batista;
Vem cá, mulata (1906), de Arquimedes de Oliveira, com Pepa Delgado e Mário Pinheiro;
Pelo Telefone (1916), de Sinhô e Mauro de Almeida, com Bahiano, a primeira interpretação em disco.
Fala, meu louro (1920), de Sinhô, com Almirante
Cristo nasceu na Bahia (1927), de Sebastião Cirino e Duque, com os Vocalistas Tropicais;
Dorinha, meu amor (1929), de José Francisco de Freitas e Sinhô, com Augusto Calheiros;
Taí – prá você gostar de mim – (1930), de Joubert de Carvalho, com Carmem Miranda;
A Jardineira (1939), de Benedito e Humberto Porto, com Orlando Silva;
O passarinho do relógio (1940), de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, com Aracy de Almeida;
Chiquita Bacana (1949), de João de Barro e Alberto Ribeiro, com Emilinha Borba;
Daqui não saio (1950), de Paquito e Romel Gentio, com os Vocalistas Tropicais;
Maria Escandalosa (1955), de Armando Cavalcanti e Klecius Caldas, com Dalva de Oliveira;
Me dá um dinheiro aí (1960), de Homero, Ivan e Glauco, com Moacir Franco,
Bandeira Branca (1970), de Max Nunes e Laércio Alves, com Ângela Maria e Dalva de Oliveira.

Quem ouvir, verá!

Programa Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri
Quintas-feiras, às 14 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Apoio Cultural: CCBN

Aprovada a convacação da ministra Dilma Roussef.

A base governista não conseguiu barrar nesta quarta-feira a aprovação de convocação da ministra da Casa Civil , Dilma Rousseff, para falar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sobre os pontos polêmicos do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) - que inclui iniciativas em praticamente todas as áreas de governo.

Apesar de o texto ter passado pela Casa Civil e ter provocado uma crise entre diferentes setores do governo, a pré-candidata do PT não se manifestou sobre o tema até agora. A polêmica sobre o decreto levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a pedir nesta quarta-feira a exoneração de um general que criticou a criação da Comissão da Verdade , prevista no programa.

Da regulação de hortas comunitárias à revisão da Lei de Anistia, da taxação de grandes fortunas a mudanças nos planos de saúde, passando pela reforma agrária e pelo financiamento público de campanhas, o programa pretende criar 27 leis.
A votação do requerimento da senadora Kátia Abreu (DEM-GO) provocou grande bate-boca na CCJ. Logo que a matéria foi colocada em discussão, o presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO) anunciou que apenas uma pessoa falaria pelo bloco da oposição e pelo governo.

Na ausência do líder do bloco do governo Aloizio Mercadante (PT-SP), falou longamente em seu lugar o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
Quando Mercadante chegou, já não dava mais tempo de tentar derrubar e a matéria foi aprovada. Na primeira contagem, deu 6 a 7 contra o governo. Mercadante pediu a recontagem, e deu 7 a 7, podendo ter o voto de minerva do presidente Demóstenes. Mas em nova recontagem nominal, finalmente o resultado foi 9 a 7 pela aprovação.
- Vou entrar com recurso ao plenário contra essa aberração que aconteceu aqui hoje! O regimento foi atropelado, resultados mudados. Vamos deixar o plenário da comissão e ficaremos em obstrução em protesto! - Esbravejou Mercadante.
-Isso é opinião de Vossa Excelência! Pode entrar com o recurso - respondeu Demóstenes, encerrando a votação.
Junto com Dilma, foi aprovada a convocação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e do jurista Ives Gandra. Cabe aos três marcar a data do depoimento. Veja alguns pontos por Ivens Gandra Martins.

Fonte - O Globo

História do Carnaval

O Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C.. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos.

A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os "atos pecaminosos". Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas.

Em 1545, durante o Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular. Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência européia. Ocorria através de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas. Somente no Século XIX que os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas de forma semelhante à de hoje.

A festa foi grandemente adotada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país. As famosas marchinhas canavalescas foram acrescentadas, assim a festa cresceu em quantidade de participantes e em qualidade.

Por: Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

Postado por: Glória Pinheiro

FREVO NA PANELA - Por Mundim do Vale


Era domingo de carnaval. O bar de Almir Brito estava lotado, Só Pedro tinha três: Pedro Clementino, Pedrinho de Hermínia e o comunicador Pedro Jorge. Estavam ainda: Mazim, Edval, Italvan, Régis, Bruguelo e Telha Quebrada. No meio daquela folia de cachaça e maisena, Telha Quebrada começou uma arenga com Bruguelo, quando Pedrinho de Hermínia resolveu intervir:
- Ei negrada! É bom vocês deixar essa briga, pra quarta feira de cinzas, que o padre Mota aparta. Depois de feita a conciliação,lá se vinha Crispim passando em frente ao bar, quando Pedro Jorge Gritou:
- Ei Crispim! E o carnaval? - Carnaval? Qui negoço de carnaval ome! Carnaval bom é lé im casa, a panela frevendo o dia todim.
Fonte: Hudson Rolim.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

SETE LÉGUAS - Por Mundim do Vale

Dedico esse causo ao amigo Hudson Batista, que me cobrou de público.
Fonte: Antônio Gonçalves Cassundé. ( Antônio de Leó )

Dona Creuza, mãe de Deral e de Rômulo era herdeira de uma propriedade no sítio Charneca. Resolveram vender mas estava difícil encontrar compradores.
Até que ofereceram ao Sr. Luís Proto. O Sr. Luís manifestou interesse, mas queria saber as medidas. Como era herança de posse eles não sabiam.
A solução encontrada foi que Deral devia ir com o comprador até a Charneca, para mostrar o terreno.
Deral foi até a loja do seu primo Zé do Norte e comprou um par de botas sete léguas, para pagar com o pagamento da venda da propriedade.
Quando foi no domingo de manhã Deral foi com Luís Proto, mas quando chegaram na capela de Maria de Bil, Luís Proto já estava querendo desisti.
Deral convenceu o comprador dizendo:
- Mas nós já estamos tão perto. É só descer a serra.
- É mas depois de descer, nós temos que subir e descer novamente.
Mesmo assim foram até lá. Quando chegaram na propriedade, era um terreno parecido com um corredor medindo dois metros de frente, com trinta de fundos.
Luís Proto decepcionado falou:
- Mas Deral. Tu comprou um par de bota sete léguas, para mostrar um terreno que só tem trinta metros.
O dinheiro da venda do imóvel só deu para pagar as botas de Zé do Norte.
Mundim do Vale.

Colirio para os olhos e para a refletir.

Com as primeiras árvores derrubadas começou a civilização. Com as últimas árvores derrubadas a civilização terminará.
Proverbio Indiano.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

OVELHA NEGRA - Por Mundim do Vale

No ano de 1980 um tabelião me ligou, pedindo para que eu fosse instalar um vídeo cassete na sua residência que ficava no Carlito Plampona. Acertado o preço, ele me deu o endereço e eu pedi um referencial, para facilitar a localização.
Pelo telefone ele falou:
- Você vem pela Av. Francisco Sá, quando chegar num posto de gasolina, vizinho a churrascaria OVELHA NEGRA, pegue a esquerda que já é a minha rua.
Eu peguei a Francisco Sá do Jacarecanga até a Barra do Ceará, encontrei vários postos de gasolina, mas nenhuma churrascaria com aquele nome.
Depois de passar três vezes naquela avenida, sem encontrar a churrascaria, Resolvi ligar para o cidadão:
- Alô!
- Aqui é o Raimundo.
- Onde você está?
- Estou aqui no posto Brisa do Norte.
- Pois você tá bem pertinho da minha casa. Do seu lado esquerdo tem uma churrascaria?
- Tem sim.
- Pois da churrascaria, você passa cinco casas e chega na minha.
Quando eu cheguei na calçada da casa, ele já estava me esperando e foi logo me perguntando:
- Porque demorou tanto?
- Porque eu estava procurando a Churrascaria BORREGA PRETA.
Mundim doVale.

Votação - Jornal o Povo

Caro amigo, o Jornal o Povo está fazendo uma enquete para as associações que se destacaram em 2009. Nós da casa mãe, ASSOCIACÃO BENEFICENTE LUIZ OTACÍLIO CORREIA estamos concorrendo e por isso precisamos de sua ajuda. Entre no site www.opovo.uol.com.br/campeoesdasolidariedade clique em votação, região cariri e vote na associação beneficente Luiz Otácilio Correia.
Para isso voce só precisa ter um e-mail e depois confirmar seu voto no e-mail. A votaçao será ate amanha, desde já agradecemos a sua participação. QUE DEUS ilumine seu caminho. CASA MAE. Associação Beneficente Luiz Otacílio Correia.

O Crucifixo do Haiti.

Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam.
Esta imagem provoca o ser pensante. Por que foi assim? Por que aquele Crucifixo resistiu ao equivalente a 30 bombas nucleares como a de Hiroshima? E Cristo ficou ali. Parece ser aquela Sexta-Feira Santa, em Jerusalém, no alto do Calvário.
Pus-me a pensar e contemplar a chocante cena. Abri as Sagradas Escrituras e pus-me a ouvir o Senhor. O Filho do Homem permaneceu naquele lugar, representado pela imagem, para dizer aos sofredores haitianos que eles não estão sozinhos. Jesus Cristo está crucificado com eles e eles com Cristo. “Suas dores são minhas dores; suas lágrimas são minhas lágrimas; seu sangue é o meu sangue. Estou na cruz despido, como vocês que agora se encontram despidos de tantos bens.” Como disse o Profeta Isaías: “a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores” (Is 53,4).
Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres transpassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças. O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). O Crucificado resistiu às forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino.
O Crucifixo do Haiti foi mais forte que o terremoto para manter viva na mente e coração dos que por aquela rua passarem a boa notícia: “prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão” (Jo 15,13). Ali ficou uma imagem sagrada feita de matéria, porém, ao seu lado, ficaram os corpos de homens e mulheres, que viveram até o fim o Mandamento Novo. Eles foram imagens vivas do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Trata-se da Dra. Zilda Arns e quinze sacerdotes presentes naquela igreja no momento da tragédia. Eles estavam juntos porque queriam amar intensamente as crianças daquela nação que esperavam por vida e vida em abundância.
O Crucifixo do Haiti permanece erguido e o Espírito de Deus fala aos corações das pessoas de bem que salvam aquela sofrida gente. “Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; ... Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 35-36.40).
O Crucificado ressuscitou e enviou do Pai o Espírito Santo renovando todas as coisas. Ele
ficou naquela destruída rua para dizer: “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti.
Padre Francisco Agamenilton Damascena
Mensagemm enviada por Ana Micaely Brito de Morais Meneses.