O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, sobre a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, definida na tarde desta quinta-feira (11) pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Lula diz que não é bom para consciencia politica do Brasil um Governador preso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, sobre a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, definida na tarde desta quinta-feira (11) pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
BAIXA DE PRESSÃO - Por Mundim do Vale
Na campanha do ano 2000, quando eram candidatos a prefeito, Dr. João Siebra contra Dr. João Eufrásio, foi o maior exemplo do que aqui eu escrevo.
Os filhos de Valdeliz ficaram assim: Salim, Valdívia e Leandro votavam no Dr.João Eufrásio. Gustavo, Ubirajara e Elonmarcos filho de Leandro, ficaram com Dr. João Siebra.
A última carreata da coligação que prestava apoio ao Dr. Siebra, foi muito movimentada, muito carros, bastante motos e nenhum problema com acidentes ou defeito de veículos.
No final da carreata Elonmarcos vinha em cima de um mini-trío elétrico, fazendo as propagandas do seu candidato. O carro parou em frente a praça dos motoristas, não sei se por acaso ou de propósito. O fato é que Leandro estava sentado num banco e entendeu como provocação. Daí ele voou daquele banco, subiu até o trío e aberturou o filho. Em poucos segundos subiram mais de vinte pessoas e desceram com Leandro imobilizado..
Por conta daquele arrocho, Leandro que é hipertenso passou mal. Levaram o revoltado para a farmácia de João Pimpim, para tomar um calmante enquanto Gustavo chegava. Quando finalmente Gustavo chegou, ele já estava melhorando. Mas Gustavo foi logo dizendo:
- Bem feito! Eu não sei o que é que tu quer se metendo em política. Tu não sabe que é doente do coração?
Depois dessa Leandro teve uma recaída e foi levado para o hospital onde ficou internado.
No dia seguinte eu conversando com Nicolau Inácio, sobre a campanha, falei:
- Nicolau O Dr. Siebra é abençoado, fazer uma carreata daquele tamanho, com tanto carro, tanta moto, tanto eleitor embriagado e não haver nenhuma baixa.
Nicolau olhou pra mim com uma cara de riso e falou:
- É mais teve a baixa de pressão de Leandro de Valdeliz.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Zé de Ana do Sanharol - Antonio Alves de Morais
José Alves de Morais, seu Izé ou Tibola, filho de Raimundo Alves de Morais e Ana Feitosa Bitu, também tinha as suas. Seu Izé eu conheci bem, sua residência era bem próxima da nossa casa do Sanharol. Quando eu tinha lá os meus 08 anos ele me deu um presente de um “quicé” eu fui apanhar arroz com ele e Bibia sua esposa e pela primeira vez me sentir realizado, pois a honra dos do Sanharol naqueles tempos era ser um bom apanhador de arroz.Muito estimado pelos sobrinhos que o chamavam carinhosamente de “Tibola”. Ele era baixinho e gordinho e deve ter sido o Mundim do Sapo o autor de tão assemelhada característica: Tio+bola = “Tibola”.
Na década de 50 fizeram uma viagem ao Crato, Jose Bitu, Mundim do Sapo e Zé de Ana. Meio de transportes: lombo de animais, finalidade da viagem: Jose Bitu fazer compras, Mundim do Sapo visitar amigos e parentes e Ze de Ana idem. Quando chegaram ao Quebra, na casa de mãe Pastora, se arrancharam, soltaram os animais na roça e jantaram baião de dois com costela de porco torrada enquanto o bucho coube.
O dono da Loja observou o movimento e disse: o que é homem de Deus, esse chocalho eu comprei hoje de manhã a um rapaz do Quebra. Zabelê era a burra que Zé de Ana viajava, e, durante a noite um cabra roubou o chocalho, já tinha vendido a Chicô Leonel e certamente estava tomando a grana de teimosa com os amigos.
FRENTE DE SERVIÇO - Por Mundim do Vale
Na Rua: Padre José Alves ( Rua da Lagoa ) Onde eu morei muitos anos, tinha uma pilha de postes da antiga CELCA, onde o que ficou por cima estava mal posicionado. Lourival chamou o feitor e ordenou que ele mandasse os homens
Colocar o poste na posição correta. Os cassacos agarraram aquele poste como devoto de São Raimundo agarra o pau da bandeira. Passaram em torno de meia hora tentando e não conseguiram erguer nem um milímetro.
O feitor chamou Lourival e falou:
- Seu Lourival. Invente outra coisa, pruque esse poste só sai daí se for cum um guindaste. Lourival não se conformou com o argumento de Bastião e mandou que tentassem novamente.
Os homens agarraram novamente o poste, botaram força, Gritaram: Uma, duas, três, meia e já, gemeram peidaram e nada conseguiram. O feitor falou novamente com o secretário.
- Seu Lourival. Num tem jeito não. Os cassacos já fizeram de tudo e o poste nem se aluiu. Mais ainda qui má pregunte, pruque o senhor faz tanta questão de mexer nesse poste? Pruque num deixa ele queto?
O secretário já quase convencido, apontou para José Atahide que brincava com um peão e falou: É porque esse garoto neto de Dona Lolô, vive bricando por aqui e pode ser que ele venha mexer no poste e acontecer de cair por cima dele.
- Pera. Lourival! Cuma é qui trinta cassaco butaro força qui peidaro e o poste nem se mexeu, aí vem um minino desse, mais dirnutrido do que um mija- corda im greve de fome e vai derrubar o poste pru riba dele.
COMPOSITORES DO BRASIL
É Carnaval !Por Zé Nilton
O fortalezense Edigar de Alencar, falecido no Rio de Janeiro em 1993, foi jornalista, teatrólogo, poeta e musicólogo. Escreveu um livro clássico chamado O Carnaval Carioca através da música, Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1979.
Informa a trajetória do carnaval no Rio desde os tempos do entrudo e dos bailes de máscaras, e diga-se, era tudo muito lírico, a começar pelas músicas: valsas, mazurcas, e no máximo, a polca.
Lá pelo ano de 1852 um sapateiro português reuniu um grupo de amigos e saiu, na tarde da segunda-feira de carnaval tocando bombos e fazendo grande algazarra, com gritos de Viva Zé Pereira ! Pronto: estava inaugurada a libertinagem que marca o carnaval brasileiro.
Aliás, o Zé Pereira, desfile de zabumbas, era uma reminiscência de Portugal, onde ainda hoje é atração nas festas juninas de Braga e nas de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo.
Um fato curioso. A música Viva o Zé Pereira, que se tornou até pouco tempo uma espécie de “música de abertura dos carnavais” de rua e de clubes, resultou de uns versos criados por um ator carioca com parte de uma música da peça Les Pompiers de Nanterre, cuja estréia se dera no dia 08 de março de 1869, justamente o trecho em que os autores classificavam de excentricité burlesque.
Depois a melodia banal do Zé Pereira vai servir, nos velhos carnavais, a todo tipo de paródias pelo Brasil inteiro, para o pavor de políticos e chefetes locais.
No programa Compositores do Brasil desta quinta-feira vamos falar de carnaval. Apresentaremos as músicas carnavalescas e seus autores desde o final do século XIX, e ao longo do século passado, até a década de 1970, quando o estilo começa a sair de moda.
Vamos falar e ouvir:
Ô abre alas (1899(, de Chiquinha Gonzaga, interpretada por Linda e Dircinha Batista;
Vem cá, mulata (1906), de Arquimedes de Oliveira, com Pepa Delgado e Mário Pinheiro;
Pelo Telefone (1916), de Sinhô e Mauro de Almeida, com Bahiano, a primeira interpretação em disco.
Fala, meu louro (1920), de Sinhô, com Almirante
Cristo nasceu na Bahia (1927), de Sebastião Cirino e Duque, com os Vocalistas Tropicais;
Dorinha, meu amor (1929), de José Francisco de Freitas e Sinhô, com Augusto Calheiros;
Taí – prá você gostar de mim – (1930), de Joubert de Carvalho, com Carmem Miranda;
A Jardineira (1939), de Benedito e Humberto Porto, com Orlando Silva;
O passarinho do relógio (1940), de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, com Aracy de Almeida;
Chiquita Bacana (1949), de João de Barro e Alberto Ribeiro, com Emilinha Borba;
Daqui não saio (1950), de Paquito e Romel Gentio, com os Vocalistas Tropicais;
Maria Escandalosa (1955), de Armando Cavalcanti e Klecius Caldas, com Dalva de Oliveira;
Me dá um dinheiro aí (1960), de Homero, Ivan e Glauco, com Moacir Franco,
Bandeira Branca (1970), de Max Nunes e Laércio Alves, com Ângela Maria e Dalva de Oliveira.
Quem ouvir, verá!
Programa Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri
Quintas-feiras, às 14 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Apoio Cultural: CCBN
Aprovada a convacação da ministra Dilma Roussef.
A base governista não conseguiu barrar nesta quarta-feira a aprovação de convocação da ministra da Casa Civil , Dilma Rousseff, para falar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sobre os pontos polêmicos do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) - que inclui iniciativas em praticamente todas as áreas de governo.
Apesar de o texto ter passado pela Casa Civil e ter provocado uma crise entre diferentes setores do governo, a pré-candidata do PT não se manifestou sobre o tema até agora. A polêmica sobre o decreto levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a pedir nesta quarta-feira a exoneração de um general que criticou a criação da Comissão da Verdade , prevista no programa.
Da regulação de hortas comunitárias à revisão da Lei de Anistia, da taxação de grandes fortunas a mudanças nos planos de saúde, passando pela reforma agrária e pelo financiamento público de campanhas, o programa pretende criar 27 leis.
A votação do requerimento da senadora Kátia Abreu (DEM-GO) provocou grande bate-boca na CCJ. Logo que a matéria foi colocada em discussão, o presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO) anunciou que apenas uma pessoa falaria pelo bloco da oposição e pelo governo.
Na ausência do líder do bloco do governo Aloizio Mercadante (PT-SP), falou longamente em seu lugar o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
Quando Mercadante chegou, já não dava mais tempo de tentar derrubar e a matéria foi aprovada. Na primeira contagem, deu 6 a 7 contra o governo. Mercadante pediu a recontagem, e deu 7 a 7, podendo ter o voto de minerva do presidente Demóstenes. Mas em nova recontagem nominal, finalmente o resultado foi 9 a 7 pela aprovação.
- Vou entrar com recurso ao plenário contra essa aberração que aconteceu aqui hoje! O regimento foi atropelado, resultados mudados. Vamos deixar o plenário da comissão e ficaremos em obstrução em protesto! - Esbravejou Mercadante.
-Isso é opinião de Vossa Excelência! Pode entrar com o recurso - respondeu Demóstenes, encerrando a votação.
Junto com Dilma, foi aprovada a convocação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e do jurista Ives Gandra. Cabe aos três marcar a data do depoimento. Veja alguns pontos por Ivens Gandra Martins.
Fonte - O Globo
História do Carnaval
Por: Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola
Postado por: Glória Pinheiro
FREVO NA PANELA - Por Mundim do Vale
Era domingo de carnaval. O bar de Almir Brito estava lotado, Só Pedro tinha três: Pedro Clementino, Pedrinho de Hermínia e o comunicador Pedro Jorge. Estavam ainda: Mazim, Edval, Italvan, Régis, Bruguelo e Telha Quebrada. No meio daquela folia de cachaça e maisena, Telha Quebrada começou uma arenga com Bruguelo, quando Pedrinho de Hermínia resolveu intervir:
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
SETE LÉGUAS - Por Mundim do Vale
Fonte: Antônio Gonçalves Cassundé. ( Antônio de Leó )
Dona Creuza, mãe de Deral e de Rômulo era herdeira de uma propriedade no sítio Charneca. Resolveram vender mas estava difícil encontrar compradores.
Até que ofereceram ao Sr. Luís Proto. O Sr. Luís manifestou interesse, mas queria saber as medidas. Como era herança de posse eles não sabiam.
A solução encontrada foi que Deral devia ir com o comprador até a Charneca, para mostrar o terreno.
Deral foi até a loja do seu primo Zé do Norte e comprou um par de botas sete léguas, para pagar com o pagamento da venda da propriedade.
Quando foi no domingo de manhã Deral foi com Luís Proto, mas quando chegaram na capela de Maria de Bil, Luís Proto já estava querendo desisti.
Deral convenceu o comprador dizendo:
- Mas nós já estamos tão perto. É só descer a serra.
- É mas depois de descer, nós temos que subir e descer novamente.
Mesmo assim foram até lá. Quando chegaram na propriedade, era um terreno parecido com um corredor medindo dois metros de frente, com trinta de fundos.
Luís Proto decepcionado falou:
- Mas Deral. Tu comprou um par de bota sete léguas, para mostrar um terreno que só tem trinta metros.
O dinheiro da venda do imóvel só deu para pagar as botas de Zé do Norte.
Colirio para os olhos e para a refletir.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
OVELHA NEGRA - Por Mundim do Vale
Pelo telefone ele falou:
- Você vem pela Av. Francisco Sá, quando chegar num posto de gasolina, vizinho a churrascaria OVELHA NEGRA, pegue a esquerda que já é a minha rua.
Eu peguei a Francisco Sá do Jacarecanga até a Barra do Ceará, encontrei vários postos de gasolina, mas nenhuma churrascaria com aquele nome.
Depois de passar três vezes naquela avenida, sem encontrar a churrascaria, Resolvi ligar para o cidadão:
- Alô!
- Aqui é o Raimundo.
- Onde você está?
- Estou aqui no posto Brisa do Norte.
- Pois você tá bem pertinho da minha casa. Do seu lado esquerdo tem uma churrascaria?
- Tem sim.
- Pois da churrascaria, você passa cinco casas e chega na minha.
Quando eu cheguei na calçada da casa, ele já estava me esperando e foi logo me perguntando:
- Porque demorou tanto?
- Porque eu estava procurando a Churrascaria BORREGA PRETA.
Votação - Jornal o Povo
O Crucifixo do Haiti.
Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam.Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres transpassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças. O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). O Crucificado resistiu às forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino.
ficou naquela destruída rua para dizer: “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti.
Padre Francisco Agamenilton Damascena
