quarta-feira, 3 de julho de 2013

Deputado cidista critica as ações de saúde do Governo Dilma Rousseff


O deputado estadual Welington Landim criticou, nesta terça-feira, na Assembleia, as medidas anunciadas pelo Governo Dilma Rousseff no plano da saúde. Ele classificou as ações anunciadas como “surrealistas” e “marqueteiras”. Welington fez uma comparação com os recursos investidos na área da saúde no Brasil e em outros países. “O investimento no Brasil é de 0,7% do seu orçamento. Onde estamos? Demagogia tem limite. Saúde tem que ser levada a sério”, disparou o parlamentar do PSB que, em Brasília, é aliada do PT.

“O povo pobre está clamando por leito de hospital”, afirmou Landim. Ele recebeu aparte do deputado do seu partido, José Sarto. Ele lembrou que muitos hospitais fecharam as portas nos últimos anos em Fortaleza, enquanto a população cresceu. “A demanda vai toda para rede pública”, acentuou. Ele disse ainda que, em 15 anos, não houve praticamente nenhum ajuste nos valores pagos aos médicos pelos procedimentos realizados.

A deputada Dra. Silvana (PMDB) afirmou que os médicos que vão trabalhar no interior do Estado não têm segurança na carreira e ficam dependendo de questões políticas. “Terminou o mandato do prefeito que o contratou, ele vai embora sem nenhum direito”, disse. O deputado Lula Morais (PCdoB) também pediu aparte. Disse que entre as ações anunciadas pela presidente a mais factível é a ampliação de vagas para estudantes e para residência médica. Ele afirmou que a situação da saúde particular também enfrenta 

A Carta publicada ontem no Jornal O Globo - Por Gil Cordeiro Dias Ferreira

Que venha o novo referendo pelo desarmamento. Votarei NÃO, como da primeira vez, e quantas forem necessárias. Até que os Governos Federal, Estaduais e Municipais, cada qual em sua competência, revoguem as leis que protegem bandidos, desarmem-nos, prendam-nos, invistam nos sistemas penitenciários, impeçam a entrada ilegal de armas no País e entendam de uma vez por todas que NÃO lhe cabe desarmar cidadãos de bem.

Nesse ínterim, propomos que outras questões, tão importantes quanto, sejam inseridas no referendo:

Maioridade penal aos 14 anos? SIM!

Voto facultativo? SIM!

Apenas 2 Senadores por Estado? SIM!

Reduzir para a metade o número de Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores de todo país? SIM!

Acesso a cargos públicos exclusivamente por concurso, e NÃO por nepotismo? SIM!

Reduzir (por Lei) os 39 Ministérios para no máximo 20? SIM!

Exigência do 3º grau completo para os cargos de Presidente/Vice da República, Governadores, Senadores?SIM!

Exigência do 2º grau completo para os cargos de Deputado Federal/Estadual e Vereadores? SIM!

Fidelidade partidária absoluta? SIM!

Férias de apenas 30 dias para todos os políticos e juízes? SIM!

Ampliação do Ficha-limpa? SIM!

Fim de todas as mordomias de integrantes dos três poderes, nas três esferas? SIM!

Cadeia imediata para quem desviar dinheiro público. Elevando-se para a categoria de crime hediondo? SIM!. 

Atualização dos códigos penal e processo penal? SIM!

Fim dos suplentes. O político que sair dará lugar ao seguinte mais votado, independente do partido? SIM!

Redução (por lei) dos 20.000 funcionários do Congresso para um quarto? SIM!

Voto secreto ou em lista fechada? NÃO!

Financiamento público das campanhas? NÃO!

Horário Eleitoral obrigatório? NÃO!

Um BASTA, na politicagem rasteira que se pratica no Brasil? SIM !!!!!!

"O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes."


Porque o Juiz tem que ouvir as duas partes?...

Seu Zé, mineirinho, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal. No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Zé:
- O Senhor não disse na hora do acidente 'Estou ótimo'? E seu Zé responde: - Bão, vô ti contá o que aconteceu. Eu tinha acabado di colocá minha mula favorita na caminhonete...- Eu não pedi detalhes! - interrompeu o advogado. - Só responda à pergunta: - O Senhor não disse na cena do acidente: 'Estou ótimo'?
- Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia...O advogado interrompe novamente e diz: - Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e Isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta.
Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de seu Zé e disse ao advogado: - Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.
Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu: - Como eu tava dizendo, coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a Rodovia quando uma picape travessô o sinal vermeio e bateu na minha Caminhonete bem du lado. Eu fui lançado fora do carro prum lado da rodovia e a mula foi lançada pro outro lado. Eu tava muito ferido e não podia me movê. Mais eu podia ouvir a mula zurrano e grunhino e, pelo baruio, percebi que o estado dela era muito feio. Em seguida o patrulheiro rodoviário chegou. Ele ouviu a mula gritano e zurrano e foi até onde ela tava. Depois de dá uma oiada nela, ele pegou o Revorve e atirou 3 vezes bem no meio dos óio dela.
Depois ele travessô a estrada com a arma na mão, oiô para mim e disse: - “Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. E, como o senhor está se sentindo?”
Aí eu pensei bem direitinho e falei: ....Tô ótimo!
Enviado por Jose Eudes mamedio

terça-feira, 2 de julho de 2013

Lula versus Dilma - Por Ruth de Aquino

Há uma pedra barbuda no escarpim de Dilma Rousseff, furando a meia-calça. Lula é seu nome. O maior líder popular do Brasil sumiu, escafedeu-se, silenciou sua voz rouca, justamente nas semanas em que o povo acordou da letargia para protestar contra uma herança maldita.

Por que se calou o grilo falante em todas as celebrações de conquistas no país e no exterior? Só aparece na boa?

Por que Lula finge que nada é com ele? Por que o criador evitou apoiar a criatura no auge da crise? Por que ficou mudo e invisível, quando a turba se insurgiu, e brasileiros de todas as idades passaram a falar, gritar, discutir e analisar, mesmo aos tropeços e sob o risco de errar?

O Lula que se metamorfoseou em oito anos de mandato e rasgou a bandeira da ética na política... O Lula que suspendeu suas férias para defender o ex-presidente do Senado sob o argumento de que “Sarney não pode ser julgado como homem comum”...

O Lula que se locupletou com o corrupto-mor Maluf para eleger Haddad, “o novo”... O Lula que se uniu “aos picaretas do Congresso”... O Lula que quis reeditar a CPMF, uma taxa que antes chamava de extorsão... Esse Lula não põe seu bloco na rua numa hora dessas?


Por lealdade, deveria ter dado o braço a Dilma. Afinal, ela chefiava sua Casa Civil e só concordou em disputar a Presidência porque, sem Dirceu nem Palocci, Lula impôs seu nome.

A técnica Dilma, a gerentona, a ex-guerrilheira, talvez um dia escreva um livro sobre sua relação com Lula. Por mais responsável que seja, como presidente, pela explosão da insatisfação no Brasil, Dilma sabe bem quem a colocou nessa roubada de “mãe do PAC”. Sabe que recebeu uma herança de corrupção, impunidade, abuso de poder, desvio de verba pública, falta de representatividade dos partidos, péssima qualidade de serviços essenciais, impostos absurdos, altos salários e mordomias dos burocratas dos Três Poderes, cinismo e oportunismo de governadores e prefeitos. O Brasil já era assim quando ela foi eleita.

Subiu no telhado - Por Merval Pereira

Além da tentativa tosca de se apropriar da recente popularidade da seleção brasileira, afirmando que seu governo “é padrão Felipão”, mesmo que não tenha ido ao Maracanã com receio das vaias, a presidente Dilma continua sem anunciar medida concreta que dependa diretamente do Executivo para mostrar que compreendeu os anseios das ruas.

Só a reunião de seu mega ministério ontem no Palácio do Planalto dá a exata noção da burocracia paquidérmica de um governo paralisado, inoperante.

A ideia de realizar um plebiscito para definir reformas no nosso sistema partidário e eleitoral a ponto de alterar as regras do jogo já na eleição de 2014, que parecia um grande lance político, começou a subir no telhado ontem, com uma série de movimentos da própria área governista.

A presidente Dilma, autora da proposta, sublinhou ontem que fizera apenas “uma sugestão”, pois quem deve definir a essência do plebiscito e sua viabilidade são o Congresso e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A mensagem que o Palácio do Planalto enviará hoje ao Congresso não conterá perguntas, mas “sugestões de assuntos e temas”. Entre esses, Dilma citou o tipo de financiamento em campanha eleitoral e o sistema eleitoral.


Eduardo Campos, governador de Pernambuco

Ao mesmo tempo, o PSB do governador Eduardo Campos sugeriu que o plebiscito seja adiado para outubro do ano que vem, para se realizar juntamente com as eleições, o que parece mais razoável pelo menos em termos de organização e logística de uma consulta popular.

O problema, porém, continua do mesmo tamanho, pois a complexidade da reforma política não cabe em um plebiscito — nem parece ser o melhor instrumento para conseguir a participação popular fazer com que o povo substitua seus representantes de maneira direta, em questões complexas como essa.

O referendo seria mais razoável, se se quer legitimar a reforma política a ser aprovada pelo Congresso, mas o mais importante mesmo é que deputados e senadores se sintam pressionados pelas ruas para se reinventarem como representantes do eleitorado.

A ideia da Constituinte exclusiva, que acabou sendo abandonada e substituída pelo plebiscito, parece ter sido uma tentativa mal sucedida de emparedar um Congresso que se ressente de apoio popular e levar adiante uma tentativa de alterar o jogo eleitoral para obter, por meio do sistema de lista fechada, uma representação partidária que dê ao PT e a seus aliados à esquerda uma hegemonia no Congresso.

Veja este vídeo - Vale a pena - .Por Antonio Morais

Existia um homem que tinha um filho que amava extremamente. O homem trabalhava no controle da ponte do trem. Seu filho amava observar os trens e as pessoas que viajavam neles. 
Pessoas solitárias, com ira no coração, orgulhosas, frustradas e viciadas, mas um trágico erro o leva a uma escolha terrível: deixar que todos no trem morram ou puxar a alavanca e deixar que seu filho seja esmagado pela ponte.
A salvação de todos requereu o sacrifício de um mais querido. O sacrifício de um trouxe esperança para o futuro.


ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

A bondade do Senhor protege os Seus e os livra sempre que eles clamam a Ele com sinceridade.  A prova disto está neste maravilhoso salmo, que o afirma, pelo menos, seis vezes e conclui que Deus não só os livra das suas tribulações, como das suas necessidades; enche a sua boca de bens e sacia a alma sedenta!

Deus é maravilhoso para com todos aqueles que à Sua sombra se abrigam e que confiam nos Seus planos de redenção. Ele faz cessar a tormenta da tua vida e acaba com as ondas enfurecidas.

Já experimentaste a ajuda de Deus numa hora de aflição?

Um dia, um amigo meu, que é pescador, foi surpreendido, com a sua "companha", por uma terrível tempestade. Toda a noite, ele e os seus companheiros, lutaram com ventos ciclônicos e ondas gigantescas, que pareciam querer engolir a frágil traineira. Pela manhã, quando os primeiros raios de luz permitiram enxergar alguma coisa, eles notaram que o barco se aproximava perigosamente de uns rochedos, que estavam prestes a esfrangalhar aquela "casca de noz".  O nosso amigo, que era um cristão pouco colaborador, lembrou-se de Deus e orou: - "oh Deus, tem misericórdia de nós! Ajuda-nos a sair deste inferno e a voltar para junto das nossas famílias! Ajuda-nos, Deus bendito...”.

Não foi preciso mais. Naquela mesma hora o leme cedeu, ficou mais leve, e o barco saiu daquele redemoinho desviando-se da destruição certa.

Desde esse dia, o meu amigo José tornou-se um cristão diferente. Na hora da angústia Ele aprendeu a clamar e a sentir a ajuda de Deus.

"E clamaram ao SENHOR na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades." Salmos 107:6

Desconheço o Autor

Datafolha: 74% dos brasileiros querem prisão dos mensaleiros.



Pesquisa feita pelo instituto Datafolha mostra que 74% dos brasileiros defendem a prisão imediata dos réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão.

Onze mensaleiros deverão iniciar o cumprimento das penas em regime fechado, e outros onze em regime semiaberto. O Supremo ainda decidirá sobre os chamados embargos apresentados pela defesa dos réus, ainda sem data para ser analisados.

Confira as penas dos réus do maior escândalo de corrupção do país

Para 14% dos entrevistados, os condenados merecem um novo julgamento. Outros 12% não souberam responder ao questionamento.

O levantamento foi feito nos dias 27 e 28 de junho, com 4.717 pessoas, em 196 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.



ENVIADO A VÁRIOS JORNAIS

Há muito eu já sabia que a dona Dilma é uma incompetente e pau mandado do Exu de Garanhuns. Após seu último pronunciamento na TV, diga-se de passagem forçada pelo medo das manifestações de rua, tenho certeza de que é também mentirosa. 

Imaginem, ela propôs aplicar os royalties do pré-sal na educação. Ora, a Petrobras está falida e jamais teria condição de financiar tal prospecção com retorno nos próximos dez anos, e esse dinheiro aplicado em educação levaria outros dez para efetivamente aparecer como benefício social. A segunda mentira foi propor que corrupção "dolosa" seja crime hediondo. Gostaria de saber da "presidenta" se no código civil existe a corrupção culposa. 

Finalmente propôs uma constituinte específica para realizar a reforma política, ou seja adaptar nossa atual constituição ao modelo bolivariano. Tudo isso com o apoio do gênio Aluízio Mercadante, que por hora esqueceu que é o  ministro de plantão na pasta da Educação. 

Está cada vez mais difícil e intolerável ligar a TV e ver essa bandidagem oficial reunida para nos chamar de idiotas.

Humberto de Luna Freire Filho,  médico
Rg 5.529.325   SSP SP
Tel (011) 3051 2532
São Paulo - Capital

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Bode viajante - Por Antonio Morais

Francisco das Chagas Bezerra, Chico Piau, veio a Exposição do Crato e comprou um bode de raça. O animal era P.O e o Chico Piau saiu pelas barracas, rua a cima rua abaixo mostrando o bode a todo mundo.

Na hora de viajar para Várzea-Alegre surgiram os primeiros problemas: como transportar? Não havia um transporte adequado. Raimundo Cacaria fazia uma excursão com alguns conterrâneos em seu ônibus. Foram a cima, foram a baixo, até que Chico Piau convenceu Cacaria a levar o bode no bagageiro do ônibus.

Chegando em Várzea-Alegre quando abriram o porta do bagagens o bode estava inturido, morto, com os dentes cerrados, “num grande sorriso”.

Cacaria assustado perguntou: Morreu? Chico Piau respondeu: não, está  rindo da tua cara porque não pagou a passagem!


ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Um cristão chileno nos escreve: “Tenho em minha memória uma antiga experiência que meu avô me contou quando eu era menino”. Ele era um homem do campo. Entre os animais que possuía havia um potro que jamais se deixara domesticar.

Este, pois, fugiu para as montanhas, longe da fazenda, conservando as características de um animal selvagem. Mas certa noite, meu avô ouviu as pisadas de um animal que andava ao redor da casa. Os cachorros latiam muito.

Ao levantar, teve uma surpresa: o potro selvagem estava ao alcance de sua mão. Talvez em uma de suas corridas enlouquecidas, alguma farpa tenha entrado em sua pata.

Por instinto, procurou a casa de seu dono para obter cuidado e cura. Para mim, essa experiência real é bela e consoladora, e merece ser comentada. Aquele potro se parece com o homem que vive indiferente a Deus, longe dEle, dando livre curso às suas paixões.

Porém chega o dia no qual Deus coloca uma estranha e dolorosa farpa que o obriga, passo a passo, a se humilhar diante dEle, a se arrepender e a crer no Senhor Jesus, o Salvador.

Então experimentará como a poderosa e bondosa mão de Deus arranca todo o mal. “Em Seu amor, Deus também pode agir assim com o cristão que anda por caminhos que O desonram, para que Seu filho volte a desfrutar da comunhão com o Pai”.

Pensemos Nisso!

"Porém ninguém diz: Onde está Deus que me criou, que dá salmos durante a noite;"  Jó 35.10

Cadê a estadista? - ÉPOCA

Na manhã da última quarta-feira, num dos muitos encontros políticos do “pacto nacional” que prometera na TV dias antes, a presidente Dilma Rousseff aceitou receber para uma conversa, no Palácio do Planalto, os presidentes das principais centrais sindicais do país. Não houve papo. Dilma defendeu, por 40 minutos ininterruptos, a proposta que sacudira o Brasil nos últimos dias: uma reforma política com participação popular.

Em seguida, determinou que cada convidado teria apenas dez minutos para dizer o que pensava – mas nem tanto. Wágner Freitas, presidente da CUT, central ligada ao PT, queria falar. Até tentou, mas foi interrompido algumas vezes por Dilma.

No momento em que Dilma parecia hostilizar qualquer contribuição que destoasse do que ela, na verdade, já decidira, era inevitável para alguns dos presentes lembrar o pobre sindicalista Artur Henrique, ex-presidente da CUT. Em maio do ano passado, numa das raras vezes em que Dilma pediu a opinião dos sindicalistas para qualquer coisa, Henrique ousara criticar uma medida do governo. “Você está falando besteira, cala a boca!”, disse Dilma.



Desta vez, não houve grosseria. Mas sobrou rispidez – e constrangimento. No meio da reunião, um participante quis ir ao banheiro ao lado da sala, no 3° andar do Planalto. Um segurança aproximou-se, meio sem graça: “Amigo, não usa esse banheiro, vai no lá de baixo”. O sindicalista quis saber por quê. “É que, quando dá descarga, a presidenta fica muito brava com o barulho”, disse o segurança.

À medida que a reunião transcorria, quando algum sindicalista ia ao banheiro, outro soltava a piada baixinho: “Ela vai meter o braço em você...”. Não demorou para que Dilma interrompesse a conversa. “Meu tempo acabou, meu tempo acabou, não dá mais para vocês falarem”, disse.

A reunião durara menos de duas horas. Os sindicalistas saíram do gabinete presidencial convencidos de que Dilma os despreza. Saíram, também, sem entusiasmo por qualquer pacto – e sem vontade de voltar.
PRESSIONADA O estilo de governo e a personalidade de Dilma a afastaram do Congresso, das ruas e até do próprio PT. Sua reeleição está em risco?
 

O golpe do PT - Por Merval Pereira, O Globo

Quando os manifestantes nas ruas dizem que não se sentem representados pelos partidos políticos, e criticam a defasagem entre representante e representado, estão falando principalmente da reforma política.

Mas há apenas uma razão para que o tema tenha se tornado o centro dos debates: uma manobra diversionista do governo para tentar assumir o comando da situação, transferindo para o Congresso a maior parte da culpa pela situação que as manifestações criticam.

O governo prefere apresentar o plebiscito sobre a reforma política como a solução para todos os males do país e insistir em que as eventuais novas regras passem já a valer na eleição de 2014, mesmo sabendo que dificilmente haverá condições de ser realizado a tempo, se não pela dificuldade de se chegar a um consenso sobre sua montagem, no mínimo por questões de logística.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, convocou para terça-feira uma reunião com todos os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para começar a organizar a logística para um possível plebiscito.


Ministra Cármem Lúcia, presidente do TSE

Ao mesmo tempo, a diretoria de Tecnologia do TSE já começou a estudar qual a maneira mais rápida de montar uma consulta popular nas urnas eletrônicas.

Só depois dessas reuniões, o TSE terá condições de estimar o tempo previsto para implementar o plebiscito, e até mesmo sua viabilidade, já que o sistema binário (de sim ou não) pode não ser suficiente para a definição de temas tão complexos quanto o sistema eleitoral e partidário.