terça-feira, 5 de novembro de 2013

Proezas de nossa gente - Por Antonio Morais


Galego de Pedro de Mané estava em casa, quando ouviu os gritos de madrinha Doca pedindo que ele fosse dar um jeito nos filhos de Jesus Catita que estavam derrubando as laranjas da laranjeira que ela tem no quintal de sua casa.

Galego foi imediatamente, chegou lá deu uma lição de moral nos três guris, botou prá correr dizendo para os mesmos: Olhem, não venham mais aqui não, se não eu vou lá na casa de vocês dizer ao seu pai.

O mais novo espiou pra trás e respondeu:

Precisa ir lá em casa não, ele estar aí detrás desta cerca. Quando Galego olhou, Jesus Catita estava escondido com um saco meio de laranjas.

Tal filho, tal pai.

Desordem e regresso - Por José Roberto de Toledo.

O Latinobarômetro é o mais tradicional estudo sobre a opinião pública latino-americana. Na edição divulgada sexta-feira, o Brasil foi o país onde a percepção de progresso mais regrediu: 19 pontos a menos de 2011 para 2013. No primeiro ano de governo Dilma, 52% dos brasileiros diziam que o País estava progredindo. Dois anos depois, a taxa desceu a 33%. O Brasil caiu de 3.º para 11.º no ranking de progresso. Não foi só o País.

Dilma Rousseff também perdeu posições. Na classificação dos 18 presidentes, ela passou da vice-liderança em 2011 para a 7.ª colocação em 2013. O governo da brasileira tinha 67% de aprovação dois anos atrás, contra 56% este ano. É uma tendência.

A crise econômica dos países ricos desgasta a popularidade dos governantes latino-americanos. A média de aprovação dos governos do continente caiu de 60% em 2009 para 49% em 2013.

O problema de Dilma é que ela perdeu mais apoiadores do que os presidentes que vinham logo atrás no ranking. Se em 2011 a brasileira só não tinha mais aprovação do que seu colega colombiano, em 2013 Dilma perde para os presidentes de República Dominicana, Equador, Bolívia, El Salvador, Uruguai e Nicarágua. Ela só ultrapassou o da Colômbia, que caiu para o 8.º lugar.

O levantamento de opinião para o Latinobarômetro, feito no Brasil pelo Ibope, coincidiu com os protestos de rua aqui. As entrevistas foram feitas na segunda quinzena de junho. Pesquisa CNI/Ibope realizada poucos dias antes apontava ainda 71% de aprovação para o governo Dilma. A insatisfação pública cresceu tão rapidamente quanto o tamanho das manifestações.

O auge do descontentamento dos brasileiros com seus governantes ocorreu em julho. Dias depois de fazer a pesquisa para o Latinobarômetro, o Ibope voltou a campo e encontrou apenas 45% de brasileiros aprovando o governo Dilma.

Desde então, a presidente recuperou um terço da popularidade perdida com os protestos. Mas a taxa de aprovação do seu governo ainda está pouco abaixo de onde estava na véspera de as pessoas irem às ruas: bateu em 53% em outubro, segundo o Ibope, contra 56% quando o Latinobarômetro foi a campo. O otimismo é bem menor do que no final do governo Lula e no começo da gestão de Dilma.

Em 2009 e 2010, Lula era o governante mais aprovado da América Latina. Alcançou aprovação de 85% e 87%, respectivamente. Dilma beneficiou-se dessa inércia, mas o capital popular deixado pelo padrinho vem se desgastando à medida que mais brasileiros passam a ver o País sem progresso.

Pesquisas feitas entre agosto e outubro mostram que nas capitais e maiores cidades, principalmente do Sudeste, o descontentamento com o governo Dilma permanece alto, apesar de ela ter recuperado popularidade no interior do País e no Nordeste.

O comando da campanha da presidente tem buscado garantir o apoio de quem já é simpatizante de Dilma. Daí a prioridade para atividades presidenciais em cidades do interior e suas entrevistas para rádios locais e regionais. O alcance dessa tática tem se mostrado limitado - insuficiente para ela superar o teto de 38% de ótimo/bom e os 53% de aprovação.

Uma possível explicação para esse limite ao crescimento da popularidade de Dilma é que a confiança do consumidor continua andando de lado desde junho. O consumo de massa foi o motor que fez a aprovação de Lula disparar e elegeu Dilma.

Não é coincidência que a popularidade presidencial tenha caído justamente quando a confiança do consumidor se viu abalada. Tampouco é acaso que nenhuma das duas taxas tenha se recuperado desde então. O clima de opinião é desfavorável.

Os protestos viraram desordem. Perderam volume e apoio, mas ganharam frequência e incômodo. Já o progresso econômico, aos olhos de quem compra, se não regrediu, parou. E, com ele, a popularidade presidencial.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Petrobrás fechará 38 empresas no exterior até 2015 - Por Sabrina Valle, Estadão


Sob comando direto da presidente Graça Foster, a Petrobrás tem reduzido sua atuação na área internacional e fechado representações no exterior. Em Portugal, Austrália, Irã, Nova Zelândia, Turquia e Líbia as atividades estão sendo encerradas. Todas as seis representações da companhia na África passarão ao guarda-chuva de uma joint venture criada junto com o BTG, deixando o balanço da estatal mais leve.

Quando Graça assumiu em 2012, a Petrobrás tinha operação em 23 países. Hoje, o portfólio foi reduzido para 17. Deve enxugar ainda mais quando forem incluídas as seis unidades africanas que sairão do balanço da companhia: Nigéria, Angola, Gabão, Benin, Namíbia e Tanzânia. Ainda há atividades operacionais na Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai, Colômbia, Peru, Venezuela, México, Estados Unidos e Japão.



Enviado por Amigos de Deus

122 pares de sapatos e ela não encontrava um que servisse para aquela festa.
20 ternos e ele estava achando todos um lixo.
Geladeira cheia e o menino batia a porta da geladeira por não encontrar uma coisa gostosa.
Calmante forte, com tarja preta e e receita,mas eles não conseguiam dormir.
Carro do ano na garagem, mas não sabiam para onde ir.
Casa de luxo na praia, mas estava fechada havia muitos meses... Celular último tipo.........
DVD, Karaokê, Notebook, Câmera digital, Vídeo Game In Box, jogos de última geração, e muita, muita insatisfação.

Estamos nos armando de tudo o que é tipo de tranqueira material para suprir o vazio que nada preenche. Vamos ao supermercado esperando encontrar felicidade nas prateleiras, mas voltamos frustrados, com o carro cheio e a alma vazia.

Nunca o homem teve tanto acesso a Deus e nunca ficou tão distante como agora, tantos templos, tantas religiões, tantas definições e ideologias, e mesmo assim, o homem se afasta cada vez mais do seu Criador. Por isso a carência afetiva, as doenças nervosas, a violência que se espalha, o consumismo que gera as diferenças sociais tão brutais. E nada sacia o homem, quanto mais ele acumula, quanto mais possui, mais vazio vai se tornando.

Aproveite seu dia, busque encontrar Deus pelo caminho, na pessoa que sentou-se ao seu lado no ônibus, no vizinho que você não cumprimenta já faz tempo, no animal abandonado que você quase atropela, na árvore que seca bem em frente a sua casa, no cidadão deitado no banco da praça, no filho que se embriaga e você nem vê, na filha que sofre a desilusão do primeiro amor e você não sabe.

Quantos gritam onde está Deus? Cegos pelo orgulho que não permite ver que Ele nunca se ausentou, sempre esteve na sua vida, no seu dia, na sua família, mas nunca foi chamado, a não ser nas desgraças e nos momentos de dor e sofrimento.

Você convidou Jesus para almoçar com você hoje?
No dia do seu casamento você mandou o primeiro convite para Ele?
Na sua formatura Ele estava presente?
Hoje ao levantar-se você falou com Ele?
Você contou do seu amor, da sua alegria no trabalho?

Você quer saber onde está Deus?

Olhe para a sua vida, como você trata os seus, olhe para a sua casa, reveja suas atitudes diárias.

Os atos falam mais do que as palavras e tudo o que fazemos, são as verdadeiras orações que levamos até Ele. 

Por isso, antes de fazer sua oração repetida, velha e cansada, coloque um "fogo novo" na sua vida: 
Convide Jesus para participar de todos os seus momentos, e assim, você será preenchido, saciado, envolvido pelo amor que nunca acaba, pela água que sacia a tua sede, e então, mesmo com muito pouco, serás plenamente feliz, porque Ele veio para que todos tenham vida, e tenham vida com abundância.

Paulo Roberto Gaefke

Eike Batista, o bilionário-celebridade - Por Elio Gaspari, O Globo



A quebra da OGX de Eike Batista era pedra cantada e foi a maior concordata da história do país. Em 2010, suas ações valeram R$ 23,27. Para desencanto de 52 mil acionistas e algumas dezenas de diretores da grande banca pública e privada, saíram da Bolsa a R$ 0,13.

Todo mundo ganhará se disso resultar algum ceticismo em relação à exuberância irracional da cultura das celebridades poderosas. Nela, juntam-se sábios da banca que se supõem senhores do Universo e autoridades que se supõem oniscientes.

Admita-se que um vizinho propõe sociedade num empreendimento. Ele é um homem trabalhador, preparado, poliglota, esportista e bem sucedido. Apesar disso, expôs sua vida pessoal mostrando que tem um automóvel de luxo na sala de estar, comunica-se em alemão com o cachorro (o bicho chegou ao Brasil num Boeing privado, com dois treinadores).

Sua mulher desfilava numa escola de samba com uma gargantilha onde escreveu o nome dele e deixou-se fotografar de baixo para cima usando lingerie transparente. Nomeou para a diretoria de uma de suas empresas um filho que declarou só ter lido um livro em toda a vida.

Revelou que estava ligado em astrologia, confiando no seu signo (escorpião), e disse coisas assim: “Tenho alguma coisa com a natureza. Onde eu furo, eu acho”. Quando suas contas começaram a ter problemas, defendeu-se: “Meus ativos são à prova de idiotas”. Tem jogo?

Eike tornou-se uma celebridade, listada por oráculos da imprensa financeira como o homem mais rico do Brasil, oitavo do mundo e anunciou que disputaria o primeiro lugar. Até junho, quando as ações da OGX estavam a R$ 1,21, sentavam-se em seu conselho de administração figuras respeitáveis como o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e a ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie.

Lula visitava seus empreendimentos. A doutora Dilma Rousseff dissera que “Eike é o nosso padrão, a nossa expectativa e, sobretudo, o orgulho do Brasil quando se trata de um empresário do setor privado”. Quem entrou nessa, micou, inclusive a doutora.

Em seus delírios, Eike Batista criou uma fantasia que pouco tem a ver com a real economia brasileira, ou com as bases dos setores de petróleo, mineração e infraestrutura. Parte do mico ficou para os gênios da banca internacional. Cada um acreditou no que quis e deu no que deu. Falta de exemplos, não foi.

Para falar só de grandes empresários que já morreram, a austeridade foi a marca de empreendedores como Augusto Trajano de Azevedo Antunes, que criou a mineradora Icomi, Leon Feffer, criador da Suzano Papel, e Amador Aguiar, pai do Bradesco. Não foram celebridades. Descontando-se o fato de que “seu” Amador não usava meias, não tinham folclore.

A INDIFERENÇA DO BRASILEIRO - POR ANTONIO MORAIS



A morte é o único ato que se tem como certo. É democrática e dela ninguém foge. No Brasil, diariamente, morrem centenas de seres humanos pelas mais diversas razões e motivos. Assassinatos, desastres de automóveis, de motos, e, o pior, morre gente na porta do hospital por falta de atendimento, morre gente porque não tomou o remédio  que a lei lhe assegura e o gestor publico  não lhe fornece, morre gente porque o exame que precisava fazer estava marcado para dois anos depois, e, não deu para esperar. E a seca? Essa perversa maldição que começa matando pela esperança e sonhos, e, termina liquidando com o corpo por inanição. 

São centenas de mortes diárias, espalhadas num universo, nessa imensidão territorial que é o Brasil. Mas, o povo brasileiro é indiferente e insensível a esse tipo de defunto. O marqueteiro não manda a presidente ir chorar no velório. O Papa não reza nem manda rezar. Porém, quando cai um avião na Amazônia, quando  acontece um acidente numa casa de vadiação, é aquele alarido, aquela comoção. 

Já não dá mais para se ter duvidas, no Brasil, o valor do morto está na sua condição financeira, na classe social que pertence. É bom ter consciência que não existe mortos de  primeira ou segunda classe, pra cada  uma dessas centenas de pessoas que morrem, diariamente, na imensa escuridão do desconhecimento, existe uma mãe, uma esposa, um filho que também choram.  As lágrimas do pranto e do sofrimento são iguais pra uns e outros.

domingo, 3 de novembro de 2013

DO TEMPO DO BUMBA - Por Mundim do Vale.

COMUNICAÇÂO  PRECÁRIA.

Dedicado a; Dirceu Costa, Dr. Flávio Cavalcante Costa e Chico Gomes.

1958, foi um ano triste para nós varzealegrenses. Além de alguns crimes violentos, aquele ano foi de uma perversa seca. Nossos conterrâneos debandavam para São Paulo ou Maranhão na busca do espaço da sobrevivência.
A comunnicação da época era precária. O pessoal se comunicava apenas pelas cartas e telegramas dos correios, recados pelas ondas das emissoras de rádios e bilhetes da cidade para os sítios e vice-versa.
O  D.N.O.C.S.- Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, desenvolveu uma frente de serviço em Várzea Alegre – Ceará. Um dos trechos era a construção de uma estrada ligando o bairro Patos até a Santa Rosa, onde fazia o encontro com a estrada velha que ligava a cidade de Várzea Alegre ao município de Lavras da Mangabeira.
Para a obra foi determinado a colocação de vinta barracas, medindo cem metros de uma para a outra. Cada barraca era composta por um feitor e vinte cassacos.
Um certo dia o Coronel Dirceu de Carvalho Pimpim, precisou mandar um bilhete para o seu morador Baixó no sítio Santa Rosa e encarregou o seu  neto Antônio Ulisses Costa para arranjar um portador, se não arranjasse ele mesmo tinha que ir.
Antônio foi até o início da obra onde a primeira barraca tinha o Senhor José Sobrinho como feitor e os seus familiares do sítio Unha de gato como cassacos.
Foi lá que Antônio teve a ideia de se poupar da viajem. Foi até o feitor e falou:
- Seu Zé. Papai Dirceu mandou esse blhete para ser entregue a Baixó, lá na Santa Rosa.
Zé Sobrinho rebateu:
- Mais eu num posso laigá o meu sirviço não.
- O Senhor faz o seguinte; Entrega na segunda barraca e pede para alguém  de  lá entregar na seguinte. O outro entrega na outra, até chegar na última, que é vizinha a casa de baixó. Fazendo assim cada portador só anda cem metros.
Assim foi feito. Quando o bilhete e o recado chegaram na última barraca, coube a Francisco Gomes Neto ( Chico Gomes ) entregar  nas mãos de Baixó. Francisco era menor de idade mas tinha sido incluso na frente de serviço.
Chico Gomes foi até Baixó e disse:
- Seu Baixó. Antônio Ulisses mandou eu trazer esse bilhete da rua até aqui, para entregar ao senhor, é do Coronel Dirceu. Sim ele mandou dizer também que era para o Senhor  pagar a minha viajem com cana e caju.
Baixó desceu para o sítio, quando voltou foi trazendo dez varas de canas e um baláio de cajus. Chico Gomes quase não conseguia levar.

O ESCRITO  DO  BILHETE:

Baixó. Me pegue o cavalo, me bote a cela, me bote os arreios e traga que eu preciso  ir ao brejo para acertar umas coisas com  o meu cunhado Raimundo Otônio.

Déficit recorde obriga esforço nas finanças públicas - O Globo

No discurso, o governo se convenceu que um desequilíbrio nas finanças públicas é fonte de muitos dos problemas que a economia brasileira passou a enfrentar.

Antes, já durante o segundo mandato do presidente Lula e nos três primeiros anos da administração da presidente Dilma, as autoridades achavam que pondo o pé no acelerador dos gastos governamentais o Brasil passaria quase incólume pela crise internacional, pois o consumo doméstico seria capaz de sustentar um ritmo de crescimento acelerado. Não foi o que ocorreu.

Os percentuais de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) minguaram para patamares insatisfatórios, que poderão até mesmo comprometer avanços sociais dos quais o governo se vangloria de ser o único responsável. Ao lado do baixo crescimento, a inflação voltar a causar preocupação.

Mas, se no discurso a “autocrítica” pareceu sincera, na prática não se observa mudanças substanciais na política fiscal. Em setembro, últimos dados disponíveis, o setor público registrou déficit primário recorde (R$ 9 bilhões).

Não é mais o encolhimento dos superávits primários que está em questão, pois agora o déficit se faz de novo presente nas finanças governamentais. E recorde! Ou seja, o setor público deixou de economizar recursos não apenas para o pagamento de juros, mas também para suas despesas correntes.

Ao menos a chamada “contabilidade criativa” deixou de ser usada para se fazer uma conta de chegar para um ilusório equilíbrio nas finanças públicas. Agora, o governo espera se aproximar do resultado prometido com a ajuda das receitas extraordinárias, incluindo os R$ 15 bilhões do bônus de assinatura que serão desembolsados pelo consórcio vencedor do leilão do campo de petróleo de Libra (o que reforça o argumento dos que suspeitam que razões fiscais pesaram na decisão de se realizar a licitação agora).

Seja como for, as receitas salvadoras reforçarão os cofres do Tesouro quase no apagar das luzes do exercício. Mas, óbvio, não se repetirão.

É natural que em alguns meses os resultados da política fiscal possam ser melhores que em outros. Mas, se forem ruins em praticamente todo o exercício para só melhorarem em um curto período, em termos macroeconômicos os efeitos desejados não são alcançados. Para combater a inflação, o Banco Central é obrigado a elevar as taxas de juros substancialmente, por exemplo.

O Brasil teve a oportunidade de passar pela crise internacional com um quadro fiscal mais benigno. Outras fontes de financiamento da economia brasileira estiveram disponíveis por um tempo razoável.

Agora as economias mais desenvolvidas estão começando a se recuperar, e a disputa por essas fontes de financiamento será mais acirrada. Daqui para a frente, o ajuste das finanças públicas exigirá esforço redobrado.

sábado, 2 de novembro de 2013

O riso e a Alegria venceram o pucha-saquismo e a bajulação - Por Antonio Morais.


Há poucos dias escrevi sobre  a arrogância e orgulho do Mussuline e Hitler e, a humildade de Francisco de Assis. Engula seu orgulho, a humildade triunfa.

Foi prazeroso  assistir o Globo Repórter de ontem. Vi minha  terra na sua mais  pura originalidade. Alegria e felicidade de mãos dadas. 

O programa não permitiu a influencia da bajulação local, pois se assim fosse teria mostrado interesses mesquinhos,  pessoais, bem  ao estilo  do egoismo exclusivista que conhecemos. 

O fato de não permitir a escolha do que mostrar,  contribuiu grandemente para que se mostrasse  o que de melhor, mais puro e sublime existe. Pois se assim não fosse não teríamos  mostrando ao mundo  o riso e a alegria do nosso povo feliz e bem humorado.

Salve São Raimundo Nonato. Salve Várzea-Alegre.

Lula e Eike Batista nasceram um para o outro - Por Auguisto Nunes.


Os dois são vendedores de nuvens. Nenhuma farsa dura para sempre, avisou em 23 de abril o post abaixo reproduzido, inspirado nas semelhanças que transformaram Eike Batista e Lula numa dupla muito afinada. Nesta quarta-feira, o império imaginário de Eike sucumbiu ao peso de uma dívida sem garantias que soma U$ 5,1 bilhões. “Pedido de recuperação judicial”, como o formulado pela petroleira OGX, é o codinome do velho e manjado calote quando aplicado por gente fina. A tapeação chegou ao fim. O candidato a empresário mais rico do mundo faliu. O ex-presidente continua empinando seus malabares. Mas está condenado a descobrir, não importa quando, que a freguesia dos camelôs de palanque sumiu. Lula é Eike amanhã.

Lula é o Eike Batista da política. Eike é o Lula do empresariado. Um inventou o Brasil Maravilha. Só existe na papelada que registrou em cartório. Outro ergueu o Império do X. No  caso, X é igual a nada.

O pernambucano falastrão que inaugurava uma proeza por dia se elogia de meia em meia hora por ter feito o que não fez. O mineiro gabola que ganhava uma tonelada de dólares por minuto se cumprimentava o tempo todo pelo que disse que faria e não fez.

O presidente incomparável prometeu para 2010 a transposição das águas do São Francisco. O rio segue no mesmo leito. O empreendedor sem similares adora gerúndios e só conjuga verbos no futuro. Estava fazendo um buquê de portos. Iria fazer coisas de que até Deus duvida. Não concluiu nem a reforma do Hotel Glória.

Lula se apresenta como o maior dos governantes desde Tomé de Souza sem ter concluído uma única obra visível. Eike entrou e saiu do ranking dos bilionários da revista Forbes sem que alguém conseguisse enxergar a cor do dinheiro.

Lula berrou em 2007 que a Petrobras tornara autossuficiente em petróleo o país que, graças às jazidas do pré-sal, logo estaria dando as cartas na OPEP. A estatal agora coleciona prejuízos e o Brasil importa combustível. Eike vivia enchendo milhões de barris na demasia de jazidas que continuam enterradas no fundo do Atlântico. Não vendeu um único litro.

Político de nascença, Lula agora enriquece como camelô de empreiteiros. Filho de um empresário muito competente, Eike adiou a falência graças a empréstimos fabulosos do BNDES (com juros de mãe e prestações a perder de vista), parcerias com estatais (sempre prontas para financiar aliados do PT com o dinheiro dos pagadores de impostos) e adjutórios obscenos do governo federal.

Lula só poderia chegar ao coração do poder num lugar onde tanta gente confia em eikes batistas. Eike só poderia ter posado de gênio dos negócios num país que acredita em lulas.

É natural que tenham viajado tantas vezes no mesmo jatinho. É natural que se tenham entendido tão bem. Nasceram um para o outro. Os dois são vendedores de nuvens.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Contas do governo central têm pior resultado para setembro desde 1997.

Economia feita para pagar juros somou R$ 10,473 bi no nono mês e R$ 27,943 bi no acumulado do ano, resultado 49% menor do que em 2012

Influenciado pelo elevado rombo nas contas da Previdência Social, o governo central, formado pelo governo federal, Banco Central e Previdência Social, registrou déficit primário de 10,473 bilhões de reais no mês passado, o pior resultado para setembro em 17 anos, indicando risco ainda maior de descumprimento da meta para o ano. 

Nos nove primeiros meses de 2013, a economia feita para o pagamento de juros acumula superávit de 27,943 bilhões de reais, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira. O número é 49% menor do que o montante economizado em igual período do ano anterior.

Com o péssimo resultado, o governo chega aos últimos meses de 2013 com risco iminente de descumprimento da meta ajustada de superávit primário, de 2,3% do Produto Interno Bruto.

Dilma finge que algemou a inflação - Blog de Augusto Nunes

Nos últimos dez meses, enquanto recitava que a inflação estava sob controle, Dilma Rousseff tentou rebaixar a “pessimistas de plantão” ou “pessoas que torcem para que o Brasil dê errado” todos os que enxergaram o perigo escancarado pela altitude dos índices.

Nesta segunda-feira, durante a cerimônia festiva promovida por uma revista estatizada, a presidente enfim admitiu ter visto o que até agora jurava não enxergar. Mas a assombração, além de ter aparecido uma vez só, já foi algemada, mentiu a supergerente de araque.

“A inflação que no início do ano se mostrava alta e incomodava a todos foi enfrentada sem tréguas”, decolou a oradora. A salva de palmas reiterou que Dilma estava em casa.

Se houvesse por lá um único e escasso jornalista de verdade, é improvável que a presidente se atrevesse a usar verbos no passado - “mostrava”, “incomodava” - para tratar de um problema presente que tende a agravar-se no futuro imediato. E talvez evitasse confinar “no início do ano” uma sequência de algarismos inquietantes que vai chegar a dezembro sem ter sido interrompida.

HISTORIAS DE ALMAS - POR ANTONIO MORAIS.


José André do Sanharol se cagava de medo de alma! Como podia isso acontecer? Um homem forte, corajoso, ir ter medo de uma coisa que nem existe? Na época que estava para noivar, chegando na casa de seu futuro sogro Antônio de Pedrinho, encontrou um zum zum zum dando conta que havia uma alma no interior da residência.

Do lado de fora estavam alem de sua noiva Antônia, as futuras cunhadas Maria de 08 anos, Uninha de 06 anos e Dona Andrezinha, viúva e futura sogra.

Dando uma de machão, naturalmente para impressionar a noiva, disse: Vou entrar e ver se tem alguma alma lá; se tiver, eu voltarei na carreira, Vocês que vão ficar aí na porta, deixem passar o primeiro vulto, que é o meu, agarrem o segundo que é a alma.