domingo, 26 de março de 2017

Avenida Paulista voltou a ser ocupada, neste domingo, 26 de março de 2017, agora em apoio a Lava Jato

Fonte: Agências de Notícias 

Manifestantes ligados aos movimentos que pediram o impeachment de Dilma Rousseff no ano passado voltaram às ruas neste domingo, 26 de março, para protestar, desta vez, com foco no Congresso Nacional. Os protestos deste domingo são contra a anistia ao caixa dois, o voto em lista fechada e o foro privilegiado, entre outras pautas. Também querem reafirmar o apoio à operação Lava Jato e pedem o fim do estatuto do desarmamento. Os protestos deste domingo foram convocados pelos grupos Vem pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL) e acontecem mais uma vez em São Paulo (na avenida Paulista), no Rio de Janeiro, Brasília e em outras cidades do país.

Monarquistas marcam presença


 Convidado a subir no carro de som, durante a manifestação na Av. Paulista, em São Paulo, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, discursa, sob os aplausos do grande número de manifestantes, contra a ineficiência do atual regime republicano, que força o Brasil a ser gerido por meio da corrupção, e apresentando a Monarquia com solução natural para os problemas do País.

Pensaram que nós só éramos contra o PT”, diz Fernando Holiday


Líderes do MBL (Movimento Brasil Livre) discursam em cima de um carro de som na Avenida Paulista, na esquina com a Alameda Campinas. Em vídeo transmitido ao vivo no Facebook, Fernando Holiday, vereador do DEM e integrante do MBL, disse que o grupo pretende permanecer atento e vigilante em defesa da operação Lava Jato, independentemente de quais partidos políticos sejam mirados. “Pensaram que nós só éramos contra o PT, os parlamentares do PMDB se assustaram. Pensaram que nós éramos tucanos, o PSDB não soube lidar com tanto barulho. Pensaram que nós nos calaríamos diante das acusações contra contra Aécio, contra Cunha, contra Serra, Alckmin…Não, nós não nos calamos. Todas as expectativas deles foram quebradas”, afirmou. Já Kim Kataguiri disse que o MBL vai continuar nas ruas exigindo punições “doa a quem doer, não interessa o partido político”.

As manifestações ocorreram nas maiores cidades brasileiras. Abaixo,  os protestos em Brasília


Textos e fotos: Agências de Notícias

O perigo de você ter um "laranja"! - Antonio Alves de Morais.


Marco Maia "perde" apartamento de Miami. 

A revista Época informa que "delator" da Lava Jato põe imóveis à venda em Miami. Segundo a investigação, um deles pertence ao deputado petista Marco Maia".

Murilo Ramos escreve indicando que o delator da Lava Jato, o ex-vereador Alexandre Romano, o Chambinho, pôs à venda dois apartamentos em Miami para pagar multas à Justiça. As investigações sugerem que um dos imóveis, que está em nome de Chambinho, pertence de fato ao deputado Marco Maia (PT-RS).  

Agora Maia ficará sem teto – em Miami.

Lula chora, chama Dallagnol de ‘moleque’ e desdenha da religião do procurador.


O petista está totalmente sem estrutura emocional.

Um espetáculo de desespero, se resumiu a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encontro petista promovido para discussão da Operação Lava Jato.

Na verdade, com a aproximação da data em que terá que sentar no banco dos réus na ‘República de Curitiba’, Lula deixa aflorar a sua agonia. Lula é atualmente o próprio passageiro da agonia...

O petista está em prantos e totalmente sem estrutura para enfrentar as acusações que pesam sobre si. No patético encontro petista denominado ‘O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil’, Lula, depois do choro, com a voz fraca e abatido por uma virose, disse: ‘E aquele Dallagnol sugerir que o PT foi criado para ser uma organização criminosa...

O que aquele moleque conhece de política? Ele nem sabe como se monta um governo. Não tem a menor noção. Ele acha que sentar em cima da Bíblia dele dá a solução de tudo’. Dallagnol é membro da igreja Batista.

Em Curitiba, Lula sabe que não terá trégua, nem chance de fazer discurso e mentir.

sábado, 25 de março de 2017

A redescoberta da Imperatriz Leopoldina – por Armando Lopes Rafael

Nestes tempos de mediocridade e generalizado desconhecimento (por parte da população) dos grandes personagens que construíram o Brasil, o novo livro de Paulo Rezzutti redescobre o grande legado da Imperatriz Leopoldina na história da nossa Pátria.

A edição da revista “Veja”, de 22.03.2017, dedicou quatro páginas (92-95) ao livro que será lançado na próxima semana. Abaixo parágrafos da matéria de “Veja”:

“À medida que documentos inéditos sobre a Imperatriz Leopoldina são tirados do baú do passado, onde repousaram por 200 anos sem despertar maior interesse, e outros já conhecidos são analisados em profundidade, vem à luz uma jovem alegre, uma noiva apaixonada e uma imperatriz bem preparada e perspicaz, que desempenhou papel relevante em momentos definidores da formação do Brasil. Culta, esclarecida e decidida, Leopoldina dedicou-se com fervor ao movimento pela separação de Portugal depois que a corte de dom João VI retornou à Europa, o herdeiro Pedro permaneceu como seu representante e o Brasil se viu na iminência de voltar a ser mera colônia”.

“Ela se apaixonou pela causa e abandonou o sonho de retornar à Áustria. “Costumo dizer que o ‘fico de Leopoldina é bem anterior ao de dom Pedro”, diz o pesquisador Paulo Rezzutti, autor de novo livro, recém-lançado, D. Leopoldina: a História Não Contada, a ser lançado na semana que vem”.

“Além da preocupação sincera com o futuro dos brasileiros ela era querida e admirada pela população, a mulher de dom Pedro tinha motivos muito práticos para apoiar a independência. Independentemente das razões que a moviam, a relevância política de Leopoldina é incontestável. Em pelo menos três ocasiões em que viajou, dom Pedro a instalou como sua representante no Rio. Ela presidia o Conselho de Estado, órgão que assessorava o príncipe, na sessão de 1822 em que os conselheiros se puseram a favor da separação do Brasil de Portugal e da contratação de mercenários para a luta contra as tropas portuguesas. O passo seguinte foi o grito às margens do Ipiranga”.

“A biografia retrata com pinceladas até então desconhecidas a jovem arquiduquesa da rica e poderosa casa austríaca de Habsburgo que se casou por procuração com dom Pedro (no segundo centenário de sua chegada ao Brasil, ela é personagem na novela das 6, Mundo Novo, que estreou no dia 22, vivida por Letícia Colin). Até agora, pouco se sabia a respeito da longa viagem que a princesa realizou em 1817, saindo de Viena, passando pela Itália e pela Ilha da Madeira e cruzando o Atlântico rumo ao novo continente”.

Abro um parêntesis para dizer, ao final, que não vejo novelas da televisão, principalmente as novelas que exploram temas da história, pois esses folhetins sempre deturpam a realidade da época passada, tentando adaptar a realidade pretérita aos tristes dias que hoje vivemos no Brasil, pós era lulopetista. Por isso não espero nada de bom dessa novela “Mundo Novo”. a Globo apenas desembarcou no interesse pela redescoberta da importância da Imperatriz Leopoldina. As novelas da Globo – repito, folhetins de ficção – sempre fazem muito mal à decadente sociedade da republiqueta brasileira...

Mais um duro golpe na fama de honesta de Dilma - Por Ricardo Noblat.



Dilma empenhou-se ao longo dos seus cinco anos e poucos meses de governo em se distinguir de Lula em pelo menos uma coisa: ela sempre foi honesta. Nunca disse que Lula fora desonesto. Mas reafirmou sua honestidade todas as vezes que a de Lula foi posta em dúvida.

O depoimento ao juiz Sérgio Moro, no ano passado, do marqueteiro das duas campanhas de Dilma, João Santana Filho, foi o primeiro golpe duro aplicado contra a fama de honesta da ex-presidente. Ele confessou que fora pago no exterior pela campanha de Dilma em 2010.

O segundo golpe duro foi aplicado por Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora que leva seu sobrenome, e pelo ex-executivo Alexandrino Alencar. É difícil avaliar qual dos dois produziu maior estrago na imagem de Dilma. O que eles disseram à Justiça Eleitoral vazou ontem.

Em maio do ano passado, quando visitou Palmas, Dilma afirmou indignada: "Falam que eu sou uma pessoa dura. Eu não sou uma pessoa dura não, eu sou honesta, é diferente. Eu não tenho contas no exterior, eu não recebi dinheiro de propina, eu não recebo dinheiro de corrupção”.

Quem nunca embolsou propinas não é necessariamente honesto, ora. Segundo Marcelo, Dilma tinha conhecimento, sim, do pagamento de despesas de campanha com recursos de caixa 2. “Disso não tenho a menor dúvida”, acrescentou.

Alencar contou como a Odebrecht participou da compra de tempo de propaganda eleitoral na TV para a campanha de Dilma em 2014. A pedido de Edinho Silva, então tesoureiro da campanha, a Odebrecht deu a três partidos (PC do B, Pros e PRB) um total de R$ 21 milhões em caixa dois.

Em troca desse dinheiro (R$ 7 milhões para cada um), os partidos se aliaram ao PT no apoio à candidatura de Dilma. Ao fazê-lo, beneficiaram Dilma com a entrega do tempo de propaganda eleitoral de cada um. Maior tempo de televisão é o trunfo mais precioso de um candidato.

Ao todo, de acordo com Marcelo, a Odebrecht repassou R$ 150 milhões para a campanha de Dilma à reeleição. Parte desse valor – R$ 50 milhões – foi uma contrapartida pela aprovação da Medida Provisória 470 (Refis), que facilitou a renegociação das dívidas de empresas do grupo.

Foi o ex-ministro Guido Mantega, da Fazenda, quem pediu dinheiro à construtora. Em maio de 2014, diz Marcelo ter ouvido de Mantega: “A orientação dela (Dilma) é que todos os recursos de vocês vão para a campanha dela. Você não vai mais doar para o PT, só pra ela”.

Naturalmente, Dilma nega tudo. A seu pedido, a Justiça Eleitoral abriu inquérito para tentar descobrir quem vazou os depoimentos de Marcelo e de Alencar.

Em tempo: Marcelo também complicou a vida de Lula com seu depoimento. Lula era “O Amigo” nas planilhas de propina da Odebrecht.

TSE deve pedir cassação da chapa Dilma/Temer - POR MERVAL PEREIRA.

Os depoimentos dos executivos da Odebrecht foram uma pá de cal. A questão agora é saber se a tese de separar as contas de Temer será aceita. É impossível anistiar, dizer que não houve nada na chapa. Essa vai ser a briga dos advogados do presidente. Não é uma decisão normal, mas há casos dessa separação. O ministro Herman Benjamin deve pedir a cassação por abuso de poder econômico.

Na questão da anistia ao caixa 2, acho que o Congresso vai aprovar. – não foi à toa que o Ministro Gilmar Mendes comparou-a com a repatriação. Mas estão misturando as coisas, dizendo que todo o dinheiro de corrupção é de caixa dois. O que aconteceu na grande maioria dos casos é crime de corrupção passiva, ativa, lavagem de dinheiro. E acontecendo a anistia, todos os políticos serão mais ou menos blindados, porque vira uma discussão jurídica.  

sexta-feira, 24 de março de 2017

"Não era um governo, era um negócio" - O antagonista.


Jerônimo Goergen, deputado pelo PP do Rio Grande do Sul, resumiu a O Antagonista suas percepções ao ler o depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE publicado com exclusividade neste site:

"Não era um governo, era um negócio."

Dilma, Lula e o PT, acrescenta o parlamentar, mentiram ao Brasil quando falavam de "um projeto político para construir um país melhor".

"Não existia ninguém no Palácio do Planalto que não soubesse que se tratava de um projeto de enriquecimento ilícito por meio de uma estrutura maluca."

Para o deputado, MO tem muito mais a falar: "É só o começo".

A sinceridade de Dom Pedro II e a demagogia dos Presidentes da República de plantão

 Lula demagogo, sentado no chão para conversar com alunos de uma escola

Os dois últimos presidentes do Brasil (Lula e Dilma) foram exímios nas "verborreias" ditas em  discursos sem nexo, cheios de erros gramaticais e prenhes de expressões chulas e de gírias. A rigor, cada vez que ambos discursavam, sempre o faziam dentro do binômio “nós” e “eles”. “Nós”, como se auto intitulam os despreparados lulopetistas. “Eles” para a imensa maioria dos brasileiros, que não aceita o PT, aí incluídos os tímidos políticos que fizeram uma  branda oposição à dupla citada.

A propósito lembro-me do discurso de Lula defendendo a vinda dos médicos cubanos. Disse ele na ocasião: “Se os médicos brasileiros não querem trabalhar no sertão, que a gente traga médicos do exterior”. Era o velho Lula de guerra, populista e demagogo até o centro da sua medula. Ele jogou nos nossos médicos a culpa pelo péssimo estado da saúde pública no Brasil. Entretanto, a culpa era dos governos petistas, mais comprometidos com o recebimento de propinas do que com a solução dos nossos graves problemas de saúde pública.

Digo isso para mostrar a diferença entre os presidentes lulopetistas e o nosso Chefe de Estado, nos saudosos e honrados tempos imperiais, o Imperador Pedro II.

Imperador Dom Pedro II: ético, sincero, sóbrio e dono de uma cultura invulgar 

Leiam como foi a cena. Diante de uma escola, numa cidade do interior por onde passava o Imperador Dom Pedro II, uma menina se preparava para ler um discurso em sua homenagem.
– Nada, nada, minha filha! Eu não gosto de discursos.
Mas logo se arrependeu, porque a criança, contrariada, assumiu um ar de choro.
– Bem, bem. Uma vez que você quer falar, venha cá. Venha conversar comigo.
Para encorajá-la, acrescentou:
– Vejo que você é inteligente. Não tenha medo. Mostre-me que você é inteligente, porque eu gosto muito de crianças. Eu tenho netinhos da sua idade. 

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier).
Postado por Armando Lopes Rafael

STF decide que escutas da Lava Jato são válidas!

O STF (Supremo Tribunal Federal) negou nesta quinta-feira (23) recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra decisão do juiz Sergio Moro no processo que determinou a realização de interceptações telefônicas contra o petista no ano passado. A repercussão do caso levou a Justiça s suspender a posse de Lula como ministro.

O recurso foi negado por unanimidade pelos ministros, que seguiram o voto do relator, Edson Fachin. O ministro Alexandre de Moraes, participando de sua primeira sessão no STF, também apoiou o voto de Fachin.

A defesa de Lula pedia que fossem anulados todos os grampos que interceptaram conversas entre Lula e pessoas com foto privilegiado, como deputados, senadores e ministros. Por enquanto, apenas as conversas com Dilma Rousseff, na época presidente, foram anuladas. 

Os advogados de Lula também pediam que o processo fosse retirado do juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na 13ªVara Federal de Cutiriba, e passasse a tramitar no STF ou ou na Justiça Estadual de São Paulo. 

A defesa de Lula ainda pedia que o STF remetesse cópia ao Ministério Público da decisão que anulou os grampos entre Lula e Dilma autorizados por Moro, para que a Procuradoria pudesse apurar se pudesse apurar se o juiz federal cometeu crime ao autorizar as escutas. 

Os ministros do STF negaram todos os pedidos e mantiveram a decisão do ministro Teori Zavascki, que já havia negado o recurso. Teori morreu no fim do ano passado em um acidente aéreo

Delator revela repasses para 'conta' de Lula - Por Erich Decat e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo.


Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-presidente do grupo que leva seu sobrenome, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documentos que apontam o detalhamento da suposta movimentação da conta-corrente do Setor de Operações Estruturadas – o departamento da propina – realizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A informação consta de trechos das declarações divulgadas nesta quinta-feira, 23, pelo site O Antagonista. Entre os documentos está uma curta planilha em que aparece o codinome “Amigo”, que seria uma referência a Lula.

A lista revela que, em 22 de outubro de 2013, o saldo de “Amigo” era de R$ 15 milhões. Já em 31 de março de 2014, o valor passou para R$ 10 milhões – não foi explicado o que foi feito com R$ 5 milhões.

Delação de Alexandrino é ‘chave de cadeia’ para Lula.


O executivo Alexandrino Alencar era quem atendia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro da Odebrecht.

Transformou-se num verdadeiro parceiro do ex-presidente, coisa que se estendeu para toda a família.
Sua delação premiada é fulminante porque conta fatos com detalhes, coisas do dia-a-dia e intimidades que só alguém muito próximo poderia conhecer.

Certa feita, numa festa, dona Marisa chamou Alexandrino num canto e numa conversa particular reclamou da demora na reforma no sítio em Atibaia.

Ou seja, era para Alexandrino que Lula e família pediam os ‘favores’ emergenciais. Nesse sentido, a delação é reveladora e vai implicar ainda mais o réu.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Frente De Juízes E Procuradores Pede a Janot Que Investigue Gilmar Mendes.


A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) – coordenada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) -, protocolou na Procuradoria-Geral da República, nesta quinta-feira, 20, pedido de apuração e “possível abertura de inquérito criminal” contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

O documento, endereçado ao procurador-geral Rodrigo Janot, solicita uma análise das declarações do ministro durante sessão plenária no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça, 18.

Na ocasião, Mendes afirmou que “promotores e juízes ameaçam parlamentares com a Lei da Ficha Limpa (…) e não querem a Lei de Abuso de Autoridade porque praticam, às escâncaras, o abuso de autoridade. (…) Ao empoderarmos determinadas corporações, estamos dando a eles o poder que eles precisam para fazer esse tipo de chantagem.”

A frente de juízes e procuradores alega que as expressões usadas por Gilmar Mendes “constituem uma acusação criminosa a promotores e a juízes, o que, evidentemente, merece repulsa”.

As afirmações atribuídas ao ministro “podem ser configuradas como infração penal”, segundo avaliação da Frentas, integrada por oito entidades.

Para os integrantes da Frentas, “se algum magistrado ou membro do Ministério Público praticou a conduta, a denúncia precisa ser feita à Corregedoria e ao órgão competente para apuração da infração disciplinar e penal”.

“Não é possível aceitar a acusação feita de forma generalizada contra agentes públicos que atuam no combate à corrupção no País”, argumentam as entidades.

“Tais acusações, graves e sem demonstração concreta de qualquer caso de ‘chantagem’, o que serviria apenas para desqualificar o Ministério Público e a magistratura, precisam ser examinadas sob a ótica da Lei Penal e da Lei Orgânica da Magistratura Nacional e, porque não parece possível admitir que sejam perpetradas sem que se dê qualquer consequência, diante de um fato de tamanha gravidade”, afirma trecho do documento.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Em discurso, Janot ataca "decrepitude moral" de Gilmar Mendes.


Em discurso na Escola Superior do Ministério Público da União, Janot defendeu a Operação Lava Jato e recomendou a realização de uma "urgente reforma no sistema político-partidário", pois a política "não pode continuar a ser uma custosa atividade de risco propícia para aventureiros sem escrúpulos."

Na sequência, Janot criticou o que vê como "críticas injustas" ao Ministério Público e disse que a instituição "não engana a ninguém e não costuma vender ilusões ou fantasias". 

Janot rebateu de forma veemente a informação publicada pela ombudsman do jornal Folha de S.Paulo, Paula Cesarino Costa, segundo quem os nomes dos alvos de inquérito oriundos das delações da Odebrecht foram repassados por um integrante da PGR a jornalistas em uma "coletiva em off". "É uma mentira, que beira a irresponsabilidade, afirmar que realizamos, na PGR, coletiva de imprensa para 'vazar' nomes da Odebrecht", afirmou.

Na sequência, Janot não citou Gilmar Mendes, mas seu discurso deixou evidente que a fala era uma resposta ao ministro, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que na terça-feira 21 usou o artigo da Folha como base para suas acusações contra a PGR.

Em um trecho que não estava previsto no discurso (leia a íntegra abaixo), Janot deixou claro que respondia a Mendes. “Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação ao Palácio do Planalto, ao Congresso e ao STF", afirmou segundo site jurídico Jota.

"Procuramos nos distanciar de banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder político", disse Janot. Gilmar Mendes, figura próxima ao PSDB, é um assíduo frequentador de jantares com Michel Temer e outros poderosos de Brasília.

"Ainda assim, em projeção mental, alguns tentam nivelar a todos à sua decrepitude moral, e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se não raras vezes da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado", afirmou.

Ainda de acordo com Janot, "sempre houve, na história da humanidade, homens dispostos a sacrificar seus compromissos éticos no altar da vaidade desmedida e da ambição sem freios". São pessoas, afirmou, que "não hesitam em violar o dever de imparcialidade ou em macular o decoro do cargo que exercem; na sofreguidão por reconhecimento e afago dos poderosos de plantão, perdem o referencial de decência e de retidão".

Para Janot, não é preciso "se impressionar com a importância" que esses "difamadores" parecem "transitoriamente ostentar". Para encerrar, disse Janot, "compartilho com os senhores a advertência do mestre Montesquieu que sempre tive presente comigo: o homem público deve buscar sempre a aprovação, mas nunca o aplauso. E, se o busca, espera-se, ao menos, que seja pelo cumprimento do seu dever para com as leis; jamais por servilismo ou compadrio".