quinta-feira, 6 de abril de 2017

Temer sangra - O antagonista.


Vinicius Torres Freire, da Folha de S. Paulo, conversou com dezesseis governistas sobre a reforma previdenciária.

O resultado foi calamitoso para o Brasil.

“Renan Calheiros sentiu o cheiro de sangue no Congresso, assim como outros tubarões, cações e caçonetes parlamentares. Atiça colegas contra o governo faz dois meses, mas muitos deles estariam com vontade de morder, mesmo sem o estímulo de Calheiros.

A hipótese de sangramento é que o governo Temer não garantiria futuro político a ninguém: não tem prestígio no eleitorado, não ressuscitou logo a economia, não segura a Lava Jato e ainda quer que os parlamentares acabem de se enforcar votando reformas impopulares.

Desde a semana passada, este jornalista ouviu 16 deputados federais da coalizão do governo, metade do PMDB. Nenhum deles renanzista.

Quase todos, menos um, parecem dar escassa atenção ao debate financeiro da Previdência, como se dissessem ‘com alguma reforminha, a coisa se ajeita, mas, como está, não passa’.

A ideia de que a derrubada da reforma possa afetar a recuperação da economia lhes parece uma abstração”.

Dória: "Lula é um bandido".


A rádio Gaúcha perguntou a João Dória:

"O que o senhor acha do Lula?"

Ele respondeu:

"Um bandido. Quem rouba do povo é um bandido"

Morre, aos 93 anos, dom Newton Holanda Gurgel, quarto bispo da diocese de Crato.

O bispo emérito, dom Newton Holanda Gurgel, que esteve à frente do pastoreio da diocese de Crato por oito anos e meio, faleceu na madrugada desta quinta-feira, dia 06, vítima de insuficiência respiratória e falência múltipla dos órgãos. Ele tinha 93 anos e estava internado no Hospital São Miguel, em Crato, desde o dia 24 de março.

Nascido em Acopiara, Ceará, em primeiro de novembro de 1923, dom Newton recebeu ordenação sacerdotal em 17 de dezembro de 1949. Foi ainda reitor do Seminário São José de Crato e em 27 de maio de 1979 recebeu a ordenação episcopal, como bispo-auxiliar, das mãos do Papa São João Paulo II. Foi nomeado bispo da diocese do Crato em 17 novembro de 1993, com a renúncia de dom Vicente, tornando-se, assim, quarto bispo diocesano.

Em seu legado como bispo, ordenou vinte e oito sacerdotes e criou quadro paróquias. Em 02 de maio de 2001, teve aceito o pedido de renúncia em conformidade com o cânon 401§ 1 do Código de Direito Canônico (motivo de idade), permanecendo assim como administrador diocesano até 29 de junho de 2001. A partir daí, na condição de bispo-emérito, dom Newton se recolheu em sua residência particular, em Crato.

Há cinco meses, no dia primeiro de novembro de 2016, ao comemorar 93 anos, dom Newton disse agradecendo a Deus por sua vida: “A nossa vida, não é suficiente para agradecermos o primeiro momento de nossa existência”.  E continuou: “Tudo é misericórdia de Deus. De manhã cedo, ao acordar, pensei lá no coração: mais um ano em que a misericórdia de Deus me concede celebrar mais uma data de nascimento, tudo por graça, tudo por bondade infinita. Uma palavra cai bem para expressar este sentimento: ação de graça, dia de oração. Gratidão à caridade, à fineza e à bondade das pessoas que me cercam, reconhecendo a bondade de Deus nas pessoas”.

E é com gratidão e pesar que a diocese de Crato se despede do seu quarto bispo diocesano. O corpo será velado na Catedral Nossa Senhora da Penha a partir das 7h de hoje. O horário da celebração de exéquias e sepultamento serão divulgados em breve.

Para isolar Renan, Temer vai criar canal direto com senadores do PMDB - Por Andreia Sadi.

 O presidente Michel Temer vai negociar cargos e matérias do Congresso Nacional diretamente com senadores do PMDB para isolar o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL).

A relação entre Temer e Renan, que nunca foi boa, piorou nas últimas semanas com as reiteradas críticas do senador alagoano ao governo federal, principalmente, na área econômica.

Nesta terça-feira (4), o líder do PMDB usou um jantar na casa da senadora Katia Abreu (PMDB-TO) como palco para novas críticas ao presidente da República.

A avaliação de goverrnistas é de que Renan Calheiros tem "esticado a corda", o que praticamente inviabiliza uma recomposição com o Planalto.

Diante deste cenário, a conta do governo é que, atualmente, Renan tem um pequeno grupo de peemedebistas que lhe dá sustentação em sua "cruzada". Entre eles, os senadores Katia Abreu, Roberto Requião (PR), Rose de Freitas (ES), Helio José (DF) e Valdir Raupp (RO).

Deste grupo de parlamentares, além de Renan, o Planalto dá como "perdidos", sem brecha para negociação, Kátia Abreu e Roberto Requião.

Os demais, nas palavras de um auxiliar de Temer, "usam a guerra pessoal de Renan para serem atendidos".  Em outras palavras: buscam cargos em troca de fidelidade ao governo.

Por isso, uma das estratégias do governo será a negociação no "varejo".  Outra, é apostar no desgaste político de Renan com os desdobramentos da Lava Jato.

Para um ministro do governo, a combinação do avanço das investigações e a derrubada do sigilo das delações da Odebrecht vai isolar o senador na bancada.

"É como aconteceu com Eduardo Cunha. Vai chegar uma hora em que os próprios senadores vão se afastar, não vão querer sair na foto com ele", disse esse auxiliar de Temer.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Dilma percebe o estrago de suas declarações sobre delatores da Lava-Jato e tenta dourar a pílula - Por Redação Ucho.Info.


Apeada da Presidência da República no vácuo de um tenso processo de impeachment, Dilma Vana Rousseff jamais foi reconhecida pela excelência de sua oratória. Aliás, a petista é dona de um besteirol que chega a envergonhar os mais ignaros interlocutores.

Sempre embalada por um comportamento imperativo e intolerante, sem contar a postura truculenta da voz, Dilma precisa medir as próprias palavras caso queira escapar de alguma condenação no âmbito da Operação Lava-Jato. Afinal, suas reações ao caso já são consideradas ‘tiros no pé’.

Os mais recentes tropeços discursivos de Dilma ocorreram na entrevista concedida ao jornal “Folha de S. Paulo”, na qual afirmou que sua campanha rumo à reeleição, em 2014, pagou todas as despesas do candidato a vice, o agora presidente Michel Temer. Com essa declaração, a petista concedeu um quase salvo conduto àquele que costuma chamar de golpista.

Em relação ao empresário Marcelo Bahia Odebrecht, herdeiro do grupo empresarial que leva o nome da família e um dos coringas da Lava-Jato, Dilma deveria reavaliar a imagem que tem do empresário, que, ao contrário, não fez uma “delaçãozinha” apenas porque foi alvo de coação. Quem paga R$ 300 milhões em propina – o valor pode ser muito maior – e despeja metade desse montante em campanhas eleitorais do PT não pode ter feito um acordo de colaboração premiada baseado na mentira e na inconsistência das informações.

Presidente Temer recebe visita dos Reis da Suécia

Rei Carlos XVI Gustavo e Rainha Silvia, nascida no Brasil,  cumprirão agenda oficial em nosso País entre os dias 3 e 7 de abril
Os monarcas da Suécia, Rei Carlos XVI Gustavo e Rainha Silvia, visitam o Brasil entre 3 e 7 de abril. Na última segunda-feira (3), o presidente Michel Temer participou, junto a eles, do Fórum de Líderes Empresariais Brasil-Suécia, em São Paulo (SP).

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informou que os temas centrais, na maior parte dos encontros, serão os direitos das crianças e atração de investimentos para a geração de empregos.

"Ao receber os reis da Suécia, com agenda centrada nos direitos das crianças e na atração de investimentos para a geração de empregos, o presidente Michel Temer dá continuidade a uma diplomacia presidencial a serviço dos valores e dos interesses de todos os brasileiros", disse a Secom.

(Postado por Armando Lopes Rafael)

A Justiça em julgamento - Por Ricardo Noblat.

Quando a Justiça, como aconteceu ontem por aqui, simplesmente se recusa a decidir é porque está de acordo com o que aconteceu. Se não está, imagina pelo menos que haveria maior risco em julgar o que aconteceu do que em deixar por isso mesmo. Elementar, meus caros.

Quase três anos depois da eleição presidencial de 2014, o país ainda não sabe se elas foram legítimas. E se não foram legítimas, quais foram os responsáveis pelos crimes cometidos, capazes de anular os resultados. Enquanto isso, na Coreia do Sul...

Por lá, em meados do ano passado, a então presidente Park Geun-hye, a primeira mulher a governar aquele país, eleita com votação recorde, foi acusada de abusar dos seus poderes para receber subornos das empresas ou para violar o princípio da liberdade de gestão empresarial.

O escândalo levou a Assembleia Nacional (o Congresso da Coreia do Sul) a destituir a presidente em dezembro. O impeachment foi confirmado pela Justiça em março. No último dia 31, Park Geun-hye foi presa preventivamente. Presa ficará por até 20 dias. Será julgada depois.

Ela é o terceiro ex-chefe de Estado da Coreia do Sul detido por um caso de corrupção nos últimos 20 anos. Chun Doo-Hwan e Roh Tae-Woo cumpriram penas de prisão nos anos 90 do século passado. Investigado por corrupção, o ex-presidente Roh Moo-Hyun cometeu suicídio em 2009.

Aqui, suspeitos, acusados e os raros condenados por corrupção não só não se suicidam como se beneficiam de uma Justiça que é cega não porque é isenta, mas porque prefere não ver. Só no fim deste ano haverá um desfecho para o processo que se arrasta desde dezembro de 2014.

Até lá, três dos atuais sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral, inclusive o relator do caso, terão sido trocados por outros. Se a chapa Dilma-Temer for cassada por abuso de poder econômico, caberá recursos da decisão. O próximo ano se esgotará sem que tenha havido uma solução.

Então o país já terá um novo presidente eleito pelo voto popular. E o caso da chapa impugnada será considerado prejudicado. O país do jeitinho é também – e não poderia ser diferente – o país da Justiça que sempre dá um jeitinho quando se trata de punir poderosos.

O distinto público já julgou o Executivo e o Legislativo com base em tudo que viu ao longo dos últimos anos. A Justiça também não escapará de ser julgada.

terça-feira, 4 de abril de 2017

João Santana e Mônica Moura fecham delação.

Anúncio do acordo foi feito pelo vice-procurador-eleitoral Nicolao Dino durante julgamento da chapa da petista e do presidente Michel Temer (PMDB) no TSE

O publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, assinaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo vice-procurador-eleitoral, Nicolao Dino, durante o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O casal foi responsável pelo marketing da campanha de Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2010 e 2014. Apesar de estar em sigilo, a informação foi anunciada para justificar a inclusão de depoimentos do casal de publicitários no processo em que o PSDB pede a cassação da chapa formada pela petista e pelo presidente Michel Temer (PMDB), decidida no julgamento de hoje.

“Se afigura não menos importante que se inquiram também o senhor João Santana, a senhora Mônica Moura e o senhor André Santana [auxiliar do casal]. Digo isso, diante da recentíssima notícia de que as pessoas agora nominadas celebraram acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República, acordo este que se encontra submetido ao Supremo Tribunal Federal (STF)”, disse Dino no julgamento.

Santana e Mônica Moura foram presos na 23ª fase da Operação Lava Jato, em fevereiro do ano passado, por determinação do juiz federal Sergio Moro, mas foram soltos após pagarem fiança de R$ 31,4 milhões e ficarem proibidos de atuar em campanhas eleitorais até uma nova decisão sobre o caso.

A Justiça pode ser cega, nós, não! - Por Ricardo Noblat

Se por aqui as leis servissem igualmente para os que podem muito e os que nada podem só haveria um desfecho possível para o julgamento das contas de campanha da chapa Dilma-Temer: o reconhecimento de que ocorreu, sim, abuso de poder econômico, emprego de dinheiro sujo e falsificação dos números oferecidos ao exame da Justiça.

A chapa então seria cassada. O presidente Michel Temer perderia o cargo. A ex-presidente Dilma Rousseff, os direitos políticos preservados pelo Senado ao arrepio da lei. O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, sucederia Temer temporariamente. E o Congresso elegeria um novo presidente da República para governar até a posse do próximo.

Por absurda, nem se cogitaria a tese de separar as contas de Temer das contas de Dilma. São inseparáveis, segundo farta jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. De resto, o fato de ter sido eleito junto com Dilma não valeria apenas para beneficiar Temer, que a sucedeu. Valeria também para prejudicá-lo. E estaríamos conversados. Vida que segue.

Mas, não. Isso provocaria “uma grande confusão”, advertiu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A economia, que ainda mal se recuperou do desastroso governo de Dilma, voltaria de vez para o buraco – como se já tivesse saído dele! Um presidente tampão eleito por um Congresso de malfeitores não teria condições de fazer as reformas. Seria o caos outra vez.

Está tudo pronto para que Deus nos livre de tanto mal. Ou melhor: para que os juízes togados afastem de nós esse cálice. O julgamento marcado para começar hoje deverá ser suspenso hoje, ou amanhã, ou no máximo na quinta-feira. Talvez mal comece. Poderá esbarrar na discussão de preliminares. Ou no pedido de vista feito por um dos juízes.

Dar-se-á um jeito, sosseguem. O estrito cumprimento da lei pode esperar ou ficar para da próxima vez. Não se pode cobrar de juízes que fechem os olhos às circunstâncias do país, à gravidade do momento e ao status dos réus. Devagar com o andor porque o santo é de barro. A democracia, entre nós, ainda é uma planta tenra... E blablablá.

A democracia entre nós é recente, mas já resistiu a duros solavancos e se fortaleceu com eles. O que pode enfraquecê-la é a tolerância com crimes que estão mais do que comprovados. O abuso de poder econômico numa eleição e o emprego de recursos sujos, omitidos da Justiça constituem um crime de lesa democracia. Foi o que aconteceu na eleição de 2014.

O vice-procurador Geral Eleitoral, Nicolao Dino, que atuou na ação de cassação da chapa Dilma-Temer, afirmou em seu parecer final que a campanha vitoriosa em 2014 recebeu ao menos R$ 112 milhões em recursos irregulares. “Todo esse formidável volume de dinheiro (...) comprometeu a legitimidade e a normalidade do pleito”, observou.

Foram R$ 45 milhões de caixa 2; R$ 17 milhões de "caixa 3"; e R$ 50 milhões de propina, dinheiro saído da Odebrecht. Parte do dinheiro comprou o apoio de quatro partidos à candidatura de Dilma. Parte pagou despesas de campanha dela. E R$ 50 milhões quitaram a edição de uma Medida Provisória que ajudou a Odebrecht a pagar menos impostos.

Estamos convidados a desconhecer tudo isso, e mais o que nos reservará o voto do relator do processo a ser lido hoje – ou a ficar para ser lido sabe-se lá quando. A Justiça pode ser cega ou enxergar mal. Não temos essa obrigação.

Chique - Antônio Alves de Morais.

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras. Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio. Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta. É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar-se do aniversário dos amigos. Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia. Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... Quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus! Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

Gloria Kallil.

Janot discute abuso de autoridade com investigados da Lava Jato no Senado - Por Josias de Souza.


O procurador-geral da República Rodrigo Janot participa nesta segunda-feira de audiência pública sobre o projeto de abuso de autoridade. A proposta é de autoria do senador Renan Calheiros, investigado em 12 inquéritos, nove dos quais relacionados à Lava Jato. O debate com Janot ocorre na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. É presidida por Edison Lobão, acusado de receber propinas extraídas de contratos da Petrobras. Integram também o colegiado uma dezena de senadores encrencados no petrolão.

É a segunda vez que Janot vai ao Congresso para tratar da proposta em que o multi-investigado Renan sugere o endurecimento das penas para magistrados, procuradores e delegados que cometerem abuso de autoridade. Na semana passada, em visita aos presidentes da Câmara e do Senado —Rodrigo Maia e Eunício Oliveira—, ambos delatados na colaboraçãoo judicial da Odebrecht, o procurador-geral entregara uma proposta alternativa à de Renan.

A proposta de Janot excluiu uma das prioridades de Renan: o chamado crime de hermenêutica, que permite punir juízes por divergência de interpretação das leis. Entretando, menos de 24 horas depois da visita de Janot, o senador Roberto Requião, relator do projeto apresentado por Renan, deu de ombros para o texto alternativo de Janot ao ler seu relatório na comissão presidida pelo investigado Lobão.

Além de Janot, devem participar da audiência sobre abuso de autoridade, entre outros convidados: Carlos Ayres Brito, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal; Antonio José Maffezoli Leite, presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos; e Jairo Martins Oliveira Neto, presidente da Associação dos Magistrados do Brasil. Desafeto de Janot, o ministro do Supremo e presidente do TSE Gilmar Mendes também foi convidado. Mas não deve dar as caras. Viajará para São Paulo.

O debate prosseguirá nesta terça-feira, com outros convidados. Entre eles o ex-presidente do Supremo Joaquim Barbosa e o diretor-geral da Polícia Federal Leadnro Daielo.

"Coisas da Monarquia": No Império a imprensa era livre


D. Pedro II sempre fez questão de que a imprensa fosse livre. Ela devia ser combatida por meio da própria imprensa, e não fazendo-a calar:

-- Os seus abusos, puna-os a lei, a qual não convém que continue ineficaz, como até agora.
Em 1871, antes de viajar para a Europa, D. Pedro II escreveu algumas instruções para sua filha, a Princesa Isabel, que assumiria a Regência durante a sua ausência. Aí se encontram observações sobre a liberdade de imprensa, com o seguinte teor:

 “Entendo que se deve permitir toda a liberdade nestas manifestações da imprensa e de qualquer outro meio de exprimir opiniões, quando não se dêem perturbações da tranquilidade pública, pois as doutrinas expendidas nessas manifestações pacíficas, ou se combatem por seu excesso ou por meios semelhantes, menos no excesso. Os ataques ao Imperador, quando ele tem consciência de haver procurado proceder bem, não devem ser considerados pessoais, mas apenas manejo ou desabafo partidário”.

O desvelo do Imperador pela integral observância da liberdade de imprensa, como de algumas outras liberdades que ele desejava assegurar com a mais escrupulosa meticulosidade, valeram-lhe naturalmente aplausos calorosos de personalidades públicas e privadas afeitas aos princípios do liberalismo. Mas causaram também desacordo e até estranheza da parte de outras personalidades, que argumentavam, com base em numerosos exemplos históricos, em favor de uma aplicação comedida dos princípios constitucionais de inspiração liberal.

Curioso é notar que a radicalidade do procedimento liberal de D. Pedro lhe valeu até apodos de baixo nível, partidos dos próprios arraiais do liberalismo, como a alcunha soez de “Pedro Banana”.

Foi o Segundo Reinado, da Maioridade à República, o único período da história pátria em que a imprensa exerceu a sua missão sem entraves preparados para lhe cercear ou suprimir legalmente a liberdade. Quem ler as coleções de jornais antigos da Biblioteca Nacional chegará, inevitavelmente, à conclusão de que nunca a imprensa gozou de tanta liberdade como durante o longo reinado de D. Pedro II.

Veio a República, e encerrou-se um período único na história da imprensa brasileira. Foram 49 anos de reinado, em que não houve estado de sítio nem se votou qualquer lei especial contra a liberdade de imprensa. Isso porque Pedro II não o permitiu. Caberia à República o triste fadário de criar peias às liberdades que a Monarquia amparou, protegeu e preservou, dando prova de que isso é possível, e de que, mesmo com a aparência de um erro, pode uma sociedade organizar-se, viver e engrandecer-se sem o recurso à violência, à tirania ou à ilegalidade.

(Baseado no livro "Revivendo o Brasil Império", de Leopoldo Bibiano Xavier)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

"Coisas da República": Tribunal Superior Eleitoral–TSE inicia hoje julgamento cassando chapa de um Presidentedo Brasil



Pela primeira vez na história a Corte Eleitoral vai avaliar se cassa o mandato de um presidente da República. A previsão é de que discussão seja longa.
 Marcado para começar , dia 4 de abril, o julgamento que pode cassar o mandato do presidente da República, Michel Temer (PMDB), tende a ser longo e vai colocar no centro do debate uma série de questões jurídicas que poderão mudar a jurisprudência da Corte Eleitoral. Será a primeira vez que os ministros vão se debruçar sobre mandato de um presidente da República em um julgamento. Caso a maioria vote pela condenação da chapa presidencial eleita em 2014, o resultado poderá ser a convocação de eleições indiretas menos de um ano após o impeachment de Dilma Rousseff.