quarta-feira, 23 de maio de 2018

Chegada do 1º tucano à gaiola qualifica a faxina - Por Josias de Souza.

Ao encaminhar Eduardo Azeredo para o xadrez, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais qualificou a faxina, tornando-a menos seletiva. A cúpula miliciana do PT, incluindo Lula, foi encarcerada. A falange do (P)MDB está representada no xadrez por presidiários do porte de Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e Geddel Vieira Lima. Até corruptores da estirpe de Marcelo Odebrecht já amargaram sua cota de cana. Faltava um tucano na gaiola. A prisão de Azeredo chega bem e vem tarde. Representa pouco se for considerado tudo o que já se descobriu sobre os seres da sua espécie. Mas já é um bom começo —sobretudo porque o PSDB vai preso junto com seu protegido.

O feitiço dos tucanos acabou enfeitiçando o ninho. Em 2005, quando se revelou que o mensalão petista tinha um DNA tucano, o PSDB meteu o malho na tesouraria petista ''não contabilizada'' de Delúbio Soares e passou a mão no bico de Eduardo Azeredo, que tivera a caixa de campanha anabolizada pelas mágicas do mesmo operador: Marcos Valério. Azeredo servira-se dos truques financeiros de Valério na sua malograda campanha à reeleição para o governo mineiro, em 1998. Ao livrar o filiado ilustre das labaredas de um processo ético-disciplinar, o PSDB pulou na fogueira.

Os tucanos cometeram o mesmo erro que apontavam nos petistas. Trataram com consideração quem merecia punição. Hoje, sabe-se porque agiram assim: não havia inocentes na legenda, apenas culpados e cúmplices. Como sucede em todas as agremiações partidárias, ninguém ignora os crimes cometidos ao redor nos verões passados. Azeredo renunciou ao mandato de deputado para fugir da condenação no Supremo. E nenhum correligionário se animou a representar contra ele no Conselho de Ética da legenda. Azeredo foi condenado a mais de 20 anos de cana na primeira instância. E nada.

Ex-presidente nacional do PSDB, Azeredo chega à condição de corrupto com sentença de segunda instância e ainda mantém intacto seu assento na Executiva Nacional da legenda. Como o partido não foi capaz de mostrar aos transgressores a saída de incêndio, acumulou-se entulho na entrada. O réu Aécio Neves coleciona uma ação penal e oito inquéritos. A Odebrecht enfiou R$ 23 milhões numa caixa eleitoral de José Serra, com escala na Suíça. A mesma empreiteira empurrou R$ 10,3 milhões nas arcas eleitorais clandestinas do hoje presidenciável Geraldo Alckmin. Tudo isso sem uma delação do operador Paulo Preto.

Os tucanos, como os petistas, perderam todas as oportunidades que a história lhes ofereceu para demonstrar que possuem uma noção qualquer de ética. Os PT continuará afirmando que o PSDB protege os seus corruptos. E vice-versa. A má notícia é que os dois partidos têm razão. A boa notícia é que a Lava Jato transformou a blindagem num péssimo negócio. Espalhando-se a faxina, qualifica-se a própria democracia.

terça-feira, 22 de maio de 2018

ONU rejeita pedido de Lula contra prisão - Por Jamil Chade.


GENEBRA – O Comitê de Direitos Humanos da ONU rejeitou o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que sua prisão fosse evitada, como parte de medidas cautelares solicitadas por seus advogados.

A queixa que teve seu início em 2016 nas Nações Unidas não está encerrada. O governo brasileiro terá mais seis meses para responder a uma série de perguntas formuladas pela ONU e uma decisão final, segundo a entidade, ficará apenas para 2019. Mas, num primeiro momento, o apelo do ex-presidente não foi atendido.

“O Comitê de Direitos Humanos não concederá medidas cautelares no caso de Lula da Silva”, declarou a porta-voz de Direitos Humanos da ONU, Julia Gronnevet.

“Baseada na informação que recebeu, o Comitê não pode concluir que existe um risco de um dano irreparável nesse momento”, declarou a ONU em um comunicado, que insiste que não avaliou a substância ainda da queixa original da defesa de Lula.

Tanto a Bandeira, com suas cores verde-amarela, como o Hino Nacional do Brasil são heranças do Imperador Dom Pedro I – por Armando Lopes Rafael


    Dentro de menos de um mês, por ocasião da Copa Mundial de Futebol, a população brasileira divulgará as cores verde-amarela da nossa bandeira. Também o Hino Nacional voltará a ser ouvido com mais intensidade, estimulando – via futebol – o pouco que resta do patriotismo do povo brasileiro. Poucos sabem que devemos esses dois símbolos pátrios à iniciativa do herói da nossa independência: o Imperador Dom Pedro I. Aos fatos.

       A Bandeira do Brasil Império foi criada e oficializada através do Decreto de 18 de setembro de 1822. Foi desenhada por Jean-Baptiste Debret. Era composta de um retângulo verde e um losango amarelo, cores escolhidas por Dom Pedro I, para lembrar o verde da Casa de Bragança (origem do nosso primeiro Imperador) e o amarelo da Casa Real dos Habsburgos, de onde provinha a nossa primeira Imperatriz, Dona Leopoldina. Ou seja, não tem nada a ver com essa mentira republicana de que o “verde significa nossas matas” e o “amarelo do nosso ouro”, como nos ensinaram (e continuam a ensinar) enganosamente nas escolas.

     Também o nosso Hino Nacional (igualmente oriundo dos tempos imperiais) o mesmo que é ouvido, com todo respeito, por milhões de brasileiros, remonta ao Primeiro Reinado de Dom Pedro I.  Na Monarquia, o Hino Nacional Brasileiro era executado sem ter ainda uma letra. Conhecida apenas como “Marcha Imperial”, foi muito tocada nos campos de batalhas da Guerra do Paraguai. Depois desse conflito foi popularizada na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Com o advento do golpe militar que implantou a “República dos Estados Unidos do Brazil” (para quem não sabe: este era o nome oficial do Brasil após o golpe militar que empurrou goela a baixo da população esta república fracassada, em 15 de novembro de 1889). E este nome que prevaleceu até 1967, quando uma das constituições republicanas crismou o país de "República Federativa do Brasil". 

        No chamado “Governo Provisório” – dirigido pelo Marechal Deodoro da Fonseca – foi instituído um concurso para a adoção de um novo hino nacional para o Brasil. A ordem era (tentar) apagar tudo que restasse do Brasil-Império. Viviam-se os novos tempos republicanos, diziam. E a propaganda oficial anunciava que tudo estava melhorando: que a pobreza vinha caindo; que a população estava comendo três refeições por dia; que agora havia justiça social...
        Quantas vezes, nos últimos 128 anos, assistimos a esse filme...

        Pois bem, na noite de 20 de janeiro de 1890, o Teatro Lírico do Rio de Janeiro estava superlotado, reunindo as mais destacadas personalidades da então capital brasileira, para conhecer o novo Hino Nacional. No camarote de honra, o velho Marechal Deodoro, àquela época já bastante decepcionado com alguns “companheiros” do golpe militar de 15 de novembro de 1889. O hino que obteve o primeiro lugar no concurso foi composto pelo maestro Leopoldo Miguez, com letra de Medeiros e Albuquerque. Na verdade, tratava-se até de uma bonita peça (hoje chamada de “Hino da República”), e que começa com o refrão: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”.

        Ao final da execução do novo hino, o Marechal Deodoro bateu com a mão sobre o balcão do camarote e impôs:
        – Prefiro o velho!
        Foi quando ficou preservada para as gerações vindouras, a bela “Marcha Imperial”, o atual Hino Nacional Brasileiro, cujos primeiros acordes (“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas/ De um povo heroico o brado retumbante”) nos enchem de orgulho e nos faz reviver o pouco do patriotismo que ainda resta à alardeada “brava gente brasileira”...

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

As ideias do economista Paulo Guedes em 35 ‘pérolas’.

Confira uma seleção de frases 'matadoras' do liberal que poderá ser o ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro, provável candidato à presidência em 2018, caso ele vença a eleição

A afirmação do deputado Jair Bolsonaro, provável candidato à presidência em 2018, de que Paulo Guedes poderá ser seu ministro da Fazenda se ele vencer as eleições de 2018, colocou o economista sob os holofotes.

Presidente do conselho de administração e estrategista da Bozano Investimentos, do empresário Júlio Bozano, com Ph.D. na Universidade de Chicago, Guedes é um dos mais aguerridos defensores do liberalismo no País e um dos maiores críticos dos governos social-democratas do PSDB, do PT e do PMDB, que comandaram o Brasil desde a redemocratização, em meados dos anos 1980.

Para conhecer melhor suas ideias, confira a seguir 35 frases de Guedes, selecionadas de entrevistas que realizei com ele e de artigos que ele escreveu nos últimos anos.


1. “A morte da velha política em 2017, sob a guilhotina da Lava-Jato, é o nosso mais importante episódio de aperfeiçoamento institucional desde a redemocratização e a convocação da Assembleia Constituinte.”

2. “A morte da Velha Política agora em 2017 marca o fim de uma era, e as campanhas eleitorais em 2018 serão o anúncio do nascimento da Nova Política.”

3. “A Nova República morreu, porque manteve o Antigo Regime. Não fez a reforma da estrutura de Estado brasileiro.”

4. “O aperfeiçoamento das instituições de uma democracia emergente é hoje mais importante do que as obsoletas disputas ideológicas entre ‘esquerda’ e ‘direita’, conservadores e progressistas, liberais e socialistas.”

5.“A grande sociedade aberta está além da direita e da esquerda. Quem estiver preocupado com isso ainda está saindo da Revolução Francesa no século XVIII. Aliás, esquerda naquela época eram os liberais. Se eu vivesse naquela época, estaria lá, com o Tocqueville, lutando contra a Velha Ordem.”

6. “Mesmo candidatos do “centro” cujas biografias resistam às investigações terão poucas chances de derrotar nas urnas os ‘outsiders’ de um degenerado sistema político”

7. “Se as candidaturas à “esquerda” e à “direita” têm limites naturais de representatividade, e portanto de crescimento, e a maioria dos eleitores de centro será disputada com vantagem por “outsiders” diante dos candidatos convencionais, torna-se bastante provável a vitória eleitoral desses “outsiders” em 2018, não apenas para a Presidência da República, mas também para governadores e para uma avassaladora renovação parlamentar, como ‘nunca antes na História deste país.’”

8. “Os corruptos destroem muito mais do que escolas, hospitais e outros serviços essenciais não prestados pelos recursos que desviaram. Destroem também a crença da população nas instituições das modernas democracias liberais.”

9. “A classe política não representa mais o povo, e sim seus próprios interesses. E os empresários não criam mais riqueza, apenas dela se apropriam em negociatas com o poder político.”

10. “O político que enriqueceu na vida pública e o empresário que tem muito poder político são aberrações de um capitalismo de Estado que degenerou para um capitalismo de quadrilha.”

11. “Não me sensibiliza dizer que a Lava Jato destruiu 300 mil empregos no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). Eu pago dois anos de crise para ter um país decente.”

12. “A concentração de poder político e recursos financeiros no governo federal explica muito de nossa degeneração sistêmica”

13.  “A ‘direita’ brasileira afundou com a redemocratização por estar associada ao autoritarismo político e à insensibilidade social do regime militar. A ‘esquerda’ brasileira afunda agora com a morte da velha política por estar associada à roubalheira, ao colapso do crescimento econômico e à insegurança nas ruas de uma decrépita Nova República.”

14. “O baixo crescimento e a corrupção sistêmica marcaram a transição do capitalismo de Estado do regime militar para um capitalismo de quadrilhas sob a obsoleta e despreparada social-democracia”

15. “O PT, o PMDB e o PSDB são partidos social-democratas que dirigem há mais de três décadas a política e a economia brasileiras, desde o nascimento da Nova República, em 1985, aos dias de hoje, em que se anuncia a morte da Velha Política. Devem explicar a degeneração de nossas práticas políticas e o medíocre desempenho econômico no período.”

16. “Os partidos social-democratas, que desde a redemocratização moldaram a Velha Política, estão feridos de morte pela corrupção, pelo baixo crescimento e pela insegurança nas ruas. O PMDB, o PSDB e o PT se revezaram no desfrute de um disfuncional aparelho de Estado com o mesmo apetite pelo poder, a mesma inapetência por reformas e a desfaçatez dos papas renascentistas.”

17. “O coração do problema do Brasil está no gasto público. Só que não existe capacidade de formulação suficiente no governo para tornar isso politicamente interessante, economicamente potente.”

18. “A Dilma foi um dos mais importantes fatores de destruição do tripé macroeconômico, baseado no câmbio livre e nas metas de inflação e fiscal. Ela participou do início, do meio e do fim do crime do desequilíbrio fiscal.”

19. “O programa de uma campanha presidencial para as eleições de 2018 terá de enfrentar os temas que descredenciaram candidatos e partidos da Velha Política. O enigma que devorou a classe política e degenerou a democracia emergente é que o governo gasta muito e gasta mal.”

20. “O caminho para a recuperação da dinâmica de crescimento econômico e a regeneração da classe política passa pelo aperfeiçoamento das instituições republicanas e pelo aprofundamento das reformas.”

21. “Políticas econômicas ineptas, como os esforços de estabilização sem a mudança do regime fiscal, derrubaram o crescimento do país, enquanto alianças políticas espúrias pela ocupação de um obsoleto aparelho de Estado promoviam a roubalheira sistêmica. Precisamos agora superar a farsa política das repetidas disputas entre correntes da mesma social-democracia.”

22. “Em 30 anos, a social-democracia, hegemônica, dominante politicamente desde meados dos anos 1980, não conseguiu fazer o que tinha de ser feito. A esquerda não tem coragem de enfrentar corretamente, tecnicamente, o problema. O que eles sabem fazer? Aumentar gastos até serem chamados à realidade.”

23. “Um erro fundamental da social-democracia em suas mais de três décadas governando o país foi a ininterrupta expansão dos gastos públicos sob todas as formas, dos meritórios programas sociais de transferência de renda inerentes a uma democracia emergente aos reprováveis subsídios a grandes empresas agora configurados como práticas de um capitalismo de quadrilhas.”

24. “Essa incapacidade de controlar gastos e de promover reformas trouxe como subproduto uma tragédia de dimensões épicas: os esforços de estabilização sem apoio da política fiscal elevaram as taxas de juros por décadas, causando um endividamento interno em bola de neve.”

25. “Acelerar as reformas, particularmente a do Estado, é o caminho para asfixiar a corrupção e recuperar nossa dinâmica de crescimento.”

26. “Se eu tivesse que fazer uma única mudança seria a reforma da Previdência, porque o déficit sobe de R$ 50 bilhões para R$ 80 bilhões num ano, para R$ 130 bilhões no outro, é uma bola de neve que vai explodir o Brasil inteiro.”

27. “Além de melhorar a qualidade de suas políticas públicas, o País precisa fazer uma reforma fiscal e previdenciária. Temos que baixar impostos e principalmente, descentralizar os recursos para Estados e municípios.”

28. “O Brasil é o paraíso dos rentistas e dos empresários escolhidos e o inferno dos trabalhadores, dos empreendedores e dos empresários que acreditam numa economia de mercado. É uma associação entre criaturas do pântano político e de piratas privados.”

29. “Prefiro 30 milhões de empregos porque baixaram os encargos trabalhistas do que ganhar alguns empregos porque meia dúzia de empreiteiras estava corrompendo o governo. Isso não é nem capitalismo de Estado, que é quando as práticas morais são sérias, é capitalismo de quadrilha.”

30. “Na selva do dirigismo de quadrilhas, evoluem há décadas as criaturas do pântano — os piratas privados, os servidores públicos desonestos e os políticos corruptos.”

31. “Depois de 40 anos de expansão de gasto público, não posso dizer que o teto de gasto público não é algo excelente. Ter um teto de gastos para os próximos vinte anos é excepcional. É a primeira vez que alguém fala em corte de gastos desde o Tancredo.”

32. “As forças da modernização, que se organizam em torno de novos eixos, exigem do Estado o cumprimento de suas funções clássicas de segurança e Justiça, assim como uma eficiente execução de suas modernas atribuições na construção de redes de proteção social, focalizadas nos pobres e operadas de forma descentralizada por Estados e municípios. A democracia emergente precisa de mais recursos para prefeitos e governadores, e menos de dez ministros em Brasília.”

33. “As classes médias das economias ocidentais tiveram seus ganhos salariais travados ao longo das últimas décadas pelo mergulho de bilhões de eurasianos que escaparam da miséria socialista nos mercados globais de trabalho.”

34. “A prosperidade dos trabalhadores depende do aumento de sua produtividade, o que exige permanente acumulação de capital e incessantes investimentos em educação.”

35. “A educação é libertadora e transforma vidas… É o maior fator de criação de riqueza.”

Até o PT sabe.


Gleisi Hoffmann explicou recentemente, em encontro do PT, um dos motivos pelos quais tratar agora de um substituto para Lula na corrida presidencial é assunto proibido no partido.

Anunciar um eventual vice, disse, faria com que seu nome fosse desde já incluído nas pesquisas de opinião. Consequentemente, ele partiria de um patamar baixo de aprovação e isso poderia fazer com que o eleitor deixasse de se empolgar com a campanha do PT e migrasse para candidatos de outras siglas. 

Reforçando o já conhecido coro, em estreita conexão com a cela número um de Curitiba, a petista disse que o partido ‘não pode tergiversar’ sobre a candidatura de Lula.”

Trocando em miúdos, ninguém, nem mesmo a insana Gleisi, acredita na possibilidade de Lula ser candidato.

Manter o nome de Lula serve, na realidade, para continuar a ter espaço na mídia.

Venezuela: a radiografia da fraude e do voto tutelado - POR MÍRIAM LEITÃO.

Dessa vez ficou clara a dinâmica usada pelo regime chavista para fraudar o processo eleitoral. 

Os enviados brasileiros foram muito felizes em descrever a rotina da fraude, que vai além da manipulação da contagem dos votos. 

Para o conselho eleitoral da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro foi reeleito no domingo.

Há muito tempo se sabe que o chavismo frauda as eleições, manipula as instituições, controla o conselho que fiscaliza a eleição. 

Agora, a cobertura dos correspondentes lá na Venezuela descreve as cenas. O eleitor que depende dos programas sociais tinha que votar e se apresentar a um posto da milícia bolivariana para comprovar que votou. 

Assim, além de garantir a permanência no programa, ganhava o equivalente a US$ 8, o que é muito dinheiro por lá. É a compra oficial de voto. 

Há ainda a modalidade de votação assistida. O eleitor é acompanhado por um miliciano que indica como ele deve votar. 

Os venezuelanos contaram à reportagem que não podem correr o risco de perder a “Carteira da Pátria”, que garante uma quota de alimentos. O voto por lá é absolutamente controlado.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Pedro Alves de Brito - Antônio Alves de Morais

Clique na foto para ampliar..

Da esquerda para direita:
O de chapéu motorista de Pedro Brito.
Pedro Brito, de gravata.
Madrinha Mundinha.
Escolástica.
Madrinha Zefa.
Expedito Bezerra de Brito.
Bonifácio e Luiz de Joaquim André, Pedrinho e Zacarias de Chico André.

Na verdade já se falou muito neste blog sobre Pedro Alves de Brito. Sabemos ser neto de Joaquim Alves de Morais e Teresa Anacleta de Meneses, que eram os pais de Leonarda Bezerra de Brito sua mãe. Tinha três irmãs casadas com primos em Várzea-Alegre, Bilinha com Jose Alves Feitosa Bitu, há poucos dias postagens uma bela foto da família, Sandola com Jose Raimundo de Menezes, o conhecido Zé Raimundo do Canto e Milinda com Cazuzinha Mendes do Iputi. Pedro Alves de Brito era casado com Laura Morais e Silva da Lagoa do Arroz. Foi político no Crato, desempenhando com ética, moral e honradez mandatos de vereador por varias legislaturas.

Duas ou três vezes ao ano Pedro Brito visitava os seus primos de Várzea-Alegre. Eram dezenas. Como a família era muito grande encontravam-se uns de posses, abastados e outros desprovidos de quaisquer valores materiais. Para Pedro Alves de Brito todos tinham o mesmo valor, e por essa razão recebiam dele a mesma consideração. Nesta visita a casa do Sanharol Pedro Brito fez-se acompanhar de Expedito Bezerra de Brito, filho do professor Zuza Bizerra de quem era primo legitimo. O Conhecido Expedito da Casa Tamoio.

PSDB lança general contra reeleição de petista no Ceará

Candidatura de Guilherme Theophilo será apresentada na tarde desta segunda-feira; no outro lado, Camilo Santana, do PT, deve ter do MDB a Ciro Gomes

Fonte: VEJA  – por Guilherme Venaglia
 General Guilherme Theophilo (Raimundo Valentim/TJ-AM/Flickr)
O PSDB lança, nesta segunda-feira, a pré-candidatura do general da reserva Guilherme Theophilo ao Governo do Ceará.. O militar entra no pleito para liderar a oposição ao atual governador, Camilo Santana (PT), que é pré-candidato à reeleição. A candidatura de Theophilo será apresentada em um anúncio marcado para hoje as 16h. O principal artífice do lançamento do militar é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Em torno de Camilo, uma ampla aliança que vai do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), ao pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes/ Eunício e o irmão de Ciro, o ex-governador Cid Gomes (PDT), devem ser os dois nomes ao Senado da chapa.
Em um estado atingido pela disputa de facções criminosas, como mostrou reportagem de VEJA em fevereiro deste ano,  o foco do General Theophilo é a segurança pública e o combate ao tráfico. Durante o ápice da crise no estado, o governador Camilo Santana chegou a, diversas vezes, imputar a responsabilidade do problema para o governo Federal, argumentando ser o Ceará vítima de um descontrole da segurança em outras regiões do país.

Ingratidão é o preço do favor não merecido - Antônio Alves de Morais.


José de Pedro André, meu pai, o último a direita, disse um dia que as duas coisas mais bonitas do mundo eram uma banda de música tocando um dobrado  e o baixio do Machado amarelo de arroz. Ele reuniu num adjunto em 1967 o prefeito da cidade, Pedro Sátiro, que chegou acompanhado do vigário José Otávio,  do Juiz Dr. Vasco Santiago e do promotor de justiça Aírton Castelo Banco.

Ele gostava de reunir gente, tinha muitos amigos e levou a roça 120 homens, sem nada lhe cobrarem, para colher, num só dia, o produto de sua lavoura de arroz.

Dava gosto de se vê,
Um bando da cabra macho,
Cortando cacho por cacho,
Cantando sindô lelê.

Enviei a foto de outro evento para Luiz Lisboa e eis que foi comentada nos termos seguir pelo senhor Erivan Alves.

Muito sofrimento, também! Produzia-se "muito", mas já de cara deixava-se 20% da produção para os "SUPOSTOS" proprietários das terras, que "FAZIAM O FAVOR" de deixarem os "TRABALHADORES SEM TERRA" produzirem. Eram 20% da produção bruta que ficavam "com o patrão" e isso sem que eles dessem UMA semente de arroz para o plantio! Verdadeiro regime de "escravidão".  A festa era bonita, verdade, mas o que sobrava ao agricultor eram só as mãos cheias de calo, o rosto queimado do sol e, invariavelmente, a humilhação do "dono da terra".

Antônio Morais - Desagravo.
Fui eu quem enviou esta foto para o Luiz Lisboa. O adjunto era de José André, meu pai, a localidade era Lagoa do Ronca que pertencia ao senhor João do Sapo. 

Devo informar ao Erivan Alves que o meu pai nunca foi escravo de quem quer que seja e, que João do Sapo nunca escravizou ninguém. 

"A ingratidão é o preço do favor não merecido". Fica a pergunta para o Erivan : O teu avô foi escravizado?  Eu sempre entendi que havia uma grande amizade  entre a família dele e a de Joaquim Diniz proprietário das terras em que ele sempre trabalhou..

É bom respeitar a história.

Por que há uma resistência monárquica no Cariri? (1ª Parte) – por Armando Lopes Rafael (*)


No último 15 de novembro, aniversário do golpe militar que implantou a república no Brasil, monarquistas caririenses fizeram carreata de protesto, com encerramento junto à estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte.

     Pessoas perguntam a razão desse crescimento de monarquistas – principalmente entre os jovens –  nos dias atuais, aqui no Cariri. Os alienígenas são os que mais ficam intrigados com esta realidade da caririensidade.  Nascidos noutras regiões deste país continental, para cá esses alienígenas se transportaram, mas resistem em se adaptar à nossa realidade O etnocentrismo continua presidindo suas ações e reações.

     Desde o século XIX, pessoas de diversas camadas sociais do Vale do Cariri, este localizado no Sul do Ceará, tiveram a visão de defender uma forma de governo que se coadunasse com a mentalidade e anseios, tanto de parte da elite, como da maioria da população (chamada à época de “povinho”, denominação hoje rebatizada grosseiramente -- pela esquerda festiva -- de “povão). Essa visão de vida teve seu apogeu entre 1822 e 1889, época que nossa pátria era o Império do Brasil. E era respaldada pela mais antiga forma de governo que a humanidade conheceu: a Monarquia. Um regime orgânico, atrelado ao Direito Natural,  ainda hoje em vigor em vários países considerados como dos mais organizados do globo -- o chamado Primeiro Mundo -- aqueles que atendem satisfatoriamente ao bem comum.

    Este anseio e aspirações monárquicas prosseguiram no Cariri cearense, mesmo após o golpe militar que implantou a forma de governo republicana no Brasil. Naquele golpe, feito sem a participação do povo do Rio de Janeiro, por uma minoria militar e por fanáticos da seita Positivista, foi rasgada a Constituição do Império do Brasil (justamente a que mais durou (foram 65 anos dentro do império da lei) já que nestes 128 anos republicanos tivemos 6 (seis) constituições. E já estão pregando a convocação de mais uma, que seria a 8ª (oitava). Monarquistas caririenses, no entanto,  mantiveram acesa uma chama (e não somente   “um reflexo saudoso” de um passado que deu certo). Essa resistência monárquica tornou-se a bem dizer, um estado de espírito de pessoas da elite e do povo. Não se deve confundir o povo com a massa.

        Bem definiu o Papa Pio XII quando escreveu em meados do século XX: "Povo e multidão amorfa ou, como se costuma dizer, massa, são dois conceitos diversos. O povo vive e move-se por vida própria; a massa é em si mesma inerte e não pode mover-se senão por um elemento extrínseco. O povo vive da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais -- na sua própria situação e do modo que lhe é próprio -- é uma pessoa cônscia de suas próprias responsabilidades e de suas próprias convicções. A massa, pelo contrário, espera o impulso que lhe vem de fora, fácil joguete nas mãos de quem quer que lhe explore os instintos e as impressões, pronta a seguir, sucessivamente, hoje esta, amanhã aquela bandeira".
          Como as palavras de Pio XII são atuais na república brasileira... Voltaremos a falar sobre esta tradição monárquica,  latente e  mantida pelo povo do Cariri, em próximo artigo.
   

(*) Armando Lopes Rafael é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri (ocupante da Cadeira José Denizard Macedo de Alcântara) e Membro-Correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).

A candidatura de Lula não será barrada “de ofício” - O Antagonista.


Cármen Lúcia disse na Bandeirantes que o TSE não pode barrar antecipadamente a candidatura de Lula: “O Judiciário não age de ofício, age mediante provocação”.

Ao mesmo tempo, ela repetiu que o presidiário é inelegível, por causa da Lei da Ficha Limpa: “Isso foi aplicado desde 2012. Eu não noto nenhuma mudança de jurisprudência no TSE. E o Supremo voltou a este assunto, este ano, e reiterou a jurisprudência e a aplicação da jurisprudência num caso de relatoria do ministro Fux, atual presidente do TSE.”

domingo, 20 de maio de 2018

Joesley explode Dilma. “Ex-Presidenta” negociou a propina pessoalmente”.


Reportagem da revista Veja desta semana detalha as novas revelações feitas pelo delator Joesley Batista, acionista da JBS. 

Em depoimentos prestados à Polícia Federal para explicar capítulos de seu acordo de colaboração, o empresário conta que a ex-presidente Dilma Rousseff dispensou intermediários ao tratar de propinas. Algo que nem o seu antecessor Lula, preso por corrupção e lavagem de dinheiro, fez. 

Joesley revelou aos investigadores que Dilma lhe pediu, dentro do Palácio do Planalto, uma doação ao ex-ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel durante a campanha do petista ao governo de Minas Gerais em 2014. 

Como a iniciativa partiu da então presidente, o empresário explicou que a ajuda financeira seria descontada de uma conta de propina abastecida com de 150 milhões de dólares, que era mantida no exterior e seria destinada a Dilma e Lula. Após a contribuição para Pimentel, o saldo ficaria zerado, alertou Joesley. Dilma deu o o.k. A JBS liberou, então, 30 milhões de reais.

Uma questão de Estado - Por Augusto Nunes.


O eleitor brasileiro tem de estar ciente de que a reforma da Previdência não é uma questão de escolha circunstancial. Todos devem saber que, sem essa reforma, as contas públicas estarão condenadas ao colapso irreversível, com impacto negativo profundo, e por gerações, na capacidade do País de se desenvolver. Se houvesse essa consciência coletiva, os candidatos a presidente da República que ousassem questionar a pertinência e a urgência dessa reforma, como fazem os irresponsáveis populistas de sempre, seriam impiedosamente punidos nas urnas. Não se trata, portanto, de um tema meramente eleitoral, sujeito aos solavancos das pesquisas de intenção de voto. A reforma da Previdência é uma questão de Estado, acima de considerações políticas paroquiais e imediatistas.

Provavelmente foi essa ponderação que o presidente Michel Temer teve em vista quando disse ao Estado, em entrevista recente, que se dispõe a tratar com seu sucessor eleito uma forma de colocar a reforma da Previdência em votação antes da posse do novo governo. “Estou disposto a fazer um acordo com o futuro presidente, porque ainda dá tempo de aprovar a reforma da Previdência neste ano, em outubro, novembro e dezembro.” A intenção é permitir que o próximo governo já comece sem a penosa tarefa de ter de se dedicar à aprovação de uma reforma tão bombardeada pelas ruidosas corporações habituadas a parasitar o Estado.

Não é demais lembrar que havia total condição de aprovar essa reforma no ano passado, mas o esforço do governo foi sabotado pelas denúncias de corrupção oferecidas pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Temer. As denúncias não tinham fundamento e acabaram derrubadas no Congresso, mas foram suficientes para minar a capacidade de negociação política do governo.

Assim, mesmo fazendo uma administração que recuperou a racionalidade na gestão das contas públicas, reduziu os juros, derrubou a inflação, aprovou uma importante reforma trabalhista e impôs um necessário teto para os gastos públicos, o governo enfrenta imensa impopularidade ainda como consequência daquelas denúncias ineptas, e tal situação reduziu o cacife de Temer para continuar a implementação de sua agenda reformista.

Diante disso, o presidente parece apostar que será possível aprovar a reforma da Previdência ainda neste ano se houver apoio firme do presidente eleito, munido da natural legitimidade que cerca o vencedor do pleito.

O presidente eleito, seja ele quem for, deveria ter total interesse nessa proposta. O que Temer está oferecendo é um esforço conjunto para realizar agora uma reforma que, de um jeito ou de outro, terá de ser feita, pois sem ela inviabilizam-se todos os demais projetos de governo. Não haverá recursos para investimentos nem para programas sociais, e a máquina administrativa, que já funciona mal, corre sério risco de parar.

Portanto, de nada valerão as propostas do candidato vencedor da eleição se não houver as condições objetivas para implementá-las, e essas condições passam necessariamente pela adequação da Previdência à realidade. Logo, o interesse em aprovar a reforma não deveria ser deste ou daquele partido ou político, pois quem quer que se diga capaz de garantir a governabilidade sem interromper a sangria do sistema previdenciário estará simplesmente mentindo.

Farão bem, portanto, os candidatos que desde já aceitarem a oferta do presidente Temer, dispondo-se a negociar um esforço concentrado logo depois da eleição para mobilizar as forças políticas responsáveis e aprovar a reforma da Previdência. Mais do que nunca, é preciso superar as eventuais divergências políticas e compreender que, sem essa reforma, ficam interditadas, por irrealizáveis, todas as demais iniciativas do futuro governo.

Quem perderá com isso não será este ou aquele partido; será o País, cujo futuro presidente, por melhor e mais legítimo que seja, não conseguirá administrar senão tendo em perspectiva o curtíssimo prazo – da mão para a boca. Já a retomada do pleno desenvolvimento, esta ficará para o Dia de São Nunca.